Fazer o que Deus quer e querer o que Deus faz = Felicidade eterna O grande segredo da vida é saber administrar as perdas (Pe Léo) "O homem deve ler a bíblia para ser sábio; crer na bíblia para ser salvo e praticar a bíblia para ser santo."
sábado, 9 de novembro de 2013
Como identificar infiltrados dentro da Igreja Católica?
Dentro do caos que vivemos no mundo de hoje, é praticamente impossível não reparar no silêncio ensurdecedor de alguns padres dentro da Igreja Católica sobre as causas desse caos, e o que é infinitamente pior, não reparar que alguns Bispos, Padres, religiosos e religiosas, ajudam e incentivam tudo aquilo que a Santa Mãe Igreja, como corpo místico de Cristo na terra, sempre lutou e pregou contra.
Para entender esse processo histórico e buscar fazer corretamente uma leitura da realidade seria necessário um livro extenso, porém, acredito que nesse pequeno artigo seja possível, de maneira clara e fundamentada, apresentar as pessoas leigas e sacerdotes, que tem fé e que participam ativamente da obra apostólica e eucarística, identificarem, de maneira simples e esquemática, quem é quem na guerra nossa de cada dia, especificamente, dentro da própria Igreja Católica Apostólica Romana no Brasil.
Mais uma vez lembro que não será possível fazer uma análise histórica mais profunda, pois ainda estou estudando e me aprofundando pesadamente sobre esse tópico, mas acredito que é possível um breve resumo dos fatos mais relevantes em um outro artigo.
Nessa análise procuraremos mostrar de maneira clara quem são os três atores principais da nossa realidade, no caso do clero, pois os leigos se aglutinam na mesma proporção em torno deles, por isso o que se disser sobre o primeiro grupo, os sacerdotes, deve-se aplicar na mesma proporção e medida ao segundo, no caso, aos leigos.
Existem hoje no Brasil, em todas as ordens e dioceses três tipos de padres (aqui aplica-se a mesma definição a Bispos e religiosos (as)):
1- Os infiltrados;
2- Os mornos;
3- Os Fiéis.
É claro que em toda definição esquemática sempre se cometem erros e injustiças, por isso peço a Deus, pela intercessão de Nossa Senhora de Fátima, que primeiro Deus me perdoe se cometi alguma injustiça, e segundo aos injustiçados, mas, infelizmente, é o que eu acredito depois de muito estudo e observação da realidade, inclusive levantando inúmeras provas documentais e audiovisuais. Por motivos óbvios, somente discorreremos sobre o Grupo 01, no caso os infiltrados, pois os outros dois grupos os títulos são autoexplicativos e os encontramos e os identificamos em quinze minutos de conversa ou quando olhamos para como se vestem.
Grupo 01, os infiltrados.
Define-se esse grupo como homens e mulheres que entraram para os seminários e conventos sem fé, ou com uma fé incompatível com a professada pela Santa Mãe Igreja. Essas pessoas sofreram, em grande parte dos casos, fortes traumas e frustrações na primeira ou segunda infância, ou na adolescência, vindo a desenvolver graves problemas psicológicos e emocionais, e que por isso se tornaram presas fáceis de doutrinação ideológica, sempre de cunho marxista-socialista, filiando-se, ou não, a partidos políticos ou sociedades secretas, e buscando entrar na Igreja com objetivos nefastos pré-definidos. Parece chocante, mas é a realidade. Durante a sua vida dentro da Igreja procuram, através de proselitismo, "converter" outros seminaristas ou religiosos (as) a sua causa, sempre recorrendo as mesmas fontes literárias, banidas ou não, e enfraquecendo a fé do máximo de clérigos possível, buscando fazer que a fé deles seja imagem e semelhança da sua: materialista, mesquinha, arrogante e cínica, ou seja, fé no deus do mundo, no materialismo dialético do poder e do dinheiro, sempre com a conversa fiada de "opção preferencial aos pobres".
Para que os Padres e leigos os identifiquem seguem dez dicas práticas.
Como identificar um Padre ou religioso (a) falsário infiltrado dentro da Igreja Católica:
1- Ele não usa batina ou hábito religioso;
Como disse Madre Teresa de Calcutá, o demônio pode se disfarçar de humilde, mas nunca de obediente. Por isso, ao mesmo tempo que diz que morre de amores pelos pobres e de ódio pelos ricos e pelo poder "capitalista", se nega terminantemente a obedecer naquilo que julga ser contra os seus propósitos de desmoralização da Igreja. A batina é um exemplo perfeito.
2- Ele usa uma "aliança negra" na mão;
Eles dizem que usam a aliança de "Tucum", feita de planta amazônica, etc. Porém, nada mais é do que a velha aliança negra usada em rituais ocultistas desde tempo imemoriais. Eles, no caso os infiltrados, tem inclusive um filme para promover a prática, além de páginas de internet e comunidades em redes sociais, onde dizem abertamente que a aliança negra é um pacto e quem usa "deve morrer pelo seu ideal”. A aliança é colocada em cerimônia própria, com o devido pacto de autoajuda.
3- Ele diz que tem opção preferencial pelos pobres mas gosta de paróquias ricas, mesmo que seja na periferia, com muitos grupos e atividades para jovens, como a Pastoral da Juventude ou o Segue-Me;
Aqui em Brasília por exemplo, uma das cidades mais pobres do DF, a Cidade Estrutural, com mais de 30 mil habitantes e com mais de 15 anos de existência, ficou durante todo esse período sem paróquia, onde proliferaram mais de 300 denominações protestantes. A paróquia da cidade só foi criada recentemente e o seu pároco é um sacerdote fiel a Igreja. Outro ponto é a obsessão pelos jovens por esse tipo de padre, pois os jovens, pela pouca idade, experiência e sede de mudar o mundo, são presas fáceis para doutrinação ideológica travestida de "teologia da libertação".
4- Segue a Teologia da Libertação.
