sábado, 7 de junho de 2014

" NUNCA LI NADA IGUAL CONTRA O EX-PRESIDENTE LULA"

Gilberto Geraldo Garbi foi um dos alunos classificados a seu tempo como UM DOS MELHORES ALUNOS DE MATEMÁTICA que já haviam adentrado o ITA. Depois de graduado, desenvolveu carreira na TELEPAR, onde chegou a Diretor Técnico e Diretor Presidente, sendo depois Presidente da TELEBRAS. A CAMINHO DOS 99,9999995% ( Gilberto Geraldo Garbi ) Há poucos dias, a imprensa anunciou amplamente que, segundo as últimas pesquisas de opinião, Lula bateu de novo seus recordes anteriores de popularidade e chegou a 84% de avaliação positiva. É, realmente, algo "nunca antes visto nesse país" e eu fiquei me perguntando o que poderemos esperar das próximas consultas populares. Lembro-me de que quando Lula chegou aos 70% achei que ele jamais bateria Hitler, a quem, em seu auge, a cultíssima Alemanha chegara a conceder 82% de aprovação. Mas eu estava enganado: nosso operário-presidente já deixou para trás o psicopata de bigodinho e hoje só deve estar perdendo para Fidel Castro e para aquele tiranete caricato da Coreia do Norte, cujo nome jamais me interessei em guardar. Mas Lula tem uma vantagem sobre os dois ditadores: aqui as pesquisas refletem verdadeiramente o que o povo pensa, enquanto em Cuba e na Coreia do Norte as pesquisas de opinião lembram o que se dizia dos plebiscitos portugueses durante a ditadura lusitana: SIM, Salazar fica; NÃO, Salazar não sai; brancos e nulos sendo contados a favor do governo. Portanto, a popularidade de Lula ainda "tem espaço" para crescer, para empregar essa expressão surrada e pedante, mas adorada pelos economistas. E faltam apenas cerca de 16% para que Lula possa, com suas habituais presunção e imodéstia, anunciar ao mundo que obteve a unanimidade dos brasileiros em torno de seu nome, superando até Jesus Cristo ou outras celebridades menores que jamais conseguiram livrar-se de alguma oposição... Sim, faltam apenas 16% mas eu tenho uma péssima notícia a dar a seu hipertrofiado ego: pode tirar o cavalinho da chuva, cumpanhero, porque de 99,9999995% você não passa. Como você não é muito chegado em Aritmética, explico melhor: o Brasil tem 200.000.000 de habitantes, um dos quais sou eu. Represento, portanto, 1 em 200.000.000, ou seja, 0,0000005% enquanto os demais brasileiros totalizam os restantes 99,9999995%. Esses, talvez, você possa conquistar, em todo ou em parte. Mas meus humildes 0,0000005% você jamais terá porque não há força neste ou em outros mundos, nem todo o dinheiro com que você tem comprado votos e apoios nos aterros sanitários da política brasileira, não há, repito, força capaz de mudar minha convicção de que você foi o pior dentre todos os presidentes que tive a infelicidade de ver comandando o Brasil em meus 65 anos de vida. E minha convicção fundamenta-se em um fato simples: desde minha adolescência, quando comecei a me dar conta das desgraças brasileiras e a identificar suas causas, convenci-me de que na raiz de tudo está a mentalidade dominante no Brasil, essa mentalidade... -dos que valorizam a esperteza e o sucesso a qualquer custo; -dos que detestam o trabalho e o estudo; -dos que buscam o acesso ao patrimônio público para proveito pessoal; -dos que almejam os cabides de emprego e os cargos fantasmas; -dos que criam infindáveis dinastias nepotistas nos órgãos públicos; -dos que desprezam a justiça desde que a injustiça lhes seja vantajosa; -dos que só reclamam dos privilégios por não estar incluídos entre os privilegiados; -dos que enriquecem através dos negócios sujos com o Estado; -dos que vendiam seus votos por uma camiseta, um sanduíche ou, como agora, uma bolsa família; -dos que são incapazes de discernir, comover-se e indignar-se diante de infâmias. Pense a maioria o que quiser, diga a maioria o que disser, não mudarei minha convicção de que este País só deixará de ser o que é - uma terra onde as riquezas produzidas pelo suor da parte honesta e trabalhadora é saqueada pelos parasitas do Estado e pelos ladrões privados eternamente impunes - quando a mentalidade da população e de seus representantes for profundamente mudada. Mudada pela educação, pela perseverança, pela punição aos maus, pela recompensa aos bons, pelo exemplo dos governantes. E você Lula, teve uma oportunidade única de dar início à mudança dessa mentalidade. Você teve a oportunidade de tornar-se nossa tão esperada âncora moral, esta sim, nunca antes vista nesse País. Mas não, você preferiu o caminho mais fácil e batido das práticas populistas e coronelistas de sempre, da compra de tudo e de todos. Infelizmente para o Brasil você estava certo: para que se esforçar, escorado apenas em princípios de decência, se muito mais rápido e eficiente é comprar o que for necessário, nessa terra onde quase tudo está à venda? Eu não o considero inteligente, no nobre sentido da