Fazer o que Deus quer e querer o que Deus faz = Felicidade eterna O grande segredo da vida é saber administrar as perdas (Pe Léo) "O homem deve ler a bíblia para ser sábio; crer na bíblia para ser salvo e praticar a bíblia para ser santo."
domingo, 27 de outubro de 2013
Deus permite usar animais como cobaias?
O Laboratório da empresa de pesquisa Royal, em São Roque, foi invadido por alguns ativistas que libertaram 178 cãezinhos beagle que ali serviam como cobaias em experimentos científicos. Alguns se revoltaram contra os “cientistas sem coração”, que maltratavam os bichinhos, e outros defenderam o “direito da ciência” e dos cientistas; emocionalmente. Antes de tudo é preciso dizer que numa democracia o que rege a nação são as leis; e, depredar patrimônio alheio e destruir experiências científicas de alto custo, ou ainda danificar patrimônio alheio, é crime de acordo com o Código de Direito Penal. Os ativistas desprezaram as leis. Foram dez anos de pesquisa perdida segundo o Laboratório.
A Igreja sempre ensinou que os animais foram feitos “para servir ao homem”, e que é lícito fazer experiências científicas com eles. Diz o nosso Catecismo que: “Deus confiou os animais à administração daquele que criou à sua imagem. É, portanto, legitimo servir-se dos animais para a alimentação... Podem ser domesticados, para ajudar o homem em seus trabalhos e lazeres. Os experimentos médicos e científicos em animais são práticas moralmente admissíveis, se permanecerem dentro dos limites razoáveis e contribuírem para curar ou salvar vidas humanas. É contrário à dignidade humana, fazer os animais sofrerem inutilmente e desperdiçar suas vidas. E igualmente indigno gastar com eles o que deveria prioritariamente aliviar a miséria dos homens. Pode-se amar os animais, porém não se deve orientar para eles o afeto devido exclusivamente às pessoas” (n.2417/8). Não é certamente qualquer pesquisa científica que justifica usar as cobaias animais; somente aquelas que beneficiam a saúde do homem. A Igreja ensina que os animais não são um fim em si mesmo, não têm alma imortal e se acabam totalmente na morte.
Se não fossem as pesquisas feitas com o uso de cobaias animais, muitíssimos medicamentos que salvam vidas não poderiam ser descobertos e usados: vacinas, antibióticos, anti-inflamatórios, etc. Quem não aceita o uso de animais como cobaias, então, que não use os medicamentos fruto dessas experiências. Infelizmente nota-se que apenas os “sentimentos” são considerados como os únicos índices éticos, deixando-se a razão de lado. Parece que o emotivismo está sufocando o bom senso e a razão. Muitos cães e gatos de rua, maltratados e abandonados, não desfrutam dos mesmos cuidados dos animais cobaias nos laboratórios. E por que ainda estão nas ruas e abandonados, sujos, sarnentos e até perigosos? Na lógica desses ativistas emotivos não deveríamos, então, comer carne de peixes, frangos, boi, etc; e nem montar em cavalos e usá-los nas carroças.
Prof. Felipe Aquino
quarta-feira, 23 de outubro de 2013
A história do pensamento eugenista revela os fundamentos do discurso abortista.
A história contada neste artigo é essencial para entender o bombardeio midiático e a epidemia corrente em relação à cultura abortista. É preciso entender desde o princípio que o verdadeiro objetivo da pressão internacional pela legalização da experimentação com as células tronco embrionárias não consiste na esperança (reconhecidamente remota), de obter-se a cura de algumas doenças hoje temidas. Trata-se do mesmo fenômeno que observamos na luta para legalizar o aborto terapêutico, quando se sabe que não existem mais casos em que um médico seja obrigado a escolher entre a vida da gestante ou a prática de um aborto provocado, ou também da pressão pela legalização do aborto em casos de estupro, ou pela implantação de serviços para oferecê-lo à população, freqüentemente carente de outras medidas sanitárias básicas.
As organizações que lutam por estes marcos legais, e principalmente aquelas que pesadamente as financiam, não estão preocupadas com as vítimas de estupro, ou com as mães (estatisticamente inexistentes), que morrem pela inexistência da figura do aborto terapêutico. Analogamente ao que ocorre nestes casos, a legalização da experimentação com células tronco embrionárias está para a clonagem reprodutiva assim como a legalização do aborto em caso de estupro está para a completa legalização do aborto, e isto não somente do ponto de vista formal, mas na própria intenção premeditada dos verdadeiros promotores destas práticas.
A história toda é muito complexa e tem sua origem nos Estados Unidos em 1902, quando o biólogo Charles Davenport de Harvard, adepto do movimento eugenista inglês, solicitou uma bolsa para um projeto eugenista à então nascente Fundação Carnegie, propondo um plano para o “aperfeiçoamento permanente da raça humana”, aceito entusiasticamente pela fundação. A partir daí o movimento eugenista passou a ser financiado por um número crescente de fundações norte-americanas, muitas das quais, incluindo as organizações Rockefeller, são atualmente as financiadoras da implantação mundial do aborto. Toda a trajetória do movimento eugenista nos Estados Unidos encontra-se amplamente documentada na extensa obra de Edwin Black, “War against the Weeks: Eugenics and America´s Campaign to Create a Máster Race”. Há uma tradução para o português sob o título “A Guerra contra os Fracos” (Editora Girafa, São Paulo, 2003).
edwin+black guerra+contra+os+fracos Células tronco embrionárias, aborto e clonagem humana
Até 1920 a elite empresarial americana, com exceção da família de banqueiros Morgan, ainda comungava no geral da primitiva visão dos promotores da independência americana segundo a qual os Estados Unidos não deveriam imiscuir-se na política internacional, mas ater-se unicamente ao desenvolvimento da América. Desta posição, que dentre outros era a defendida por Thomas Jefferson, veio a resultar a Doutrina Monroe. Daí também a resistência dos Estados Unidos a entrar na Primeira Guerra Mundial, a recusa do Senado Americano em permitir aos Estados Unidos participarem da Liga das Nações (a antecedente da ONU), não obstante esta ter sido, pelo menos supostamente, idealizada e criada por um presidente americano (Woodrow Wilson) e, como uma contra-iniciativa, a decisão dos banqueiros Morgan em patrocinar em 1921 a fundação do CFR (Conselho de Relações Exteriores) para trabalhar no sentido de reverter este quadro e formar uma vocação internacionalista para o povo americano.
A equipe formada por Woodrow Wilson ao ver-se impossibilitada de participar em nome do governo americano da organização arquitetada pelo seu presidente, passou a aproximar-se e a trabalhar junto aos demais magnatas do país. Raymond Fosdick, que deveria ter sido o sub-secretário da Liga das Nações se o Senado americano não tivesse se interposto às idéias de Wilson, acabou-se tornando um dos mais famosos presidentes da Fundação Rockefeller. A ele a literatura atribui em grande parte o mérito de haver contribuído para abrir a mente de John Rockefeller II para que as organizações deste milionário se abrissem a um internacionalismo que incluísse, entre outros objetivos, a preocupação com o crescimento demográfico e a necessidade do controle populacional, problemas que haviam sido recentemente recolocados no meio acadêmico e inteiramente reformulados mediante a nova teoria da transição demográfica do cientista social Warren Thompson da Universidade de Colúmbia. Como conseqüência destes fatos, entre os anos 1920 e 1930 houve um redirecionamento dos destinos dos financiamentos das grandes fundações americanas. Entre outras coisas ficou claro para estas instituições que os métodos da eugenia, embora não os seus objetivos, baseavam-se em um punhado de princípios sem sólida fundamentação científica. Trinta anos mais tarde, Adolf Hitler, aproveitando alguns meses passados na prisão em que leu toda a literatura americana disponível sobre eugenia, adotou para os alemães, e com maior radicalidade, aquele programa que as fundações americanas já haviam considerado ultrapassado. Mas o objetivo de melhoramento da raça humana não foi abandonado pelos americanos. Em vez disso, as fundações, e principalmente, a Fundação Rockefeller, entendeu ser a meta era muito mais difícil do que inicialmente havia sido imaginado e também temporalmente muito mais distante.
Passou, em virtude deste entendimento, a investir pesadamente no desenvolvimento de uma nova Biologia Molecular, cujo último fim seria conduzir, em última análise, ao que hoje chamamos de clonagem reprodutiva. Segundo o livro “The Molecular Vision of Life: Caltech, the Rockefeller Foundation, and the Rise of the New Biology”, publicado recentemente em conjunto pelo MIT e pela Universidade de Oxford.
134008 Células tronco embrionárias, aborto e clonagem humana
A motivação por detrás do enorme investimento na nova agenda foi o desenvolvimento das ciências humanas como uma explicação compreensiva e um modelo aplicado de controle social. Dentro desta agenda, a nova biologia foi erigida para explicar rigorosamente e eventualmente controlar os mecanismos fundamentais que governam o comportamento humano, com uma ênfase particularmente forte sobre a hereditariedade.
