quarta-feira, 29 de maio de 2013

Ignorância e falta de educação são as marcas de uma geração de adolescentes

Caso você não o conheça, vou apresentá-lo. O pianista André Mehmari é um dos maiores pianistas do Brasil atualmente, um músico/arranjador/compositor/multiinstrumentista que tem como principal qualidade, além de sua técnica primorosa, o trânsito fácil e livre que consegue estabelecer entre os universos da música erudita e da música popular brasileira e o jazz. Ele chegou a vencer um Prêmio Visa de MPB Instrumental e vários concursos de composição erudita, já tocou ao lado de grandes cantoras como Ná Ozzetti e Mônica Salmaso, e tem seis discos lançados, todos excelentes. Você pode assistir abaixo dois exemplos desta competência instrumental: Bem, feitas as apresentações, vamos ao motivo que me levou a escrever a respeito dele hoje, mais precisamente, a uma terrível experiência pela qual ele passou e que dá bem a medida dos tempos em que vivemos hoje. Peço permissão para colocar abaixo o texto que ele escreveu em sua página no Facebook. Leia com atenção, por favor... “Há uns dias participei como convidado especial de um projeto musical educacional, para jovens de escolas públicas, de 10 a 12 anos, aqui perto de São Paulo. Levaram uma ótima banda, fizeram um roteiro bem bolado e caprichado com atores de primeira, e na segunda parte, a pedido da produção, entrei no palco, feliz da vida para falar de (Ernesto) Nazareth e anunciar as canções que se seguiriam. Ao som de berros e injustificáveis vaias irracionais, ouvi toda sorte de grosseria: ‘sai daí, filho da puta!’ ‘Vai tomar no ...!’, Vai se f....!’ Fiquei um tanto cabisbaixo, mas segui quase firme. Com muito orgulho, falei um pouco desta música. Acompanhado por um supermúsico amigo - o percussionista e compositor Caito Marcondes -, toquei desconcentrado e ainda estupefato uma suíte de maxixes ‘nazarethianos’ abraçando uma ária de opera. É, eu queria falar para eles desta coisa bonita da Musica, de não ter fronteiras, a não ser na cabeça de medíocres e preconceituosos. Mas a fronteira ali estava tão antes de qualquer pensamento, de qualquer diálogo. Tudo tão aquém de qualquer desenvolvimento, que abaixei a cabeça e levei mecanicamente a apresentação até o final, acreditando que se tocasse para um único par de ouvidos férteis naquela plateia de 600 jovens pessoas já teria valido meu esforço, minha confiança na vida. Sei bem que educação é sempre desafio e que o Brasil encontra-se muito longe de ter estrutura e pessoal adequado. Meu apelo aqui fica para os pais, que acreditam que a educação de um filho se dá na escola. Ela se dá principalmente em casa, neste nível fundamental da formação do caráter de um ser humano. Não coloquem filhos no mundo se não estão aptos e dispostos a dar uma formação cuidadosa e apaixonada a estes novos seres. E estou farto deste discurso politicamente ‘soft-new-age-correto’ e praticamente inefetivo, de aceitar tudo e botar panos quentes em tudo que um jovem faz e diz. Acredito que ele tem consciência de seus atos e cabe aos mais experientes apontar problemas, olhar esta turma como nossos semelhantes que, em poucos anos, estarão ocupando importantes cargos e funções. Educação é invariavelmente feita com amor e dedicação e estas são responsabilidades primordiais dos pais, depois da escola e da experiência. De qualquer maneira agradeço a oportunidade de tocar para aqueles jovens, mesmo tendo sofrido agressões que me ofenderam. Sei que aqueles que ouviram saberão me agradecer no futuro. E estarei plenamente recompensado e tranquilo!” Quem acompanha o que escrevo neste honrado espaço sabe bem o que penso a respeito desta molecada nos dias atuais. Para quem não sabe, vou repetir numa