Fazer o que Deus quer e querer o que Deus faz = Felicidade eterna O grande segredo da vida é saber administrar as perdas (Pe Léo) "O homem deve ler a bíblia para ser sábio; crer na bíblia para ser salvo e praticar a bíblia para ser santo."
terça-feira, 30 de julho de 2013
Não confie em ninguém com mais de 30 anos...
O título se refere a uma canção de Marcos Valle, muito em voga na década de 1970, uma época em que a juventude, insatisfeita com as propostas oferecidas pela sociedade de então, bradava que “outro mundo é possível”. “Bradava”, porque, infelizmente, seus gritos não deram em nada. A própria “revolução cultural”, iniciada na Europa em 1968, foi abortada pela mídia neoliberal, ao levar os jovens a substituir os ideais e valores que os sustentavam pela busca desenfreada do poder e do prazer, alienando-os, assim, dos problemas que afligem a humanidade.
Foi por isso que agradeci a Deus ao descobrir num dos milhares de cartazes e faixas levados por jovens em seus protestos pelo Brasil afora durante o mês de junho, uma inscrição... revolucionária: “Mudemos o Brasil... começando de nós mesmos!”. Em sua simplicidade, o convite parafraseava a oração do escritor Paulo Coelho: «No começo, eu tinha o entusiasmo da juventude. Pedia a Deus que me desse forças para mudar a humanidade. Aos poucos, percebi que isto era impossível. Então passei a pedir a Deus que me desse forças para mudar a quem estava a minha volta. Agora já estou velho, e minha oração é muito mais simples. Peço a Deus o que devia ter pedido desde o começo. Peço para que consiga mudar a mim mesmo».
Para William Shakespeare (1564/1616), poeta e dramaturgo inglês, considerado “perito em humanidade”, «os velhos desconfiam da juventude porque foram jovens...».
De fato, é desde a antiguidade que os jovens despertam críticas, dúvidas e perplexidades nos adultos. É o que prova uma frase escrita há 4000 anos num vaso de argila encontrado nas ruínas de Bagdá: «A juventude está corrompida. Os jovens são malandros e preguiçosos. Nunca serão como seus colegas de antigamente. Não conseguirão manter a nossa cultura».
Um pouco mais perto de nós, aí pelo ano 2000 antes de Cristo, um sacerdote estava tão transtornado com a situação que percebia ao seu redor, que escreveu aflito: «O mundo atingiu o seu ponto crítico. Os filhos já não obedecem a seus pais. O fim do mundo não pode estar longe».
Sempre apresentada como a pátria do saber, sobretudo no campo da poesia e da filosofia, a Grécia não faz exceção. Entre os poetas, citamos Hesíodo, que viveu entre os anos 750 a 650 a.C.: «Não tenho nenhuma esperança no futuro do nosso país se, amanhã, a juventude tomar o poder. Ela é insuportável e desenfreada, simplesmente horrorosa». Dentre os filósofos, escolhemos Sócrates (470-399 a.C.), um dos mais conhecidos: «A juventude adora o luxo, é mal-educada, caçoa da autoridade e não tem o menor respeito pelos mais velhos. Nossos filhos são autênticos tiranos».
Por sua vez, a Bíblia vê os jovens de acordo com a cultura e o contexto de quem escreveu os livros que a compõem. Eis alguns exemplos. O primeiro, extraído dos Provérbios (400 a.C.), evidencia o que distingue o jovem do idoso: «O orgulho do jovem é a sua força, e a honra do ancião está em seus cabelos brancos» (20,29). O segundo, do Eclesiastes (300/250 a.C.), se aproxima da sabedoria grega: «Jovem, alegra-te na tua juventude e busca a felicidade nos dias da mocidade. Deixa-te levar pelo teu coração e por teus olhos. Lembra-te, porém, que Deus vai te pedir contas de todas essas coisas. Expulsa a melancolia do teu coração e afasta de teu corpo a dor, porque a infância e a juventude são passageiras» (11,9-10). O terceiro (da primeira carta do apóstolo João, em torno do ano 100 d.C.), apresenta a beleza da juventude sadia: «Eu me dirijo a vós, jovens, porque sois fortes, a palavra de Deus permanece em vós e vencestes o Maligno» (2,14).
Como se percebe, os jovens foram e continuam sendo um “sinal de contradição” (Cf. Lc 2,34). Na verdade, assim como a velhice, também a juventude, mais do que um período da vida, é um estado de espírito. Oxalá esse “estado de espírito” seja colocado a serviço de um mundo melhor, aliado à sabedoria dos idosos! Somente assim os jovens revolucionários de hoje não serão os velhos reacionários de amanhã... Dom Redovino Rizzardo
Bispo de Dourados (MS)
segunda-feira, 29 de julho de 2013
Papa diz que gays não devem ser julgados nem marginalizados
O papa Francisco disse que os homossexuais não devem ser julgados nem marginalizados mas integrados à sociedade, numa das mais conciliatórias declarações já feitas por qualquer pontífice sobre o tema da homossexualidade.
Em uma abrangente conversa de 80 minutos com jornalistas no avião que o levou de volta a Roma depois de uma semana no Brasil, Francisco disse também que não julgaria padres gays, um tema que provoca divisão entre os católicos.
Mas o pontífice argentino, de 76 anos, reiterou o ensinamento da Igreja de que atos homossexuais são pecaminosos.
O papa reforçou que o veto da Igreja Católica à ordenação de mulheres no clero é definitivo, mas que gostaria que elas assumissem papéis de maior liderança na administração e nas atividades pastorais.
E demonstrou um sentimento de dor pelos escândalos que atingem o banco do Vaticano, durante uma prolongada entrevista coletiva, sua primeira desde a eleição, em março, como substituto de Bento 16.
O tom direto ao responder tantas questões reforçou a vontade de Francisco de agir de forma diferente. Ele tem evitado muitas armadilhas do papado, defendido os pobres e abordado de cabeça erguida alguns dos maiores escândalos que a Igreja enfrenta.
Francisco disse que há santos na Santa Sé, mas também "aqueles que não são muito santos".
O encontro com jornalistas dentro do avião cobriu temas variados, desde a insistência do papa em reduzir sua segurança pessoal a sua vontade de abrir os cadeados do Vaticano para sair em caminhadas.
"QUEM SOU EU PARA JULGAR?"
Em resposta a uma pergunta sobre um suposto "lobby gay" no Vaticano, após uma série de escândalos sobre padres pedófilos e corrupção na administração da Santa Sé, Francisco disse: "Se uma pessoa é gay e busca Deus e tem boa vontade, quem sou eu para julgá-la?".
"O problema não é ter essa orientação. Precisamos ser irmãos. O problema é o lobby por essa orientação, ou lobbies de pessoas ambiciosas, lobbies políticos, lobbies maçônicos, tantos lobbies. Esse é o pior problema", afirmou.
"Você vê muita coisa escrita sobre o lobby gay. Ainda não vi ninguém no Vaticano com uma carteira de identidade se dizendo gay", brincou.
O papa defendeu os gays contra a discriminação, mas repetiu o catecismo universal da Igreja Católica, segundo o qual a orientação homossexual não é pecado, mas os atos homossexuais são.