Falsificação pseudoteológica criada pelos inimigos da Igreja no Século XVIII e que tomou a forma atual nos terríveis anos pós concílio Vaticano II e do novo missal de Paulo VI. Foi difundida por um padre herege peruano, como instrumentalização da fé católica no contexto da visão marxista da luta de classes. Condenada pela Igreja, é hoje, de longe, a maior causa de apostasia da Fé no meio católico. Expande-se como uma praga que tudo que toca apodrece. Tem como "ídolo" o ex-frade Leonardo Boff, herege que é o porta voz da teologia da libertação no Brasil e no mundo. Boff, que foi excomungado pela Igreja, até hoje é adorado pela sua obra literária e militante, uma mistura de ideologia marxista-socialista, neo-paganismo (o papo furado da mãe terra Gaia é só um exemplo), cristianismo, ambientalismo radical, panteísmo, etc. Só para constar, o irmão do herege Leonardo Boff, Clodóvis, também é frade e luta contra tudo o que o irmão faz, sendo um religioso fiel a Igreja.
5- Pratica sacrilégio a Eucaristia.
Uma das maiores desgraças desse tipo de sacerdote é o total desrespeito a Sagrada Eucaristia, onde, desobedecendo abertamente o missal, substitui a hóstia por pão comum, que deixa cair toda sorte de migalhas consagradas no chão, e induzem os fiéis a auto comunhão, isto é, que a pessoa pegue a hóstia consagrada, ou pão, e depois de umedecer no cálice com o sangue de Cristo, comungue sozinha, o que é terminantemente proibido pela Igreja.
6- Muda as sagradas vestes e paramentos para outras com apelos "Afro" ou "indígenas", além de substituir todos os objetos litúrgicos sagrados, feitos de metal e dourados, por outros de barro ou na mesma linha das vestes, com motivos "indígenas" ou "afro".
Fazem isso de propósito, pois um dos seus objetivos é a dessacralização da Santa Missa e da própria Igreja. É comum substituírem as imagens de Santos e da Virgem Maria, por pinturas horrorosas, de estilo socialista, mostrando Jesus como revolucionário. É comum a retirada do crucifixo com Jesus, pois eles tem ódio mortal ao sacrifício de Jesus na cruz, a sua ressureição e a Virgem Maria. Não é raro ouvir nas homilias que não existe a consagração a Maria, que ela era mãe de um marginal e toda a sorte de blasfêmia.
7- Filiação ideológica a partidos de esquerda.
Essa é uma das atitudes mais fáceis de identificar nesses infiltrados durante a suas homilias. Não importa o quanto o partido político de esquerda odeie a Fé Católica, Jesus Cristo, a família, a vida humana (especialmente dos bebezinhos que ainda não nasceram e que estão na barriga das mães), incentive o consumo de drogas, a revolta, a violência, a revolução armada, o descumprimento das leis e dos costumes morais, ele, no caso o padre infiltrado, sempre achará algo de bom, de louvável, para citar, isso quando não apoia abertamente os partidos e organizações que incentivam tudo o que acima foi mencionado. Não é raro que se convide ateus declarados, marxistas cínicos e filósofos anticatólicos para pregar nos púlpitos paroquiais e comungarem, em deboche declarado a Eucaristia e ao próprio Cristo.
Padre preso em manifestação "anti-capitalista"
8- Defensor de causas irreconciliáveis com a doutrina católica.
É comum, além do incentivo a partidos e organizações criminosas, esses "padres" defenderem abertamente, ou por meio de eufemismos, causas passiveis de excomunhão automática, como o marxismo, socialismo, sociedades secretas como a maçonaria, o "casamento" entre homossexuais, o feminismo radical anti-família e pró-aborto, movimentos criminosos e o diabo a quatro.
Não existe crime ou imoralidade que não possa ser defendida pelos infiltrados.
9- Frequenta lugares impróprios e se comportam de maneira escandalosa.
Outra característica desses infiltrados é a sua maneira escandalosa de se comportar e de frequentar lugares inapropriados para um sacerdote. Por exemplo, frequentar bares e se embebedar, ir a festas não religiosas onde existe toda a sorte de comportamentos obscenos, seja para homossexuais ou não. Sim, uma parte desses clérigos são efeminados e não raras vezes, especialmente depois de beber, partem para cima de homens jovens, ou quando não são efeminados, vão para cima das meninas, se comportando de maneira escandalosa, dançando e dando vexame.
10- São obcecados por posição de poder, como pároco, reitor de seminário, diretor de escola católica ou de PUC, professor de teologia, professor de filosofia, superior de ordem, etc.
Como são materialistas é frequente que desviem recursos dos colégios e paróquias para a "causa" socialista e para o próprio bolso, por isso é deveras necessário que os bons católicos exijam desse tipo de "padre" ou "religioso" rigorosa prestação de contas de tudo que se arrecada e se gasta. É necessário lembrar que como marxistas e socialistas que são, acham que a verdade é "um conceito pequeno-burguês", ou em outras palavras, eles acham que podem mentir o quanto quiserem pois isso é aceito devido a luta pela causa dos "pobres e oprimidos pelo sistema". Por isso, nunca se deve acreditar no que falam, mas sim no que fazem, pois os seus atos é que darão conta, com clareza, se são dignos de confiança ou não.
Conclusão
Esse pequeno apanhado, muitas vezes genérico e impreciso, é exatamente isso, um apanhado, um resumo das principais condutas desse tipo de gente que, com uma fé fanática em uma ideologia diabólica, dedica a sua vida a entrar na Igreja Católica e destrui-la por dentro. Por isso nos falou o Senhor: "Guardai-vos dos falsos profetas. Eles vêm a vós disfarçados de ovelhas, mas por dentro são lobos arrebatadores." Mt 7:15.
Além de todo o transtorno, a apostasia (perda de fé) causada por esse contratestemunho, esses "falsos profetas" seguidores dessa teologia da libertação e da “filosofia” socialista ainda promovem toda a sorte de publicações blasfêmicas, com um destemor incomum, além de uma cara de pau inacreditável. Um exemplo é a bíblia edição pastoral, que além de uma capa ridícula, que mostra o Nosso Senhor Jesus Cristo como um anão sendo aclamado por outro, usa símbolos que não tem nada de católicos e que remetem ao ocultismo. Por dentro, praticamente todas as notas de rodapé tem a releitura marxista, além de toda a sorte de manipulações ideológicas. Deve ser por isso que ela não tem o "imprimatur" (autorização canônica para ser usada como meio de evangelização). Por isso, essa bíblia não deve ser usada, muito menos comprada por católicos, pois é herética e não tem o Imprimatur da Igreja. Eu recomendo a Bíblia da Ave Maria (sempre Maria vindo em nosso socorro), que além de notas muito bem trabalhadas, tem mapas, missal, instruções para se rezar o Santo Rosário, tabelas de medidas antigas, enfim, uma verdadeira bíblia de estudos que nesses mais de dez anos sempre me guiou para a verdadeira compreensão do que Jesus disse e dos costumes das épocas bíblicas.