palavra, porque uma pessoa verdadeiramente inteligente, depois de chegar aonde você chegou, partindo de onde você partiu, não chafurdaria nesse lamaçal em que você e sua malta alegremente surfam. Mas reconheço em você uma esperteza excepcional: nunca antes nesse País um presidente explorou tão bem, em proveito próprio e de seu bando, as piores qualidades da massa brasileira e de seus representantes. Esse é seu legado maior: o de haver escancarado a lúgubre realidade de que o Brasil continua o mesmo que Darwin encontrou quando passou por essas plagas em 1832 e anotou em seu diário: "Aqui todos são subornáveis". Você destruiu as ilusões de quem achava que havíamos evoluído em nossa mentalidade e matou as esperanças dos que ainda acreditavam poder ver um Brasil decente antes de morrer. Você não inventou a corrupção brasileira, mas fez dela um maquiavélico instrumento de poder. Você é o sonho de consumo da banda podre desse País, o exemplo que os funcionários corruptos do Brasil sempre esperaram para poder dar, sem temores, plena vazão a seus instintos. Você faz da mentira e da demagogia seu principal veículo de comunicação com a massa. A propósito, o que é que você sente, todos os dias, ao olhar-se no espelho e lembrar-se do que diz nos palanques? Você sente orgulho em subestimar a inteligência da maioria e ver que vale a pena? Você mentiu quando disse haver recebido como herança maldita a política econômica de seu antecessor. Você mentiu ao dizer que não sabia do Mensalão Mentiu quando disse que seu filho enriqueceu através do trabalho Mentiu sobre os milhões que a Ong 13, de sua filha, recebeu sem prestar contas Mentiu ao afastar Dirceu, Palocci, Gushiken e outros cumpanheros pegos em flagrante Mente quando, para cada platéia, fala coisas diferentes, escolhidas sob medida para agradá-las Mentiu, mente e mentirá em qualquer situação que lhe convenha. Você não moveu uma palha, em seis anos de presidência, para modificar as leis odiosas que protegem criminosos de todos os tipos neste País sedento de Justiça e encharcado pelas lágrimas dos familiares de tantas vítimas. Jamais sua base no Congresso preocupou-se em fechar ao menos as mais gritantes brechas legais pelas quais os criminosos endinheirados conseguem sempre permanecer impunes, rindo-se de todos nós. Ao contrário, o Supremo, onde você tem grande influência, por haver indicado um bom número de Ministros, acaba de julgar que mesmo os condenados em segunda instância podem permanecer em liberdade, até que todas as apelações, recursos e embargos sejam julgados, o que, no Brasil, leva décadas. Isso significa, em poucas palavras, que os criminosos com dinheiro suficiente para pagar os famosos e caros criminalistas brasileiros podem dormir sossegados, porque jamais irão para a cadeia. Estivesse o Supremo julgando algo que interessasse a seu grupo ou a suas inclinações ideológicas, certamente você teria se empenhado de corpo e alma. Estivesse o Supremo julgando algo que interessasse a seu grupo ou a suas inclinações ideológicas, certamente você teria se empenhado de corpo e alma. Você jamais foi inspirado por qualquer anseio de Justiça. Todas as suas ações, ao longo da vida, foram motivadas por rancores, invejas, sede pessoal de poder e irrefreável necessidade de ser adorado e ter seu ego adulado. Você tem dividido a nação, jogando regiões contra regiões, classes contra classes e raças contra raças, para tirar proveito das desavenças que fomenta. Aliás, se você estivesse realmente interessado, em dar aos pobres, negros e outros excluídos as mesmas oportunidades que têm os filhos dos ricos, teria se empenhado a fundo na melhoria da saúde e do ensino públicos. Mas você, no íntimo, despreza o ensino, a educação e a cultura, porque conseguiu tudo o que queria, mesmo sendo inculto e vulgar. Além disso, melhorar a educação toma um tempo enorme e dá muito trabalho, não é mesmo? A Imprensa faz-lhe pouca oposição porque você a calou, manipulando as verbas publicitárias, pressionando-a economicamente e perseguindo jornalistas. Você pode desdenhar tudo aquilo que aqui foi dito, como desdenha a todos que não o bajulem. Afinal, se você não é o maior estadista do planeta, se seu governo não é maravilhoso, como explicar tamanha popularidade? É fácil: políticos, sindicatos, imprensa, ONGs, movimentos sociais, funcionários públicos, miseráveis, você comprou com dinheiro, bolsas, cotas, cargos e medidas demagógicas. Muita gente que trabalha, mas desconhece o que se passa nas entranhas de seu governo, satisfez-se com o pouco mais de dinheiro que passou a ganhar, em consequência do modesto crescimento econômico que foi plantado anteriormente. É esse, em síntese, o triste retrato do Brasil de hoje... E, como se diz na França, "l´argent n´est tout que dans les siècles où les hommes ne sont rien". Gilberto Geraldo Garbi