"O catecismo da Igreja Católica explica isso muito bem. Diz que eles não devem ser marginalizados por causa disso (orientação sexual), e sim que devem ser integrados à sociedade", afirmou o papa, em italiano, usando a palavra "gay" em vez de "homossexual", que era o termo adotado por outros pontífices.
Francisco também respondeu em parte a uma pergunta sobre o monsenhor Battista Ricca, que foi nomeado pelo papa para supervisionar o banco do Vaticano e que, segundo a mídia italiana, teve envolvimentos homossexuais quando era diplomata na América Latina.
O papa disse que "uma investigação rápida" concluiu que as acusações eram infundadas.
NÃO À ORDENAÇÃO DE MULHERES É DEFINITIVO
Sobre a questão da ordenação de mulheres, ele disse: "A Igreja falou e diz ‘não'... essa porta está fechada". Foi a primeira vez que Francisco falou publicamente sobre o tema.
"Não podemos limitar o papel das mulheres na Igreja ao de coroinha ou de presidente de uma entidade beneficente, deve haver mais", disse ele, respondendo a uma pergunta.
A Igreja Católica prega que não pode ordenar mulheres porque Jesus escolheu apenas homens como apóstolos. Defensores do sacerdócio feminino dizem que Jesus agiu de acordo com os costumes de seu tempo.
Muitos dentro da Igreja, mesmo aqueles que se opõem à ordenação de mulheres, dizem que elas devem ter papéis de liderança tanto na Igreja como na administração do Vaticano.
A longa entrevista no avião foi algo bastante incomum na história do papado moderno, tanto por sua franqueza como pela amplitude.
Ao contrário de seu antecessor, Bento 16, que sabia de antemão as poucas perguntas que os jornalistas seriam autorizados a fazer, Francisco, o primeiro papa não-europeu em 1.300 anos, não impôs restrições ao responder 21 perguntas.
Ele disse que a viagem de uma semana ao Brasil o deixou muito cansado, mas "me fez muito bem espiritualmente".
O papa falou das reformas que iniciou no Vaticano, inclusive no banco do Vaticano, que é alvo de várias investigações sobre lavagem de dinheiro.
Francisco disse que o banco deve tornar-se "honesto e transparente", e que vai ouvir os conselhos de uma comissão criada por ele sobre se a instituição pode ser reformada ou deve ser fechada completamente.
O papa, que escolheu andar em um papamóvel aberto e em um carro simples da Fiat durante a viagem ao Brasil, disse que não se preocupa com a segurança reduzida que escolheu em comparação com seus antecessores.
"A segurança está em confiar nas pessoas. É verdade que há sempre o perigo de que uma pessoa louca possa tentar fazer alguma coisa, mas também há o Senhor", disse ele, acrescentando que seria uma loucura maior ficar longe das pessoas.
O pontífice argentino desembarcou nesta segunda-feira em Roma após uma triunfal visita de uma semana ao Brasil, por ocasião da Jornada Mundial da Juventude, que culminou com uma celebração que reuniu mais de 3 milhões de pessoas na praia de Copacabana, segundo estimativa da prefeitura do Rio de Janeiro. Por Philip Pullella
domingo, 28 de julho de 2013
Papa diz que já está com "saudades" ao se despedir do Brasil
O papa Francisco disse neste domingo que já está com "saudades" ao se despedir do Brasil após a visita de uma semana na qual participou da 28ª Jornada Mundial da Juventude (JMJ).
"Dentro de alguns instantes, deixarei sua Pátria para regressar a Roma. Parto com a alma cheia de recordações felizes; essas - estou certo - tornar-se-ão oração. Neste momento, já começo a sentir saudades", afirmou o pontífice no discurso de despedida no aeroporto internacional do Rio de Janeiro.
O primeiro papa latino-americano concluiu neste domingo, com uma missa para pouco mais de 3 milhões de pessoas na praia de Copacabana, a visita de sete dias ao Brasil que iniciou na última segunda-feira, a sua primeira viagem ao exterior desde que foi escolhido como pontífice.
Francisco, que chegou ao aeroporto carregando sua própria maleta, assim como fez ao sair do Vaticano, se despediu na pista do aeroporto internacional do Rio de Janeiro com a presença do vice-presidente Michel Temer, do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, e de outras autoridades do país.
A presidente Dilma Rousseff o recebeu formalmente na segunda-feira passada no Rio de Janeiro e neste domingo assistiu à missa de encerramento da JMJ em Copacabana.Francisco assegurou que deixa o país já sentindo muitas saudades do Brasil, "este povo tão grande e de grande coração; este povo tão amigável", com saudade "do sorriso aberto e sincero que vi em tantas pessoas, e saudade do entusiasmo dos voluntários".
O papa acrescentou que também sentirá falta da "esperança nos olhos" que viu nos jovens atendidos em um hospital para dependentes químicos e da "fé e alegria em meio à adversidade" que sentiu na sua visita a uma comunidade do Rio de Janeiro que até poucos meses era controlada por traficantes de drogas.
"Obrigado pela acolhida e pelo calor da amizade que vocês me mostraram. Também começo a sentir saudades disso", disse.
Em seu pronunciamento de despedida, o papa agradeceu à presidente Dilma "por ter-se feito intérprete dos sentimentos de todo o povo do Brasil para com o sucessor de Pedro".
Agradeceu igualmente aos bispos, sacerdotes e voluntários que ajudaram a transformar a Jornada Mundial da Juventude em "uma estupenda celebração de fé em Jesus Cristo".
Também agradeceu e abençoou os milhares de jovens que participaram da Jornada.
"Muitos de vocês vieram como discípulos nesta peregrinação; não tenho dúvida de que todos agora partem como missionários. Com seu testemunho de alegria e de serviço, vocês fazem florescer a civilização do amor", disse.
Francisco afirmou que tem grande esperança nos jovens não só do Brasil, mas de outros países, que vêm se manifestando nas ruas por seus direitos e por um mundo melhor.
"Por meio deles, Cristo está preparando uma nova primavera no mundo todo. Eu vi os primeiros resultados desta semeadura, outros gozarão com a colheita abundante", afirmou.
"O papa vai embora e lhes diz 'até breve', um 'até breve' com saudades, e lhes pede, por favor, que não se esqueçam de rezar por ele. Este papa precisa da oração de todos vocês", concluiu.
Na mesma cerimônia de despedida, o vice-presidente Michel Temer elogiou a gentileza e simplicidade com que Francisco cativou a todos os brasileiros e o chamou de "verdadeiro evangelizador".
"Nesta semana que o senhor esteve aqui, o Brasil virou um paraíso permanente", disse Temer, para quem o pontífice já não necessita bater nas portas dos brasileiros, pois elas foram permanentemente abertas.