Nos anos 30 a Fundação Rockefeller havia patrocinado um certo número de projetos eugenicamente direcionados. No momento em que se inaugurava a “nova ciência do homem”, entretanto, a eugenia dirigida pelos princípios de Charles B. Davenport havia perdido muito de sua força. A busca de uma reprodução humana racionalizada, entretanto, nunca perdeu seu apelo intuitivo. Para os arquitetos e os campeões de uma utopia tecnológica com base científica, a engenharia humana através da reprodução controlada permaneceu uma visão social obrigatória. Um ataque físico químico coordenado aos gens foi iniciado no exato momento histórico em que havia-se tornado inaceitável advogar o controle social baseado nos princípios crus da eugenia e em teorias raciais ultrapassadas.
O programa de biologia molecular, através do estudo de sistemas biológicos simples e da análise da estrutura das proteínas, prometia um caminho mais seguro, embora muito mais lento, em direção ao planejamento social baseado em princípios mais seguros do que a seleção eugênica. O tempo raramente desanimava os visionários da Fundação Rockefeller. Wickliffe Rose, chefe do Comitê de Educação Internacional, costumava lembrar aos seus colegas pragmáticos: “Lembrem-se que não estamos com pressa”. E mais ainda, Raymond Fosdick, conselheiro e mais tarde presidente da Fundação Rockefeller, reconheceu nos anos 20, no contexto da busca pelo controle social, que “não existe uma caminho real em direção ao milênio, nenhum atalho para a terra prometida”. Os funcionários da Fundação Rockefeller e seus conselheiros científicos buscaram desenvolver uma biologia mecanicista como o elemento central de uma nova ciência do homem cujo objetivo é a engenharia social.
O primeiro resultado obtido deste longo programa, destinado a durar um número indeterminado de muitas gerações, foi a elucidação, trinta anos após o seu início, da estrutura do DNA.
Segundo a mesma obra, “durante os anos 1932-1959 a fundação aplicou aproximadamente U$ 25 milhões no programa de biologia molecular dos Estados Unidos. O patrocínio da Fundação Rockefeller para a biologia molecular alcançou em média em torno de dois por cento de todo o orçamento do governo federal dos Estados Unidos para pesquisa científica e desenvolvimento. A força do programa de Biologia Molecular da fundação, e especialmente o seu efetivo direcionamento por parte de Warren Weaver, foram amplamente reconhecidos e debatidos. O geneticista do Caltech e prêmio Nobel George Wells Beadle notou que durante os doze anos que se seguiram a 1953, o ano da elucidação da estrutura do DNA, o prêmio Nobel foi concedido a 18 acadêmicos por pesquisas na biologia molecular do gene, e todos exceto um foram total ou parcialmente financiados pela Fundação Rockefeller sob a orientação de Weaver”.
serendipias8 Células tronco embrionárias, aborto e clonagem humana
Além do melhoramento qualitativo da população, as fundações passaram a investir também no controle quantitativo. Na primeira metade do século XX este investimento consistiu principalmente no financiamento de centros de estudos demográficos, entre os quais merece destaque a fundação, em 1936, do Office of Population Research na Universidade de Princeton. Através de muitos congressos e trabalhos científicos, uma nova categoria de cientistas sociais, dedicados aos estudos populacionais, começou a chamar a atenção para o problema do controle populacional, que acabou atraindo poderosamente a John Rockefeller III, não sem coincidência o filho do magnata que mais havia contribuído para o financiamento destes estudos, a ponto deste último ter pedido ao pai a permissão para dedicar todo o seu tempo e fortuna para o controle da população mundial, deixando aos seus quatro outros irmãos a preocupação com a administração da fortuna da família. A permissão foi dada e, em 1952, juntamente com 26 outros peritos em demografia, John Rockefeller III fundou o Conselho Populacional que, alguns anos mais tarde, juntamente com a Fundação Rockefeller e a recém fundada Fundação Ford, iriam desencadear a nível internacional o controle populacional por meio da anticoncepção e do aborto.
intended consequences birth control abortion and the federal government in modern america Células tronco embrionárias, aborto e clonagem humana
A estas três primeiras organizações, das quais o Conselho Populacional funcionou durante muitos anos como o cérebro pensante, foram se somando, posteriormente uma grande quantidade de novas fundações e organizações internacionais. Um detalhe importante deve aqui ser mencionado, conforme mencionado por outra publicação da Universidade de Oxford, “Intended Consequences: Birth Control, Abortion and the Federal Government in Modern America”, de Donald Critchlow, na reunião de fundação do Conselho Populacional houve pelo menos duas tentativas de inserir entre os objetivos do Conselho não apenas a promoção do controle quantitativo da população, mas também o seu melhoramento qualitativo genético. Naquela reunião um cientista da Universidade de Missouri afirmou observar-se “uma rápida deterioração da qualidade da população mundial devido a mutações genéticas”, apoiado por outro que mencionou que a causa estava na própria “sociedade moderna que tende a reduzir a operação da seleção natural”, enquanto outros insistiam que algo deveria ser feito para o melhoramento da “piscina genética”. O próprio organizador do evento e fundador do Conselho Populacional, John Rockefeller III, havia colocado no rascunho do documento de fundação que o Conselho deveria pesquisar os meios pelos quais as pessoas “acima da média em inteligência e outras qualidades pudessem ter famílias mais numerosas do que a média”. Tudo isto que dizia ao aprimoramento genético da humanidade foi porém no fim abandonado por questões políticas, pois temia-se que o novo Conselho surgisse já tachado de nazista, e pudesse dedicar-se exclusivamente à já nada fácil tarefa de estabelecer mundialmente o controle quantitativo da população (ver Donald Critchlow: Intended Consequences: Birth Control, Abortion and the Federal Government in Modern América”, Oxford University Press, New York, 1999, pgs. 22-23).
Por: Prof. Hermes Nery
terça-feira, 22 de outubro de 2013
Radiação no Santo Sudário pode ser pista para a ressurreição de Jesus.
historiador e apologista cristão Gary Habermas abriu um importante debate, em uma apresentação recente nos EUA, sobre o Santo Sudário de Turim, peça de linho que teria coberto Jesus Cristo após sua morte.
Apesar de não dar plena certeza de que as marcas do rosto de um homem no Sudário são realmente de Jesus, Habermas relata que foram feitas descobertas recentes por meio de um estudo, que apontam que é possível observar dentes e a presença de radiação, que dariam pistas da ressurreição de Cristo.
Estudo traz novas descobertas importantes sobre o Santo Sudário de Turim
No fim da década de 1980 foram efetuados testes de radiocarbono que levantavam a tese de que o Santo Sudário seria uma fasificação da Idade Média, possivelmente produzida entre os anos de 1260 e 1390. Contudo, mais tarde, teria se chegado a conclusão de que não havia tecnologia disponível naquela época para tal resultado.
Já no início de 2013, foram efetuados novos estudos na peça de linho, para enfim constatar que o Sudário poderia ser proveniente de algum lugar entre 280 A.C. e 220 D.C., em torno do que seria justamente a época em que Jesus passou pela Terra.
Habermas, que se especializa na investigação sobre a ressurreição de Jesus há mais de quarenta anos, argumentou que algumas coisas são amplamente aceitas sobre o Sudário, ou seja, que ele realmente possui uma idade secular, e que definitivamente não é uma pintura pois não há vestígios de corantes ou pigmentos e as manchas de sangue presentes no pano já foram verificadas como autênticas.
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Para completar, outros pormenores preciosos firmam ainda mais a veracidade do pano, como sinais de sangue de possíveis ferimentos na cabeça, pulsos, e barba, marcas de supostas armas da época e vestígios de sujeira sobre os pés.
Habermas insistiu no fim de sua apresentação que ele não pode dar certeza se o Sudário de Turim é o manto verdadeiro do enterro de Jesus Cristo ou não, mas indica que é um artefato importante que os pesquisadores podem definitivamente se aprofundar mais.
Durante mais de dois mil anos, o Sudário esteve em diversos lugares. A peça chegou em Turim no século XIV, mas a princípio partiu de Jerusalém, ficou sob sigilo na Turquia durante mais de trezentos anos e passou pelo Mar Mediterrâneo, até atingir seu destino final.
Informações do portal de notícias G1.
segunda-feira, 21 de outubro de 2013
Obrigatório ler: A entrevista "arquivada" do Papa Francisco.
Nota prévia: Chris Mathews, é um empedernido COMUNISTA jornalista da MSNBC, poderosa estação de televisão nos EUA. Ele tentou emboscar o então Cardeal Jorge Bergolio (hoje Papa Francisco I), com perguntas que julgava, o jornalista, virem a ser respondidas de forma inversa. Bergolio dá a entrevista de tal forma incomodativa para Mathews, que a MSNBC nunca levou a entrevista para o ar. O comunista jornalista, ao perceber que o seu plano falhara, arquivou o vídeo. Entretanto, um estudante de Notre Dame que cumpria serviço social na MSNBC, pegou na entrevista arquivada e entregou-a ao seu professor.
Tomou-se assim conhecimento do seu conteúdo. O destaque desta entrevista é acerca da pobreza. A profunda conversa começa quando o jornalista trata de emboscar o cardeal, perguntando-lhe o que ele opinava sobre a pobreza no mundo?
