quarta-feira, 20 de julho de 2011

Médicos indicam aborto, mas casal se recusa e menina sobrevive

Com 19 meses, a inglesa Charley-Marie surpreendeu especialistas ao sobreviver mesmo com tumor no coração

Quando a inglesa Heather Skinner's estava com cerca de 21 semanas de gravidez, os médicos a aconselharam a interromper a gestação, pois dificilmente a menina, que já tinha ganhado o nome de Charley-Marie, sobreviveria. Por meio de exames, os especialistas descobriam que havia um tumor na parte esquerda do coração da garota, o que fazia com que o fluxo sanguíneo fosse prejudicado, noticiou o jornal britânico Daily Mail. Porém, Heather e o marido, Andy, decidiram que iriam ter a filha, pois preferiam que, se fosse mesmo o caso, a menina morresse naturalmente a induzir um aborto.

Mesmo com a decisão, os médicos disseram para o casal iniciar os preparativos para o funeral. Eles ainda tiveram de contar aos outros cinco filhos que eles provavelmente não teriam mais uma irmãzinha. Heather disse ao jornal que quando soube da notícia, ela e o marido ficaram em um quarto do hospital e a única coisa que conseguiam fazer era chorar. Já em casa, contaram com o apoio de uma parteira que os ajudaria a lidar com o inevitável.

"Todos os dias eu me perguntava se ela ainda estava viva dentro de mim", contou Healther. Mas, contra todas as probabilidades, Charley-Marie surpreendeu os médicos e sobreviveu. Ela nasceu em janeiro do ano passado, três semanas antes do previsto. Imediatamente após o nascimento, a garota foi levada para a UTI do hospital para que fossem realizados exames no seu coração. O tumor ainda estava lá, contudo, de alguma forma, o coração da menina encontrou uma maneira de bombear o sangue.

As primeiros 48 horas de vida de Charley-Marie foram críticas e família ficou sem saber o que aconteceria. Mas três dias após o nascimento, ela foi autorizada a ir para casa com os pais. A família, que esperava pelo pior, sequer tinha preparado o enxoval do bebê. "Não tínhamos nem comprado roupas para ela, apenas um cobertor que seria usado em seu enterro", contou Andy ao jornal.

Apesar da alegria inicial, os médicos novamente foram taxativos: a menina não sobreviveria ao primeiro aniversário. Com 5 meses, ela foi diagnosticada com esclerose tuberosa, uma doença rara que causa tumores benignos em órgãos vitais. Não há cura e os especialistas disseram que uma cirurgia não adiantaria.

Mais uma vez contrariando as expectativas, Charley-Marie teve, sim, sua festa de aniversário de 1 aninho, com direito à família reunida e fogos de artifício. Hoje, aos 19 meses, a menina se comporta com qualquer criança de sua idade, segundo a mãe. "Os médicos não tem ideia do que vai acontecer com o coração dela. E nós apenas esperamos pelo melhor", afirmou.

Fonte:
http://revistacrescer.globo.com/Revista/Crescer/1,,EMI249859-17729,00.html

A juventude é o maior tesouro da humanidade

Em que estado ela se encontra?

"Filhos, obedecei a vossos pais, no Senhor, pois isso é justo" (Ef 6,1).

A juventude é chamada de "a flor da idade", porque é bela, forte, pujante, cheia de vida e desafios. Mas, muitos jovens estão sofrendo em nossos dias, porque não sabem o sentido da vida e porque não lhes foi mostrada a sua beleza conforme a vontade de Deus.

Muitos ainda não sabem o valor que têm, por isso desprezam sua própria existência e a dos outros. Perdidos no tempo e no espaço, debatem-se, muitas vezes, no tenebroso mundo do crime, das drogas, da violência, do sexo sem compromisso e de outras mazelas.

O maior tesouro da humanidade é a sua juventude. No entanto, em que estado ela se encontra? A quantas anda este tesouro de carne e espírito? Tenho-o visto desprezado, entregue às drogas, ferido pelas armas, destruído pelo álcool, carente de amor e de vida. Que belo tesouro desvalorizado!

O jovem não tem o direito de abandonar-se ou deixar sua vida se estragar; pois ele é a mais bela obra do Criador. Muitos já perderam o magnífico sentido da vida, mas Deus tem um plano e uma vontade para a vida de cada um.