boa: salvo raríssimas exceções, toda uma geração de adolescentes brasileiros se transformou em uma manada de asnos! É isto mesmo o que você acabou de ler. Sem tintas douradas ou palavras suaves. A realidade nua e crua é exatamente esta. Quem é pai ou mãe sabe exatamente o que quero dizer. Nos dias atuais, professores se transformaram em seres com nervos em frangalhos, com o espírito esgotado e abalado por terem que lidar com pequenos bucéfalos, precocemente empurrados para a vala da ignorância por causa do meio em que vivem, seja a família, os amigos e até mesmo a própria escola. Meninos e meninas são capazes de sugar o bom humor de quem quer que seja, tão rapidamente quanto as palavras ásperas, os gritos e a violência verbal que emanam de suas bocas sujas e cérebros já necrosados. Conversando com professores, a opinião é unânime: sala de aula é hoje um lugar onde reina a insanidade. Capacidade de cognição e momentos de sensibilidade por parte destes adolescentes é visto como um autêntico milagre de natureza divina. E quero deixar claro: isto não tem nada a ver com classe social e poder aquisitivo! Há uma horda de adolescentes cretinos milionários, ricos, pobres e miseráveis. A burrice e a falta de educação não fazem distinção. O que aconteceu com o talentoso pianista André Mehmari em um teatro municipal de Campinas, mais precisamente no bairro da Vila Industrial, é sintomático da total falta de educação e bons modos de toda uma geração. Basta dar uma olhada no meu perfil do Twitter para ver a quantidade de ofensas pesadas – e que se multiplicam como moscas – toda vez que escrevo a respeito de ídolos musicais desta garotada sem cérebro. Palavrões cabeludíssimos escritos por meninas que sequer tiveram a sua primeira menstruação e meninos que nem conhecem o significado do termo “punheta”. Dá vontade de fazer vasectomia no dia seguinte... Infelizmente, a escola não é mais capaz de propiciar aquela camada de civilização que complementava a educação familiar. Basta ver a quantidade de vídeos que inundam o You Tube com cenas de violência contra professores, colegas de classe e funcionários para sacar que toda uma geração de jovens já encara o seu semelhante como um rival, um adversário a ser derrotado de qualquer maneira, nem que seja preciso ir armado para as aulas. O fato de nenhum destes pequeninos monstros não reconhecer a autoridade no ambiente escolar é o retrato inequívoco da falta de autoridade dentro de casa. Não reconhecer isto é negar a existência de qualquer parâmetro de civilidade. E há outro problema, tão sério quanto este: a superficialidade imediatista que vê sendo imposta a todos nós diariamente pelos meios de comunicação. Em um País que teoricamente prima pela “diversidade”, cada vez mais somos esbofeteados por estratégias de marketing desenfreadas, que tentam nos obrigar a tomar a cerveja “X”, vestir a roupa “Y” e comprar o carro “Z” para que ninguém se sinta... diferente! É o fim da picada! Precisamos acabar com este papo de que “povo não gosta de cultura e arte”, que vem nivelando a programação das emissoras de TV e rádio a níveis abaixo do rasteiro. Temos que acabar com esta conversa de que “tudo é arte”, disseminada por pseudointelectuais de padaria, que defendem a ideia de que as classes menos favorecidas intelectualmente produzam a sua própria “cultura” e deixem de olhar para o passado ou para outras vertentes de informação e conhecimento. Para estes palhaços com pinta de sociólogos da PUC, tudo bem que isto resulte nos “Naldos”, “Lek Leks” e “quadradinhos de oito” da vida, pois é “cultura de um povo”. Cultura uma ova! Ah, o nome do tal projeto do qual André participava chama-se Ouvir Para Crescer. Que ironia nauseante, não? Por Regis Tadeu