O Cardeal responde:
“Primeiro na Europa e agora na América, alguns políticos têm-se dedicado a endividar as pessoas criando um ambiente de dependência. Para quê? Para aumentar o seu poder. São grandes especialistas em criar pobreza e ninguém os questiona. Eu luto para combater essa pobreza.
A pobreza converteu-se numa condição natural e isso é muito mau. A minha tarefa é evitar o agravamento de tal condição. As ideologias que fabricam pobreza devem ser denunciadas. A educação é a grande solução para o problema. Devemos ensinar/mostrar às pessoas como salvar a sua alma, mas indicando como evitar a pobreza e não permitir que o governo conduza o povo a esse penoso estado.”
- Mathews ofendido pergunta: O senhor culpa o governo?!
“Culpo os políticos que buscam seus próprios interesses. Você e seus amigos são socialistas. Vocês e suas políticas são a causa de 70 anos de miséria, e essa situação já existe em muitos países que estão no limite do colapso. Acreditam na redistribuição que é uma das razões da pobreza.
Vocês querem nacionalizar o universo para controlar todas as actividades humanas.
Vocês querem destruir o incentivo do homem para, inclusive, cuidar de sua família, um crime contra a natureza e contra Deus. Esta ideologia cria mais pobres que todas as corporações que vocês adjectivam como diabólicas.”
- Replica Mathews: Nunca tinha escutado algo assim de um Cardeal.
“As pessoas dominadas pelos socialistas necessitam saber que não temos que ser pobres.”
- Ataca Mathews: E América Latina? Quer apagar o progresso conquistado?!
“O império de dependência criado por Hugo Cháves, com falsas promessas, mentindo para que se ajoelhem ante seu governo. Dando-lhes peixes sem permitir-lhes pescar. Se na América Latina alguém aprende a pescar, é castigado e os seus peixes são confiscados pelos socialistas. A liberdade é castigada.
Você fala de progresso e eu de pobreza. Temo pela América Latina. Toda a região está controlada por um bloco de regimes socialistas como Cuba, Argentina, Equador, Bolívia, Venezuela, Nicarágua. Quem nos salvará dessa tirania?”
- Acusa Mathews: Você é capitalista!
“Se pensar que o capital é necessário para construir fábricas, escolas, hospitais, igrejas talvez seja. Você opõe-se a este processo e a este progresso?”
Por certo que não, mas não pensa que o capital é retirado das pessoas pelas corporações abusivas?
“Não, eu penso que as pessoas, através de suas opções económicas decidem que parte de seu capital irá para esses projectos A utilização do capital deve ser voluntária. Somente quando os políticos confiscam esse capital para construir obras de governo, alimentar a burocracia, surge um grave problema. O capital investido de forma voluntária é legítimo, mas o que se investe à base da coerção, é ilegítimo.”
- Suas ideias são radicais, afirma o jornalista Mathews.
“Não, faz muitos anos Khrushchev fez uma advertência: “Não devemos esperar que os americanos abracem o comunismo, mas podemos auxiliar os seus líderes eleitos com injecções de socialismo até que, ao despertar percebam que embarcaram no comunismo.” Isto está a ocorrer nesse momento no antigo bastião da liberdade. Como os EUA podem salvar a América Latina se eles se converteram em escravos do seu governo?”
- Mathews afirma: Eu não posso digerir tudo isto.
O Cardeal responde:
“Você está muito irritado, a verdade pode ser dolorosa. Vocês criaram o "estado de bem-estar" que é somente resposta às necessidades dos pobres criados pela política. O estado interventor absolve a sociedade de sua responsabilidade. As famílias escapam de seu dever com o falso estado assistencialista, inclusive as igrejas. As pessoas já não praticam a caridade e vêem os pobres como problema do governo. Para a igreja já não há pobres que ajudar, empobreceram permanentemente e são agora propriedade dos políticos. E algo que me irrita profundamente é a incapacidade dos meios de comunicação de observar o problema sem analisar qual é a causa. Empobrecem as pessoas para que depois, votem naqueles que os afundaram na pobreza.” Por: Fernando Tavares
domingo, 20 de outubro de 2013
FUKUSHIMA DENTRO DE UM MÊS E MEIO, PODERÁ SER PALCO DO MOMENTO MAIS PERIGOSO PARA A HUMANIDADE!
Nós estamos agora, a cerca de um mês e meio do que pode ser o momento mais perigoso para a humanidade desde a crise dos mísseis em Cuba. Não há desculpas para não agir. Todos os recursos precisam estar focados no tanque de combustível do reator quatro de Fukushima.
A empresa proprietária de Fukushima, a Tokyo Electric (Tepco), diz que daqui cerca de 45 dias eles começarão a tentar remover mais de 1.300 tubos de combustível de um dos tanques que está bastante danificado a cerca de 50 metros do chão. Este tanque está em cima de um prédio muito danificado que está afundando, entortando e pode facilmente cair com o próximo terremoto ou até mesmo sozinho.
As quase 400 toneladas de combustível naquela piscina podem derramar 15 mil vezes mais radiação do que foi derramada em Hiroshima.
A única coisa certa sobre essa crise é que a Tepco não tem os recursos financeiros ou científicos para lidar com a situação. Nem mesmo o governo japonês. A situação demanda de um esforço mundial coordenado dos melhores cientistas e engenheiros que nossa espécie pode prover.
Por que isso é tão sério?
Nós já sabemos que milhares de toneladas de água muito contaminada estão vazando de Fukushima desde 2011 e indo direto para o oceano Pacífico. Já foram encontrados cardumes de sardinha com traços de contaminação na costa da Califórnia… E nós devemos esperar coisas muito piores.
O governo proibiu a pesca na região após encontrarem peixes com o nível de radioatividade 10 vezes acima do comum.
A Tepco continua a jogar mais e mais água na região dos três núcleos dos reatores destruídos para de alguma forma mantê-los resfriados. O vapor que sai destes indica que a fissão nuclear pode ainda estar ocorrendo no subsolo. Mas ninguém sabe exatamente onde estes núcleos estão.
Esta água jogada torna-se radioativa ao entrar em contato com o núcleo. Como não pode ser descartada, sua maioria está agora armazenada em milhares de enormes porém frágeis tanques que foram montados com pressa em volta do local. Muitos já estão vazando. Eles podem simplesmente se desmontar no próximo terremoto, liberando milhares de toneladas de veneno permanente no Pacífico.
Tanques armazenando água radioativa.
A água que está sendo jogada no local está prejudicando as bases das estruturas que sobraram, inclusive a do prédio que suporta o tanque de combustível da unidade quatro.
Mais de 6.000 varas de combustível estão em um tanque apenas a cinquenta metros da unidade quatro. Algumas destas contendo plutônio. O tanque não tem nenhuma contenção extra, está vulnerável à perda do isolamento estrutural, ao colapso de algum prédio próximo, outro terremoto, outra tsunami e mais.
No geral, mais de 11.000 varas de combustível estão espalhadas ao redor da Fukushima. De acordo com o especialista do departamento de energia Robert Alvarez, há cerca de 85 vezes mais césio no local do que o que foi liberado em Chernobyl. Pontos de radioatividade continuam sendo encontrados em todo o Japão. Há indicações de áreas com grande incidência de problemas na tireoide de crianças.
A missão principal é que estas varas de combustível devem sair de alguma forma com segurança deste tanque de combustível do reator quatro o mais rápido possível.
Qual o risco que estas varas de combustível apresentam?
O combustível gasto têm de ser mantido de alguma forma debaixo da água. É revestido em uma liga de zircônio que irá entrar em ignição espontaneamente se exposto ao ar. Usado por muito tempo em lâmpadas de flash de câmeras fotográficas, o zircônio queima com uma chama extremamente clara e quente.
Cada bastão emite radiação o suficiente para matar alguém próximo a ela em questão de minutos. A ignição de uma poderia forçar toda a equipe a abandonar o local e deixaria equipamentos elétricos inutilizados.
De acordo com Arnie Gunderson, uma engenheira nuclear com quarenta anos de experiência em uma indústria que fabrica estas varas de combustível, as que estão dentro do reator da unidade quatro estão tortas, danificadas e trincadas ao ponto de quebrarem. As câmeras mostraram quantidades preocupantes de destroços no tanque de combustível, que parece estar bem danificado.
Os desafios de esvaziar este tanque são cientificamente enormes, diz Gundersen. Mas deverá ser feito com 100% de perfeição.
Se a tentativa falhar, as varas podem ser expostas ao ar e pegar fogo, liberando quantidades horroríficas de radiação na atmosfera. O tanque pode cair no chão, derrubando as varas juntas em uma pilha que poderia ativar a fissão e explodir. O resultado seria uma nuvem radioativa que ameaçaria a segurança e saúde do mundo todo.
Os primeiros vestígios de radiação que Chernobyl emitiu chegaram na Califórnia em dez dias. Os vestígios de Fukushima chegaram em menos de uma semana. Um novo incêndio no tanque de combustível do reator quatro pode derrubar uma corrente contínua de radiação venenosa por séculos.