Leia esta estória:

Havia, na Índia, um sábio que desvendava os mistérios da vida das pessoas; ele era assiduamente procurado. Certa vez, um jovem desconfiado e ousado, quis testar a sabedoria do velho sábio. Pegou um passarinho vivo, escondeu-o atrás do corpo e se apresentou diante do homem de cabelos e barbas já brancos.

- O senhor é sábio mesmo?

- Dizem que eu sou.

- Então, responda-me: o que eu tenho em minhas mãos?

- Deve ser um pássaro; jovens como você gostam muito de caçar os pássaros.

- É verdade, o senhor acertou! Parece que é sábio mesmo. Mas me diga, o pássaro está vivo ou está morto?

O sábio agora estava numa situação difícil; se ele dissesse que o passarinho estava morto, o jovem o soltaria a voar; se dissesse que estava vivo, o jovem o mataria em suas mãos sem que o sábio o notasse. Uma cilada de mestre!

- Então, senhor sábio, o passarinho está vivo ou está morto? Responda-me. O senhor não é sábio?

O velho abaixou a cabeça e pensou um pouco.

Depois respondeu ao jovem:

- Depende de você!

Pensativo e cabisbaixo o jovem foi se afastando e, ao longe, olhando para o velho, soltou o passarinho e começou a chorar.

Você jovem tem um passarinho dentro de você. Matá-lo ou deixá-lo viver depende exclusivamente de você, pois você recebeu o dom mais precioso deste mundo: a liberdade. Este pássaro de ouro, que é sua vida, criada à imagem e semelhança de Deus, está em suas mãos. Eu lhe pergunto: o que você vai fazer dela? Depende de você! A vida é sua e de mais ninguém. É o único dom que de fato é inteiramente seu. O resto é seu, mas está fora de você. Não culpe ninguém pela vida que você está levando.

Paul Claudel, um teatrólogo francês convertido, disse que "o jovem não foi feito para o prazer, mas para o desafio". Só Cristo pode dar ao jovem o máximo. Jesus lhe revela a sua beleza e o seu valor; Ele lhe mostra a grandeza de ser "filho amado de Deus".

O jovem cristão, como já foi dito, deve honrar os seus pais, como ensina o quarto mandamento; deve ser fiel a seus amigos e irmãos, estudar e trabalhar, nunca perder tempo e jamais jogar a vida fora com coisas vazias. Terá que descansar e pode se divertir, mas de maneira saudável, sem pecar, sem fazer do prazer um fim, mas apenas um meio de descansar e poder viver bem fazendo o bem aos outros.

É na juventude que Deus nos chama a um encontro pessoal com Ele. Para alguns será um chamado para a vida sacerdotal ou religiosa, vivendo no celibato e entregando a sua vida radicalmente a Deus a serviço do seu Reino. Não existe nada mais belo para um jovem do que a vocação sacerdotal. Sem o sacerdote não há Igreja, não há perdão sacramental dos pecados, não há Eucaristia, não há salvação.

O jovem cristão é também um evangelizador; especialmente sendo exemplo no meio de seus amigos, sem ter vergonha de sua fé e de sua Igreja. Hoje é difícil dar testemunho de Jesus, viver como a Igreja ensina, rejeitando o sexo fora e antes do casamento; fugindo das diversões perigosas e de todo pecado; mas, quanto mais isso for difícil, mais necessário será para a sociedade voltar para Deus. O jovem precisa conhecer a doutrina católica, ler e estudar o Catecismo para saber dizer a seus parentes e amigos qual a sua esperança e as razões de sua fé.


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Prof. Felipe Aquino

quinta-feira, 14 de julho de 2011

Adolescentes recebem mais incentivos para abstinência sexual nos EUA

Os médicos dos Estados Unidos estão aderindo ao movimento em defesa da abstinência sexual. A seguir, saiba por que eles estão orientando os adolescentes para aderirem à política do "Basta dizer não"...

Jodie Morse
Time

A projeção de slides foi arrepiante. No começo, chamaram a atenção um colo do útero com lesões pré-cancerosas e trompas de Falópio enrugadas. Mas, o que levou o jovem Seth Claude e seus amigos a ficarem completamente lívidos foi um pênis coberto de feridas, inteiramente distendido e deformado, e parecido com uma bexiga murcha. "Antes, eu achava que se você tivesse verrugas genitais, talvez aparecessem uma ou duas, não mais. Mas então, eu vi aquela pessoa com um montão delas e realmente fiquei de queixo caído", conta Seth, 13 anos. "As fotos são o bastante para qualquer um ter uma boa quantidade de pesadelos".