Espero que esse pequeno texto possa trazer, senão a certeza, pelo menos um caminho de estudo para aqueles que como eu a cinco anos atrás, percebeu que o mundo vai mal e que dentro da nossa Santa Mãe Igreja Católica, em algumas paróquias, seminários, mosteiros, editoras católicas, colégios, Universidades Católicas, Cúrias e movimentos, alguma coisa errada está se propagando como uma praga, uma doença, um câncer, que se não for combatido, levará a nossa Igreja no Brasil a uma crise pior do que a heresia ariana, onde os bons dormiram e quando acordaram a Igreja quase acabou dissolvida em uma heresia maldita.
Rezemos pelos nossos Bispos, Padres e religiosos fiéis a doutrina católica, que com o amparo da Virgem Santíssima e de todos os Santos, acordem do sono da morte e comecem a combater o bom combate, antes que seja tarde demais.
por Olavo Freitas Mendonça
sexta-feira, 8 de novembro de 2013
Irã quer aliança com o Vaticano.
O presidente iraniano Hassan Rohani quer “retomar” o diálogo entre islâmicos e cristãos e revelou a sua vontade de estabelecer uma "aliança entre o Irão e a Santa Sé", noticiou hoje a Agência Fides, do Vaticano.
Segundo o portal informativo, o pedido de Rohani foi lançado em Teerão, por ocasião do seu encontro com o novo núncio apostólico (embaixador da Santa Sé), o arcebispo Leo Boccardi.
O novo presidente da república islâmica publicou uma foto do encontro na sua conta da rede social Twitter e escreveu que "o Irão e o Vaticano têm objetivos comuns – eliminar a pobreza e a desigualdade com base nos ensinamentos divinos – e inimigos comuns – o extremismo e o terrorismo”.
“Hoje, mais do que nunca, temos necessidade do diálogo com o Islão e o Cristianismo, porque a maioria dos conflitos têm raiz na ignorância e na pouca familiaridade com as culturas”, acrescentou.
O novo núncio, que apresentou as suas credenciais, expressou o desejo de que os dois Estados possam trabalhar juntos para “resolver as crises regionais” no Médio Oriente, especialmente o conflito na Síria, relatou a Fides.
D. Leo Boccardi deixou ainda votos de que haja “relações bilaterais mais estreitas” entre a Santa Sé e o Irão.
O ministro iraniano dos Negócios Estrangeiros, Mohammad Javad Zarif, declarou que, dada a forte presença de grupos extremistas no terreno, "a situação das minorias religiosas na Síria, como as cristãs, são motivo de preocupação” para o seu país.
Em 2010, o agora Papa emérito Bento XVI e o antigo presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad trocaram correspondência sobre a necessidade de diálogo e da tolerância para a construção da paz. by Ecclesia
Vaticano: Papa critica corrupção e diz que desonestidade tira dignidade às pessoas.
O Papa Francisco disse hoje no Vaticano que é preciso rezar pelos filhos que recebem um “pão sujo” dos seus pais, fruto de subornos e de corrupção, porque os atos desonestos tiram “dignidade” às pessoas.
“O costume do suborno é um costume mundano e fortemente pecador. É um costume que não vem de Deus: Deus ordenou-nos que levássemos o pão para casa com o nosso trabalho honesto”, declarou, na homilia da missa a que presidiu na capela da Casa de santa Marta.
Francisco partiu da parábola evangélica do ‘administrador desonesto’ para falar do “espírito do mundo, da mundanidade” que é o “inimigo” dos cristãos.
“Quando pensamos nos nossos inimigos, na verdade pensamos em primeiro lugar no demónio, porque é precisamente ele que nos faz mal. A atmosfera, o estilo de vida que agrada muito ao demónio é esta mundanidade: viver segundo os «valores» do mundo”, precisou.
O Papa contestou a opinião dos que entendem que a corrupção é algo que “todos fazem”, pedindo que se evite “o caminho mais curto, mas fácil para ganhar a vida”.
“Este é um pecado grave, talvez se comece com um pequeno suborno, mas é como a droga”, alertou.
Francisco convidou a rezar para que Deus “mude o coração” dos devotos do “deus suborno” e estes percebam que “a dignidade vem do trabalho digno, do trabalho honesto”.
“Talvez hoje nos faça bem a todos rezar pelas muitas crianças e rapazes que recebem dos seus pais um pão sujo: também eles têm fome, fome de dignidade”, concluiu. by Ecclesia
O espírito crítico e os ataques à Igreja.
O espírito de “criticidade” tão presente na boca dos anticlericais nada mais é que o espírito satânico do non serviam.
Em um mundo onde as aparências importam mais que a realidade, não são poucos os indivíduos à procura de um saber superficial, alcançado apenas para demonstrar posição social ou superioridade em relação às outras pessoas. É sintomática a cultura do "diploma”, que valoriza mais um pedaço de papel, garantindo que o sujeito sentou durante alguns anos na carteira de uma universidade, do que a busca de uma sólida formação intelectual e de um conhecimento autêntico.
Nesta ânsia de inflar o próprio ego, ao invés de educar-se de verdade, figura como digna de aplausos aquela postura comumente chamada de "crítica”. Qualquer pessoa que frequente alguma instituição de ensino no Brasil já ouviu ao menos uma vez esta palavra. "É preciso ser crítico”, repetem os professores, pedagogos e demais formadores (ou deformadores). Em que consiste esta "criticidade”, no entanto, poucos explicam.
Parece ser pacífico, porém, que alguém "crítico” não pode deixar de falar mal da Igreja Católica. No culto secular à diversidade, nenhum preconceito é tolerado, a menos que o preconceito seja dirigido à religião – e, de modo particular, à religião cristã. Neste caso, não só é permitido ser intolerante, como a própria "classe intelectual” faz questão de estimular na juventude esta espécie de intolerância.