Francisco atraiu 3 milhões de pessoas, um número recorde no Rio de Janeiro, tanto para a vigília de jovens no sábado como para a missa deste domingo. by EFE
sexta-feira, 26 de julho de 2013
Em estado terminal, co-criador de “Os Simpsons” doará toda sua fortuna para alimentar pessoas necessitadas com alimentação vegana e para a divulgação do veganismo
Uma lição de vida e a prova de que precisamos lutar pelos animais e também pelas pessoas
Admitindo ser um um paciente terminal de câncer de cólon, Sam Simon, que criou uma das séries de desenho animado mais famosas do mundo ao lado de Matt Groening, “Os Simpsons”, declarou que doará toda a sua fortuna para o combate à miséria e para ONGs que divulgam os Direitos Animais.
Todos os royalties que ganhou com a animação, avaliados em dezenas de milhões de dólares, serão transferidos para ONGs como a PETA e a Sea Shepherd. Para a Sea Shepherd, que trabalha na conservação dos oceanos, deve ser entregue um navio novo, atendendo a um pedido do capitão Paul Watson. Para a PETA, devem ser doados alguns milhões de dólares para a divulgação da filosofia de vida vegana em grandes meios de comunicação.
A vontade de ajudar as pessoas e os animais não veio apenas depois do diagnóstico do câncer. Sam mantém há anos a Sam Simon Foundation (conheça), que é uma fundação especializada em recolher e tratar animais que estão na rua e também em combater a fome, distribuindo milhares de refeições veganas.
Em uma emocionante entrevista publicada nesta quinta-feira (25) pelo site norte-americano Hollywood Reporter (leia aqui, em inglês), Simon disse que sua organização oferece apenas alimentos livres de crueldade e revelou que já deixou de doar seu dinheiro para uma grande e conhecida ONG que também combate a miséria pelo fato de não servirem alimentos veganos. Quando Sam perguntou à The food bank se os milhares de pratos distribuídos por eles eram livres de crueldade, recebeu uma justificativa rasa e em forma de pergunta: “Veja bem… e as pessoas que não são veganas?”. O argumento não convenceu Sam, que recusou-se a doar seu dinheiro para que carne e outros produtos de origem animal fossem comprados.
Em parceria com a PETA, Sam vem resgatando animais maltratados em circos e zoológicos. Sobre isso, ele lamentou o curto tempo de vida que o resta: “Eu só queria ter mais alguns dias para ver estes animais pisando na grama pela primeira vez.”
O milionário sente prazer em ajudar e disse que toda sua família já recebeu todo cuidado que o dinheiro poderia oferecer, que não é casado e que não tem filhos e que, por isso, partiu para a caridade.
É realmente lamentável que pessoas como Sam simplesmente deixem este mundo. Mas é profundamente inspirador que um homem faça o que ele faz, quando tanta gente só pensa nos números. Sam é ovolactovegetariano desde os 19 anos e tornou-se vegano quando conhecer a PETA e começou a atuar pela ONG, há alguns anos.
O câncer de cólon tem forte ligação com o consumo de carne segundo estudos internacionais e também segundo a conclusão de um estudo da USP (leia aqui). Embora tivesse chances reduzidas de desenvolver a doença por ser ovolactovegetariano desde a juventude e veganos há alguns anos, Simon, que tem hoje 58 anos, teve a péssima notícia de quem tem pouco tempo de vida.
Fica a mensagem que Sam Simon deixou ao repórter do Hollywood Reporter sobre a relação do ser humano com os animais:
Repórter: Que mudanças você quer ver no mundo?
“Eu quero que os testes em animais acabem. Eles não funcionam. O veganismo é a resposta para a maioria dos problemas que temos no mundo em termos de fome e mudanças climáticas. Ele ajuda a saúde das pessoas. A produção de carne é a maior emissora de gases do efeito estufa. E tem o aspecto da crueldade e do sofrimento. Quando as pessoas deixam de comer produtos de origem animal e quando escolhem adotar um cão ao invés de comprá-lo, é uma vitória.”
Infelizmente, Sam não deve ver muitas das mudanças que espera, mas, ainda bem, existem milhares de pessoas comprometidas em passar essa mensagem adiante, geração após geração. Em nome de todas as pessoas que se preocupam com o bem deste mundo, obrigado, Sam, pela inspiração. O projeto Vista-se compartilha esta vontade de ajudar e de continuar na divulgação do veganismo e também com o a ideia de que o veganismo não é apenas proteger os animais não-humanos e sim também as pessoas.
Se você quer conhecer mais sobre o veganismo e saber como dar os primeiros passos neste novo estilo de vida, by Notícias, Pelos Animais,
segunda-feira, 22 de julho de 2013
JMJ: Pontes para a Civilização do Amor
A JMJ traz a mensagem de que não bastam mobilizações, movimentos, manifestações ou protestos para se mudar o mundo, é preciso que haja vínculos afetivos
João Paulo II viu sua terra natal sofrer as forças devastadoras do totalitarismo. Foi um jovem artista, amante da vida, do esporte e do encontro com outros jovens que deu início à JMJ, um homem que enfrentou bravamente líderes e regimes políticos que limitavam a liberdade do ser humano e constantemente manchavam sua inestimável dignidade. Wojtyla sabia que os jovens possuem um dom inestimável de fazer amigos, de superar preconceitos, de inconformar-se com as incoerências e de agir em equipe. Os desafios sociais dos novos tempos são regados pelo individualismo, e a JMJ configura-se em seus pequenos detalhes como uma esperança para a Igreja e uma inspiração para as novas gerações.
O espírito que ecoa com a visita de grupos de numerosas nacionalidades é de acolhida, desprendimento e fraternidade. A JMJ traz a importante mensagem de que não bastam mobilizações, movimentos, manifestações ou protestos para se mudar o mundo, é preciso que haja vínculos afetivos, construção de pontes de amizade, uma transformação que começa de dentro para fora.
Um visitante incomoda, todo mundo que chega a nossa casa traz certos desconfortos, assim acontece com as pessoas que estão recebendo peregrinos em suas casas, assim acontece com os cariocas que estão recebendo os peregrinos em sua cidade. A rotina muda, a cidade ganhou até feriado para esta semana, enquanto que muita gente foi dormir no sofá para ceder a cama para um estrangeiro que nunca viu antes na vida. Todas as pessoas envolvidas nestas atividades estão construindo pontes e estas pontes serão duradouras.
Autores famosos da psicologia, como Winnicott e Melanie Klein, por exemplo, concordam na teoria de que o ser humano possui uma moralidade inata que lhe dá a noção de preocupação original ou bondade original para com o semelhante. Desta forma, as iniciativas que promovem a fraternidade e a construção de novos vínculos afetivos contribuem para que o ser humano se realize e encontre o sentido da sua vida. Epicuro, já na Grécia antiga, falava do valor da amizade como algo que está acima da lei, pois para os amigos as leis não são necessárias, as relações são fundamentadas na lei do amor. Obviamente que a grande mensagem do cristianismo sai da teoria e encontra a verdade, Cristo, repetidas vezes oferece demonstrações de que o amor ao próximo deve estar acima das leis sociais e estes são os fundamentos da tão sonhada Civilização do Amor também pregada fortemente pelo Beato João Paulo II.