O embaixador aposentado Mitsuhei Murada diz que se esta operação der errado, “destruiria o ambiente mundial e nossa civilização. Não é ciência astronômica ou se conecta com debates sobre plantas nucleares. Esse é um assunto sobre a sobrevivência humana”.
Nem a Tokyo Electric ou o governo do Japão pode fazer isso sozinho. Não há desculpas para não organizar um esforço em conjunto mundial dos melhores engenheiros e cientistas disponíveis.
O relógio está contando e não podemos evitá-lo. O desfecho de um possível desastre nuclear mundial está quase batendo na porta. Para ajudar, a melhor coisa que você pode fazer é passar esta informação para outras pessoas afim de mobilizar e conscientizar o mundo do perigo que estamos enfrentando e assim pressionar as autoridades a se organizarem.
Traduzido e adaptado dos blogs: Common Dreams e Sobrivencialismo.com
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
O papa Francisco vai reformar a Igreja?
Muito se tem falado e escrito sobre a reforma da Igreja promovida pelo papa Francisco. Fala-se até mesmo que ele estaria escrevendo uma “nova Constituição” da Igreja. Como entender a reforma da Igreja promovida pelo Papa?
Reforma e renovação fazem parte da dinâmica da vida da Igreja. Embora dotada de uma missão sobrenatural e de dons divinos, ela é uma realidade humana e, como todas as organizações humanas, também ela precisa renovar-se para acompanhar melhor as circunstâncias históricas e sociais em que está inserida.
A Igreja crê ser orientada, não apenas por projetos humanos, mas pelo Espírito de Deus, que “renova a face da terra” e também da Igreja. Nesse sentido, o Concílio Vaticano II já afirmava, há 50 anos, que ela é uma realidade “semper reformanda”: precisa reformar-se constantemente. Esta renovação, porém, precisa ser entendida como tensão a uma fidelidade constante e sempre maior à própria razão de ser e de existir. Ela se reforma para ser mais ela mesma (cf. Unitatis redintegratio, 6).
O conceito de reforma pode causar desconfiança e até resistência, quando não for bem entendido. Há o temor de que a busca de reforma signifique trama contra o passado ou até mesmo infidelidade ou traição a ele. Pode haver também a identificação pura e simples de reforma com movimentos de ruptura com a Igreja; nesse sentido, lembra-se logo da Reforma protestante, de Lutero e Calvino, no século XVI. De qual reforma está se tratando nas atuais circunstâncias da vida da Igreja?
Ao longo da história da Igreja, muitas foram as reformas na Igreja; e, quando elas foram levadas a sério, a Igreja saiu rejuvenescida e revitalizada. Grandes momentos de renovação foram, por exemplo, a reforma gregoriana, promovida por Gregório VII, no século 11, a reforma tridentina, após o Concílio de Trento, no século XVI, e a reforma desencadeada pelo Concílio Vaticano II.
É justamente ao espírito desse Concílio que o papa Francisco está se refazendo, no seu intuito de renovação da Igreja. Ele tem sinalizado que Vaticano II mostra o rumo que deve ser seguido pela Igreja, como já haviam feito seus predecessores. Meio século após a celebração do Concílio, ainda há muito que se fazer para colocar em prática as grandes intuições e propostas daquela assembléia, de importância extraordinária para a vida e a missão da Igreja.
O papa Francisco está, evidentemente, promovendo uma reforma na Cúria Romana. Trata-se do organismo de assessoria do Papa e de colaboração com ele no exercício de sua própria missão diante de toda a Igreja Católica. Nesse sentido, não deveria haver motivo de susto ou estranheza; a Cúria precisa ser adequada de tempos em tempos, para continuar a prestar bem o seu serviço ao Papa e à Igreja. Porém, a “Constituição”, que está sendo reformada, não é a da Igreja, mas apenas da Cúria Romana, com o conjunto das normas que a regem. O Papa não vai mudar os Dez Mandamentos, nem reescrever o Evangelho.
No entanto, mudar a Cúria Romana, por quanto necessário, ainda não significa necessariamente reformar Igreja. Isso requer bem mais do que adequar algum organismo ou estrutura de serviço. Aqui é preciso retomar a compreensão da própria Igreja, que é a comunidade de todos aqueles que tomam parte nela, em todo o mundo. Ainda em sua recente visita em Assisi, no dia 4 de outubro, o Papa destacava que a Igreja não é formada apenas por bispos, padres e freiras, mas por todos os batizados.
Justamente nessa ocasião, na terra de São Francisco, o Francisco de Roma apontava para uma das questões centrais para a reforma da Igreja: a fidelidade a Jesus Cristo, ao seu Evangelho e à missão recebida dele. Para tanto, ela precisa estar sempre atenta para não perder a sua própria identidade e a sua inequívoca referência a Jesus Cristo crucificado e ressuscitado. Logo no dia seguinte à sua eleição, ele dizia aos cardeais, com os quais celebrou a Missa na Capela Sistina: se a Igreja perdesse essa referência a Jesus Cristo, ela se tornaria uma ONG piedosa e já não seria mais a Igreja de Jesus Cristo...
A Igreja precisa de uma reforma interior, nas convicções e posturas; isso identifica-se com o conceito teológico de conversão. Se a Igreja precisa mudar constantemente, para ser mais igual a si mesma, ela também precisa de constante conversão, para ser fiel a si mesma. Na Conferência de Aparecida, aberta em 2007 por Bento XVI, já se apontava para a necessidade da conversão pastoral e missionária.
O papa Francisco tem falado com insistência dessa “reforma” interior, ao dirigir-se aos diversos setores da vida da Igreja. Exortou os jovens, reunidos em Copacabana, a manterem firme a esperança, a serem fiéis a Jesus Cristo e a não terem medo de ir contra a corrente; em Assisi, há poucos dias, falando da vida humilde e simples de São Francisco, alertou para o “mundanismo” e as vaidades, que podem tomar conta da vida dos cristãos, também dos eclesiásticos...
Da mesma forma, ele indica com insistência aos gestores de organizações administrativas da Igreja o caminho da retidão, da honestidade e da justiça no cuidado dos bens necessários à realização da missão da Igreja. Aos que desempenham cargos de responsabilidade, lembra que a autoridade deve ser exercida como um serviço ao próximo. E recorda a todos o valor profundo de cada pessoa e o respeito por toda vida humana, ainda mais, quando exposta a fragilidades e riscos.
Chamando a Igreja à vida coerente com o exemplo e os ensinamentos de Jesus Cristo, ele aponta para as reformas mais lentas e difíceis; e essas não são feitas por decreto, nem dependem apenas do papa Francisco...
Postagem original de Aleteia
Hoje faz 35 anos que João Paulo II foi eleito Papa.
Em 16 de outubro de 1978, o cardeal polonês Karol Wojtyla foi eleito papa da Igreja Católica. João Paulo II, nome adotado, foi o primeiro papa não-italiano em 456 anos. Em 27 de Abril de 2014 será canonizado.
Biografia
Karol Józef Wojtyła , conhecido como João Paulo II desde sua eleição ao papado em outubro de 1978 , nasceu em Wadowice, uma pequena cidade a 50 quilômetros. de Cracóvia , em 18 de Maio de 1920. Ele era o caçula dos três filhos de Karol Wojtyla e Emilia Kaczorowska . Sua mãe morreu em 1929. Seu irmão mais velho Edmund ( médico ) morreu em 1932 e seu pai ( oficial do exército ) em 1941. Sua irmã Olga morreu antes de ele nascer .
Ele foi batizado pelo padre Franciszek Zak em 20 de junho de 1920 na igreja paroquial de Wadowice, aos 9 anos fez sua Primeira Comunhão e foi confirmada aos 18 anos. Após a formatura no ensino médio em Wadowice Wadowita escola Marcin , matriculou-se em 1938 na Universidade Jagiellonian em Cracóvia e em uma escola de teatro .
Quando as forças de ocupação nazista fecharam a Universidade, em 1939, o jovem Karol teve que trabalhar em uma pedreira e uma fábrica química ( Solvay ) , para ganhar a vida e evitar a deportação para a Alemanha.
A partir de 1942, quando sentiu uma vocação para o sacerdócio , ele começou a cursos no seminário clandestino de Cracóvia, dirigido pelo Arcebispo de Cracóvia, Cardeal Adam Stefan Sapieha . Ao mesmo tempo , foi um dos pioneiros do " Teatro Rapsódica ", também clandestino .
Após a Segunda Guerra Mundial, ele continuou seus estudos no Seminário Maior de Cracóvia , abra novamente, e na Faculdade de Teologia da Universidade Jagiellonian , até sua ordenação sacerdotal em Cracóvia, em 01 de novembro de 1946 pelo Arcebispo Sapieha .
Ele foi então enviado para Roma, onde , sob a direção do dominicano francês Garrigou -Lagrange , um doutorado em teologia em 1948 com uma tese sobre o tema da fé nas obras de São João da Cruz ( Doutrina de fide apud Sanctum Ioannem a Cruce ) . Naquela época, durante as férias , ele exerceu seu ministério pastoral entre os imigrantes poloneses da França , Bélgica e Holanda .