sexta-feira, 16 de maio de 2014

O que você espera encontrar no mundo em que está situado?

Não tenha pressa em responder. Essa pergunta merece calma. A resposta ou as respostas que delas podem nascer são importantes para a sua qualificação humana. Quem sabe , esteja desperdiçando seu tempo com o egoísmo? Muitas pessoas vivem numa eterna contemplação narcísica, olhando insistentemente para o lago que reflete a você mesmo. Com isso, perde-se a oportunidade de conhecer melhor o mundo que está ao seu redor, e até se priva de reconhecer os limites que lhes são próprios. A imagem do lago não é real. Ou porque nos mostra melhores ou piores do que somos. Ambas são nocivas, pois nos retiram do centro de nossa verdade fundamental. O algo é o lugar onde dilatamos as impressões de nós mesmos, e essa visão, pode causar prejuízos. Gostaria de conhecer essa pessoa que você despreza, de quem tem inveja, ciúmes, que moram em você. Posso estar errada, mas intuo que são elas que possuem a chave tão lacrado do seu coração. Querendo ou não, são as suas raízes, alicerces humano. Não perca tempo! Elas merecem o que você tanto carece. Em qualquer lugar do mundo a vida é rotina. E a rotina só muda de endereço. Não tenha medo de ser humilde, simples, de deixar aposentar a inveja, o egoismo, o narcisismo que o impede de ouvir, de ajudar, de orar com fé, com entrega, sempre achando que os seus problemas são insolúveis, que o mundo gravita num eixo denominado Você! Não se coloque em pedestal onde todos servem e adoram. Pessoas simples e sem muita instrução, são os verdadeiros tesouros de um conhecimento prático que livros não ensinam. São portadores de sentimentos e experiências preciosas. São essas experiências de vida que tornam nossas almas preciosas e mais confiantes e entregues em Deus. Baseado no Livro "Tempo de Espera" Pe, Fábio de Mello. MPFalcao A CASA DO CAMINHO