Enquanto muitos setores da sociedade se inquietam para entender os acontecimentos da JMJ, perguntando se o Papa deve ser recebido como um chefe de estado ou como um líder religioso, seguindo os passos do precursor da JMJ, Francisco busca encontros, acaba de mudar novamente sua agenda para encontrar-se com seus milhares de conterrâneos presentes no Rio, além de ter deixado a blindagem do carro de lado e fazer questão de visitar famílias na favela. O Papa vem construir pontes para a Civilização do Amor.
A construção de pontes também requer limpeza, é preciso que se destruam os muros do orgulho, do poder, da intolerância e da discriminação. A exemplo do predecessor que muito contribuiu para a queda do muro de Berlim, Francisco também será crítico com os sonhos totalitários de muitos agentes políticos que configuram o cenário da América Latina. Tudo isso porque sabe que a lei do amor não deve ser imposta para que aconteça o bem comum, uma vez que o bem comum torna-se uma lei imposta pelo governo, o ser humano perde a oportunidade de viver a gratuidade do amor e desfalece. Élison Santos
domingo, 21 de julho de 2013
Pessoas extrovertidas viram idosos mais felizes
Já se perguntou se você vai ser feliz e realizado ou se sen sentirá triste e amargurado quando as rugas chegarem? Pois saiba que, pelo menos segundo a ciência, tudo depende de como é seu comportamento agora. Responda rápido: você é extrovertido ou mais fechado? Se for extrovertido, são grandes as chances de ser um velhinho bem feliz.“Sua personalidade no início da fase adulta influencia muito seu bem-estar décadas depois”, constata a pesquisa da Universidade de Southampton, no Reino Unido.
Os estudiosos só chegaram a conclusão depois de analisar dados de mais de 4,5 mil pessoas, armazenados ao longo de 40 anos.Os participantes haviam nascido em 1946 e responderam a um questionário sobre personalidade aos 16 e 26 anos. O nível de extroversão era analisado pela sociabilidade e disposição. Depois, quando tinham entre 60 e 64 anos, metade dos voluntários se prontificou a responder, mais uma vez, a uma série de perguntas sobre bem-estar, satisfação com a vida e saúde física e mental.E, veja bem, os velhinhos mais simpáticos (e extrovertidos durante a juventude) se mostravam mais felizes em vários aspectos.
Eles se sentiam mais donos da própria vida, autônomos, felizes com o próprio crescimento pessoal, tinham mais amigos, se aceitavam melhor e pareciam ver com mais clareza um sentido de vida. por admin
sábado, 20 de julho de 2013
Até a ciência comprova as vantagens de ter amigos de verdade
Neste sábado, dia 20 de julho, é Dia do Amigo. Então, como um flashback, tente relembrar os momentos mais marcantes que você já viveu. Na maioria deles, quem estava do seu lado? Certamente, aqueles que você pode chamar de amigos. Escolhidos a dedo ou impostos pelo acaso, eles servem de combustível para enfrentarmos desafios do dia a dia, dividindo experiências boas e ruins.
"A amizade é uma das formas de aprimoramento do ser humano", afirma a psicóloga Marina Vasconcelos. Ela rompe as fronteiras do preconceito e torna-se essencial, seja entre colegas, vizinhos, pais e filhos, irmãos, namorados ou marido e mulher. E o seu corpo agradece: ter amigos traz benefícios tanto para a saúde mental como física. Confira oito vantagens de cultivar sempre seu círculo social:
Amigos diminuem risco de doenças - Foto: Getty Images
Amizade contribui para a longevidade A felicidade é contagiante Ter amigos faz bem para o coração Compartilhar sentimentos faz parte da amizade Amizade é a base da relação amorosa Ter amigos é ficar longe da depressão Amigos contribuem para um corpo saudável
Risco menor de doenças
Pesquisas confirmam: seu corpo fica mais imune a problemas de saúde. Pesquisadores da Universidade de Chicago, nos EUA, identificaram que pessoas muito solitárias ao longo da vida tendem a ser mais indefesas, ter noites ruins de sono e sofrer mais com as complicações enfrentadas ao longo da vida, como o estresse. Outro estudo americano, publicado no Journal of the American Medical Association, apontou uma relação entre solidão e o risco maior de ter doença de Alzheimer.
Amizade contribui para a longevidade
Vida mais longa
Seus amigos mal devem imaginar, mas a presença deles melhora 50% a chance de você viver mais. O dado vem de pesquisadores da Brigham Young University, nos EUA, que analisaram 148 estudos feitos durante sete anos e meio. Segundo eles, quem passa grande parte da sua vida sem interações sociais tem um prejuízo relacionado à longevidade que pode ser comparado a fumar cigarros todos os dias, ser alcóolatra ou ser obeso.
A felicidade é contagiante
Mais otimismo no seu dia a dia
A felicidade é contagiante e a comprovação vem de um estudo da Universidade de Califórnia e de Harvard, nos EUA. Durante duas décadas, cinco mil pessoas foram analisadas. Como resultado, a probabilidade de sorrir mais para a vida cresceu em até 60% nos participantes que conviviam com pessoas alegres. É um efeito dominó: se você é otimista, a chance de seu amigo e até do amigo do seu amigo também ficarem felizes é muito maior.
Ter amigos faz bem para o coração
Saúde para o coração
Vínculos afetivos estimulam as emoções positivas, certo? Essas emoções, por sua vez, influenciam nos batimentos cardíacos. Um estudo que durou dez anos, da Universidade Columbia, nos EUA, mostrou que pessoas normalmente felizes, entusiasmadas e satisfeitas têm menos chance de serem depressivas e apresentam um risco 22% menor de ter infarto ou desenvolver doenças cardíacas.
Compartilhar sentimentos faz parte da amizade
A melhor forma de dividir seus sentimentos
Essa é uma necessidade natural de todo ser humano: compartilhar experiências e sensações. "A cumplicidade explica a ligação que torna os amigos inseparáveis. A compreensão que existe nesse tipo de relacionamento é profunda e marcada por muitas descobertas em conjunto, diferente do que acontece no ambiente familiar onde as posições estão marcadas desde sempre", explica a psicóloga Marina Vasconcellos.
Amizade é a base da relação amorosa
Relações amorosas duradouras
O psicólogo John Gottman, da Universidade de Washington, nos Estados Unidos, afirma que ser amigo é uma espécie de "cola" que une marido e mulher em um casamento estável. Ele só concluiu isso depois de duas décadas de pesquisa. "Os casais mais felizes, com relacionamentos de longo prazo, falavam da presença da amizade no casamento e sobre como amar e fazer amor é uma extensão dessa amizade", conta o especialista. Ainda de acordo com ele, 70% da paixão, do romance e do sexo para os homens decorre da amizade, e a porcentagem é ainda maior para as mulheres.
Ter amigos é ficar longe da depressão
Amadurecimento longe da depressão
A prática de se relacionar e manter amizades ajuda a amadurecer e isso serve principalmente para as crianças. De acordo com um estudo da Universidade do Maine, nos Estados Unidos, apenas um amigo de verdade já é suficiente para ajudar os pequenos a se desenvolverem psicologicamente e mandaram para longe a depressão, a baixa autoestima, a ansiedade e a depressão.
Amigos contribuem para um corpo saudável
Físico em forma!