Em 1948, ele retornou à Polônia e foi vigário de diversas paróquias de Cracóvia , bem como capelão universitário até 1951 , quando retomou seus estudos em filosofia e teologia. Em 1953, na Universidade Católica de Lublin uma tese sobre "Avaliação da possibilidade de fundar uma ética católica sobre o sistema ético de Max Scheler " . Mais tarde, ele tornou-se professor de Teologia Moral e Ética Social no seminário maior de Cracóvia e na Faculdade de Teologia de Lublin.
Em 4 de julho de 1958 por Pio XII foi nomeado Bispo titular de Olmi e auxiliar de Cracóvia. Recebeu a ordenação episcopal em 28 de setembro de 1958 na Catedral de Wawel ( Cracóvia ) , das mãos de Dom Eugênio Baziak .
O 13 jan 1964 , foi nomeado arcebispo de Cracóvia pelo Papa Paulo VI , que o fez cardeal 26 de junho de 1967 , com o título de San Cesareo em Palatio , elevada pro illa vice- Diakonia um título sacerdotal.
Além de participar do Concílio Vaticano II (1962-1965) , com uma importante contribuição para a elaboração da Constituição Gaudium et spes , o Cardeal Wojtyla participou em todas as assembléias do Sínodo dos Bispos, antes de seu pontificado.
Os cardeais reunidos em conclave elegeu o Papa em 16 de outubro de 1978. Ele tomou o nome de João Paulo II e no dia 22 de outubro começou solenemente o seu ministério petrino como o sucessor 263 ao Apóstolo . Seu pontificado , um dos mais longos na história da Igreja, durou quase 27 anos.
João Paulo II exerceu o ministério Petrino com incansável espírito missionário , dedicando toda a sua energia , movidos pelo " Ecclesiarum solicitude pastoral" e caridade aberta a toda a humanidade. Fez 104 visitas pastorais fora da Itália e 146 no interior deste país . Como Bispo de Roma visitou 317 das 333 paróquias.
Mais do que todos os seus antecessores que ele encontrou o povo de Deus e os líderes das nações : mais de 17.600.000 peregrinos participaram das 1.166 audiências gerais realizadas às quartas-feiras . Esse número é , sem contar todas as outras audiências especiais e cerimônias religiosas [ mais de 8 milhões de peregrinos durante o Grande Jubileu do Ano 2000 sozinho ] e os milhões de fiéis que o Papa encontrou durante as visitas pastorais feitas na Itália e no resto do mundo. Devemos lembrar também as numerosas personalidades de governo que são encontradas durante 38 visitas oficiais , 738 audiências e reuniões com chefes de Estado e 246 audiências e encontros com primeiros-ministros .
Seu amor pelos jovens levou-o a estabelecer , em 1985, as Jornadas Mundiais da Juventude . Nos 19 JMJ realizadas durante o seu pontificado , reuniu milhares de jovens de todo o mundo. Além disso , a atenção à família revelou nos Encontros Mundiais das Famílias , que se iniciou em 1994.
João Paulo II com sucesso estimulou o diálogo com os judeus e com os representantes de outras religiões , a quem ele várias vezes convidados para as reuniões de oração pela paz , especialmente em Assis.
Sob sua orientação, a Igreja preparou-se para o terceiro milénio e celebrou o Grande Jubileu do ano 2000 , ao longo das linhas indicadas por ele em Tertio Millennio adveniente e , em seguida, enfrentou a nova época , recebendo suas instruções na Carta Apostólica Novo millennio ineunte , que mostrou aos fiéis seu caminho futuro.
Com o Ano da Redenção, o Ano Mariano eo Ano da Eucaristia , promoveu a renovação espiritual da Igreja.
Fez inúmeras canonização e beatificação para mostrar inúmeros exemplos de santidade hoje , que servem como um estímulo para os homens do nosso tempo celebrou 147 cerimônias de beatificação , durante o qual ele proclamou 1338 beatos e 51 de canonização , com um total de 482 santos. Ele fez Teresa do Menino Jesus Doutora da Igreja.
Significativamente ampliado o Colégio dos Cardeais , criando 231 Cardeais ( mais um " in petto " , cujo nome não foi divulgado antes de sua morte ) em 9 consistório . Ele convocou seis reuniões do Colégio dos Cardeais.
Ele organizou 15 Assembléias do Sínodo dos Bispos : seis Assembléias Gerais Ordinárias ( 1980, 1983 , 1987 , 1990, 1994 e 2001) , uma Assembleia Geral Extraordinária (1985) e oito especial ( 1980, 1991 , 1994, 1995 , 1997, 1998 (2) e 1999) .
Entre os seus principais documentos incluem 14 encíclicas , 15 exortações apostólicas, 11 constituições apostólicas e 45 cartas apostólicas .
Promulgou o Catecismo da Igreja Católica , à luz da Tradição como autorizadamente interpretada pelo Concílio Vaticano II. Ele reformou o Código de Direito Canónico e do Código dos Cânones das Igrejas Orientais e reorganizou a Cúria Romana.
Também publicou cinco livros , como médico particular : "Cruzando o Limiar da Esperança " (outubro de 1994) , " Dom e Mistério : No quinquagésimo aniversário da minha ordenação sacerdotal " ( Novembro de 1996) , " Tríptico Romano - Meditações " , um livro de poemas (março de 2003 ), " Levanta-te ! Going " (maio de 2004 ) e" Memória e Identidade " (fevereiro de 2005 ) .
João Paulo II morreu em 2 de abril de 2005, às 21.37 , ao terminar no sábado, e já tinha entrado na Oitava de Páscoa e Domingo da Divina Misericórdia .
Desde aquela noite até o dia 8 de abril, o dia do funeral foi realizada no final do Pontífice , mais de três milhões de peregrinos prestou homenagem a João Paulo II , fazendo até 24 horas na fila para o acesso à Basílica de São Pedro .
Em 28 de abril , o Santo Padre Bento XVI dispensou cinco anos depois da morte à espera de começar a causa de beatificação e canonização de João Paulo II. A causa foi aberta oficialmente pelo Cardeal Camillo Ruini , vigário geral para a diocese de Roma, em 28 de junho de 2005.
fonte...http://permanecerecompartilhar.blogspot.com.br/2013/10/hoje-faz-35-anos-que-joao-paulo-ii-foi.html#.Ul7IpNKfi79
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
Israel alerta o mundo que “as profecias bíblicas estão se cumprindo em nossos dias”
Embora pesquisas de opinião indiquem que menos da metade da população de Israel acredite nas profecias bíblicas, a questão religiosa sempre foi determinante para o Estado judeu. Quando Benjamin Netanyahu, Primeiro-Ministro de Israel, falou na Assembleia Geral das Nações Unidas, dia 1º de Outubro, os meios de comunicação deram ênfase apenas aos primeiros dois terços de seu discurso.
Netanyahu falou por cerca de meia hora. Grande parte do que foi dito reflete o temos de Israel de um ataque do Irã a qualquer momento. Essa foi a tônica de mais da maior parte de suas colocações. O restante foram considerações sobre um antigo tema: a Palestina. O que surpreendeu a muitos foi os minutos finais do discurso.
Em suma, o primeiro-ministro acredita que o Irã não é confiável e seu recente discurso conciliador esconde uma estratégia armamentista. Nesse momento, é a maior ameaça à paz no mundo. Se as outras nações não desejam enfrenta-lo com uma postura rígida, Israel está pronto para se defender sozinho. Sobre o novo presidente iraniano, Hassan Rohani, foi direto: “Ele é um lobo que acha que pode colocar lã em cima dos olhos da comunidade internacional”. Lembrou ainda que Rouhani, quando foi chefe do Supremo Conselho Nacional de Segurança do Irã, entre 1989 e 2003, deu o aval do governo a atentados terroristas que dizimaram centenas.
Ao longo de seu discurso, Netanyahu apelou para os relatos do Velho Testamento sobre Ciro, o rei da Pérsia [atual Irã] que cerca de 2.500 anos atrás encerrou o exílio dos judeus na Babilônia. Ele também possibilitou o retorno dos israelitas à sua Terra e a reconstrução do Templo de Jerusalém. Para ele, a amizade secular entre os dois povos foi rompida em 1979, quando ocorreu a Revolução Islâmica no Irã, liderada pelo aiatolá Khomeini. Desde então, o governo religioso muçulmano iraniano se aliou aos maiores inimigos de Israel, as nações árabes.
Mais recentemente, aproveitou-se do desenvolvimento de seu programa nuclear e passou a fazer constantes ameaças a Israel. Embora os iranianos neguem, é de conhecimento da ONU que existem centrífugas para o enriquecimento de urânio e uma usina de água pesada que ainda este ano deixará o pais em condições de ter bombas nucleares. Ao mesmo tempo, o Irã agora pede que Israel se desmilitarize e interrompa seus próprios programas armamentistas.