quarta-feira, 7 de maio de 2014

UM GRANDE MISTÉRIO AO FINAL DA COPA DAS COPAS

Todo o entusiasmo que o governo procurou transmitir ao povo brasileiro, quando a Fifa anunciou o Brasil como sede da Copa do Mundo de 2014, evaporou como etanol ao longo dos últimos sete anos. Em outubro de 2007, ainda em Zurique, as autoridades brasileiras prometeram uma nova era para o País: além de novos estádios, seriam resolvidos os problemas de mobilidade urbana (um dos grandes infernos da vida nacional), pelo menos nas doze cidades-sede da competição, e todos os outros setores seriam beneficiados, como o Turismo, a infraestrutura etc. Para o nosso setor, anunciaram números grandiosos com a vinda de 600 mil turistas estrangeiros e o incremento de milhões de dólares em seus segmentos, como transporte aéreo, hotéis e benefícios para o comércio e trabalhadores. Mas os profissionais do turismo não se entusiasmaram, pois logo souberam que a Fifa era a dona de tudo: de ingressos a reservas de hotéis. Não cabe a nós, do Turismo, espalhar o pessimismo sobre uma das maiores competições do Planeta; primeiro, por ser o futebol a grande paixão nacional; segundo, por ser o Brasil o único pentacampeão mundial. E, se vier o hexa, em nosso território, participaremos da festa vestidos de verde e amarelo. Somos patriotas. E é por isso mesmo, por vestir a camisa do País, que temos o dever de enxergar a realidade e de não nos deixar envolver pelo ufanismo oficial. O orgulho de patrocinar o evento custaria ao País no início cerca de R$ 30 bilhões. Ainda não dá para fazer as contas finais, mas o preço desse castelo de sonhos vai muito além. Castelo que começou a ruir quando as obras dos majestosos estádios padrão Fifa romperam no horizonte. Nas cercanias, nenhuma obra de mobilidade urbana conforme o prometido; esgotos continuam a céu aberto, hospitais e escolas em estado lamentável, as favelas penduradas nos morros contemplando a ostentação do futebol. Em algumas cidades, até o caminho para o estádio exige grandes sacrifícios. Então o povo saiu às ruas no ano passado em protesto ao contraste patrocinado pelo governo. As multidões pediam investimentos em saúde, educação, segurança pública, moradia e mobilidade urbana. Enfim, infraestrutura digna para o País. Num país em desenvolvimento, merece protesto a decisão de gastar bilhões de reais em um grande evento esportivo e não melhorar em nada o investimento para as precárias condições sociais da população. E se lembrarmos que a Copa antecede as eleições presidenciais em poucos meses, dá para pensar no projeto político do Partido dos Trabalhadores de se manter no poder por 30 anos. Resta saber se mais um título de campeão mundial levaria Dilma Rousseff à vitória nas urnas em outubro. Este pode ser o legado da Copa para o Brasil. No entanto, teremos pouco a comemorar e muito a lamentar. Para começar, são grandes elefantes brancos por todo o território nacional, um deles em Brasília – o estádio Mané Garrincha, o mais caro de todos, estimado em R$ 1,9 bilhão. Das obras de mobilidade, uma das poucas a ficar pronta é a Transcarioca, no Rio de Janeiro, ligando o aeroporto do Galeão à Barra da Tijuca. Com ou sem Copa, teria mesmo de ser construída em razão do trânsito caótico da cidade, o segundo pior do País. O que fica de mobilidade para São Paulo? Talvez, só esta decisão da Prefeitura: a Radial Leste será fechada para o trânsito comum em dias de jogos da Copa no Itaquerão. No cômputo geral, a perda será grande. A produção da indústria será reduzida com os feriados em dias de jogos do Brasil, o comércio venderá e contratará menos. E menos ainda se houver mais manifestações populares. No Turismo, o movimento pode ser um pouco maior do que o normal para o período em anos anteriores. Muitas pessoas vão preferir ficar longe das confusões do futebol. E a infraestrutura? Os aeroportos privatizados continuarão em obras, pois os leilões ocorreram muito tarde. Os demais aeroportos estão a cargo da ineficiente Infraero. Sobre ferrovias, rodovias e portos, simplesmente nada em planejamento. Eis o retrato de hoje da “Copa das Copas”, como costuma dizer a presidente Dilma: os hotéis estão colocando à disposição apartamentos reservados para as agências da Fifa, pois a lotação será menor que a prevista; as empresas aéreas começam a reduzir o preço das passagens, pois não haverá um fluxo de passageiros alto como se imaginava. Resta a torcida pelo Brasil nos gramados. Campeão, será um bom ganho. Pois de pouco adiantará saber o custo real da festa. A única certeza é de que pagaremos a conta, mais uma vez derrotados pela imprudência e pela impunidade. Eduardo Nascimento

sexta-feira, 25 de abril de 2014

O Brasil ou a Copa?