Ter amigos nos livra de muitos problemas relacionados à depressão e ao tédio. "Pessoas depressivas tendem ao sedentarismo e a uma dieta desequilibrada", explica o cardiologista Juliano de Lara Fernandes, do Instituto do Coração, em São Paulo. Portanto, estreitar os laços significa diminuir o risco de estar acima do peso. Além disso, um estudo da Universidade de Bristol, no Reino Unido, apontou que, se seus melhores amigos praticam atividades físicas, as chances de você também sair do sofá são grandes. Tudo por conta da capacidade de influência das amizades. POR LETÍCIA GONÇALVES
sexta-feira, 19 de julho de 2013
Pequenas felicidades
Para quase todos, chega uma época em que os lençóis não se incendiam mais, em que os espelhos perdem sua generosidade. É quando nos tornamos frutas maduras, pessoas matematicamente com o tempo passado mais extenso do que os possíveis anos futuros.
É mais ou menos nesse degrau de vida que passamos a prestar atenção nas pequenas felicidades. Aquelas que nos abraçam mansas e despretensiosas. Elas nem batem à porta, vão entrando com a intimidade das sandálias velhas.
Se comparássemos a um gênero musical, a pequena felicidade seria mais bossa nova do que samba. Mais música de câmara do que sinfonia. Também seria mais igrejinha de bairro do que catedral. Mais lojinha de esquina do que lojona de shopping.
De alguma maneira, penso que precisamos envelhecer para notar e valorizar o detalhe, a meia palavra, a atmosfera. Talvez isso ocorra porque os olhos já quase tudo viram, os ouvidos escutaram risos e dores. E a boca muito falou, muito beijou, muito calou.
Domingo passado, tive essa experiência de felicidade. Aconteceu na praça Vicentina de Carvalho, no paulistano bairro do Alto de Pinheiros. Estávamos eu, meu pai, minha mãe. Ele com 83 anos. Ela, com 80. Eu, mocinha, com meus 57.
Irei descrever a cena. Meu pai sentado na cadeira de rodas, minha mãe, ao lado dele, sentada numa cadeirinha desmontável. Os dois debaixo de uma frondosa árvore. Réstias de sol iluminavam os rostos e os olhos deles.
Imitei os pintores que para avaliar o quadro em que estão trabalhando se afastam para enxergar melhor. Foi o que fiz, me distanciei alguns metros. Daí pude ver a mulher e o homem vividos, curtidos pelas experiências. Será que sonhando com nuvens?
Estavam tão plenos! Exatamente montados no presente. Ao contrário de mim, não tinham nenhuma agonia de agendas e relógios. Eles apenas olhavam para o sutil bater do vento nas flores de um manacá.
Só isso? Entendi que era tudo isso. A vida se apresentando sem artifícios, sem subterfúgios. Nua. Presenciá-los sentados em suas cadeirinhas, entregues à concretude do instante, me encheu de felicidade. Da grande felicidade. Por Fernanda Pompeu
quarta-feira, 17 de julho de 2013
Físicos dizem que é possível prever quando uma pessoa vai morrer
Talvez o Guia do Mochileiro das Galáxias não estivesse tão errado assim. A resposta pra tudo pode não ser 42, mas parece que existe um número – sim, um número – que permeia e regula todas as coisas que existem no mundo: de ecossistemas inteiros a células microscópicas. É o que afirma o físico britânico Geoffrey West.
Tudo que é vivo um dia vai morrer. Não é nenhum exagero dizer que essa é a única verdade com V maiúsculo. Agora, identificar um padrão que se aplique a todas essas vidas é outra coisa: seria possível então afirmar quando um ser vivo vai morrer? Sim. Não um elefante, mas todos os elefantes.
Quanto maior você é, mais devagar as coisas acontecem. O oxigênio se difunde sem pressa pelas membranas e você se oxida – ou envelhece – mais lentamente, “mas tudo de um jeito sistemático, matemático e previsível”, diz o estudo de West. Para saber a taxa metabólica de um animal ou planta é só pegar a massa e elevá-la a uma potência que seja múltiplo simples de ¼. Apesar de variar um pouco, esse expoente quase sempre será o ¾.
Devido aos avanços técnicos da medicina, talvez a única exceção seja nós, “mas há 50 mil anos nós provavelmente éramos parte do padrão”, diz o estudo. Há uma hipótese para explicar essa fórmula. Um elefante tem trilhões de células a mais que um rato, seu organismo tem muito mais tarefas pra manter tudo funcionando nos trinques. Isso é muito desgastante então, e essa é a hipótese, a evolução tenha dado aos elefantes células mais eficientes. Todo animal tem uma cota de um bilhão e meio de batidas do coração ao longo da vida, mas o coração de uma baleia é bem menos acelerado que o de um beija-flor. Bem provável que estejamos no auge da parceria filosofia-matemática. Bem provável que isso seja só o começo.
Via Gizmodo/revistagalileu
terça-feira, 16 de julho de 2013
Curas espontâneas, como elas acontecem?
Sem remédios, cirurgias nem tratamentos, e em alguns casos inclusive sem explicação. Assim algumas doenças são curadas, aliviadas, melhoram ou desaparecem, ou então alguns de seus sintomas e lesões, de forma natural, abrindo novos caminhos de investigação para a medicina e novas esperanças para os pacientes.
Embora tenham sido relatados casos de câncer de pele e de rim que sumiram e de neuroblastoma, um tumor infantil pouco usual, que desapareceram sem serem tratados, a maioria dos casos de câncer que desaparecem sozinhos, no que se conhece como cura espontânea, é considerada "uma raridade clínica", segundo de “The New York Times'” (NYT).
O jornal americano repercutiu um estudo realizado na Noruega e publicado em “The Archives of Internal Medicine”, que sugere que inclusive o câncer de mama invasivo, em algumas ocasiões, poderia desaparecer sem tratamento e em uma quantidade significativa de pacientes.
Neste estudo, comandado pelos médicos H. Gilbert Welch, Per-Henrik Zahl e Jan Maehlen, foram comparados dois grupos de mulheres de entre 50 e 64 anos de idade, em dois períodos de seis anos consecutivos cada um.
Em um dos grupos havia 109.784 mulheres, que foram estudadas entre 1992 e 1997 e as quais fizeram uma só mamografia; no outro havia 119.472, que foram analisadas entre 1996 e 2001 e que fizeram uma mamografia a cada dois anos.
Tumores em retrocesso
Segundo os pesquisadores, o resultado esperado era que em ambos os grupos se tivessem detectado quantidades similares de cânceres de mama, seja no final ou durante os períodos de estudo.
Mas ficou comprovado que no grupo que fez mamografia regularmente 1909 mulheres tinham sido diagnosticadas com câncer de mama invasivo em seis anos, e no grupo submetido a uma só mamografia houve 1564 mulheres com o mesmo diagnóstico no mesmo lapso de tempo.
Embora haja outras explicações para este fenômeno, para o médico Welch, da Escola de Medicina Geisel em Dartmouth (EUA), a explicação mais provável é que "algumas mulheres têm um tumor em um momento de sua vida e depois não o têm", ou seja, que seus tumores desapareceram.