sexta-feira, 24 de maio de 2013

Tráfico de pessoas é uma vergonha diz Papa Francisco.

O Papa condenou hoje no Vaticano o tráfico de seres humanos, que considerou uma “vergonha”, e apelou à ação da Igreja e da comunidade internacional em favor dos que são forçados a abandonar o seu país. “O tráfico de pessoas é uma atividade ignóbil, uma vergonha para as nossas sociedades que se dizem civilizadas: exploradores e clientes, a todos os níveis, deveriam fazer um sério exame de consciência diante de si e diante de Deus”, declarou, numa audiência aos responsáveis do Conselho Pontifício para a Pastoral dos Migrantes e Itinerantes (CPPMI), da Santa Sé. Segundo o Papa, a “praga” do tráfico de seres humanos está “cada vez mais ligado às crianças”, envolvidas nas “piores formas de exploração e recrutadas mesmo para conflitos armados”. “A Igreja renova hoje o seu forte apelo para que sejam sempre tuteladas a dignidade e a centralidade de todas as pessoas, no respeito pelos direitos fundamentais, como sublinha a sua Doutrina Social”, acrescentou. Francisco lamentou que “num mundo onde se fala tanto de direitos”, pareça que “o único a tê-los seja o dinheiro”. “Vivemos num mundo, numa cultura onde reina o fetichismo do dinheiro”, alertou. A plenária do CPPMI é dedicada ao tema ‘A solicitude pastoral da Igreja no contexto das migrações forçadas’ e coincide com o lançamento de um novo documento do Vaticano com “orientações pastorais” para o setor, que será publicado a 6 de junho. O texto visa chamar a atenção sobre “milhões de refugiados, deslocados e apátridas”, adiantou o Papa, para quem é necessário “sensibilizar as comunidades cristãs” para estas questões. Francisco recordou que estas populações sofrem por causa da “violência, o abuso de poder, a distância da família, acontecimentos traumáticos, a fuga dos seus lares, a incerteza sobre o futuro”. “Convido sobretudo os governantes e legisladores e toda a comunidade internacional a tomar em consideração a realidade das pessoas que são forçadamente desenraizadas com iniciativas eficazes e novas abordagens”, declarou. O Papa apontou em particular a importância de “enfrentar os desafios que emergem de formas modernas de perseguição, de opressão e de escravatura”. Agência Ecclesia

quinta-feira, 23 de maio de 2013

Qual a relação entre mudanças climáticas e tornados?

