terça-feira, 18 de dezembro de 2012

O amor pode terminar?

Quando tempo pode durar o casamento? Ou ainda, quando é que ele começa a desmoronar? Até há pouco, pensava-se que as primeiras crises chegassem depois de sete anos de “feliz” convivência. Em seguida, o tempo se abreviou, e o prazo de sua validade foi reduzido para cinco anos. Ultimamente, um levantamento feito pela Universidade de Wisconsin, nos Estados Unidos, com aproximadamente 10.000 casais, descobriu que o amor não sobrevive mais de três anos – dado que coincide com outro estudo feito no Reino Unido, entre 2.000 casais. «Paixão eterna só existe na ficção», afirma o psicólogo Bernardo Jablonksi, autor do livro: “Até que a vida nos separe: a crise do casamento contemporâneo”. Contudo, as diversas separações que ele atravessou podem provir do fato de ter identificado o amor com a emoção: «Na paixão, você sofre, deixa de se alimentar, não consegue dormir. Não poder durar!». Dessa confusão não escapa outro psicólogo de renome, Aílton Amélio. Fundamentado no princípio de que tudo na vida precisa ser alimentado para não morrer, ele conclui: «O amor pode terminar, porque precisa ser nutrido por fatos. É como andar de motocicleta: se parar, cai». Apesar da dificuldade de distinguir as coisas, o cineasta Roberto Moreira consegue descortinar uma luz no fundo do túnel: «O amor pode ser eterno, mas a probabilidade é pequena. Relacionamento que dure mais de dez anos é um sucesso». Referindo-se ao seu filme “Quanto dura o amor?”, lançado em 2009, Moreira apresenta a solução do enigma: «Talvez o melhor título fosse “Quanto dura a paixão?”, porque o amor só existe quando o parceiro deixa de ser uma projeção nossa». Como já se tornou lugar-comum afirmar, amor é a palavra mais inflacionada do planeta. Diz tudo e não diz nada! Pode ocultar um egoísmo tão atroz que seu fruto é o desespero e a morte. Contudo, para os cristãos, sua realidade resplandece como o sol. Quem encontrou seu pleno significado foi o evangelista São João. Por que ele é o único dos apóstolos que, por mais vezes, se declara o “discípulo amado” por Jesus? A resposta é simples e… deslumbrante: porque foi ele quem escreveu a página mais comovedora da Bíblia e fez a descoberta mais revolucionária da história: «Deus é amor. Quem permanece no amor permanece em Deus, e Deus permanece nele» (1Jo 4,16). Mas, o que é o amor? Eis a resposta de São João: « Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: em nos ter enviado ao mundo o seu Filho único, para que vivamos por ele. O amor consiste no seguinte: não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e nos enviou o seu Filho para nos libertar de nossos pecados» (1Jo 4,9-10). Para São João, amar é dar o que de melhor existe no coração humano – sem dúvida, fruto do sacrifício – para que a pessoa que está ao lado tenha uma vida digna e plena. Assim como faz Deus, que oferece o que de mais precioso tem: seu filho Jesus. Amar é sair de si mesmo, é esvaziar-se de seus interesses para que o outro se liberte e se promova, em seu sentido mais verdadeiro e profundo. Por isso, o amor exige autodomínio e heroísmo, ao pedir que nos coloquemos diante de cada pessoa sem levar em conta as emoções, as mágoas, os apegos e os preconceitos que se aninham em nosso coração. Amar é tomar sempre a iniciativa: «Não fomos nós que amamos a Deus, mas foi ele que nos amou e enviou o seu Filho». O amor humano, embora bonito, misterioso e arrebatador, não é suficiente para preencher o espírito humano. Se é indispensável para iniciar um casamento, é insuficiente para mantê-lo de pé a vida inteira: «O fato de sermos amados por Deus enche-nos de alegria. O amor humano encontra sua plenitude quando participa do amor divino, do amor de Jesus que se entrega solidariamente por nós em seu amor pleno até o fim» (Documento de Aparecida, 117). O que pode acabar – às vezes, com uma rapidez tão espantosa que se transforma em seu contrário – é a emoção, o sentimento, a emotividade. Mas o amor verdadeiro nunca termina, simplesmente porque se identifica com Deus. Nessa simbiose divina, ele passa a ter a fisionomia de Deus: paciente e prestativo, humilde e perseverante, misericordioso e gratuito: «Tudo desculpa, tudo crê, tudo espera, tudo suporta» (Cf. 1Cor 13,4-7). *** Dom Redovino Rizzardo, cs Bispo de Dourados – MS

Com quem Namorar?