A comparação imediata do primeiro-ministro israelense é com a Coreia do Norte, que manteve um discurso de cooperação até o momento em que realizou testes nucleares e passou a ameaçar a Coreia do Sul e os EUA.
Em outras ocasiões o Irã por acusou Israel de não assinar a Convenção de Armas Químicas nem a Convenção de Armas Biológicas, ou qualquer outro tratado da ONU sobre o armamento nuclear, Isso inclui o Tratado de Não Proliferação, do qual o Irã é signatário.
Porém, Netanyahu alerta que o Irã, ao lado da Rússia, são os grandes apoiadores da guerra na Síria, onde foram usadas armas químicas. A partir daí, falou sobre sua intenção de ter paz com os palestinos desde que haja “reconhecimento mútuo, no qual um Estado palestino desmilitarizado reconhece o Estado judeu de Israel”. Asseverou ainda que Israel é “uma nação próspera com capacidade de se defender”.
Ao encerrar, usou um tom inesperado. “As profecias bíblicas estão se cumprindo em nossos dias. No nosso tempo vemos serem realizadas as profecias bíblicas. Como o profeta Amós [9:14-15] disse, eles reconstruirão as cidades assoladas, e nelas habitarão. Plantarão vinhas e beberão o seu vinho. Cultivarão pomares e comerão os seus frutos. Serão plantados na sua terra para nunca mais serem arrancados da sua terra [que lhes dei, diz o Senhor].
Após repetir os versos no original em hebraico, emendou “Senhoras e senhores, o povo de Israel voltou para casa para nunca mais dela ser arrancado”.
Para muitos teólogos, o cenário que se desenha hoje, comparado ao texto de Ezequiel 38-39, aponta para o que a Bíblia descreve como a Guerra de Gogue e Magogue. Haverá grandes nações do mundo unidas na batalha contra Israel:
1 – a federação de dez reinos, que constitui um grande Império Mundial;
2 – a federação do Norte, (Rússia e seus aliados);
3 – os reis do Leste, povos além do Eufrates (Irã);
4 – o rei do Sul, poder ou coligação de poderes do Norte da África (Egito).
Embora a hostilidade dos quatro primeiros seja de uns contra os outros e contra Israel (Zc 12.2,3; 14.2), é particularmente contra o Deus de Israel que eles lutam. Com informações de Times of Israel.
Fonte: Missão em Cristo
Arqueólogos encontram “cidade perdida” mencionada nos Evangelhos
Segundo o site acadêmico LiveScience, uma “cidade perdida”, descrita nos Evangelhos, pode finalmente ter sido encontrada. Dalmanuta é o lugar para onde Jesus partiu após ter feito a multiplicação de pães e peixes que alimentou uma multidão. O capítulo 8 de Marcos afirma: O povo comeu até se fartar. E ajuntaram sete cestos cheios de pedaços que sobraram. Cerca de quatro mil homens estavam presentes. E, tendo-os despedido, entrou no barco com seus discípulos e foi para a região de Dalmanuta”.
Contudo, a passagem correspondente de Mateus 15:39 diz: “Tendo despedido a multidão, entrou no barco, e dirigiu-se ao território de Magadã”. Essa menção fez com que durante séculos os estudiosos pensarem se tratar da cidade que hoje é chamada de Migdal.
Também conhecida por Magdala, está situada ao noroeste do Mar da Galileia, no vale de Genesaré. O local é mais conhecido por sua associação com Maria de Magdala, apelidada de Madalena. Nessa região recentemente foi encontrada as ruínas de uma sinagoga onde Jesus teria estado e talvez pregado, segundo os especialistas.
Ken Dark, da Universidade de Reading, cuja equipe descobriu as ruinas dessa cidade defende que se trata de Dalmanuta, uma “cidade perdida” para a arqueologia. Ele e sua equipe querem comprovar a teoria por causa de uma embarcação de 2.000 anos de idade que foi encontrada na região em 1986. Até hoje é o mais famoso artefato associado à área, o famoso “barco de Jesus” poderia não ser de Magdala, mas sim da cidade vizinha de Dalmanuta. Elas ficavam a cerca de 200 metros uma da outra. Isso sugere que os dois evangelistas apontavam para a mesma região, mas não para a mesma cidade.
A exploração encontrou cerâmica antiga e uma série de fragmentos de colunas, incluindo peças esculpidas no estilo coríntio. Os testes de radio carbono permitem que muitos dos artefatos encontrados comprovem sua idade. Alguns deles, ânforas de vidro, indicam que seus antigos habitantes eram ricos. Vestígios de âncoras de pedra, juntamente com a localização próxima à praia, ideal para barcos, indicam que a população se dedicava à pesca. São as ânforas e as âncoras que ligariam a cidade ao chamado “barco de Jesus”.
A teoria é apresentada na edição de setembro da revista científica Palestine Exploration. Análises do material indicam que a cidade era próspera e provavelmente sobreviveu por séculos. A data das peças de cerâmica indicam que ela existiu pelo menos entre o primeiro e o quinto século. A comunidade judaica provavelmente vivia ao lado de um povo politeísta, como indicam os fragmentos de vasos de calcário. Segundo Dark, isso seria a realidade da região no início do período de dominação romana.
Embora reconheça não ser possível a comprovação inequívoca que a cidade recém-descoberta é a Dalmanuta bíblica, para ele é um dos poucos nomes de lugares desconhecidos por pesquisadores. Além disso, está no Vale de Genesaré, um sítio arqueológico “amplamente negligenciado”. A pesquisa de Dark utilizou, além do sistema tradicional, fotos tiradas de satélites para estabelecer mudanças na topografia.
Como no campo da arqueologia tudo ocorre muito lentamente e sempre surgem questionamentos, é provável que demore alguns anos antes de as teorias da equipe do doutor Dark sejam totalmente comprovadas.
Com informações de RT, Christian Origins e Live Science via Gospel Prime
domingo, 13 de outubro de 2013
No Egito, extremistas muçulmanos matam cristão e arrastam corpo pelas ruas para aterrorizar outros fiéis
Um ataque contra fiéis coptas na cidade de Dalga, província de Minya, resultou na morte de um cristão, que havia sido sequestrado dias antes.
A intolerância e extremismo de radicais islâmicos contra cristãos continuam movimentando a já turbulenta sociedade egípcia.
De acordo com informações do Barnabas Fund, um ministério missionário, após o enterro do cristão, os radicais da Irmandade Muçulmana, exumaram o cadáver e o arrastaram pelas ruas da cidade como forma de aterrorizar os demais cristãos.
A imprensa mundial tem noticiado que um pequeno êxodo de cristãos tem acontecido na região de Dalga. Mais de 20 mil já abandonaram casas e empregos, depois que as igrejas, empresas e até mesmo residências se tornaram alvo dos muçulmanos.
A revolta popular no Egito vem se arrastando desde a deposição do primeiro presidente eleito do país, Mohammed Morsi, que se posiciona politicamente a favor da maioria muçulmana.
Fonte: Gospel +
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Por que os católicos rezam o terço?
Durante séculos, a Igreja intensificou a oração do terço em momentos de luta. São Domingos o considerava como uma arma espiritual e os papas chamavam Maria de “vencedora das heresias”, invocando sua ajuda para combater questões que vão do catarismo ao comunismo.
A devoção ao terço foi se desenvolvendo lentamente ao longo de cerca de 500 anos.
O terço é uma oração constituída pela recitação de 50 (até 200) Ave-Marias, em grupos de dez, cada grupo precedido por um Pai-Nosso e concluído com um Glória. Durante o rosário, medita-se sobre os mistérios da vida de Cristo e da sua Mãe.
Ainda que a tradição popular atribua a origem do terço a São Domingos (1170-1221), as pesquisas históricas atuais mostram que a devoção a esta oração se desenvolveu lentamente no tempo. O próprio João Paulo II parece afirmar isso em sua carta Rosarium Virginis Mariae (2002), que começa recordando que o terço “foi gradualmente tomando forma no segundo milênio, sob a guia do Espírito de Deus”.
Ainda que não se saiba exatamente qual é a história do início do terço, o Pe. Etienne Richer explica, em "Mariology", que, no final do século XI, ou seja, quase um século antes de São Domingos, “já se conhecia e praticava uma devoção mariana caracterizada por numerosas Ave-Marias, com prostrações rítmicas em honra de Nossa Senhora, primeiro em comemoração das suas alegrias, depois dos seus sofrimentos”. O nome “rosário” começou associado a esta prática.
Nesta mesma época, irmãos e monges cistercienses que não conseguiam memorizar os 150 salmos que sua ordem rezava cada semana, teriam recitado 150 Pai-Nossos. Os leigos logo copiariam esta forma de rezar, mas substituindo o Pai-Nosso pela Ave-Maria. O nome dado a esta devoção foi “Saltério de Maria”.
Por volta do ano 1200, diz-se que Nossa Senhora apareceu a São Domingos e lhe disse: “Reze o meu saltério e ensine-o às pessoas. Esta oração nunca falhará”. Domingos difundiu a devoção ao Saltério de Maria e, como afirma o Pe. Richter, esta devoção foi “incorporada de forma divina à vocação pessoal de São Domingos”.