Li com muita atenção o texto escrito por Jorge Luiz Souto Maior, que circula pela rede com grande repercussão. Souto Maior é juíz, professor de direito, especialista em justiça do trabalho. Sua justa indignação escorre de cada linha e levou-o a escrever um verdadeiro tratado sobre a Copa do Mundo e suas barbaridades. O jornalista Juca Kfouri publicou o artigo em seu blog, com destaque. São onze teses, como onze jogadores em um campo. Onze são também as famosas teses escritas por Karl Marx em seu clássico capítulo sobre Feuerbach, na "Ideologia Alemã", em 1845. No texto de Souto Maior há mesmo um vocabulário marcadamente marxista, e um tanto "enrijecido" para os tempos do valor pulverizado e de outras questões, digamos assim, contemporâneas. Há frases ali, como esta: "(...) toda riqueza provém do trabalho". É um princípio clássico do marxismo clássico. Mas vá lá. Não importa fazer polêmica ou seminário sobre isso. O texto é forte, lúcido e cidadão. Não há dúvida. Sua indignação é estruturada e contagiante. O problema fundamental do texto, ao meu ver, é que todos os absurdos "copísticos", justa e devidamente apontados por Souto Maior, não parecem absurdos "específicos" da Copa. Têm a ver com as mazelas de sempre, de um país que se arreganha sem brio, de uma classe política comerciante, de um mercado de trabalho selvagem e ainda escravista. Esse mercado, aliás, não explora somente o chamado "operário", aquele da construção civil, cantado por Vinícius de Moraes em seu poema épico, "Operário em construção". Ele explora tudo e todos, na precariedade geral, na informalidade, no descarte, na inserção desigual etc etc etc. Às vezes me pego pensando que a Copa é apenas um "evento qualquer", um fato que veio mostrar, escancarar – de novo – nosso nível de avacalhação e indigência social generalizada. Um fato que veio mostrar – de novo – os modos estúpidos com os quais nos tratamos, haja Copa ou não haja Copa: os modos com os quais tratamos a nossa pobreza (urbana ou rural), fazemos circular o dinheiro entre poucos e vendemos nossas instituições por qualquer troco. Muito embora as vilanias da Copa do Mundo estejam cada vez mais ululantes, não gosto das análises que exageram essas vilanias porque, muitas vezes, acabam funcionando ao contrário. Deixam parecer que éramos uma sociedade paradisíaca até termos a infeliz ideia de fazer uma Copa. Falando em Karl Marx, dizem com muita frequência que, na Alemanha, a Copa de 2006 correu de maneira mais branda porque os alemães são em tese mais organizados do que nós em matéria de contas públicas e construção civil. Por isso, dizem, a Copa entre os alemães foi apenas um evento para quem gosta de futebol, não foi essa calamidade tão ampla e vexatória pela qual estamos passando. Não tenho como medir, mas andei pela Alemanha nos últimos anos, e tendo a acreditar. Mas uma Copa no Brasil… De que modo uma Copa no Brasil poderia ser feita, se não à brasileira? Por isso me pergunto muitas vezes, em face das polêmicas que se avolumam: qual é afinal o nosso maior problema? A Copa ou o Brasil ele mesmo? Por José Guilherme Ultrapop