Já vai muito longe o tempo em que os pais arranjavam os casamentos para os seus filhos. Se você quer encontrar alguém, terá que procurá-lo. Normalmente é no próprio ciclo das amizades e ambientes de convívio que os namoros começam. Sabemos que o ambiente molda de certa forma a pessoa; logo, você deverá procurar alguém naquele ambiente que vive os valores que você preza. Se você é cristão, então procure entre famílias cristãs, ambientes cristãos, grupos de jovens, etc., a pessoa que você procura. O namoro começa com uma amizade, que pode ser um pré-namoro que vai evoluindo. Não mergulhe de cabeça num namoro, só porque você ficou “fisgado” pelo outro. Não vá com muita sede ao pote, porque você pode quebrá-lo. Sinta primeiro, através de uma pura amizade, quem é a pessoa que está à sua frente. Talvez já nesse primeiro relacionamento amigo você saberá que não é com esta pessoa que você deve namorar. É o primeiro filtro, que tem a grande vantagem de não ter ainda qualquer compromisso com o outro, a não ser de amigos. Nem sempre será fácil para você começar e terminar um namoro. Especialmente hoje, com a maior abertura dos pais, logo as famílias são também envolvidas, e isto faz o namoro se tornar mais compromissado. Se você não explorar bem o aspecto saudável da amizade, pode ser que o seu namoro venha a terminar rápido porque você logo se decepcionou com o outro. Isto poderia ter sido evitado se antes vocês tivessem sido bons amigos. Não são poucas as vezes em que o término de um namoro envolve também os pais, e isto nem sempre é fácil de ser harmonizado. O namoro é o encontro de duas pessoas, naquilo que elas são, e não naquilo que elas têm. Se você quiser conquistar um rapaz só pôr causa da sua beleza ou do seu dinheiro, pode ser que amanhã você não se satisfaça só com isto. Às vezes uma pessoa simpática, bem humorada, feliz, supera muitos que oferecem mais beleza e perfeição física. Infelizmente a nossa sociedade trocou a “cultura da alma” pela “cultura do corpo”. A prova disso é que nunca como hoje as cidades estão tão repletas de academias de ginástica, salões de beleza, cosméticos, cirurgias plásticas, etc… Investe-se ao máximo naquilo que é a mais inferior dimensão do ser humano – embora importante -o corpo. É claro que todas as moças querem namorar um rapaz bonito, e também o contrário, mas nunca se esqueça que o mais importante é “invisível aos olhos”. O que é visível desaparece um dia, inexoravelmente ficará velho com o passar do tempo. Aquilo que você não vê: o caráter da pessoa, a sua simpatia que se mostra sempre atrás de um sorriso fácil e gratuito, o seu coração bom, a sua tolerância com os erros dos outros, as suas boas atitudes, etc., isto não passa, isto o tempo não pode destruir. É o que vale. Se você comprar uma pedra preciosa só pelo seu brilho, talvez você acabe adquirindo uma “jóia” falsa. É preciso que você conheça a sua constituição e o seu peso. O povo diz muito bem que “nem tudo que reluz é ouro”. Se você se frustrar no plano físico, poderá ainda se realizar nos níveis superiores da vida: o sensível, o racional e o espiritual. Mas, se você se frustrar nos níveis superiores, não haverá compensação no nível físico, porque ele é o inferior, o mais baixo. A sua felicidade não está na cor da sua pele, no tipo do seu cabelo e na altura do seu corpo, mas na grandeza da sua alma. Você já reparou quantos belos e belas artistas terminam de maneira trágica a vida? Nem a fama mundial, nem o dinheiro em abundância, nem os “amores” mil, foram suficientes para fazê-los felizes. Faltou cultivar o que é essencial; aquilo que é invisível aos olhos. Tenho visto muitas garotas frustradas porque não têm aquele corpinho de manequim, ou aquele cabelo das moças que fazem propagandas dos “shampoos”; mas isto não é o mais importante, porque acaba. A vida é curta – mesmo que você jovem não perceba – e, por isso, não podemos gastá-la com aquilo que acaba com o tempo. Em nosso trabalho com os jovens temos observado muito, especialmente entre as moças, um certo “pânico” pôr não conseguir encontrar um namorado. E muitas se desesperam e acabam até “apelando”, como dizem. Ora, vamos com calma. Será que você ainda não conseguiu namorar porque é muito exigente, e quer alguém perfeito? Examine o porquê disso, Será que você não está confundindo amor com paixão? Para que você seja amigo de alguém é preciso “cultivar” a amizade. Você nunca poderá colher se você não semear. Muitos jovens se queixam que não têm amigos; não será porque são egoístas e não se abrem para os outros? O fechamento em si mesmo mata a amizade. Se você acha que as suas coisas são só “suas”, e não partilha nada com ninguém, você não terá amigos. Se você não sai de dentro dos seus problemas, e não vai ao encontro dos outros para ajudá-los, você nunca terá amigos de verdade. Portanto, saiba discernir, de olhos abertos; e não se deixe cegar pela paixão da sensibilidade ou da carne. O namoro é para isto, para que jamais você reclame no futuro dizendo que se casou enganado. Isto ocorre com quem não leva o namoro a sério. Se você não namorar bem hoje, não reclame amanhã de ter se casado mal, ou com quem não devia; a escolha será sua. Professor Felipe Aquino