Embora alguns especialistas rejeitem ou desprezem a ideia de uma cura espontânea, outros profissionais como o médico Robert M. Kaplan, da Escola de Saúde Pública da Universidade da Califórnia, em Los Angeles (EUA), expressou seu interesse sobre este estudo.
"Se outras pesquisas confirmarem estes resultados, em um futuro poderia ser possível que algumas mulheres optassem pela denominada "observação ou tratamento expectante", que inclui o controle periódico do tumor mamário para comprovar se ele cresce", declarou Kaplan ao “NYT”.
Por sua vez, uma equipe espanhola averiguou o motivo de alguns tumores desaparecerem totalmente ou seu tamanho se reduzir notavelmente, sem nenhuma intervenção terapêutica convencional, e suas conclusões foram publicadas nas revistas científicas “European Journal of Gastroenterology & Hepatology” e “Digestive Disease Sciences”.
Os autores revisaram os casos de regressões espontâneas (totais ou parciais e não atribuíveis à cirurgia ou tratamento oncológico) de tumores, compilados na literatura médica entre 1978 e 2007, constatando que é um fenômeno mais comum nos hepato-carcinomas (cânceres de fígado) que em outros tumores e que estes casos são mais frequentes do que se acreditava.
Segundo o hepatologista Bruno Sangro, da Clínica Universitária de Navarra (Espanha), coordenador deste trabalho, calcula-se que a regressão parcial ocorre entre dois e quatro casos de cada mil, e que de 1% a 2% dos pacientes podem experimentar algum tipo de regressão, na qual o tumor encolhe ou diminui.
Segundo os autores deste estudo, nas regressões poderiam intervir fatores imunológicos, que permitem que o paciente desenvolva uma potente resposta defensiva contra a doença e o ritmo de crescimento do tumor, já que quando este cresce rápido demais, não lhe dá tempo para tecer uma rede de vasos sanguíneos eficaz o bastante para nutri-lo. Por Eugenio Frater, da EFE
Por que os filhos se desviam?
Não só os pais, mas toda a família é responsável pela educação dos filhos. Somos frutos de uma família.
O jornalista da Folha de São Paulo, Gilberto Dimenstein, quando residia nos Estados Unidos, escreveu em 21/09/97, um interessante artigo intitulado Solução Caseira é Melhor Remédio Contra o Vício, sobre a terrível questão das drogas. Diz ele:
“Para dar apenas um número da gravidade do problema: aqui (EUA) todos os anos 110 mil jovens experimentam heroína. Já são 600 mil viciados em heroína…’’.
O jornalista afirma que as universidades americanas receberam dinheiro do governo federal para entrevistar 110 mil jovens e 18 mil pais. E conclui:
“Das entrevistas sai, porém, a indicação de que o melhor remédio contra o vício está em casa. Os pesquisadores encontraram uma íntima relação entre o contato afetivo dos filhos com os pais e os distúrbios. Quanto maior a ligação emocional na família, menor a chance de envolvimento com drogas, bebidas, suicídio, sexo promíscuo e violência”.
O jornalista afirma que as gangues procuram de certa forma oferecer aos jovens a família que não tiveram:
“O charme das gangues é justamente oferecer um ambiente de aceitação e até hierarquia. Ou seja, uma família.”
Também a escola aparece com papel fundamental:
“A investigação mostra que o envolvimento emocional com os professores também é um antídoto contra a delinquência”.
Em 21/06/98, o mesmo jornalista, no artigo “Você sabe a data do seu nascimento?”, sobre os meninos de rua, afirma:
“A culpa por estarem na rua é da pobreza, certo? Errado. A investigação ajuda a desfazer o mito de que só a pobreza gera crianças de rua – e de que pobreza gera violência.
É, na verdade, um preconceito. Apenas uma minoria saiu de casa para ganhar dinheiro, algo que tinha percebido (mas não colocado em números), desde o início de minhas pesquisas em 1989.
Quando indagada sobre porque saiu de casa, a imensa maioria se refere aos desentendimentos familiares – muitas vezes abusos dos padrastos. Foram para a rua porque não suportavam o inferno doméstico, marcado pelo abuso sexual, alcoolismo, drogas e pancadarias…Ou seja, a motivação econômica estava bastante distante.”
“Há toneladas de estudos mostrando que o inferno familiar ajuda a jogar os jovens em comportamentos autodestrutivos, o que significa drogas, tentativa de suicídio, violência.” (Folha de São Paulo, Cotidiano, 3-7, 21/06/98).
Se o jovem não tem um lar acolhedor, então, acaba indo buscar na rua o carinho e o amor que não encontrou na própria casa. Se você não sentar o seu filho no seu colo, ele vai sentar no colo de quem você não quer, o traficante, a prostituta…
É necessário descer até as raízes do problema, que são os pais e a moral familiar destruída: divórcio, amor livre, uniões ilícitas, alcoolismo, drogas, etc. O Catecismo afirma que:
“O lar é assim a primeira escola de vida cristã e uma escola de enriquecimento humano (GS,52 § 1). É daí que se aprende a fadiga e a alegria do trabalho, o amor fraterno, o perdão generoso e mesmo reiterado, e sobretudo o culto divino pela oração e oferenda de sua vida” (CIC, 1657).
Fica claro, portanto, que a educação dos filhos, é obra da família, e por isso, sem uma família sólida na fé, a educação dos filhos poderá ficar comprometida. Portanto, a primeira preocupação dos pais deve ser criar um lar cristão, onde não haja lugar para valores não cristãos. O Catecismo diz que:
“Os pais são os primeiros responsáveis pela educação dos filhos. Dão testemunho desta responsabilidade em primeiro lugar pela criação de um lar onde a ternura, o perdão, o respeito, a fidelidade e o serviço desinteressado são a regra. O lar é um lugar apropriado para a educação nas virtudes. Esta requer a aprendizagem da abnegação, de um reto juízo, do domínio de si, condições de toda liberdade verdadeira. Os pais ensinarão os filhos a subordinar as dimensões físicas e instintivas às dimensões interiores e espirituais” (Cat. §2223, CA, 36).
O “conteúdo” da educação deve ser o da ternura, perdão, respeito, fidelidade, serviço, abnegação, reto juízo, domínio de si, fé. É evidente que para transmitir esses valores aos filhos, os pais precisam antes vivê-los. Acima de tudo é pelo bom exemplo dos pais que os filhos serão formados.
Outra necessidade vital para a família é que esta seja unida. Sempre que possível, saírem todos juntos nas viagens de férias e nos passeios. São oportunidades de ouro para educar os filhos. Infelizmente certos pais preferem viajar para longe, sozinhos, ao invés de ir para lugares mais próximos com toda a família.
Temos que nos convencer de uma verdade: não há alegria maior, mais autêntica e mais durável do que aquela que a família nos dá. Pear Bach dizia que “muitas pessoas perdem as pequenas alegrias enquanto aguardam a grande felicidade”. É preciso saber colher as pequenas alegrias no lar.
Prof. Felipe Aquino
domingo, 14 de julho de 2013
China: juiz passa 11 anos preso por ser católico
Li JF (nome conservado no anonimato para evitar represálias) foi juiz e presidente de tribunal numa cidade chinesa na costa oriental do país.