As aulas de história são o palco preferido dos inimigos da fé. O desejo de formar espíritos "críticos” – e não de fornecer ferramentas para a boa educação – faz com que o professor socialista oculte, de modo sórdido, todos os benefícios trazidos pela Igreja para a construção da civilização ocidental. Que importa que os monges copistas tenham legado ao homem medieval e moderno toda a literatura da Antiguidade? Que importa que as universidades sejam filhas da Igreja? Que importa que tantos santos católicos tenham contribuído de modo significativo para o desenvolvimento das ciências? Ao lado de todas estas riquezas ardilosamente escondidas pela mente esquerdista estão os escândalos provocados, aqui e ali, por filhos rebeldes da Igreja – todos eles, por outro lado, prontos para ser contados aos alunos.
Assim, são alçados a símbolos da Idade Média, senão personalidades realmente perversas, figuras caricatas. Se o modelo de "católico” apresentado não é o Papa Alexandre VI, que não só comprou sua eleição pontifícia, como continuou aumentando sua prole após subir ao trono de Pedro (o que é, sem dúvida, uma página lastimável da história da Igreja), então o alvo é a Inquisição – "carta na manga” para qualquer discussão, a qualquer hora –, vista como um tribunal sanguinolento que condenava pessoas à morte supostamente porque elas não criam em Deus. Não importa que este instituto medieval tenha sido válido tão somente para católicos e que representasse, à sua época, um verdadeiro avanço na prática processual penal... Importa apenas arrumar oportunidade para destilar um ódio quase que irracional à Igreja. Qualquer pedaço de pau serve para bater nela.
Tristemente, são muitos os católicos que entram na onda. Insuflados por um espírito que pensam ser "crítico” – mas que, na verdade, nada mais é que o espírito satânico do non serviam –, repetem chavões mentirosos e acusam a Igreja de ter feito isto ou aquilo de mau – como se a santidade da Igreja, Esposa do Cordeiro, se misturasse com o pecado dos Seus indignos filhos.
A estas criaturas que, de mãos dadas com os anticlericais, vergonhosamente detratam sua Mãe, como se Cristo – a quem dizem adorar – estivesse separado de Seu Corpo, nunca foram tão apropriadas as palavras de São Josemaría Escrivá: "Não pode haver fé no Espírito Santo se não houver fé em Cristo, na doutrina de Cristo, nos sacramentos de Cristo, na Igreja de Cristo. Não é coerente com a fé cristã, não crê verdadeiramente no Espírito Santo quem não ama a Igreja, quem não tem confiança nEla, quem só se compraz em apontar as deficiências e as limitações dos que a representam, quem a julga de fora e é incapaz de se sentir seu filho.”01
Aos que, por outro lado, estando de fora, incentivam a rebeldia e a desobediência à Igreja, cabe fazer um exercício sincero de reflexão: como é possível que justamente a conduta daqueles que não seguem os ensinamentos e diretrizes da Igreja seja a prova de que ela é má e corrupta? Quem deseja estudar arquitetura, certamente estudará Da Vinci, Michelangelo e Bernini... não os arquitetos fracassados. Quem quiser adentrar no mundo da física, com certeza lerá muito sobre Tesla, Newton e Einstein; mas, dificilmente vai ler alguma linha sobre um físico que não deu certo. Do mesmo modo, estuda-se o Cristianismo através dos homens que foram verdadeiramente cristãos, e não dos que ofereceram (ou oferecem), com sua vida, um contraexemplo. Estuda-se a Igreja por Santo Agostinho, São Justino, São Bernardo, Santo Alberto Magno e Santo Tomás de Aquino, e não por Alexandre VI ou por padres pedófilos.
A menos que o propósito de quem estuda não seja a procura da verdade, mas a difamação e a propaganda suja.
Por Equipe Christo Nihil Praeponere
Asteroide com seis caudas assombra cientistas.
"É difícil de acreditar que estamos olhando para um asteroide", disse o principal pesquisador, David Jewitt.
Um estranho asteroide que parece ter múltiplas caudas giratórias foi detectado pelo telescópio espacial Hubble, da NASA, entre Marte e Júpiter, anunciaram astrônomos esta quinta-feira.
Ao invés de se parecer com um pequeno ponto de luz, como a maioria dos asteroides, este tem meia dúzia caudas de poeira parecidas com as dos cometas, similares aos raios de uma roda, reportaram os cientistas no periódico Astrophysical Journal Letters.
"É difícil de acreditar que estamos olhando para um asteroide", disse o principal pesquisador, David Jewitt, professor do Departamento de Ciências da Terra e do Espaço na Universidade da Califórnia em Los Angeles.
"Ficamos assombrados quando o vimos. Surpreendentemente, as estruturas de sua cauda mudam dramaticamente em apenas 13 dias à medida que libera poeira", acrescentou.
O objeto foi denominado P/2013 P5, e os astrônomos acreditam que ele esteja cuspindo poeira por pelo menos cinco meses.
O asteroide pode ter girado tão rápido que começou a se desintegrar, explicaram os cientistas.
Eles não acreditam que as caudas tenham resultado de um impacto porque um evento assim faria a poeira se espalhar de uma vez.
Suas múltiplas caudas foram descobertas em imagens captadas pelo telescópio Hubble em 10 de setembro passado, depois de ter sido detectado pela primeira vez por um telescópio no Havaí.
Jewitt explicou que o objeto pode ter se originado da colisão de um asteroide 200 milhões de anos atrás. Seu padrão de poeira dispersa em espasmos e explosões pode significar que está morrendo lentamente.
“Na astronomia, onde você encontra um, acaba encontrando mais um montão”, afirmou. “É um objeto surpreendente e quase com certeza será o primeiro de muitos outros”, prosseguiu.
Fonte: Exame
quinta-feira, 7 de novembro de 2013
O Papa: Com mau humor, frieza e egoísmo a Igreja não cresce; cresce somente com o amor
O Papa Francisco refletiu nesta manhã na catequese da audiência geral sobre a comunhão das coisas espirituais, centrando-se nos sacramentos, nos carismas e na caridade; e explicou que a Igreja cresce somente com o amor, o amor que vem do Espírito Santo e que deve vencer o mau humor, a frieza e o egoísmo nas pessoas.
Ante 50 mil pessoas reunidas na Praça de São Pedro, o Santo Padre disse que "e muitas vezes somos tão secos, indiferentes, distantes e em vez de transmitir fraternidade, transmitimos mal humor, frieza, egoísmo".