Como se faz o processo de declaração de nulidade de matrimônio

Muitas pessoas que se separaram, e mesmo algumas que já estão em um segundo casamento apenas Civil, desejam saber como se faz o “Processo de nulidade” no Tribunal da Igreja. Em nosso artigo “Nulidade de casamento” explicamos rapidamente as causas que podem levar o Tribunal da Igreja a declarar nulo um matrimônio. Em caso de dúvida a pessoa deve procurar o Tribunal da Igreja de sua Diocese e fazer uma consulta sobre o seu caso particular; é a melhor maneira de tirar qualquer dúvida. Em qualquer época pode-se entrar com o Processo, mesmo que já se tenha filhos, ou tenha passado bastante tempo da separação. Para quem quer saber mais sobre o assunto, com detalhes, recomendo a leitura do livro “Casamentos que nunca deveriam ter existido” do Padre Jesús Hortal, doutor em Direito Canônico (Ed. Loyola, SP). Se você separou-se de seu esposo (a) e acha que esta separação é definitiva, não tem mesmo volta, e desconfia que o seu matrimônio possa ter sido nulo na celebração, deve, então, procurar o Tribunal da Igreja em sua Diocese e dar início ao Processo. Cada Tribunal tem o seu Presidente (Vigário Judicial); ele representa os Bispos da Região nos julgamentos. Cada Processo é normalmente analisado e julgado por três juizes do Tribunal; sendo que um pode ser leigo. Há também a figura do “defensor do vínculo”, que é uma pessoa do Tribunal que faz o papel de defensor do casamento original. Pode ser que em alguns casos ele diga que não tem nada a alegar contra a nulidade. Há também o “promotor da justiça” que defende a Igreja, e pouco atua nos casos de nulidade. Existe também o “notário” (secretário) que vai anotar, redigir e assinar todos os documentos do Processo. Por fim existem os “advogados e procuradores”. O advogado (ou patrono) é o conselheiro jurídico de uma das partes, que vai defender o seu cliente e orientá-lo junto ao Tribunal. O procurador é a pessoa que representa uma das partes junto ao Tribunal. Podem ser a mesma pessoa, e é melhor que seja. Quando alguém começa um Processo de nulidade, escolhe o seu advogado de uma lista de nomes que o secretário lhe apresenta. Pode sugeriu ao Tribunal que aceite um advogado que não esteja na lista do Tribunal, desde que a pessoa conheça Direito Canônico e seja um padre ou leigo preparado, idôneo, etc. A pessoa deve dar entrada no Tribunal da Diocese onde se casou ou onde reside o seu cônjuge do qual se separou. Você pode pedir ao Tribunal que aceite o Processo onde você reside hoje. O Processo começa com a “petição” (ou libelo) onde o interessado se dirige por escrito ao Tribunal e expõe com todos os detalhes o seu pedido de declaração de nulidade. Todas as informações úteis devem ser colocadas ai. Peça orientação detalhada a seu pároco ou a alguém que você possa sugerir para seu advogado. Conte detalhadamente a história do seu casamento, namoro, como foi a cerimônia do casamento, como foi o tempo de convivência entre vocês, quando e como começaram os desentendimentos, porque se separaram; qual é a situação dos dois hoje, etc.. Posteriormente você será entrevistado e poderá dar mais detalhes. Diga com clareza por que você acha que o seu matrimônio foi nulo. Indique também as provas (documentos, atestados médicos, psiquiátricos, etc.) que possa ter sobre o que descreveu; indique também as testemunhas que possam comprovar o que você relatou, dando os seus nomes e endereços completos, com telefone, fax, e-mail, etc. Se esquecer alguma coisa, não tem problema, mesmo depois poderá acrescentar novas provas, documentos e testemunhas se necessário. Finalmente, faça a “petição”; isto é; peça ao Tribunal que tendo em vista tudo o que foi relatado, ele