Nas décadas posteriores, o terço e o saltério de Maria convergiram e a devoção assumiu a forma específica que hoje conhecemos: as 150 Ave-Marias se dividem em dezenas e o Pai-Nosso se insere entre elas, assim como se estabelecem os três grupos de mistérios (gozosos, dolorosos e gloriosos).
Em 2002, João Paulo II acrescentou cinco mistérios ao terço, chamando-os de “luminosos”. Ele propôs estes mistérios com o fim de “mostrar plenamente a profundidade cristológica do terço”, ao incluir “os mistérios do ministério público de Cristo entre o seu Batismo e a sua Paixão”.
O terço é a arma espiritual da Igreja que “afugenta os demônios”.
Desde o século XII, a Igreja intensificou a oração do terço nos momentos de dificuldade e tribulação. Em 1569, São Pio V consagrou oficialmente o terço, atribuindo à sua recitação a destruição da heresia e a conversão de muitos pecadores. Pediu aos fiéis que rezassem o terço naquela época “de tantas heresias, gravemente perturbada e aflita por tantas guerras e pela depravação moral dos homens”.
O prolífico Leão XIII (1878-1903), conhecido sobretudo pelas suas encíclicas sobre questões sociais, especialmente a Rerum novarum (1891) – sobre as condições do trabalho –, escreveu pelo menos 16 documentos sobre o terço, incluindo 12 encíclicas.
Esse “Papa do terço” escreveu sua primeira encíclica sobre esta oração em 1883, no 25º aniversário das aparições de Lourdes. No texto, ele recorda o papel de São Domingos e como a oração do terço ajudou a derrotar os hereges albigenses no sul da França, nos séculos XII e XIII. São Domingos, dizia o Papa, “atacou intrepidamente os inimigos da Igreja Católica, não pela força das armas, mas confiando totalmente na devoção que ele foi o primeiro em instituir com o nome de Santo Terço”.
“Guiado pela inspiração e pela graça divinas – prosseguiu o Pontífice – previu que esta devoção, como a mais poderosa arma de guerra, seria o meio para colocar o inimigo em fuga e para confundir sua audácia e louca impiedade.”
Também falou sobre a eficácia e poder do terço na histórica batalha de Lepanto, entre as forças cristãs e muçulmanas, em 1521. As forças islâmicas haviam avançado rumo à Espanha e, quando estavam a ponto de superar as cristãs, o Papa Pio V fez um apelo aos fiéis para que rezassem o terço. Os cristãos ganharam e, como homenagem por esta vitória, o Papa declarou Maria como Senhora da Vitória, estabelecendo sua festa no dia 7 de outubro, dia do santo terço.
Voltando à necessidade do terço em sua época, o Papa escreveu: “É muito doloroso e lamentável ver tantas almas resgatadas por Jesus Cristo arrancadas da salvação pelo furacão de um século extraviado e lançadas no abismo e na morte eterna. Na nossa época, temos tanta necessidade do auxílio divino como na época em que o grande Domingos levantou o estandarte do Terço de Maria, a fim de curar os males do seu tempo”.
Pio XI (1922-1939) dedicou sua última encíclica – Ingravescentibus malis – ao terço, em 1937, o mesmo ano em que escreveu a Mit brennender Sorge, na qual criticava os nazistas, e a Divini Redemptoris, na qual afirmava que o consumismo ateu “pretende derrubar radicalmente a ordem social e socavar os próprios fundamentos da civilização cristã”.
Criticando o espírito da época, “com seu orgulho depreciativo”, o Papa disse que o terço é uma oração que tem “o perfume da simplicidade evangélica”, que requer humildade de espírito.
“Uma inumerável multidão, de homens santos de toda idade e condição, sempre o estimou – escreveu. Rezaram-no com grande devoção e em todo momento o usaram como arma poderosíssima para afugentar os demônios, para conservar a vida íntegra, para adquirir mais facilmente a virtude, enfim, para a consecução da verdadeira paz entre os homens.”
Em 1951, Pio XII (1939-1958) escreveu Ingruentium malorum, sobre a oração do terço: “Categoricamente, não hesitamos em afirmar em público que depositamos grande esperança no Rosário de nossa Senhora como remédio dos males do nosso tempo. Porque não é pela força, nem pelas armas, nem pelo poder humano, mas sim pelo auxílio alcançado por meio dessa devoção, que a Igreja, munida desta espécie de funda de Davi, consegue impávida afrontar o inimigo infernal”.
Para conhecer Jesus é preciso se voltar a Maria.
Em 1985, o então cardeal Joseph Ratzinger, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, admitiu – no livro-entrevista “Informe sobre a Fé”, com Vittorio Messori – achar que a declaração de que Maria é “a vencedora de todas as heresias” era um pouco “exagerada”.
Explicou que, “quando eu ainda era um jovem teólogo, antes das sessões do Concílio (e também durante elas), como aconteceu e acontece hoje com muitos, tinha algumas reservas sobre certas fórmulas antigas, como, por exemplo, aquela famosa 'De Maria nunquam satis' [de Maria nunca se dirá o bastante]".
É oportuno observar que Joseph Ratzinger cresceu em um ambiente muito mariano. No livro “Meu irmão, o Papa”, George Ratzinger comenta que seus avós se casaram no Santuário de Nossa Senhora de Absam e que seus pais se conheceram por meio de um anúncio que seu pai colocou (duas vezes) no jornal do santuário mariano de Altotting. Os Ratzinger rezavam o terço juntos muitas vezes e, no mês de maio, participavam de numerosas celebrações de Maria e do terço.
No entanto, apesar da sua familiaridade com Maria e da devoção mariana, ele não parecia convencido.
Como explica no livro-entrevista, o cardeal, como prefeito do dicastério vaticano, passou por uma pequena conversão. “Hoje – acrescentou –, neste confuso período, em que todo tipo de desvio herético parece se amontoar às portas da fé católica, compreendo que não se trata de exageros de almas devotas, mas de uma verdade hoje mais forte do que nunca.”
É necessário voltar a Maria se quisermos voltar à verdade sobre Jesus Cristo, à verdade sobre a Igreja e à verdade sobre o homem.”
“A oração do terço permite-nos fixar o nosso olhar e o nosso coração em Jesus, como sua Mãe, modelo insuperável da contemplação do Filho – disse Bento XVI em 12 de maio de 2010, no Santuário de Nossa Senhora de Fátima. Ao meditar os mistérios gozosos, luminosos, dolorosos e gloriosos ao longo das 'Ave-Marias', contemplamos todo o mistério de Jesus, desde a Encarnação até a Cruz e a glória da Ressurreição; contemplamos a participação íntima de Maria neste mistério e a nossa vida em Cristo hoje, também ela tecida de momentos de alegria e de dor, de sombras e de luz, de trepidação e de esperança.”
“A graça invade o nosso coração no desejo de uma incisiva e evangélica mudança de vida, de modo a poder proclamar com São Paulo: 'Para mim viver é Cristo' (Flp 1, 21), numa comunhão de vida e de destino com Cristo.” Fonte: Aleteia
A comovente história do menino que, no leito de morte, ofereceu sua vida pela Igreja e pelo Santo Padre.
Algumas pessoas saem da vida para entrar na história; outras, para entrar no céu. Em 12 de outubro de 2006, falecia o jovem Carlo Acutis, vítima de uma grave leucemia. No leito de morte, desejou ardentemente que seus sofrimentos fossem oferecidos a Deus pela Santa Igreja e pelo Papa. O testemunho do rapaz, de apenas 15 anos, comoveu toda a Itália, tornando-o modelo de santidade, sobretudo para a juventude. No momento, a Diocese de Milão, à qual Acutis pertencia, trabalha na sua causa de beatificação.
Carlo Acutis nasceu em Londres, na Inglaterra, a 03 de maio de 1991. Os primeiros dias de vida foram também os primeiros de sua jornada para Deus. Com uma fé católica profundamente arraigada, os pais, André e Antônia, não tardaram a lhe providenciar o batismo, preparando para a ocasião um pequeno bolo em formato de cordeiro, como forma de agradecimento ao Senhor pela entrada do filho na comunidade cristã. Um simbolismo profético. A exemplo do Cordeiro de Deus, o pequeno Acutis também se faria tudo para todos, a fim de completar na própria carne - como diz o Apóstolo São Paulo, ao explicar o valor salvífico do dor - o que falta aos sofrimentos de Cristo pelo seu Corpo, que é a Igreja.
Crescendo em Milão, o pequeno Carlo demonstrou as virtudes cristãs desde a infância. Era uma criança alegre, de comportamento suave, que cativava a todos - principalmente as babás - com o seu entusiasmo contagiante. E se algum amiguinho aprontava-lhe uma maldade, sabia colocar a caridade acima do instinto: "o Senhor não seria feliz se eu reagisse violentamente". Aos 12 anos de idade, a Santa Missa já lhe era o bem mais precioso. Comungava diariamente, haurindo da Eucaristia a graça para uma vida santa.