Mas foi condenado a 11 anos de confinamento num campo de trabalhos forçados pelo fato de pertencer à Igreja Católica dita “subterrânea”, perseguida pelo governo pela sua fidelidade à Santa Sé, informou a agência AsiaNews.
Bob Fu, fundador e presidente da associação ChinaAid contou sua história, assim que Li foi excarcerado.
“Li foi aprisionado não por corrução ou atividades criminais, mas sim porque fornecia consultoria legal gratuita aos mais débeis e vulneráveis”, explicou Fu.
“Facilmente ele teria ficado rico continuando na sua carreira de juiz – acrescenta – teria evitado a prisão, os golpes e as torturas ficando em silencia diante das injustiças”. “Mas escolheu um caminho diverso porque ouviu a Voz que em seus ouvidos dizia: ‘Esta é a estrada, percorre-a’” (Isaias 30:21).
Numa carta a Fu redigida por Li após sua liberação, o ex-juiz escreveu: “Eu perdi tudo, mas ganhei a fé em Deus!”. Na carta, ele conta como sua saúde piorou na cadeia, como sua mulher pediu o divórcio sob ameaças das autoridades e como sua filha desapareceu.
O irmão de Li JF pode fugir da China e revelou detalhes do caso
O irmão de Li JF pode fugir da China
e revelou detalhes do caso
Um irmão mais novo de Li conseguiu emigrar à Tailândia em 2010, acossado pelas autoridades socialistas, tendo vivido dois anos no presídio.
Enquanto Li estava detido, o governo se empossou de sua velha casa. Não obstante isso “Li ainda diz que ganhou com seu encarceramento, porque não perdeu a fé em Deus”, sublinhou Fu.
No campo de trabalhos forçados, Li trabalhava 14 horas por dia e tinha que aguentar três horas diárias de “reeducação”.
No Ocidente, ouvem-se muitos apelos pelos pobres e pelos despossuídos. Esses humanistas, em geral bem instalados, jamais dizem uma palavra pelos católicos chineses que perseveram na sua fidelidade a Roma.
O testemunho de Li não diz muita coisa para eles, mas sim os gestos de “diálogo” do perseguidor regime marxista e de seus acólitos companheiros de estrada “progressistas” by Luis Dufaur
Jornada Mundial da Juventude – Uma esperança
Mais uma vez o Papa vai se reunir com a juventude do mundo todo no Rio de Janeiro. A juventude é uma força da Igreja dizia João Paulo II. Muitos santos e mártires foram jovens que viveram profundamente o amor a Deus e a Igreja. Foram jovens Frederico Osanam, São Domingos Sávio, Maria Goretti mártir aos 12 anos, e muitos outros que testemunharam a fé sem medo, desde o pequeno São Tarcisio que morreu defendendo a Eucaristia.
Paul Claudel disse que “a juventude não foi feita para o prazer, mas para o desafio”. Ela ama o desafio, não se contenta com uma vida medíocre. Jesus Cristo a encanta e arrasta porque aponta-lhes um novo caminho de vida, um sagrado desafio, a santidade, beleza, amor, liberdade verdadeira… O jovem sabe que seguir Jesus Cristo é um caminho árduo, mas que nunca decepciona. Ela está cansada de tantos maus exemplos dos mais velhos e das autoridades que não conhecem a Deus; que lhes deveria dar provas de idoneidade e justiça, mas no entanto, o que recebem delas é a mais deslavada imoralidade, corrupção, falta de caráter e negação do sagrado. Só a fé e a Igreja podem dar aos jovens uma vida nova no meio de tanta podridão.
A juventude cristã está enfastiada de tantos descaminhos que lhe são hoje apresentados: uma corrupção institucionalizada, drogas, sexo vazio, violência, desrespeito aos direitos sagrados da pessoa humana e à vida desde a concepção até a morte natural, pornografia desenfreada, individualismo egoísta e um consumismo doentio que não sacia sua sede de felicidade.
Nossa juventude quer ouvir a voz de Deus, e a ouvirá em Madri, nesta Espanha que já foi orgulho da Igreja mas que agora a renega e assume ares ateus, anticatólico, desejando impor à juventude uma educação anticristã nas escolas. Mas o Papa lhes abrirá ainda mais os olhos para esses perigos.
Aqui no Brasil, em 1980, João Paulo II dizia aos jovens: “vocês são o belo horizonte desse país”; e em outra oportunidade: “Vocês são o futuro do mundo, vocês são a esperança da Igreja, e a minha esperança”. E o Papa Francisco repetirá essas palavras, não há dúvidas. Com a grandeza de sempre o Vigário de Cristo na Terra vai encorajar os seus filhos mais jovens do mundo todo a viver o Evangelho para transformar suas vidas e a sociedade. Ele vem para “apascentar as ovelhas jovens do Senhor”, corajosas, alegres, cheias de vida e dispostas a sacrificar a vida pelo Reino de Deus.
A JMJ é uma esperança, nunca é uma simples experiência de massa, sempre há algo novo, diverso e belo. O Espírito Santo estará presente como sempre, sempre novo, assistindo e guiando o Santo Padre para dizer aos jovens as palavras proféticas que hoje eles precisam ouvir. O foco será a pessoa viva de Jesus Cristo e de sua presença através dos Sacramentos, o único Senhor e Salvador, capaz de dar vida e sentido aos jovens. João Paulo II já lhes tinha pedido “não construir as suas vidas em cima de outro alicerce que não seja Jesus Cristo, para não desperdiçá-las.”
Liguemos as antenas da alma para ouvir a Voz do grande Pastor que vai aos jovens e ao mundo com a mesma coragem e disposição que Jesus percorreu as cidades da Galileia anunciando o Reino de Deus. “Convertei-vos, o Reino de Deus está próximo”. Crede no Evangelho e fazei penitência.
Muitos jovens brasileiros hoje partem pelo mundo como missionários de nossas belas Comunidades de Vida e Aliança anunciando Jesus Cristo; é um orgulho para a Igreja e uma glória para Deus. Renova-se aqui a esperança da Igreja; o Papa sabe disso, por isso tem o desejo de vir aqui em 2013 confirmar seus irmãos menores na fé inabalável do Cristo Redentor, que estende seus braços sobre o Rio de Janeiro e sobre o Brasil.
Nosso Brasil que tantas graças recebeu de Deus através de nossa evangelização pelos católicos europeus, agora começa a pagar a Deus essa graça tão grande de sermos colonizados desde o início com a cruz de Cristo trazida do velho continente. Vinde Santo Padre, em 2013, vinde Francisco de Deus. O Brasil e a juventude lhe abrem os braços para recebê-lo. Vinde bendito de Deus; vinde ó “doce Cristo na Terra” (S. Catarina de Sena).