declare nulo o seu matrimônio. No próprio libelo você pode indicar o advogado e o procurador, o que pode ser a mesma pessoa, e até é bom que seja. Entregue tudo na secretaria do Tribunal junto com a certidão do seu casamento religioso. Se você já fez a separação judicial (desquite) ou divórcio, entregue também cópias dessas sentenças. É bom pedir recibo da entrega do libelo com data para poder acompanhar o Processo e até reclamar se os prazos legais não forem obedecidos pelo Tribunal. Depois disso o Presidente do Tribunal nomeia os três juízes (turno) para analisar o seu caso. O presidente do turno decidirá se o caso deve ser analisado ou não pelo Tribunal; em caso afirmativo o Processo então começa. O Processo consta basicamente de três partes: a fase de investigação ou instrutória; a fase de discussão; e a de decisão final ou sentença. Na fase de investigação cada um dos cônjuges é ouvido em particular (separado); nesta fase o advogado pode te orientar sobre que perguntas responder, etc. O juiz vai lhe pedir que jure dizer somente a verdade e guardar segredo de tudo; mas fique tranquilo e deponha com paz; ele não vai te atrapalhar; apenas te ouvir. O seu cônjuge será também convidado a depor; se não for encontrado, será convidado por edital público em algum jornal; se mesmo assim não comparecer, será declarado ausente e o Processo continuará. Se aparecer mesmo depois disso poderá ser ouvido. As testemunhas que você apresentou serão também ouvidas, e o presidente do turno poderá pedir a peritos que examinem algum documento ou provas apresentadas para maiores esclarecimentos. Depois disto o juiz emite o “Decreto de Publicação do Processo” e ambas as partes podem e devem tomar conhecimento de tudo o que foi relatado até aqui para se defenderem ou apresentarem outros dados. Você e o advogado poderão ler todo o Processo na secretaria do Tribunal. Em seguida o seu advogado vai se manifestar diante dos juizes em sua defesa; converse muito com ele e coloque a par de tudo; não deixe tudo nas mãos dele apenas; se interesse pelo Processo em todos os pontos. Isto é muito importante para o bom andamento do Processo e da sentença final. Após toda a análise do Processo os juizes então dão a Sentença e a publicam. O Direito Canônico exige que a Declaração de Nulidade para ser válida, e dar direito a um “novo” casamento, seja dada pelo menos por dois Tribunais diferentes. Então, se o primeiro Tribunal aprovou a declaração de nulidade, dentro de vinte dias é obrigado a encaminhar todo o Processo a um segundo Tribunal, chamado de Segunda Instância ou de Apelação. Na maioria das vezes quando o Processo foi bem feito na primeira Instância, o Tribunal de Apelação confirma a Sentença original; mas poderá exigir mais dados e análises se julgar necessário. Se o Tribunal de primeira Instância declarou a validade do seu matrimônio; isto é, foi contra a Declaração de Nulidade, você pode recorrer ao Tribunal de Segunda Instância; bem como o seu cônjuge se desejar. Terá que fazer a apelação, por escrito, dentro de quinze dias, no mesmo Tribunal inicial. Neste caso o Processo vai começar de novo no segundo Tribunal. Fale com seu advogado sobre isto e não perca o prazo. Como você notou o Processo é longo e dá muito trabalho ao Tribunal; é por isso que ele tem um custo. Se você não tem como pagar tudo ao Tribunal converse sobre a possibilidade de diminuir o valor, ou parcelá-lo, ou mesmo peça ajuda à sua comunidade e amigos para pagar essas despesas. Vale a pena você poder regularizar a sua vida diante da Igreja e diante de Deus; mesmo que isto te dê muito trabalho e custe algum dinheiro. A gente gasta o tempo e dinheiro naquilo que nos é mais importante. Prof. Felipe Aquino