Mas será que essas fotos foram convincentes o suficiente para que ele decida evitar ter relações sexuais? Essas imagens constituem a espinha vertebral de um curso curricular de educação sexual intitulado Worth The Wait ("Vale a pena esperar"), o qual é lecionado na escola que freqüenta Seth, a Escola de Ensino Médio Caldwell, na cidade de Caldwell, no Texas, e em 31 outros distritos em todo o Estado.

Concebidas pela médica Patricia Sulak, uma ginecologista, obstetrícia e também professora da matéria no colégio de medicina da universidade A&M, no Texas, as aulas apresentam as conseqüências clínicas possíveis do sexo entre adolescentes, por meio de fotos e de estatísticas apavorantes, organizadas em forma de gráficos, detalhando e explicando os números de jovens adolescentes infectados por doenças sexualmente transmissíveis. A mensagem a ser levada para casa: abstenha-se de ter relações sexuais ou senão você estará exposto a correr um grave risco medical.

Uma tremenda batalha envolvendo a educação sexual vem sendo travada há muito tempo neste país - e a cada ano que passa, os adversários estão ficando cada vez mais entrincheirados nas suas posições. De um lado, estão os conservadores religiosos que defendem a idéia segundo a qual o sexo fora do casamento é um ato ímpio. Eles obtiveram milhões de dólares em créditos do governo federal para implantar programas educativos que defendem a abstinência e alertam para os perigos que representa o uso de contraceptivos.

O outro campo, por sua vez, integrado por praticamente todas as organizações medicais mais importantes que operam no país, afirma que seria uma irresponsabilidade negar às crianças informações sobre o uso de preservativos. Agora, no momento em que o Congresso está avaliando a proposta do presidente Bush que visa reforçar em 33% o financiamento dos cursos que preconizam a abstinência, os quais passariam a receber US$ 135 milhões (cerca de R$ 513 milhões), o equilíbrio das forças presentes está mudando.

Um batalhão reduzido mas barulhento de médicos bandeou-se para o lado da abstinência. "Eu costumava acreditar que tudo o que tínhamos a fazer era lotar as escolas com preservativos e que isso resolvia o problema", conta Patricia Sulak. "Mas, após ter analisado as estatísticas, fui obrigada a operar uma mudança radical nas minhas concepções em relação aos adolescentes e a sua vida sexual".

Os fatos estão provando que esse tipo de reviravolta é contagioso. Patricia Sulak vendeu os seus kits de slides para funcionários de serviços medicais em 44 Estados. De maneira mais significativa ainda, o Colégio Americano de Obstetrícios e Ginecologistas, que esteve por muito tempo no campo adversário no que diz respeito à educação sexual, está se preparando para honrar Sulak com um prêmio presidencial, que lhe será entregue na próxima primavera.

Enquanto isso, um grupo de mais de 400 médicos deu a sua colaboração na realização de um CD-ROM sobre abstinência sexual, intitulado: "Prescrições para os pais: um guia dos médicos sobre a adolescência e o sexo", o qual foi lançado no mês passado pelo National Physicians Center for Family Resources (Centro Nacional de Médicos em prol do Desenvolvimento da Família). "Pais e filhos querem ser informados sobre fatos medicais, e não ser alvos de uma abordagem moralista unilateral e tendenciosa", afirma Dianna Lightfoot, a presidenta do centro.

Os educadores que defendem a abstinência sexual também querem pôr em evidência a história dessa evolução medical. De 1999 a 2001, o Instituto Medical em prol da Saúde Sexual, em Austin, no Texas, que comercializa material pedagógico para educadores que defendem a abstinência sexual, registrou um aumento de 150% nas vendas dos seus produtos. Até mesmo os Centros de Prevenção e Controle das Doenças (CDC), cujos programas educacionais costumavam estimular o uso de preservativos, operaram em silêncio uma revisão drástica de sua posição em relação à abstinência sexual.