quarta-feira, 16 de abril de 2014

DCA: A Cura do Câncer Ignorada Pela Indústria Farmacêutica

Evangelos Michelakis, um pesquisador de câncer na Universidade de Alberta, descobriu há três anos que uma substância química comum e não-tóxica conhecida como DCA, abreviação de ácido dicloroacetato, que inibe o crescimento de tumores cancerígenos em ratos. As constatações iniciais de Michelakis ganharam muito alarde na época e recircularam na Web novamente esta semana, em grande parte por causa de um post em um blog intitulado ”Cientistas curam o câncer , mas ninguém toma conhecimento“, o que desencadeou um novo debate com as pessoas perguntando se isto era realmente verdade. O mecanismo pelo qual DCA funciona em ratos é extremamente simples: ele elimina a maioria dos tipos de células cancerosas através da alteração da forma como estas metabolizam o açúcar, causando-lhes a auto-destruição sem afectar os tecidos normais. Após os testes em animais, Michelakis e seus colegas fizeram testes de DCA em células cancerosas humanas em uma placa de Petri, e em seguida conduziram testes clínicos em humanos, usando 1 milhão e meio dólares recebidos através de doações. Seus resultados foram encorajadores, o tratamento com DCA pareceu estender a vida de quatro dos cinco participantes, e seu estudo foi publicado no ano passado na Science Translational Medicine. O trabalho preliminar em ratos, culturas de células, e pequenos ensaios em humanos, aponta para o DCA como sendo um poderoso tratamento do câncer. Mas isso não quer dizer que seja a tão esperada cura do câncer. Muitos outros compostos que pareciam igualmente promissores nos primeiros estágios de investigação acabaram por não cumprir a promessa. Mas mesmo assim Michelakis acredita que o DCA é merecedor de uma quantidade maior de testes em humanos. Michelakis não patenteou sua descoberta. E não porque ele não quer, mas porque ele não pode. Quando se trata de patentes, o DCA realmente é como o sol: é um produto químico barato, amplamente utilizado e que ninguém pode patentear. E no mundo de hoje, essas drogas não atraem financiamentos facilmente. As empresas farmacêuticas não estão exatamente ignorando o DCA, e elas definitivamente não estão suprimindo a investigação com o DCA. É só que eles não estão ajudando. Por quê? O desenvolvimento de drogas é basicamente um negócio e investir no DCA simplesmente não é um bom negócio. “Os grandes laboratórios farmacêuticos não tem qualquer interesse em investir [na pesquisa com o DCA] porque não haverá lucro“, disse Michelakis. O Longo Caminho para a Cura O farmacologista Omudhome Ogbru, um diretor de Pesquisa e Desenvolvimento em uma empresa farmacêutica sediada em New Jersey, The Medicines Company, ressaltou: “As empresas farmacêuticas são como outras empresas que fabricam produtos que devem ser vendidas com lucro, a fim de sobreviver e crescer“. Apenas um em cada 10.000 compostos estudados por pesquisadores acaba como uma droga aprovada, Ogbru explica em um artigo de opinião no MedicineNet. Para chegar à fase de aprovação, os medicamentos devem ser submetidos de 7 a 10 anos de testes a um custo total médio de 500 milhões dólares – o que pode ser em vão se a droga não receber a aprovação do FDA. E mesmo se isso ocorrer, “apenas três de cada 20 drogas aprovadas geram receitas suficientes para cobrir seus custos de desenvolvimento.” “O lucro é o incentivo para o risco de que a empresa tem“, escreveu Ogbru. “Sem a promessa de um lucro razoável, há muito pouco incentivo para qualquer empresa desenvolver novos medicamentos.” Seria quase impossível ter lucro com uma droga como o ácido dicloroacetato. “Se o DCA realmente provar ser eficaz, então será uma droga ridiculamente barata“, disse Michelakis. Daniel Chang, oncologista do Centro de Cancro de Stanford, e que recentemente começou a estudar o DCA, concordou: “Tenho certeza que a falta de patenteabilidade está desempenhando um papel na falta de investigação“, disse Chang. Embora as organizações de saúde do governo como o Instituto Nacional de Câncer dão bolsas de investigação para ajudar a financiar os ensaios clínicos “elas nunca seriam suficiente para obter aprovação para o DCA como um tratamento contra o câncer“, disse Akban Kahn, um médico em Toronto. “Você precisa de centenas de milhões de dólares, e um subsídio do governo não é tão grande.” A pesquisa com o DCA andou muito mais lentamente do que se uma empresa farmacêutica estivesse pagando a conta. Dito isto, o financiamento de base permitiu um surpreendente progresso constante. “Através do website, de rádio, telefonemas, e outras coisas assim, foram levantados cerca de 1,5 milhões de dólares em nove meses“, na Universidade de