domingo, 16 de dezembro de 2012

SPFC - 77 ANOS DE GLÓRIAS E CONQUISTAS

Ser são paulino por si só já é motivo de orgulho, pois o nome agrega uma história vitoriosa, onde em 77 anos de existência conquistamos quase tudo que se pode imaginar pra um time de futebol. Só de títulos internacionais foram 60 no total, já somando a recente conquista invicta da Copa Sulamericana 2012. Fora os inúmeros títulos e vários ídolos que já passaram pelo clube, o torcedor do São Paulo Futebol Clube possui o maior estádio particular do Brasil (foi o maior do mundo durante décadas), possui um clube com toda a estrutura de lazer para seu associado, possui um centro de treinamento da equipe profissional estrategicamente localizado no bairro da Barra funda, possui em centro de desenvolvimento das categorias de base na cidade de Cotia com toda a estrutura necessária prá formação completa de jovens, possui um hotel 3 estrelas dentro do CCT de Cotia pra hospedar e concentrar a equipe, possui o Reffis que é um centro de excelência na recuperação de lesões específicas com os melhores médicos e fisioterapeutas brasileiros e freqüentado por atletas de vários clubes de diversos países, possui o nome da maior cidade da América Latina. Se tudo isso já não bastasse, ainda temos o maior goleiro artilheiro do planeta. Com 107 gols (até o momento) na carreira é o goleiro que mais vezes marcou na história do futebol mundial. Há 23 anos como profissional do SPFC, Rogério Ceni é o líder que inspira pelo próprio comprometimento e amor que, diariamente, demonstra superando todos os obstáculos encontrados e cada vez mais surpreendendo dentro de campo. Com a recente conquista de forma invicta da Copa Sulamericana disputaremos o torneio da Copa Suruga Banks no Japão contra o Kashima Antlers e a Recopa Sulamericana. A Libertadores de América voltará a ser disputada já que o SPFC estará competindo com reais chances de se sagrar Tetra Campeão. Também disputaremos a Copa Sulamericana 2013 e os campeonatos nacionais. Por tudo isso e muito mais tenha orgulho de ser são paulino e saiba que seu time já conquistou tudo isso em apenas 77 anos de existência. PARABÉNS SÃO PAULO FUTEBOL CLUBE PELOS 77 ANOS DE GLÓRIAS E CONQUISTAS. by FERNANDO HENRIQUE

São Paulo FC: 77 anos e 41 títulos!

O São Paulo colocou mais um troféu na sua vitoriosa galeria de títulos. Na noite desta quarta-feira, em um Morumbi completamente lotado, o Tricolor bateu o Tigre-ARG e conquistou o título inédito da Copa Sul-Americana. De 1930 até os dias de hoje, o clube paulista totaliza 41ª conquistas oficiais, número que dá ao São Paulo uma excelente média de um título a cada dois anos. A Sul-Americana deste ano foi o nono torneio realizado pela Conmebol conquistado pelo São Paulo. Entre os principais, o tricampeonato da Copa Libertadores – 1992, 1993 e 2005. O torneio continental de 2012 foi vencido de forma invicta. Em 10 partidas, foram cinco vitórias e cinco empates. Melhor média que os rivais Mais novo dos quatro grandes de São Paulo, o Tricolor é o que mais tem títulos por período de vida. O Santos, criado em 1912, tem 44 títulos, seguido do Corinthians, que tem 43 conquistas desde 1910. Já o Palmeiras tem 41 títulos desde 1914. Confira os títulos oficiais do São Paulo: Mundial Interclubes: 1992, 1993 e 2005 Copa Libertadores da América: 1992, 1993, 2005 Supercopa da Libertadores: 1993 Sul-Americana: 2012 Recopa Sul-Americana: 1993 e 1994 Copa Conmebol: 1994 Copa Master Conmebol: 1996 Brasileiro: 1977, 1986, 1991, 2006, 2007 e 2008 Rio-São Paulo: 2001 Supercampeonato Paulista: 2002 Paulista: 1931, 1943, 1945, 1946, 1948, 1949, 1953, 1957, 1970, 1971, 1975, 1980, 1981, 1985, 1987, 1989, 1991, 1992, 1998, 2000 e 2005 Site Oficial http://www.universotricolor.com/?p=1519