Tamanha espiritualidade chamava a atenção dos mais próximos. Certa vez, preferiu participar de uma peregrinação a Assis, Itália, a visitar outros lugares para diversão. O comportamento do garoto levava os parentes a considerarem-no uma "vítima dos pais". Mas não era nada disso. Como confidenciaria a seu diretor espiritual, poucos dias antes de sua derradeira páscoa, Assis era o lugar onde mais se sentia feliz. Juntamente com Nossa Senhora de Fátima, São Francisco era-lhe o grande santo de devoção, principalmente por sua pequenez e humildade.
Vibrante, apaixonado pela vida, tinha no apostolado o fim último de toda a sua ação. Entendera cedo o "chamado universal à santidade". Daí a disponibilidade para com todos, fazendo-se amigo de qualquer um, mesmo dos mais tímidos. "Ele acreditava no diálogo íntimo com o Senhor - conta um dos colegas - e rezava o rosário todos os dias. Após a morte de Carlo voltei para a Igreja e acho que isso pode ser mérito de sua intercessão".
No Instituto Liceo Classico Leão XIII, onde iniciou o ensino médio, desenvolveu sua paixão por computadores. Carlo criou um site dedicado aos milagres eucarísticos e à vida dos santos. "Decidi ajudá-los - dizia o jovem na página da internet - compartilhando alguns dos meus segredos mais especiais para aqueles que desejam rapidamente alcançar o objetivo da santidade". Carlo Acutis insistia na Missa diária, na récita do rosário, na lectio divina, na confissão e no apego aos santos. "Peça ao seu Anjo da Guarda para ajudá-lo continuamente, de modo que ele se torne seu melhor amigo", recomendava.
Em 2006, com apenas 15 anos, Carlo Acutis descobriria uma grave doença: a leucemia. Confundida inicialmente com uma inofensiva "caxumba", o mal acabou se alastrando rapidamente, mesmo com os vários tratamentos, causando-lhe a morte em apenas um mês. Às 6:45h de 12 de outubro de 2006, o Senhor o levava para a vida eterna. Perto de falecer, confidenciou aos pais: "Ofereço todos os sofrimentos desta minha partida ao Senhor, ao Papa e à Igreja, não para fazer o Purgatório e ir direto para o Paraíso."
A postuladora para a causa dos Santos da Arquidiocese de Milão, Francesca Consolini, afirma que a fé de Carlo Acutis era "singular": "levava-o a ser sempre sincero consigo mesmo e com os outros (...) era sensível aos problemas e as situações de seus amigos, os companheiros, as pessoas que viviam perto a ele e quem o encontrava dia a dia". O testemunho do rapaz pode ser encontrado na sua biografia, "Eucaristia, minha rodovia para o céu", escrita por Nicola Gori, articulista do L'Osservatore Romano.
O corpo de Carlo Acutis foi sepultado em Assis, cidade de São Francisco, por sua especial devoção ao santo.
Por Equipe Christo Nihil Praeponere
terça-feira, 8 de outubro de 2013
História da Aparição da Imagem de Nossa Senhora
Seis décadas depois de criada a Vila de Guaratinguetá, um certo capitão José Correia Leite, adquiriu terras em Tetequeras, nas margens do Rio Paraíba do Sul, cerca,de três léguas abaixo de Pindamonhangaba. O Porto existente em sua fazenda, ficou então conhecido pelo nome de Porto José Correia Leite (atual Porto Itaguaçú).
Em dezembro de 1716, o rei D. João V, nomeou D. Pedro Miguel de Almeida Portugal e Vasconcelos, conhecido como Conde de Assumar, para governar como Capitão General a Capitania de São Paulo e Minas Gerais, que pouco depois seria desmembrada em duas, por sugestão dele mesmo. Foi homem importante, viria a ser mais tarde vice-rei da Índia. Embarcou no Rio de Janeiro para Angra dos Reis, Parati e Santos, daí galgou a Serra do Mar e foi a São Paulo, onde tomou posse em 04 de setembro de 1717. Pouco depois seguiu para Minas Gerais, pela chamada estrada real, hospedando-se com toda sua comitiva em Guaratinguetá de 17 a 30 de outubro, à espera de suas bagagens que deixara no porto de Parati.
A Câmara Municipal da Vila de Santo Antonio de Guaratinguetá viu-se em apuros para abastecer a mesa de tão ilustre visitante, por isso convocou os pescadores Domingos Garcia, Felipe Pedroso e João Alves, e os mesmos saíram em pescaria pelo Rio Paraíba. Desceram e subiram o rio várias vezes e nada conseguiram, chegando ao Porto “José Correia” o pescador João Alves arremessando sua rede às águas do Rio Paraíba sentiu que algo ali se prendera, puxou-a de volta ao barco e viu que se tratava de uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, sem a cabeça. Arremessou novamente a rede e apanhou a cabeça da imagem. Os três pescadores sem nada entender continuaram a pescaria, quando para surpresa de todos os peixes surgiram em abundância para aqueles homens.
Segundo o relato daquelas humildes pessoas, foram tantos peixes logo conseguido, depois de “aparecida” a imagem, que a canoa ficou cheia. Até ameaçava afundar. Alegraram-se muito com o ocorrido e foram levar o pescado à Câmara Municipal de Santo Antonio de Guaratinguetá, mas primeiro passaram pela casa de Felipe Pedroso e deixaram a preciosa encomenda confiada aos ciudados de Silvana da Rocha, mãe de João, esposa de Domingos e irmã de Felipe. Puseram-na dentro de um baú, enrolada em panos, separada uma parte da outra.
A casa de Silvana foi o primeiro oratório que teve aquela imagem, e ficou com ela cerca de nove anos, até 1726, data provável de seu falecimento. O marido e o filho, Deus já os chamara antes. Assim tornou-se herdeiro da imagem seu irmão, Felipe Pedroso, o único sobrevivente da milagrosa pescaria. Sua casa foi o segundo oratório, por seis anos, perto da Ponte Sá (proximidade da atual Estação Ferroviária) e também o terceiro, por mais sete anos, na Ponte Alta, para onde se mudara. Em 1739, Felipe Pedroso mudou-se mais uma vez, já velho, para o Itaguaçú, e fez a entrega da imagem a seu filho Atanásio. Até então a imagem ficava dentro do baú, guardada, e só era tirada de lá nas horas da preces, quando era posta sobre uma mesa. Na casa de Atanásio Pedroso, que ficou sendo seu quarto oratório, ela passou a ter altar e oratório de madeira, feitos por ele. Chamava sempre parentes e amigos e com eles rezava o terço e entoava cânticos. O número de devotos começou a aumentar, alguns sentiram-se favorecidos por graças e até por milagres, que apregoavam. A fama da Santa Aparecida foi crescendo e a notícia dos prodígios chegou aos ouvidos do vigário da Paróquia, Padre José Alves, que mandou seu sacristão, João Potiguara, assistir as rezas e observar. Baseado nas informações desse, e tendo ouvido outras pessoas, resolveu o vigário construir uma capelinha ao lado da casa de Atanásio, que, nessas alturas, estava morando no Porto Itaguaçú, onde a imagem fora encontrada.
Consta que o vigário quis levar a imagem para Guaratinguetá, levou-a por duas ou três vezes, mas o povo ia às escondidas e a trazia de volta. Depois corria a notícia de que a imagem fugira de volta para o bairro Itaguaçú. Resolveu o padre José Alves Vilela, no ano de 1743, construir uma Capela no alto do Morro dos Coqueiros, a qual terminou sua construção dois anos depois, abrindo a visitação pública em 26 de julho de 1745 (dia consagrado a Santa Ana), dia em que foi celebrada a primeira missa.
Assim, 28 anos depois de “aparecida” a imagem nas águas do Rio Paraíba do Sul, ela teve sua capela, que iria durar 138 anos, até 1883.
Em 1894, chegou em Aparecida um grupo de padres e irmãos da Congregação dos Missionários Redentoristas, para trabalhar no atendimento aos romeiros que acorriam aos pés da Virgem Maria para rezar com a Senhora “Aparecida” das águas.
No dia 8 de setembro de 1904, D. José Camargo de Barros coroou solenemente a Imagem de Nossa Senhora Aparecida. Em 29 de abril de 1908, a igreja recebeu o título de Basílica Menor, passados vinte anos, no dia 17 de dezembro de 1928, a vila que se formou ao redor da Igreja no alto do Morro dos Coqueiros tornou-se Município, e em 1929, Nossa senhora foi proclamada Rainha do Brasil e sua Padroeira oficial, por determinação do Papa Pio XI.
Com o passar do tempo o aumento do número de romeiros foi aumentando e a Basílica tornou-se pequena. Foi então que os Missionários Redentoristas e os senhores Bispos iniciaram no dia 11 de novembro de 1955 a construção da atual Basílica Nova, o maior Santuário Mariano do Mundo. Em 1980, ainda em construção, recebeu o título de Basílica Menor pelo Papa João Paulo II. Em 1984, foi declarada oficialmente Basílica de Aparecida Santuário Nacional, pela CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil).
Fonte: Franciscanos.org
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