Alberta DCA Research Center, disse Michelakis. Isto foi suficiente para financiar um estudo detalhado do tratamento DCA em cinco pacientes com câncer de cérebro. Modo de Ação do DCA Os resultados foram promissores. O estudo entretanto foi pequeno e não tinha um controle com placebo, o que torna impossível dizer com certeza se as condições dos pacientes melhorou por causa do tratamento DCA ou por outro motivo. Daniel Chang, o pesquisador de Stanford, descreveu os resultados do estudo são interessante, mas não conclusivos. Em seu estudo, Michelakis e seus co-autores escreveram: “Com o pequeno número de pacientes tratados em nosso estudo, não se pode fazer conclusões definitivas sobre DCA como uma terapia” Apesar da escassez de testes clínicos, um médico de família, Akbar Khan, do Medicor Cancer Centre, em Toronto, prescreve DCA para seus pacientes com câncer. Ele diz que isso pode ser feito no Canadá, porque o DCA já está aprovado para o tratamento de certos tipos de distúrbios do metabolismo. Michelakis, no entanto, disse que acha que Khan não devia prescrever a droga antes que ela seja oficialmente aprovada para uso contra o câncer. “Estamos vendo cerca de 60 a 70 por cento dos pacientes que não tiveram sucesso com tratamentos convencionais responderem favoravelmente ao DCA“, disse Khan. O grupo de Khan acaba de publicar seu primeiro estudo peer-reviewed no Jornal de Medicina Paliativa. “É um relatório do caso de um paciente com uma forma rara de câncer que tinha tentado outros tratamentos sem sucesso, e então ele veio até nós para tentar o DCA. Foi eficaz, e realmente é um resultado bem dramático. Ele tinha tumores múltiplos, incluindo um particularmente preocupante na perna. O DCA estabilizou significativamente o tumor e reduziu a sua dor“. “Atualmente, temos três pacientes com cânceres incuráveis e que estão com remissão completa, e estão provavelmente curados após usar o DCA em combinação com métodos paliativos convencionais. Estamos no processo de publicação destes casos“, disse ele. Um Novo Modelo de Medicamento No entanto, pequenos ensaios e estudos de caso não serão suficientes para provar que o DCA realmente funciona. São necessárias futuras investigações sobre a eficácia do medicamento , e sem a ajuda dos grandes laboratórios farmacêuticos, isto terá que acontecer de uma forma não usual. “Esta poderia ser uma experiência social, onde o próprio público financiaria estes testes“, disse Michelakis. “Depois de descobrir o efeito do DCA em células de câncer, eu considero isto a segunda maior realização do nosso trabalho: quando mostramos que você pode trazer uma droga para testes em humanos sem um monte de dinheiro. Se outros forem inspirados (o seu grupo está começando a estabelecer colaborações com alguns hospitais de câncer de destaque) esta poderia ser uma grande conquista. Eventualmente os órgãos federais como o Instituto Nacional de Câncer veriam que há provas suficientes, e então eles vão ajudar com o financiamento.“. “Isto representa uma nova atitude e uma nova maneira de pensar“, acrescentou Michelakis. O site “The DCA Site” mostra várias histórias de sucesso no combate ao câncer utilizando o DCA. ————— Eu me pergunto então: mesmo que as indústrias farmacêuticas não estejam interessadas, não seria do interesse dos governos investir em uma possível cura para esta que é uma das maiores mazelas das últimas décadas? Apenas para comparar, os quase 2 milhões de reais gastos no kit-gay dariam quase o que foi necessário para fazer os testes iniciais do DCA. Imaginem então do que poderia ser feito com os 2 bilhões de reais utilizados na desnecessária campanha contra a inexistente pandemia da gripe suína? Isto poderia financiar quatro vezes todo custo para viabilização do DCA como uma droga no combate ao câncer. E para quem tiver interesse pode ler também sobre os promissores estudos do uso da maconha na cura do câncer. Participe da discussão deste assunto em nosso fórum! Fontes: - Site Oficial do Departamento de Pesquisa de DCA da Universidade de Alberta - Life Little Misteries: Is a Potential Cancer Cure Being Ignored? - Medicine.net: Why Drugs Cost So Much - Fox News: Is Big Pharma Ignoring a Potential Cancer Cure? - [Estudo] PubMed: Dichloroacetate (DCA) as a potential metabolic-targeting therapy for cancer. - [Estudo] Science Direct: A Mitochondria-K+ Channel Axis Is Suppressed in Cancer and Its Normalization Promotes Apoptosis and Inhibits Cancer Growth - [Estudo] Science Magazine: Metabolic Modulation of Glioblastoma with Dichloroacetate - [Estudo] PubMed: Use of Oral Dichloroacetate for Palliation of Leg Pain Arising from Metastatic Poorly Differentiated – Carcinoma: A Case Report (PDF) (301)