O sentido da vida

O mês dos falecidos, novembro, nos leva à reflexão sobre o sentido da vida. O pensamento da vida futura ilumina a presente vida e lhe dá o verdadeiro valor, como nos ensinam os santos. Pois, como todos sabem, o que se leva da vida é a vida que se leva! Os bens materiais vão todos ficar aqui. Daí se compreende a palavra de Jesus: “Ajuntai para vós tesouros no céu, onde não os consomem nem as traças nem a ferrugem, e os ladrões não descobrem nem roubam. Porque onde está o teu tesouro, lá também esta teu coração” (Mt 6, 19-21). O grande psiquiatra e psicólogo austríaco Viktor Frankl, contemporâneo de Freud, mas de uma corrente dissidente da psicanálise, criou um método de tratamento psicológico que denominou logoterapia, a cura pela descoberta do sentido da vida, ou, de um sentido para a vida. Dr. Viktor Frankl passou por quatro campos de concentração entre 1942 e 1945, inclusive os piores, Auschwitz e Dachau. Durante esse tempo de prisão, o que o sustentou foi seu grande interesse pelo comportamento humano, concluindo depois que esse interesse o havia salvado e que aqueles companheiros de prisão que tinham uma esperança e davam um significado a suas vidas predominavam entre os sobreviventes da tortura e da fome a que haviam sido submetidos. O seu método de tratamento psicológico, a logoterapia, consiste em ajudar o paciente a encontrar o significado da sua vida. Contestando um pouco o pai da psicanálise, Frankl sustenta que nem toda neurose é redutível às experiências traumáticas da primeira infância e aos conflitos entre o id, o ego e o superego, assim como também não é a remoção dos sintomas a causa daquelas curas que são obtidas, não pela psicanálise, mas sim pelas rápidas modificações do comportamento, se não por remissão espontânea. E ele conclui que permanece, contudo, uma sensação de amargura. Falta algo a se considerar na terapia: a tensão da busca de um significado para a vida. Albert Camus afirmou uma vez: “Há um só problema verdadeiramente sério e é … estabelecer se vale ou não a pena viver…”. O grande problema, o grande causador das neuroses e depressões, é o vazio existencial. Segundo Fernando Pessoa, tudo vale a pena se a alma não é pequena. E podemos parafraseá-lo dizendo que nada vale a pena se a alma se apequena, se não compreende o significado da vida. Cai-se no vazio existencial. Em pesquisas feitas em universidades americanas, 78% dos alunos declarou que o seu objetivo principal era encontrar um objetivo e um sentido para a própria vida. E a resposta dada pelos alcoólatras e usuários de drogas quase sempre é que perderam o sentido de viver. A mesma resposta dão os que tentam o suicídio: para que viver mais? Bento XVI nos lembra que Jesus, Deus feito homem, morto e ressuscitado, trouxe a vitória da vida sobre o vazio da morte. A verdadeira religião, nos dando o verdadeiro significado da vida, dom de Deus para o nosso bem e nossa felicidade eterna, preenche o nosso vazio existencial, tornando-se assim a melhor terapia para qualquer neurose. Dom Fernando Arêas Rifan* *Bispo da Administração Apostólica Pessoal São João Maria Vianney

Deus está incomodando, por quê?