Com efeito, este organismo retirou de seu site na Internet, neste verão, um capítulo inteiro chamado "Programas que funcionam", o qual cantava as glórias de oito cursos de educação sexual baseados no incentivo do uso de preservativos. Agora, esta agência se concentra exclusivamente nos cursos que preconizam a abstinência. Para Lloyd Kolbe, o diretor da divisão do CDC que cuida da saúde dos adolescentes nas escolas, e que fora inicialmente um dos autores do capítulo dedicado ao uso de preservativos, "aquela era uma abordagem muito limitada".

Mas, o que há de diferente agora? Os anos 90 apresentaram um balanço dividido entre positivo e negativo no que diz respeito à saúde sexual dos adolescentes. Houve um declínio consistente, de 20%, na taxa de nascimentos de filhos de pais adolescentes, e, segundo um relatório divulgado pelo CDC na semana passada, a atividade sexual nessa faixa etária diminuiu de 15%. No entanto, a incidência de determinadas doenças transmitidas sexualmente aumentou sensivelmente nos adolescentes. Um quarto de todos os novos casos de infecção pelo vírus HIV registrados atualmente ocorrem em indivíduos de 21 anos ou menos.

Além disso, os médicos estão registrando um número cada vez maior de ocorrências em que são diagnosticados casos de herpes e de vírus do papiloma humano, ou HPV, o qual está ligado a casos de câncer cervical e do qual estima-se que ele infecta mais de 15% dos adolescentes sexualmente ativos. É justamente esta última estatística que está deixando alguns médicos mais angustiados. Embora as especificidades do vírus HPV continuem a representar um mistério para a classe medical, fomos informados de pelo menos uma característica assustadora desta doença: o HPV é transmitido pelo contato da pele com os órgãos genitais e suas regiões adjacentes, o que significa portanto que nem sempre os preservativos protegem os indivíduos do seu contágio. Isso também significa, assim como Patricia Sulak não se cansa de dizer, que não existe nada melhor do que relações sexuais seguras.

O fato de Patricia Sulak estar liderando esta campanha não é nenhuma surpresa. Ela é uma especialista muito respeitada no campo da contracepção que se dedicou ao longo da década passada a pesquisas sobre a pílula do controle de natalidade. Ela também se destacou ao defender uma de suas causas mais importantes, sete anos atrás, quando lhe pediram para ajudar a escolher um programa de educação sexual para a escola de ensino médio de seu filho. Os programas de estudos que ela examinou então eram todos deformados por tendências ideológicas, e repletos de erros medicais. Diante disso, ela decidiu criar o seu próprio programa, inspirando-se amplamente em dados fornecidos pelos Institutos Nacionais de Saúde e pelo CDC. "Tudo o que fizemos foi apurar e estabelecer fatos", diz, "e ninguém pode discutir contra os fatos".

No entanto, a maneira com que esses fatos são apresentados está suscitando rajadas de críticas dos dois lados. Alguns conservadores da linha dura, que vêem a educação sexual como a principal guerra cultural entre todas na qual eles obtiveram sucessos consistentes, afirmam que Patricia Sulak não faz o suficiente para promover a santidade do casamento, o que é uma condição requerida para se receber o financiamento federal destinado a apoiar os programas de estudos sobre abstinência sexual. Além disso, eles não se mostram particularmente satisfeitos diante de perspectiva de ver os seus jovens filhos passarem uma parte de seu tempo escolar vendo imagens de colos do útero. Conforme argumenta Leslee Unruh, o presidente do Escritório Central da Abstinência Nacional, "criei cinco crianças abstêmias sem lhe mostrar sequer uma imagem de órgãos genitais infectados".

Por sua vez, os que defendem uma educação sexual clara e abrangente dizem temer os pecados por omissão. O programa curricular Worth the Wait permanece em silêncio sobre assuntos tais como a masturbação e a homossexualidade e, além disso, visando adequar-se às instruções gerais fornecidas pelo governo federal, este curso menciona os preservativos apenas para destacar as suas inúmeras imperfeições.

"Ao manipular fatos que dizem respeito aos preservativos, eles recorrem à tática do medo para tentar convencer as crianças a não serem sexualmente ativas", acusa Tamara Kreinin, a presidenta do Conselho de Educação e de Informação sobre Sexualidade nos Estados Unidos. "Além disso, o fato de que muitos médicos estejam aderindo atualmente a esse tipo de abordagem lhe confere um nível mais alto de credibilidade". O médico David Kaplan, um professor de pediatria na Escola de Medicina da Universidade do Colorado, compartilha as suas preocupações: "É revoltante ver programas de educação sexual que evitam fornecer aos adolescentes as informações necessárias para que eles possam se proteger".