Climatologista explica os fenômenos e considera a disponibilidade de água como o maior dos desafios Um poderoso tornado de três quilômetros devastou o subúrbio de Moore, na cidade de Oklahoma, em 20 de maio. O fenômeno apresentava ventos de mais de 300km/h enquanto destruía casas e escolas, deixando um rastro de destruição em grande escala e matando dezenas de pessoas, incluindo muitas crianças. Oklahoma é marco zero de tornados por razões geográficas. O estado fica localizado precisamente onde o ar quente do Golfo do México colide com o frio do oeste e do norte. Muitos cientistas se perguntam se o aumento recente das concentrações de gases de efeito estufa na atmosfera terrestre – e o calor extra que eles aprisionam – intensificou esse fenômeno climático em particular, e se vai continuar a potencializando outros tornados durante a temporada, prevista para durar até agosto. Scientific American entrou em contato com o cientista climático Kevin Trenberth, do National Center for Atmospheric Research em Boulder, no Colorado, para saber o que pensa sobre o papel do aquecimento global na indução de tornados mais fortes ou mais intensos. Em um artigo de 2007 para Scientific American, Trenberth previu que a mudança climática levaria a furacões mais intensos no Oceano Atlântico. [Segue uma transcrição de parte da entrevista] Eu sei que esse tipo de evento climático extremo é parte do território no centro do país, mas será que a mudança climática tornará climas extremos mais comuns ou mais prováveis? É claro, tornados são basicamente um fenômeno climático. Eles surgem a partir de certas tempestades, normalmente tempestades supercelulares, que estão em um ambiente de cisalhamento de vento que promove rotação. Esse ambiente é mais comum na primavera, em todos os Estados Unidos, quando a rota da tempestade fica na distância certa do Golfo do México e de outras fontes de umidade. A principal conexão com a mudança climática é através da instabilidade básica do ar baixo que cria a convecção e as tempestades. Condições mais quentes e mais úmidas são fundamentais para o ar instável. Os oceanos estão mais quentes devido à mudança climática. O efeito da mudança climática provavelmente contribui entre 5% e 10% em termos de instabilidade e subsequente precipitação, mas ele se traduz em até 33% na potencialização de danos. (Algo altamente não-linear, para 10% é 1,1 ao cubo =1,33). Há uma cadeia de eventos. As mudanças climáticas afetam principalmente seu primeiro elo: a flutuabilidade básica do ar é aumentada. Se isso se traduz em uma tempestade supercelular ou em um tornado, depende muito do clima. Como uma contribuição tão pequena do aquecimento global se traduz em um efeito tão grande em termos de dano? Existe um grande nível de variabilidade natural. Quando a variabilidade natural toma a mesma direção dos efeitos das mudanças climáticas, repentinamente quebramos recordes. Nós cruzamos limiares e registramos novos extremos. Um pequeno efeito pode se traduzir em um grande impacto nessas condições. É a gota d’água que faz o copo transbordar. Como o aquecimento afeta a flutuabilidade do ar? Eu achava que isso tinha mais relação com níveis de vapor d’água. É a combinação de temperatura e umidade. A estrutura de temperatura vertical da atmosfera é um ingrediente crítico: adicionar mais calor e umidade adiciona flutuabilidade nos níveis mais baixos. A parte da umidade aparece principalmente quando o ar começa a se condensar, emitindo calor latente no processo. Esse calor, que vem do calor original usado para evaporar a umidade, se soma à flutuabilidade. Dado esse potencial, porque os Estados Unidos tiveram uma ausência de tornados recentemente? A mudança climática não altera (muito) o clima ou padrões climáticos. No ano passado tivemos condições anticiclônicas e uma redução no ar flutuante, e a corrente de jato foi empurrada para o norte. Quase não ocorrem tempestades nessas circunstâncias. A variabilidade anual é grande, e o fenômeno El Niño tem grande importância nesse cenário. Neste ano o El Niño e a La Niña não estão em jogo, permitindo que o clima seja mais normal e variável. O padrão não está fixo como estava nos últimos dois anos (de maneiras muito diferentes). O problema está relacionado à mudanças climáticas, ou ao desenvolvimento [humano] na rota de eventos climáticos extremos, seja no Vale dos Tornados ou em litorais expostos a furacões e coisas do gênero? Sem dúvida o maior problema envolve pessoas se colocando no caminho do desastre, construindo principalmente em áreas costeiras e planícies de inundação. O que podemos esperar no futuro uma vez que níveis cada vez mais elevados de gases de efeito estufa na atmosfera provavelmente aprisionarão ainda mais calor? O calor tem que ir para algum lugar. Esperamos mais extremos, particularmente no ciclo da água. Secas mais fortes, maiores ondas de calor, e um risco muito maior de incêndios, além de tempestades mais fortes e chuvas mais pesadas, onde a chuva já ocorre. Administrar a água será um grande desafio. Por David Biello

terça-feira, 21 de maio de 2013

Europa: rumo ao direito à "interrupção voluntária da velhice"