"E com mal humor, frieza, egoísmo não se pode fazer crescer a Igreja; a Igreja cresce somente com amor que vem do Espírito Santo. O Senhor nos convida a abrir-nos à comunhão com Ele, nos sacramentos, nos carismas e na caridade, para viver de maneira digna da nossa vocação cristã!".
O Papa Francisco explicou logo que os Sacramentos da Igreja "não são aparência, não são ritos, mas são a força de Cristo; é Jesus Cristo presente nos sacramentos. Quando celebramos a Eucaristia é Jesus vivo, que nos une, que nos faz comunidade, que nos faz adorar o Pai. Cada um de nós, de fato, mediante o Batismo, a Crisma e a Eucaristia foi incorporado a Cristo e unido a toda a comunidade dos crentes".
"Todo encontro com Cristo, que nos sacramentos nos dá a salvação, convida-nos a ‘ir’ e comunicar aos outros uma salvação que pudemos ver, tocar, encontrar, acolher, e que é realmente credível porque é amor. Deste modo, os sacramentos nos impelem a ser missionários, e o empenho apostólico de levar o Evangelho a todo ambiente, mesmo naqueles mais hostis, constitui o fruto mais autêntico de uma assídua vida sacramental, enquanto é participação na iniciativa salvífica de Deus, que quer dar a todos a salvação".
Depois de recordar que é importante batizar as crianças cedo, o Papa passou a explicar a comunhão dos carismas: "’Carismas’ é uma palavra um pouco difícil. Os ‘carismas’ são os presentes que nos dá o Espírito Santo (…) são graças particulares, dadas a alguns para fazer bem a tantos outros. São atitudes, inspirações e estímulos interiores que nascem na consciência e na experiência de determinadas pessoas, as quais são chamadas a colocá-los a serviço da comunidade. Em particular, esses dons espirituais beneficiam a santidade da Igreja e da sua missão".
Sobre a caridade, que é o amor, o Santo Padre disse que sem esta, "mesmo os dons mais extraordinários são vãos; este homem cura o povo, tem esta qualidade, esta outra virtude… mas tem amor e caridade no seu coração? Se tem, tudo bem, mas se não tem, não serve à Igreja".
"Sem o amor todos estes dons e carismas não servem à Igreja, porque onde não há o amor há um vazio que vem preenchido pelo egoísmo. E me pergunto: se todos somos egoístas, podemos viver em comunhão e em paz? Não se pode, por isto é necessário o amor que nos une".
O Papa Francisco destacou logo que "o menor dos gestos de amor tem efeito bom para todos! Portanto, viver a unidade na Igreja e a comunhão da caridade significa não buscar o próprio interesse, mas partilhar os sofrimentos e as alegrias dos irmãos, prontos a levar os fardos daqueles mais frágeis e necessitados. Esta solidariedade fraterna não é uma figura retórica, um modo de dizer, mas é parte integrante da comunhão entre os cristãos".
"Se a vivemos, nós somos no mundo sinal, ‘sacramento’ do amor de Deus. Somos uns pelos outros e somos por todos! Não se trata somente daquela caridade pequena que podemos oferecer ao outro, trata-se de algo mais profundo: é uma comunhão que nos torna capazes de entrar na alegria e na dor dos outros para fazê-las nossas sinceramente".
ACI/EWTN Noticias
As 38 questões para o Sínodo sobre a família. “Os desafios pastorais sobre a família no contexto da evangelização”
“Os desafios pastorais sobre a família no contexto da evangelização” é o título do Documento preparatório para a III Assembleia Geral Extraordinária do Sínodo dos Bispos, que será realizada de 5 a 19 de outubro do próximo ano.
O Documento contém um questionário sobre questões concernentes a vários aspectos da vida familiar. Confira aqui:
I – O Sínodo: família e evangelização
A missão de pregar o Evangelho a cada criatura foi confiada diretamente pelo Senhor aos seus discípulos, e dela a Igreja é portadora na história. Na época em que vivemos, a evidente crise social e espiritual torna-se um desafio pastoral, que interpela a missão evangelizadora da Igreja para a família, núcleo vital da sociedade e da comunidade eclesial.
sinodo-familiaPropor o Evangelho sobre a família neste contexto é mais urgente e necessário do que nunca. A importância deste tema sobressai do facto que o Santo Padre decidiu estabelecer para o Sínodo dos Bispos um itinerário de trabalho em duas etapas: a primeira, a Assembleia Geral Extraordinária de 2014, destinada a especificar o “status quaestionis” e a recolher testemunhos e propostas dos Bispos para anunciar e viver de maneira fidedigna o Evangelho para a família; a segunda, a Assembleia Geral Ordinária de 2015, em ordem a procurar linhas de ação para a pastoral da pessoa humana e da família.
Hoje perfilam-se problemáticas até há poucos anos inéditas, desde a difusão dos casais de facto, que não acedem ao matrimônio e às vezes excluem esta própria ideia, até às uniões entre pessoas do mesmo sexo, às quais não raro é permitida a adoção de filhos. Entre as numerosas novas situações que exigem a atenção e o compromisso pastoral da Igreja, será suficiente recordar: os matrimónios mistos ou inter-religiosos; a família monoparental; a poligamia; os matrimónios combinados, com a consequente problemática do dote, por vezes entendido como preço de compra da mulher; o sistema das castas; a cultura do não-comprometimento e da presumível instabilidade do vínculo; as formas de feminismo hostis à Igreja; os fenómenos migratórios e reformulação da própria ideia de família; o pluralismo relativista na noção de matrimónio; a influência dos meios de comunicação sobre a cultura popular na compreensão do matrimónio e da vida familiar; as tendências de pensamento subjacentes a propostas legislativas que desvalorizam a permanência e a fidelidade do pacto matrimonial; o difundir-se do fenómeno das mães de substituição (“barriga de aluguel”); e as novas interpretações dos direitos humanos. Mas sobretudo no âmbito mais estritamente eclesial, o enfraquecimento ou abandono da fé na sacramentalidade do matrimónio e no poder terapêutico da penitência sacramental.