Mesmo assim, alguns dos mais ardorosos defensores do método de Patricia Sulak também são oriundos da profissão medical. "Acabei me rendendo à sua maneira de pensar", disse o médico Gerald Joseph Jr., um obstetrício-ginecologista que exerce em Springfield, no Missouri, e diretor de departamento no Colégio Americano de Obstetrícios e Ginecologistas. "Não há dúvida de que o seu programa é totalmente preciso e responsável no plano medical".

Com efeito, os médicos contribuíram para todos os aspectos do programa de estudos Worth the Wait. Não só eles formam e treinam educadores de saúde enviados por escolas que participam do programa, mas, além disso, médicos ou estudantes de medicina também dão palestras na qualidade de professores convidados para estudantes durante o semestre. Se alguns desses estudantes declararem, em algum momento desse curso, que eles não pretendem se abster até o casamento, eles são imediatamente encaminhados até um profissional medical para obter informações sobre contraceptivos.

Talvez a questão mais premente em relação ao programa Worth the Wait seja aquela que vem infernizando o movimento em prol da abstinência desde o começo: será que ele funciona? Embora uma avaliação em grande escala de onze desses programas, conduzida pelas autoridades federais, esteja prevista para ser divulgada no começo do próximo ano, nenhum estudo confirmou até agora os méritos da abordagem "Basta dizer não". Mas há certos indícios de menor alcance que podem indicar que o programa Worth the Wait está produzindo alguns resultados. Uma avaliação continuada que vem mobilizando professores da Universidade A&M, no Texas, apurou que, de 1999 a 2001, a freqüência de atividade sexual entre os alunos que cursam os sétimo e oitavo graus do programa caiu para 4% e 2% respectivamente.

Voltando para Caldwell, Seth Claude e a sua namorada Chaille explicam que eles estão assimilando todas essas informações com cautela. "Costumamos ficar sentados um na frente do outro no ônibus e durante o almoço", ele diz. E quando eles estão finalmente a sós, eles acabam conversando com freqüência sobre verrugas genitais.

Com reportagem de Perry Bacon Jr. em Washington, e Adam Pitluk em Caldwell

O que dizem os adolescentes:

A seguir, conheça as respostas que foram dadas por ocasião da pesquisa promovida pela Time e a MTV america, realizada online entre 10 e 12 de setembro passado, junto a 1.061 pessoas com idades entre 13 e 18 anos:

56% dos entrevistados dizem que eles pretendem se abster de ter relações sexuais até o casamento.

79% tiveram aulas de educação sexual na escola

15% tiveram aulas voltadas exclusivamente para a abstinência sexual

69% são contra a alocação de verbas federais para programas destinados a tratar exclusivamente de questões ligadas à abstinência

15% dizem que eles não se sentem à vontade ao receberem informações sobre sexo na escola

58% acham que as suas escolas fizeram um bom ou um excelente trabalho ao proporcionar-lhes um ensino sobre sexo e sobre questões relacionadas ao sexo, inclusive sobre o controle de natalidade e doenças sexualmente transmissíveis

59% acham que os seus pais fizeram um bom ou um excelente trabalho ao transmitir-lhes ensinamentos sobre sexo e sobre questões relacionadas ao sexo, inclusive o controle de natalidade e as doenças sexualmente transmissíveis

73% acham que os centros de saúde das universidades deveriam disponibilizar preservativos para os estudantes que os solicitarem

37% acham que os compromissos de se manter virgem são eficazes para convencer os adolescentes a não terem relações sexuais antes do casamento


Tradução: Jean-Yves de Neufville

DOCUMENTOS > SEITAS E RELIGIÕES > A Igreja Universal do Reino de Deus

Dentre as comunidades protestantes pentecostais, a que mais se propaga atualmente é a chamada Igreja Universal do Reino de Deus", fundada no Brasil em 1977 por Edir Macedo Bezerra.