Na sentença Alda Gross contra Suíça (nº 67810/10), de 14 de maio de 2013, a seção segunda do Tribunal Europeu de Direitos Humanos concluiu a construção do direito individual ao suicídio assistido (ou seja, à eutanásia assistida), em nome do direito ao respeito à vida privada, garantido no artigo 8 da Convenção Europeia de Direitos Humanos. Em uma sentença proferida por apenas quatro votos contra três, a Seção justifica seu juízo pela consideração geral segundo a qual, "em uma era de sofisticação médica crescente, combinada com uma prolongação da expectativa de vida, muitas pessoas temem ser forçadas a deter-se na velhice ou em estados de decrepitude psíquica ou mental que contradizem crenças muito arraigadas na identidade pessoal". O Centro Europeu para a Lei e a Justiça (ECLJ) interveio neste caso como um terceiro e apresentou observações por escrito ao Tribunal. No caso Alda Gross contra Suíça, a Seção condenou, essencialmente, o fato de que o exercício efetivo do direito ao suicídio assistido esteja condicionado por normas médicas, e que estas normas médicas excluam por princípio o suicídio assistido de pessoas com boa saúde. Neste caso, a petição de suicídio já não se refere ao caso clínico de uma pessoa doente no final da vida, mas a uma pessoa idosa, com bom estado de saúde, mas cansada de viver. Esta mulher, tendo solicitado a vários médicos, recebeu a rejeição à prescrição médica de uma dose mortal de veneno (pentobarbital) devido ao fato de ter boa saúde, não cumprindo as condições estabelecidas pelo Código Deontológico Médico e pelas diretrizes éticas da Academia de Medicina suíços. Segundo o direito suíço, a incitação e assistência ao suicídio só são repreensíveis quando cometidas por "motivos egoístas". Quando os motivos não são egoístas, é preciso que haja prescrição médica para a administração do veneno; o paciente precisa estar doente e no final da vida, bem como expressar sua vontade. A maioria da Seção considerou que não pertence às normas deontológicas, mas à lei, estabelecer as condições de prescrição do veneno. Este juízo se baseia na ideia de que o suicídio adquiriu a qualidade de liberdade e de direito individual, e uma norma deontológica não pode obstaculizar o seu exercício: isso corresponderia à lei, inclusive quando se realiza por meio da técnica médica. Esta conclusão deriva logicamente de premissas características do individualismo liberal com relação aos direitos humanos e à medicina; sua primeira finalidade seria servir a vontade individual, inclusive à vontade de morrer, mais do que proteger e cuidar das pessoas. Esta nova sentença se insere no corte liberal da jurisprudência do Tribunal, que faz da autonomia individual o maior valor da Convenção, acima inclusive do respeito à vida e das regras nacionais da ordem pública. Em concreto, esta sentença tem este enfoque liberal tirando a decisão de conceder o veneno do âmbito médico para integrá-la no das liberdades públicas. O Tribunal já procedeu desta maneira no campo do aborto, na Polônia e na Irlanda. Se esta sentença se tornar definitiva, a Suíça deverá adotar um marco jurídico legal que fixe detalhadamente as condições do exercício do direito ao suicídio assistido para toda pessoa, independentemente do seu estado de saúde. Tal marco poderá também confirmar as normas deontológicas (já consagradas pelo Supremo Tribunal suíço) que o contradizem. O governo suíço dispõe de um prazo de três meses para pedir a remissão deste caso à Grande Sala. Esperemos que o faça e que seja ouvido. by Grégor Puppinck