O jornal O Globo publicou o pedido feito pelo Ministério Público Federal à Justiça para que seja retirada das cédulas de reais a frase “Deus seja louvado”. Segundo o procurador Jefferson Aparecido Dias, a inscrição fere o princípio do estado laico e exclui minorias. Para o procurador, o fato de os cristãos serem maioria no Brasil “não justifica a continuidade das violações aos direitos fundamentais dos brasileiros” que não acreditam em Deus. O Banco Central, consultado pela Procuradoria, emitiu um parecer jurídico em que diz que, como na cédula não há referência a uma “religião específica”, é “perfeitamente lícito” que a nota mantenha a expressão. “O Estado, por não ser ateu anticlerical ou anti-religioso, pode legitimamente fazer referência à existência de uma entidade superior, de uma divindade, desde que, assim agindo, não faça alusão a uma específica doutrina religiosa”, diz o parecer do BC. O Banco explicou que o fundamento legal para a existência da expressão “Deus seja louvado” nas cédulas é o preâmbulo da Constituição, que afirma que ela foi promulgada “sob a proteção de Deus”. O texto do BC cita ainda posicionamento do especialista Ives Gandra Martins, em que afirma que a “Constituição foi promulgada, como consta do seu preâmbulo, ‘sob a proteção de Deus’, o que significa que o Estado que se organiza e estrutura mediante sua lei maior reconhece um fundamento metafísico anterior e superior ao direito positivo”. Além disso, mais de 90% da população brasileira é de cristãos (católicos e protestantes), e a democracia quer dizer “governo do povo”, vem do grego “demos” (=povo) e “cratein” (= governo). Ora, são esses mais de 90% de brasileiros que pagam impostos e mantém a Nação, o Estado e o Governo; logo, têm direito de que as leis sejam conforme sua crença. Isso não é um desrespeito à minoria que não acredita em Deus. É fruto de uma questão cultural e religiosa. Dom Odilo Pedro Scherer, cardeal arcebispo de São Paulo protestou contra o pedido do Procurador Jefferson; e disse que o crucifixo não interfere nas decisões dos juízes, que se baseiam nas leis e que a alusão a Deus nas cédulas do real não fere a ninguém, pois “para quem não crê em Deus, ter ou não ter essa referência não deveria fazer diferença. E, para quem crê em Deus, isso significa algo”. O cardeal também recordou que os que “crêem em Deus também pagam impostos e são a maior parte da população brasileira”. Fica uma pergunta: Por que Deus incomoda tanto? Por que alguns homens querem bani-lo do Estado? Será que uma frase na moeda, ou um crucifixo na parede de um tribunal ou Casa Legislativa podem ser tão temíveis em um país cristão desde o seu descobrimento? Será que não tem mais significado o primeiro nome deste país como “Ilha de Vera Cruz” e depois “Terra de Santa Cruz?” Quem não conhece o famoso quadro da primeira missa aqui celebrada, pintado por Victor Meirelles? Não podemos esquecer que o primeiro ato público realizado diante dos descobridores e dos índios, no Ilhéu da Coroa Vermelha, foi à santa Missa celebrada por Frei Henrique de Coimbra. Que mal o crucifixo ou uma frase louvando a Deus pode ameaçar alguém? A fé cristã e a Cruz de Cristo fazem parte da cultura e da história de nossa Pátria, e não se podem arrancar as tradições de um povo e deixá-las de dignificar. Será que nos esquecemos que o marco de pedra que oficializou a descoberta da Terra de Santa Cruz tem uma cruz? Deus quis que uma Missa marcasse o início da História da maior nação católica do mundo. Algumas perguntas precisam ser feitas àqueles que querem apagar a fé católica e cristã no Brasil. Será que vão derrubar o Cristo Redentor e as centenas, ou milhares de replicas que existem em muitas cidades brasileiras? Será que vão fazer mudar de nome os Estados de Santa Catarina e São Paulo? Será que terão de mudar de nome as cidades de São Paulo, São Sebastião do Rio de Janeiro, Natal, Santos, São José dos Campos… E tantas outras com nomes de santos? Será que teremos de mudar os nomes de milhares de ruas que têm nomes religiosos? Ora, tudo isso seria arrancar desde as raízes a cultura e a personalidade de um povo e de uma nação. Sim, o Estado é laico, não professa uma religião, mas o povo brasileiro é religioso, acredita em Deus, e o Estado existe para servi-lo e respeitá-lo; não para subjugá-lo como nos países totalitários. O pastor Silas Malafaia, que discorda em muito da Igreja Católica, no mesmo vídeo em que critica severamente a atitude do procurador Jefferson, defende a manutenção dos símbolos católicos nas repartições públicas em respeito à origem cultural do Brasil. (http://www.verdadegospel.com/mpf-quer-retirar-frase-deus-seja-louvado-das-notas-de-reais/?area=1) Prof. Felipe Aquino