1. Traços biográficos

Edir Macedo Bezerra nasceu no Estado do Rio de Janeiro. Quis ser professor; todavia, abandonou seu curso universitário sem o concluir, pois era uma pessoa deprimida. Procurou alivio na Igreja Católica, mas não se satisfez. Passou então para o espiritismo e freqüentou terreiros de macumba, mas também aí não encontrou as respostas desejadas. Fez- se então membro da Igreja Pentecostal Nova Vida, onde permaneceu até 1974. Deixou-a para pregar; por conta própria, a cura mediante a fé. Em1974, junto com Roberto Augusto Alves, Romildo Soares (seu cunhado) e os irmãos Samuel e Fidelis Coutinho, fundou a Igreja Cruzada do Caminho Eterno. Em 1977 se desentendeu­ com os irmãos Coutinho e, ao lado do cunhado e de Roberto Augusto, inaugurou a Igreja Universal do Reino de Deus na Abolição (zona norte do Rio de Janeiro).

Quatro anos após a fundação, Edir outorgou o título de "bispo" a si próprio e a Roberto Augusto. "Esse negócio de bispo é só um título para envolver os católicos", terá dito Edir Macedo, segundo o depoimento de Roberto Augusto ao Jornal da Tarde de 2/4/1994, pág. 16.

O próprio Roberto Augusto, que "sagrou" Edir como bispo, separou-se de Macedo e retornou à Igreja da Nova Vida; algo de semelhante fizeram vários companheiros de Edir Macedo - entre os quais o famoso pastor Carlos Magno de Miranda, que se retirou para fundar a sua Igreja, dita "do Espírito Santo de Deus". Romildo Soares, cunhado de Edir, afastou-se para constituir sua Igreja, dita "Igreja da Graça". Na verdade, a colaboração com Edir se tornou difícil por causa da prepotência deste líder e eu) virtude do espírito mercantilista que cada vez mais foi prevalecendo em suas atividades.

Feito "bispo" monárquico, Edir criou para si um vasto império. Como pregador do Evangelho e arauto de curas, foi adquirindo vários meios de comunicação e outros bens materiais no Brasil e no exterior.

2. O culto praticado na Igreja Universal

O culto exercido nas sessões da Igreja Universal do Reino de Deus é predominantemente o de atendimento às pessoas que lá compareçam, afetadas por algum problema físico, psíquico, familiar, econômico... Os pastores desta Igreja atribuem o surto desses problemas à intervenção do demônio (não raro confundido com a pomba-gira ou algum exu da Umbanda); consequentemente, aplicam exorcismos - o que se faz em meio a gritos, lágrimas, gemidos, convulsões, pancadas, aclamações, palmas, etc...

Edir Macedo tem o dinheiro cru grande estima: "O dinheiro é uma ferramenta sagrada que Deus usa na sua obra" (Jornal da Tarde, 6/4/1991, pág. 14) - daí a insistência no pagamento do dízimo. Há diversos modos de estimular os fiéis à entrega de dinheiro; exemplificando: são distribuídos envelopes aos crentes, aos quais é dado um prazo fixo para que os devolvam com um fio de cabelo para ser benzido e a contribuição monetária; são também motivo para arrecadar donativos os cultos considerados especiais, que requerem unção com azeite, correntes de libertação, de prosperidade, de Gedeão, do amor.

3. Uma reflexão

Verifica-se que o grande interesse da Igreja Universal e de denomina­ções congêneres é o serviço ao homem. Assim, faz-se da religião um sistema mágico de solução dos mais diversos problemas do indivíduo; cria-se uni novo tipo de 'pronto-socorro': o religioso, o qual pode realizar aparentes prodígios mediante a sugestão movida por temas religiosos (sempre muito penetrantes). O culto a Deus em adoração e louvor se torna secundário quando ocorre, é em função de pretensas curas e façanhas "portentosas".

Ora, religião é, antes do mais, ligação do homem com Deus; tem por objetivo primeiro adorar e glorificar a Deus, porque Ele é santo e infinitamen­te sábio e bom, independentemente deste ou daquele efeito extraordinário. É o que o Pai-Nosso ensina, propondo em suas três primeiras petições um olhar para Deus Pai; depois é que vêm as petições relativas ao homem, enquanto filho de Deus, tendente à Casa do Pai através das estradas desta vida. A religião há de ser teocêntrica, e não antropocêntrica.






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