A partir de tudo isto compreende-se como é urgente que a atenção do episcopado mundial, “cum et sub Petro”, enfrente estes desafios. Se, por exemplo, pensarmos unicamente no facto de que no contexto atual muitos adolescentes e jovens, nascidos de matrimónios irregulares, poderão nunca ver os seus pais aproximar-se dos sacramentos, compreenderemos como são urgentes os desafios apresentados à evangelização pela situação atual, de resto difundida em todas as partes da “aldeia global”. Esta realidade encontra uma correspondência singular no vasto acolhimento que tem, nos nossos dias, o ensinamento sobre a misericórdia divina e sobre a ternura em relação às pessoas feridas, nas periferias geográficas e existenciais: as expectativas que disto derivam, a propósito das escolhas pastorais relativas à família, são extremamente amplas. Por isso, uma reflexão do Sínodo dos Bispos a respeito destes temas parece tanto necessária e urgente quanto indispensável, como expressão de caridade dos Pastores em relação a quantos lhes são confiados e a toda a família humana.
II – A Igreja e o Evangelho sobre a família
A boa nova do amor divino deve ser proclamada a quantos vivem esta fundamental experiência humana pessoal, de casal e de comunhão aberta ao dom dos filhos, que é a comunidade familiar. A doutrina da fé sobre o matrimónio deve ser apresentada de modo comunicativo e eficaz, para ser capaz de alcançar os corações e de os transformar segundo a vontade de Deus manifestada em Cristo Jesus.
A propósito das fontes bíblicas sobre o matrimónio e a família, nesta circunstância apresentamos somente as referências essenciais. Também no que se refere aos documentos do Magistério, parece oportuno limitar-se aos documentos do Magistério universal da Igreja, integrando-os com alguns textos emanados pelo Pontifício Conselho para a Família e atribuindo aos Bispos participantes no Sínodo a tarefa de dar voz aos documentos dos seus respectivos organismos episcopais.
Em todas as épocas e nas culturas mais diversificadas nunca faltou o ensinamento claro dos Pastores, nem o testemunho concreto dos fiéis, homens e mulheres que, em circunstâncias muito diversas, viveram o Evangelho sobre a família como uma dádiva incomensurável para a sua própria vida e para a vida dos sues filhos. O compromisso a favor do próximo Sínodo Extraordinário é assumido e sustentado pelo desejo de comunicar esta mensagem a todos, com maior incisividade, esperando assim que «o tesouro da revelação confiado à Igreja encha cada vez mais os corações dos homens» (DV 26).
O projeto de Deus Criador e Redentor
A beleza da mensagem bíblica sobre a família tem a sua raiz na criação do homem e da mulher, ambos criados à imagem e semelhança de Deus (cf. Gn 1, 24-31; 2, 4b-25). Ligados por uma vínculo sacramental indissolúvel, os esposos vivem a beleza do amor, da paternidade, da maternidade e da dignidade suprema de participar deste modo na obra criadora de Deus.
No dom do fruto da sua união, eles assumem a responsabilidade do crescimento e da educação de outras pessoas, para o futuro do género humano. Através da procriação, o homem e a mulher realizam na fé a vocação de ser colaboradores de Deus na preservação da criação e no desenvolvimento da família humana.
O Beato João Paulo II comentou este aspecto na Familiaris consortio: «Deus criou o homem à sua imagem e semelhança (cf. Gn 1, 26 s.): chamando-o à existência por amor, chamou-o ao mesmo tempo ao amor. Deus é amor (1 Jo 4, 8) e vive em si mesmo um mistério de comunhão pessoal de amor. Criando-a à sua imagem e conservando-a continuamente no ser, Deus inscreve na humanidade do homem e da mulher a vocação e, assim, a capacidade e a responsabilidade do amor e da comunhão (cf. “Gaudium et spes”, 12). O amor é, portanto, a fundamental e originária vocação de cada ser humano» (FC 11).
Este projeto de Deus Criador, que o pecado original deturpou (cf. Gn 3, 1-24), manifestou-se na história através das vicissitudes do povo eleito, até à plenitude dos tempos, pois mediante a encarnação o Filho de Deus não apenas confirmou a vontade divina de salvação, mas com a redenção ofereceu a graça de obedecer a esta mesma vontade.
O Filho de Deus, Palavra que se fez carne (cf. Jo 1, 14) no seio da Virgem Mãe, viveu e cresceu na família de Nazaré, e participou nas bodas de Caná, cuja festa foi por Ele enriquecida com o primeiro dos seus “sinais” (cf. Jo 2, 1-11). Ele aceitou com alegria o acolhimento familiar dos seus primeiros discípulos (cf. Mc 1, 29-31; 2, 13-17) e consolou o luto da família dos seus amigos em Betânia (cf. Lc 10, 38-42; Jo 11, 1-44).
Jesus Cristo restabeleceu a beleza do matrimónio, voltando a propor o projeto unitário de Deus, que tinha sido abandonado devido à dureza do coração humano, até mesmo no interior da tradição do povo de Israel (cf. Mt 5, 31-32; 19.3-12; Mc 10, 1-12; Lc 16, 18). Voltando à origem, Jesus ensinou a unidade e a fidelidade dos esposos, recusando o repúdio e o adultério.
Precisamente através da beleza extraordinária do amor humano – já celebrada com contornos inspirados no Cântico dos Cânticos, e do vínculo esponsal exigido e defendido por Profetas como Oseias (cf. Os 1, 2-3,3) e Malaquias (cf. Ml 2, 13-16) – Jesus confirmou a dignidade originária do amor entre o homem e a mulher.
O ensinamento da Igreja sobre a família
Também na comunidade cristã primitiva a família se manifestava como “Igreja doméstica” (cf. Catecismo da Igreja Católica, n. 1655): nos chamados “códigos familiares” das Cartas apostólicas neotestamentárias, a grande família do mundo antigo é identificada como o lugar da solidariedade mais profunda entre esposas e maridos, entre pais e filhos, entre ricos e pobres (cf. Ef 5, 21-6, 9; Cl 3, 18-4, 1; 1 Tm 2, 8-15; Tt 2, 1-10; 1 Pd 2, 13-3, 7; cf., além disso, também a Carta a Filémon). Em particular, a Carta aos Efésios identificou no amor nupcial entre o homem e a mulher «o grande mistério», que torna presente no mundo o amor de Cristo e da Igreja (cf. Ef 5, 31-32).