sábado, 12 de abril de 2014

Padre arrasa na missa de sétimo dia do ator José Wilker...

Geralmente, nas redes sociais só se fala de padre quando ele fala besteira, escândalo... Mas, o Vc Sabia quer inovar! Pe. Jorjão, ao celebrar a missa de 7o dia do ator José Wilker, mandou mto bem! PARA UM PÚBLICO DE MAIORIA AGNÓSTICA, ATEÍSTA OU BAGUNÇA GERAL ELE DISSE: "Não queremos que fiqueis triste. Como os outros há esperança. Nossa esperança tem rosto, um coração que bate por nós. Deus amou tanto a mim, a você, a José Wilker, a família. Crê em Deus. Deus nos ama. Ele acredita em você. O capítulo final de nossa existência não é a morte, mas uma vida que Deus preparou para aqueles que vão. Jesus disse: 'Não perturbe seu coração. Tenha fé em mim. Nossa vida não teria sentido se fosse só uma contagem de dias. Uma estrela no céu não sabe que um dia vai apagar. Nós também temos um fim. Mas o nosso fim é a eternidade." ‪#‎EstaEhNossaFé‬ ‪#‎arrasou‬ ‪#‎AtéPraAteuIssoDói‬ ‪#‎JoséWilkEraAteuAtéVerJesusNoCéu‬ O ator era declaradamente ateu, mas sabemos que só o Bom Deus conhece os corações e sabe onde ele se encontra agora. Que seja o Céu! Amém Pe Jorjão fonte www.facebook.com/vcsabiacatolico1

terça-feira, 8 de abril de 2014

O ATOR MARCELO MADUREIRA ( Casseta & Planeta) PUBLICOU O QUE SEGUE SOBRE O LULA - NÃO DEIXEM DE LER

"Muita gente" está pedindo: VOLTA LULA! (?) VOLTA LULA! e traga de volta as DUAS REFINARIAS que VOCÊ DOOU para a BOLIVIA! VOLTA LULA! e traga de volta os 1,2 BILHÕES DE DÓLARES que VOCÊ "EMPRESTOU" para HUGO CHAVEZ! VOLTA LULA! e traga de volta os BILHÕES DE DÓLARES que VOCÊ MANDOU para CUBA, HAITI E OUTROS, QUE AQUI TAMBÉM TEM CRIANÇAS MORRENDO DE ANEMIA; VOLTA LULA! e traga de volta os 10,6 BILHÕES DE REAIS que VOCÊ EMPRESTOU para o EIKE BATISTA (SEU TESTA DE FERRO) E QUE AGORA ESTÁ EM SITUAÇÃO PRÉ-FALIMENTAR! VOLTA LULA! e traga de volta os 25 MILHÕES DE EUROS que VOCÊ LEVOU com a ROSE para PORTUGAL; Volta Lula, e explica o MENSALÃO, que vc planejou e que tinha o "Quartel General" ao lado da sua sala... Volta Lula, e explica o fenômeno "ROSE"; Volta Lula, e explica os 6.000 médicos cubanos; Volta Lula, e explica a falência do SUS; Volta Lula e explica onde foi parar a reabilitação da indústria naval brasileira; Volta Lula e explica os 4,8 bilhões gastos na transposição do Rio São Francisco e que hoje está tudo abandonado... Volta Lula, e explica os 0,20 centavos mais caros do planeta; Volta Lula e explica os 39 ministérios; Volta Lula, e explica a falência da Petrobras; Volta Lula e explica os 20% de inadimplência do programa eleitoral "minha casa minha vida", que os brasileiros que trabalham terão que pagar. Observe também que a taxa de inadimplência de 16% gerou a crise imobiliária de 2007 dos Estados Unidos. Volta Lula e explica o que aconteceu com o óleo de mamona que ia ser a independência energética do Brasil; Volta Lula, e explica, o PRE-SAL; Volta Lula, e explica essa sua criação, o poste "DILMA" que você plantou em Brasilia... Volta Lula e explica porque o ministro do supremo Roberto Barroso passou a semana passada (16 a 21/9/013) tentando explicar o contrato milionário que o governo por meio da Eletronorte, concedeu recentemente sem licitação, a seu escritório de advocacia do Rio de Janeiro. Milhões de Brasileiros estão decepcionados: O LULA ESTÁ MUDO! Todos sabem que, se o Lula se explicar, O PT E OS ALIADOS SERÃO TRANCAFIADOS! VOLTA LOGO E VÁ PRA CADEIA TAMBÉM. Por Marcelo Madureira