segunda-feira, 20 de maio de 2013

O êxodo em massa de cristãos do mundo islâmico

Um êxodo em massa de cristãos está acontecendo neste momento. Milhões deles estão sendo desalojados em todos os cantos do mundo islâmico. Estamos revivendo a história real de como o mundo islâmico (boa parte do qual, antes das guerras de conquista islâmicas, era quase inteiramente cristã) se formou. A Comissão Americana de Liberdade Religiosa Internacional (U.S. Commission on International Religious Freedom) declarou recentemente: “A fuga de cristãos da região é sem precedentes, e está crescendo a cada ano”. Antes de nossa geração passar, “os cristãos poderão ter desaparecido completamente do Iraque, do Afeganistão e do Egito”. Constantes reportagens sobre o mundo islâmico certamente confirmam essa conclusão: O Iraque foi o primeiro indicador do destino que aguardava os cristãos assim que as forças islâmicas se viram livres dos controles que os ditadores lhes impunham. Em 2003, a população cristã do Iraque era de pelo menos um milhão. Hoje já são menos de 400 mil, resultado de uma campanha anticristã que começou com a ocupação americana do país, quando inúmeras igrejas cristãs sofreram ataques a bomba e inúmeros cristãos foram mortos, inclusive por crucificação e decapitação. Os ataques a uma igreja em Bagdá em 2010, na qual quase 60 fiéis cristãos foram assassinados, foi apenas a ponta de um iceberg que durava uma década. Agora, com os EUA apoiando a jihad contra o presidente secular sírio Assad, o mesmo padrão teria que chegar à Síria: regiões e cidades inteiras onde cristãos viveram durante séculos antes do islamismo existir agora estão ficando vazias, pois os rebeldes visam os cristãos para sequestros, pilhagens e decapitações, tudo em obediência ao clamor das mesquitas, que dizem à população que é um “dever secreto” expulsar os cristãos. Em outubro de 2012 o último cristão na cidade de Homs, que tinha uma população cristã de cerca de 80 mil antes da chegada dos jihadistas, foi assassinado. Uma adolescente síria disse: “Fugimos porque estavam tentando nos matar… porque somos cristãos… Nossos vizinhos se viraram contra nós. No fim, quando fugimos, fomos pelas sacadas. Sequer ousamos sair na rua em frente à nossa casa”. No Egito, cerca de 100 mil cristãos coptas fugiram da sua terra natal logo após a “Primavera Árabe”. Em setembro de 2012, a pequena comunidade cristã de Sinai foi atacada e expulsa por muçulmanos ligados à Al Qaeda, segundo reportagem da Reuters. Mas mesmo antes disso, a Igreja Ortodoxa Copta lamentou os “incidentes frequentes de remoção de coptas das suas casas, por força ou ameaça. As remoções começaram em Ameriya [62 famílias cristãs expulsas], depois se estenderam para Dahshur [120 famílias cristãs expulsas], e hoje em dia o terror e as ameaças alcançaram os corações e almas de nossas crianças coptas em Sinai”. Iraque, Síria e Egito são parte do mundo árabe. Mas mesmo nas nações africanas e europeias com maioria cristã, os cristãos estão fugindo. Em Mali, depois de um golpe islâmico em 2012, quase 200 mil cristãos fugiram. De acordo com reportagens, “a Igreja em Mali corre o risco de ser erradicada”, principalmente no norte “onde rebeldes querem estabelecer um estado islâmico independente e expulsar os cristãos… tem havido buscas de casa em casa por cristãos que possam estar escondidos, igrejas e outras propriedades cristãs foram pilhadas ou destruídas, e pessoas são torturadas para revelar parentes cristãos”. Pelo menos um pastor foi decapitado. Até mesmo na europeia Bósnia cristãos estão fugindo em massa, “em meio a crescente discriminação e islamização”. Apenas 440 mil católicos permanecem na nação balcânica, metade do número antes da guerra. Os problemas citados são típicos: “enquanto dezenas de mesquitas são construídas na capital da Bósnia, Sarajevo, nenhuma autorização de construção foi dada a igrejas cristãs”. “O tempo está se encurtando enquanto ocorre uma aceleração preocupante no radicalismo”, declarou uma autoridade, que acrescentou que o povo da Bósnia e Herzegovina foi “perseguido por séculos” depois que as forças europeias “não lhes deram apoio na sua luta contra o Império Otomano”. E a história se repete. Pode-se citar ainda vários casos: Na Etiópia, depois que um cristão foi acusado de profanar um Alcorão, milhares de cristãos foram forçados a sair de suas casas quando “extremistas muçulmanos incendiaram cerca de 50 igrejas e dezenas de casas de cristãos”. Na Costa do Marfim, onde cristãos têm sido literalmente crucificados, os rebeldes islâmicos “massacraram centenas e desalojaram dezenas de milhares” de cristãos. Na Líbia, os rebeldes islâmicos forçaram várias ordens religiosas cristãs, que ajudavam pessoas doentes e necessitadas no país desde 1921, a fugir. Para qualquer pessoa que acompanha o problema dos cristãos sob perseguição islâmica, nada disso é surpresa. Como documentei em meu novo livro "Crucified Again: Exposing Islam’s New War on Christians” (Mais uma Vez Crucificado: Expondo a Nova Guerra do Islamismo Contra os Cristãos), Em todo o mundo islâmico, em nações que não compartilham a mesma raça, língua, cultura ou economia, em nações que têm em comum apenas o islamismo, cristãos estão sendo perseguidos até a extinção. Essa é a verdadeira face do ressurgimento do extremismo islâmico. Tradução: Luis Gustavo Gentil Do Fox News: The mass exodus of Christians from the Muslim world www.juliosevero.com

domingo, 19 de maio de 2013

Sabedoria que o tempo nos dá...