Ao longo dos séculos, sobretudo na época moderna até aos nossos dias, a Igreja não fez faltar um seu ensinamento constante e crescente sobre a família e sobre o matrimónio que a fundamenta. Uma das expressões mais excelsas foi a proposta do Concílio Ecuménico Vaticano II, na Constituição pastoral Gaudium et spes que, abordando algumas problemáticas mais urgentes, dedica um capítulo inteiro à promoção da dignidade do matrimónio e da família, como sobressai na descrição do seu valor para a constituição da sociedade: «A família – na qual se congregam as diferentes gerações que reciprocamente se ajudam a alcançar uma sabedoria mais plena e a conciliar os direitos pessoais com as outras exigências da vida social – constitui assim o fundamento da sociedade» (GS 52). Particularmente intenso é o apelo a uma espiritualidade cristocêntrica dirigida aos esposos crentes: «Os próprios esposos, feitos à imagem de Deus e estabelecidos numa ordem verdadeiramente pessoal, estejam unidos em comunhão de afeto e de pensamento e com mútua santidade, de modo que, seguindo a Cristo, princípio da vida, se tornem pela fidelidade do seu amor, através das alegrias e dos sacrifícios da sua vocação, testemunhas daquele mistério de amor que Deus revelou ao mundo com a sua morte e a sua ressurreição» (GS 52).
Também os Sucessores de Pedro, depois do Concílio Vaticano II, enriqueceram mediante o seu Magistério a doutrina sobre o matrimónio e a família, de modo especial Paulo VI com a Encíclica Humanae vitae, que oferece ensinamentos específicos a níveis de princípio e de prática. Sucessivamente, o Papa João Paulo II, na Exortação Apostólica Familiaris consortio, quis insistir na proposta do desígnio divino acerca da verdade originária do amor esponsal e familiar: «O “lugar” único, que torna possível esta doação segundo a sua verdade total, é o matrimónio, ou seja o pacto de amor conjugal ou escolha consciente e livre, com a qual o homem e a mulher recebem a comunidade íntima de vida e de amor, querida pelo próprio Deus (cfr. Gaudium et spes, 48), que só a esta luz manifesta o seu verdadeiro significado. A instituição matrimonial não é uma ingerência indevida da sociedade ou da autoridade, nem a imposição extrínseca de uma forma, mas uma exigência interior do pacto de amor conjugal que publicamente se afirma como único e exclusivo, para que seja vivida assim a plena fidelidade ao desígnio de Deus Criador. Longe de mortificar a liberdade da pessoa, esta fidelidade põe-na em segurança em relação ao subjetivismo e relativismo, tornando-a participante da Sabedoria criadora» (FC 11).
O Catecismo da Igreja Católica reúne estes dados fundamentais: «A aliança matrimonial, pela qual um homem e uma mulher constituem entre si uma comunidade íntima de vida e de amor; foi fundada e dotada das suas leis próprias pelo Criador: Pela sua natureza, ordena-se ao bem dos cônjuges, bem como à procriação e educação dos filhos. Entre os baptizados, foi elevada por Cristo Senhor à dignidade de sacramento [cf. Concílio Ecuménico Vaticano II, Gaudium et spes, 48; Código de Direito Canónico, cân. 1055 § 1]» (CCC, n. 1660).
A doutrina exposta no Catecismo refere-se tanto aos princípios teológicos como aos comportamentos morais, abordados sob dois títulos distintos: O sacramento do matrimónio (nn. 1601-1658) e O sexto mandamento (nn. 2331-2391). Uma leitura atenta destas partes do Catecismo oferece uma compreensão atualizada da doutrina da fé, em benefício da atividade da Igreja diante dos desafios contemporâneos. A sua pastoral encontra inspiração na verdade do matrimónio visto no desígnio de Deus, que criou varão e mulher, e na plenitude dos tempos revelou em Jesus também a plenitude do amor esponsal, elevado a sacramento. O matrimónio cristão, fundamentado sobre o consenso, é dotado também de efeitos próprios, e no entanto a tarefa dos cônjuges não é subtraída ao regime do pecado (cf. Gn 3, 1-24), que pode provocar feridas profundas e até ofensas contra a própria dignidade do sacramento.
«O primeiro âmbito da cidade dos homens iluminado pela fé é a família; penso, antes de mais nada, na união estável do homem e da mulher no matrimónio. Tal união nasce do seu amor, sinal e presença do amor de Deus, nasce do reconhecimento e aceitação do bem que é a diferença sexual, em virtude da qual os cônjuges se podem unir numa só carne (cf. Gn 2, 24) e são capazes de gerar uma nova vida, manifestação da bondade do Criador, da sua sabedoria e do seu desígnio de amor. Fundados sobre este amor, homem e mulher podem prometer-se amor mútuo com um gesto que compromete a vida inteira e que lembra muitos traços da fé: prometer um amor que dure para sempre é possível quando se descobre um desígnio maior que os próprios projetos, que nos sustenta e permite doar o futuro inteiro à pessoa amada» (LF 52). «A fé não é um refúgio para gente sem coragem, mas a dilatação da vida: faz descobrir uma grande chamada — a vocação ao amor — e assegura que este amor é fiável, que vale a pena entregar-se a ele, porque o seu fundamento se encontra na fidelidade de Deus, que é mais forte do que toda a nossa fragilidade» (LF 53).
III – Questionário
As seguintes perguntas permitem às Igrejas particulares participar ativamente na preparação do Sínodo Extraordinário, que tem a finalidade de anunciar o Evangelho nos atuais desafios pastorais a respeito da família.
1 – Sobre a difusão da Sagrada Escritura e do Magistério da Igreja a propósito da família
a) Qual é o conhecimento real dos ensinamentos da Bíblia, da “Gaudium et spes”, da “Familiaris consortio” e de outros documentos do Magistério pós-conciliar sobre o valor da família segundo a Igreja católica? Como os nossos fiéis são formados para a vida familiar, em conformidade com o ensinamento da Igreja?
b) Onde é conhecido, o ensinamento da Igreja é aceite integralmente. Verificam-se dificuldades na hora de o pôr em prática? Se sim, quais?
c) Como o ensinamento da Igreja é difundido no contexto dos programas pastorais nos planos nacional, diocesano e paroquial? Que tipo de catequese sobre a família é promovida?
d) Em que medida – e em particular sob que aspectos – este ensinamento é realmente conhecido, aceite, rejeitado e/ou criticado nos ambientes extra-eclesiais? Quais são os fatores culturais que impedem a plena aceitação do ensinamento da Igreja sobre a família?
2 – Sobre o matrimónio segundo a lei natural
a) Que lugar ocupa o conceito de lei natural na cultura civil, quer nos planos institucional, educativo e académico, quer a nível popular? Que visões da antropologia estão subjacentes a este debate sobre o fundamento natural da família?
b) O conceito de lei natural em relação à união entre o homem e a mulher é geralmente aceite, enquanto tal, por parte dos batizados?
c) Como é contestada, na prática e na teoria, a lei natural sobre a união entre o homem e a mulher, em vista da formação de uma família? Como é proposta e aprofundada nos organismos civis e eclesiais?
d) Quando a celebração do matrimónio é pedida por batizados não praticantes, ou que se declaram não-crentes, como enfrentar os desafios pastorais que disto derivam?
3 – A pastoral da família no contexto da evangelização
Quais foram as experiências que surgiram nas últimas décadas em ordem à preparação para o matrimónio? Como se procurou estimular a tarefa de evangelização dos esposos e da família? De que modo promover a consciência da família como “Igreja doméstica”?
Conseguiu-se propor estilos de oração em família, capazes de resistir à complexidade da vida e da cultural contemporânea?
Na atual situação de crise entre as gerações, como as famílias cristãs souberam realizar a própria vocação de transmissão da fé?
De que modo as Igrejas locais e os movimentos de espiritualidade familiar souberam criar percursos exemplares?
Qual é a contribuição específica que casais e famílias conseguiram oferecer, em ordem à difusão de uma visão integral do casal e da família cristã, hoje credível?
Que atenção pastoral a Igreja mostrou para sustentar o caminho dos casais em formação e dos casais em crise?
4 – Sobre a pastoral para enfrentar algumas situações matrimoniais difíceis
a) A convivência ad experimentum é uma realidade pastoral relevante na Igreja particular? Em que percentagem se poderia calculá-la numericamente?
b) Existem uniões livres de facto, sem o reconhecimento religioso nem civil? Dispõem-se de dados estatísticos confiáveis?
c) Os separados e os divorciados recasados constituem uma realidade pastoral relevante na Igreja particular? Em que percentagem se poderia calculá-los numericamente? Como se enfrenta esta realidade, através de programas pastorais adequados?
d) Em todos estes casos: como vivem os batizados a sua irregularidade? Estão conscientes da mesma? Simplesmente manifestam indiferença? Sentem-se marginalizados e vivem com sofrimento a impossibilidade de receber os sacramentos?
e) Quais são os pedidos que as pessoas separadas e divorciadas dirigem à Igreja, a propósito dos sacramentos da Eucaristia e da Reconciliação? Entre as pessoas que se encontram em tais situações, quantas pedem estes sacramentos?
f) A simplificação da praxe canónica em ordem ao reconhecimento da declaração de nulidade do vínculo matrimonial poderia oferecer uma contribuição positiva real para a solução das problemáticas das pessoas interessadas? Se sim, de que forma?
g) Existe uma pastoral para ir ao encontro destes casos? Como se realiza esta atividade pastoral? Existem programas a este propósito, nos planos nacional e diocesano? Como a misericórdia de Deus é anunciada a separados e divorciados recasados e como se põe em prática a ajuda da Igreja para o seu caminho de fé?
5 – Sobre as uniões de pessoas do mesmo sexo
a) Existe no vosso país uma lei civil de reconhecimento das uniões de pessoas do mesmo sexo, equiparadas de alguma forma ao matrimónio?
b) Qual é a atitude das Igrejas particulares e locais, quer diante do Estado civil promotor de uniões civis entre pessoas do mesmo sexo, quer perante as pessoas envolvidas neste tipo de união?
c) Que atenção pastoral é possível prestar às pessoas que escolheram viver em conformidade com este tipo de união?
d) No caso de uniões de pessoas do mesmo sexo que adotaram crianças, como é necessário comportar-se pastoralmente, em vista da transmissão da fé?
6 – Sobre a educação dos filhos no contexto das situações de matrimónios irregulares
a) Qual é nestes casos a proporção aproximativa de crianças e adolescentes, em relação às crianças nascidas e educadas em famílias regularmente constituídas?
b) Com que atitude os pais se dirigem à Igreja? O que pedem? Somente os sacramentos, ou inclusive a catequese e o ensinamento da religião em geral?
c) Como as Igrejas particulares vão ao encontro da necessidade dos pais destas crianças, de oferecer uma educação cristã aos próprios filhos?
d) Como se realiza a prática sacramental em tais casos: a preparação, a administração do sacramento e o acompanhamento?
7 – Sobre a abertura dos esposos à vida
a) Qual é o conhecimento real que os cristãos têm da doutrina da Humanae vitae a respeito da paternidade responsável? Que consciência têm da avaliação moral dos diferentes métodos de regulação dos nascimentos? Que aprofundamentos poderiam ser sugeridos a respeito desta matéria, sob o ponto de vista pastoral?
b) Esta doutrina moral é aceite? Quais são os aspectos mais problemáticos que tornam difícil a sua aceitação para a grande maioria dos casais?
c) Que métodos naturais são promovidos por parte das Igrejas particulares, para ajudar os cônjuges a pôr em prática a doutrina da Humanae vitae?
d) Qual é a experiência relativa a este tema na prática do sacramento da penitência e na participação na Eucaristia?
e) Quais são, a este propósito, os contrastes que se salientam entre a doutrina da Igreja e a educação civil?
f) Como promover uma mentalidade mais aberta à natalidade? Como favorecer o aumento dos nascimentos?
8 – Sobre a relação entre a família e a pessoa
a) Jesus Cristo revela o mistério e a vocação do homem: a família é um lugar privilegiado para que isto aconteça?
b) Que situações críticas da família no mundo contemporâneo podem tornar-se um obstáculo para o encontro da pessoa com Cristo?
c) Em que medida as crises de fé, pelas quais as pessoas podem atravessar, incidem sobre a vida familiar?
9 – Outros desafios e propostas
Existem outros desafios e propostas a respeito dos temas abordados neste questionário, sentidos como urgentes ou úteis por parte dos destinatários?
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