Na fila do supermercado, o caixa diz a uma senhora idosa: - A senhora deveria trazer suas próprias sacolas para as compras, uma vez que sacos de plástico não são amigáveis com o ambiente. A senhora pediu desculpas e disse: - Não havia essa onda verde no meu tempo. O empregado respondeu: - Esse é exatamente o nosso problema hoje, minha senhora. Sua geração não se preocupou o suficiente com o nosso ambiente. - Você está certo - responde a velha senhora - nossa geração não se preocupou adequadamente com o ambiente. > Naquela época, as garrafas de leite, garrafas de refrigerante e cerveja eram devolvidos à loja. A loja mandava de volta para a fábrica, onde eram lavadas e esterilizadas antes de cada reuso, e eles, os fabricantes de bebidas, usavam as garrafas, umas tantas outras vezes. > Mas é verdade: não havia preocupação com o ambiente, naqueles dias. Naquela época só tínhamos somente uma TV ou rádio em casa, e não uma TV em cada quarto. E a TV tinha uma tela do tamanho de um lenço, não um telão do tamanho de um estádio; que depois será descartado como? > Na cozinha, tínhamos que bater tudo com as mãos porque não havia máquinas elétricas, que fazem tudo por nós. Quando embalávamos algo um pouco frágil para o correio, usamos jornal amassado para protegê-lo, não plástico bolha ou pellets de plástico que duram cinco séculos para começar a degradar. > Naqueles tempos não se usava um motor a gasolina apenas para cortar a grama, era utilizado um cortador de grama que exigia músculos. O exercício era extraordinário, e não precisava ir a uma academia e usar esteiras que também funcionam a eletricidade. > Mas você tem razão: não havia naquela época preocupação com o ambiente. Bebíamos diretamente da fonte, quando estávamos com sede, em vez de usar copos plásticos e garrafas pet que agora lotam os oceanos. > Canetas: recarregávamos com tinta tantas vezes ao invés de comprar outra. Amolávamos as navalhas, ao invés de jogar fora todos os aparelhos 'descartáveis' e poluentes só porque a lâmina ficou sem corte. > Na verdade, tivemos uma onda verde naquela época. Naqueles dias, as pessoas tomavam o bonde ou ônibus e os meninos iam em suas bicicletas ou a pé para a escola, ao invés de usar a mãe como um serviço de táxi 24 horas. Tínhamos só uma tomada em cada quarto, e não um quadro de tomadas em cada parede para alimentar uma dúzia de aparelhos. E nós não precisávamos de um GPS para receber sinais de satélites a milhas de distância no espaço, só para encontrar a pizzaria mais próxima. > Então, não é risível que a atual geração fale tanto em "meio ambiente", mas não quer abrir mão de nada e não pensa em viver um pouco como na minha época? Autor desconhecido...

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Conheça a história de 5 crianças que foram criadas por animais

Elas não tiveram o apoio e a criação de pais humanos, e foram “adotadas” por animais que passaram as considerar como membros do grupo. Casos de crianças criadas por animais, além de despertar grande curiosidade e levar à criação de lendas, levantam uma questão: seríamos nós, resultado exclusivo dos nosso genes, ou as experiências sociais que vivemos determinam o nosso comportamento? Reflita sobre o tema conhecendo alguns casos que separamos de crianças criadas por animais: 1. Oxana Malaya >> Filha de pais alcoólatras, Oxana, nascida em 1983, passou grande parte da sua infância, dos 3 até os 8 anos, vivendo em um canil no quintal da casa da família em Novaya Blagoveschenka , da Ucrânia. Sem atenção e acolhimento dos pais, a menina encontrou abrigo entre os cães e se refugiou num barracão habitado por eles nos fundos da casa. Isso fez com que a menina aprendesse seus comportamentos. O vínculo com a matilha de cães era tão forte que as autoridades que vieram para salvá-la foram expulsas na primeira tentativa pelos cães. Suas ações eram iguais aos sons de seus cuidadores. Ela rosnou, latiu, andou por todos os lados como um cão selvagem, cheirou a comida antes de comer, e foi encontrado nela sentidos extremamente aguçados de audição, olfato e visão. Ela só sabia dizer “sim” e “não” quando ela foi resgatada. Quando foi descoberta, Oxana achou difícil de adquirir habilidades sociais e emocionais humanas . Ela tinha sido privada de estimulação intelectual e social, e seu único apoio emocional veio dos cães que ela vivia. Quando foi encontrada em 1991, mal conseguia falar. Desde 2010, Oxana reside em um lar para deficientes mentais, onde ela ajuda a cuidar das vacas na fazenda da clínica. Ela afirma que é mais feliz quando está entre os cães. 2. John Ssebunya >> Depois de ver sua mãe sendo assassinada pelo seu pai, um garoto de 4 anos, chamado de John Ssebunya fugiu para a floresta. Ele foi encontrado, em 1991, por uma mulher chamada Millie, integrante de uma tribo de Uganda. Quando foi visto pela primeira vez, Ssebunya estava escondido em uma árvore. Millie voltou para o vilarejo onde vivia e pediu ajuda para resgatá-lo. Ssebunya não apenas resistiu como também foi defendido por sua família adotiva de macacos. Quando foi capturado, seu corpo estava recoberto por ferimentos e seus intestinos infestados por vermes. No começo, Ssebunya não sabia falar e nem chorar. Depois, ele não apenas aprendeu a se comunicar como, também, aprendeu a cantar e tomou parte em um coral infantil chamado Pearl Of Africa (“Pérola da África”). Ssebunya foi tema de um documentário produzido pela rede BBC, exibido em 1999. 3. Madina >> O caso de Madina é parecido com o primeiro aqui mostrado – ela também era filha de mãe alcoólatra, e foi abandonada, vivendo praticamente até seus 3 anos sendo cuidada pelos cães. Quando foi encontrada, a menina sabia somente 2 palavras – sim e não – e preferia se comunicar como os cães. Por sorte, devido a pouca idade, a menina foi considerada física e mentalmente saudável, e acredita-se que ela tem todas as chances de levar uma vida relativamente normal quando crescer. 4. Vanya Yudin >> Em 2008, em Volgogrado, na Rússia, assistentes sociais encontraram um garoto de 7 anos de idade, vivendo entre pássaros. A mãe da criança o criou dentro de um apartamento minúsculo, cercado por gaiolas de pássaros e alpiste. Chamado de “menino-pássaro”, a criança era tratada como ave por sua mãe – que jamais falava com ele. A mulher não agredia a criança e nem deixava com que ela passasse fome, mas deixou para os pássaros a tarefa de ensinar a criança a falar. De acordo com o jornal Pravda, o menino piava ao invés de falar e, quando percebia que não estava sendo entendido, começava a abanar os braços do mesmo modo que os pássaros batem as asas. 5. Rochom Pn’gieng >> A chamada Garota da Selva é uma mulher cambojana que emergiu da selva naProvíncia de Ratanakiri , Camboja em 13 de janeiro de 2007. Uma família em uma vila próxima alegou que a mulher era sua filha de nome Rochom Pn’gieng (nascida em 1979) com 29 anos de idade que havia desaparecido 18 ou 19 anos antes. Ela chamou a atenção internacional depois de sair suja, nua e assustada da selva densa da Província remota de Ratanakiri no nordeste do Camboja em 13 de janeiro de 2007. Depois que um morador notou o sumiço de alimentos de uma caixa, ele demarcou a área, localizou a mulher, reuniu alguns amigos e a pegou. Ela foi reconhecida por seu pai, o policial Ksor Lu, por causa de uma cicatriz nas costas. Ele disse que Rochom P’ngieng ficou perdida na selva cambojana com a idade de oito anos quando pastoreava búfalos com sua irmã de seis anos de idade (que também desapareceu). Uma semana depois de ser descoberta, ela apresentou dificuldades para seajustar à vida civilizada. A polícia local informou que ela só foi capaz de dizer três palavras: “pai”, “mãe” e “dor de barriga”. A família assistiu Rochom P’ngieng o tempo todo para ter certeza de que ela não fugiria de volta para a selva, como ela tentou fazer várias vezes. Sua mãe sempre tinha que colocar as roupas novamente quando ela tentava tirá-las. Em maio de 2010, Rochom P’ngieng fugiu de volta para a selva. Apesar do empenho nas buscas, não conseguiram mais encontrá-la. by Jaque Barbosa