Prof. Felipe Aquino
sexta-feira, 12 de julho de 2013
Aborto no Brasil está a um passo da legalização, só depende da aprovação da Presidente Dilma Russeff
O site ACI informou nesta quarta-feira (10/07/13), que em meio a um clima de conturbação nacional, protestos de rua e convulsão no Congresso Nacional, os brasileiros foram surpreendidos pela aprovação de um projeto de lei PLC 3/2013, no dia 4 de julho, já aprovado por unanimidade, em quatro votações relâmpago, na Câmara e no Senado, sem que os parlamentares tivessem realmente noção do teor da matéria, e que agora está para ser sancionada pela presidente Dilma Rousseff, podendo com isso legalizar o aborto no Brasil, do modo mais sutil e contrário ao desejo da maioria do povo brasileiro que em seu 82%, segundo pesquisas Datafolha, é contra o aborto.
Dada a importância desta notícia, para a conscientização de todos, postamos abaixo a postagem na íntegra da fonte já citada:
“Em nota enviada a ACI Digital, o Prof. Hermes Rodrigues Nery, Coordenador da Comissão Diocesana em Defesa da Vida e do Movimento Legislação e Vida da Diocese de Taubaté e defensor da vida no Brasil, adverte que “cabe lembrar que no 3º Congresso Nacional do PT realizado em agosto e setembro de 2007, foi aprovada uma resolução que compromete o partido e todos os seus filiados a defender a descriminalização do aborto no Brasil”.
“Em 20 de fevereiro de 2013, o ministro da Saúde Padilha solicitou ao presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves, que, em homenagem ao Dia Internacional da Mulher, comemorado em 8 de março, fosse votado no plenário da Câmara, em regime de urgência, o Projeto de Lei 60/1999, que trata do atendimento prioritário nos hospitais à mulher vítima de violência sexual. O PL 60/1999 estava parado na Câmara desde 2002 e reapresentado em 5 de março de 2013 pelo deputado José Guimarães, em caráter de urgência. Na ocasião, a presidência da Câmara estava ocupada pelo deputado André Vargas (secretário de comunicação do PT). No mesmo dia o projeto foi deliberado pelo plenário da Câmara. Nenhum deputado teve tempo prévio para leitura do projeto, como também os deputados providas perceberam o embuste do governo. três dias depois seguiu para o Senado”, explica Prof. Nery.
Continuando o contexto da medida, o Prof. Hermes afirma que “no dia 10 de abril de 2013, já renomeado como Projeto de Lei Originário da Câmara 3/2013, ou PLC 3/2013, o projeto foi aprovado por unanimidade pela Comissão de Direitos Humanos do Senado, após leitura de relatório favorável da Senadora Ana Rita, do PT do Espírito Santo”.
“No dia 19 de junho de 2013, após relatório favorável da Senadora Ângela Portela, do PT de Roraima, o projeto foi também aprovado por unanimidade pela Comissão de Assuntos Sociais do Senado.
Em 4 de julho de 2013, sem que houvesse sido apresentado um único pedido de emenda, o PLC 3/2013 foi aprovado por unanimidade no Plenário do Senado e, em seguida, encaminhado à Presidência da República para ser sancionado”, disse.
Segundo o Prof. Rodrigues Nery, o título do projeto afirma que trata do atendimento às pessoas que sofreram violência sexual. O texto do projeto evita propositalmente mencionar a palavra aborto, embora seja disto que o projeto trate. A palavra aborto foi cuidadosamente omitida e o projeto foi tramitado em um regime de urgência conscientemente planejado para que os parlamentares, inclusive os que são totalmente contrários ao aborto, não pudessem perceber o verdadeiro alcance da proposta senão depois de definitivamente aprovado.
O artigo primeiro afirma que os hospitais, – todos os hospitais, sem que aí seja feita nenhuma distinção -, “Devem Oferecer Atendimento Emergencial e Integral decorrentes de Violência Sexual, e o encaminhamento, se for o caso, aos Serviços De Assistência Social”.
“Atendimento emergencial significa o atendimento que deve ser realizado imediatamente após o pedido, não podendo ser agendado para uma data posterior. O atendimento integral significa que nenhum aspecto pode ser omitido, o que por conseguinte subentende que se a vítima de violência sexual estiver grávida, deverá ser encaminhada aos serviços de aborto. Os serviços de assistência social aos quais a vítima deve ser encaminhada, que não eram mencionados no projeto original, são justamente os serviços que encaminharão as vítimas aos serviços de aborto ditos legais”, afirma o pró-vida brasileiro.
Uma vez o projeto sancionado em lei, todos os hospitais do Brasil, independentemente de se tratarem de hospitais religiosos ou contrários ao aborto, serão obrigados a encaminhar as vítimas de violência à prática do aborto. O projeto não contempla a possibilidade da objeção de consciência. Na sua versão original, o artigo terceiro do projeto afirmava que o atendimento deveria ser imediato.
Um detalhe importante do pernicioso texto pró-aborto é que o artigo segundo define que, para efeitos desta lei, “VIOLÊNCIA SEXUAL É QUALQUER FORMA DE ATIVIDADE SEXUAL NÃO CONSENTIDA”.
“A expressão “TRATAMENTO DO IMPACTO DA AGRESSÃO SOFRIDA”, constante do artigo primeiro do texto original, foi suprimida e substituída por “AGRAVOS DECORRENTES DE VIOLÊNCIA SEXUAL”, para deixar claro que a violência sexual não necessita ser configurada por uma agressão comprovável em um exame de corpo de delito”, ressalta o texto do Prof. Nery.
“Uma vez que o projeto não especifica nenhum procedimento para provar que uma atividade sexual não tenha sido consentida, e o consentimento é uma disposição interna da vítima, bastará a afirmação da vítima de que ela não consentiu na relação sexual para que ela seja considerada, para efeitos legais, vítima de violência e, se ela estiver grávida, possa exigir um aborto ou o encaminhamento para o aborto por parte de qualquer hospital”, alerta o pró-vida brasileiro.
A partir da sanção, bastará apenas a palavra da mulher pedindo um aborto, e os médicos terão obrigação de aceitá-la, a menos que possam provar o contrário, o que dificilmente não acontece. Mas pelo menos a mulher deveria afirmar que havia sido estuprada. Agora não será mais necessário afirmar um estupro para obter um aborto. Bastará afirmar que o ato sexual não havia sido consentido, o que nunca será possível provar que tenha sido inverídico.
“A técnica de ampliar o significado das exceções para os casos de aborto até torná-las tão amplas que na prática possam abranger todos os casos é recomendada pelos principais manuais das fundações internacionais que orientam as ONGs por elas financiadas. Com isto elas pretendem chegar, gradualmente, através de sucessivas regulamentações legais, até a completa legalização do aborto”, conclui o alerta do Prof. Nery.
Para evitar que a presidente sancione o projeto, pró-vidas de todo o país estão mobilizando os cidadãos a pedirem diretamente à casa civil e ao ministro Gilberto de Carvalho e até mesmo à presidente Dilma Rousseff que não aprove o projeto escrevendo ao gabinete pessoal da Presidente da República, o ministro Ministro-Chefe da Casa Civil, Gilberto de Carvalho e às autoridades do ministério de saúde através dos correios:
gabinetepessoal@presidencia.gov.br;
gabinetesg@presidencia.gov.br;
gabinetecasacivil@presidencia.gov.br;
ministro@saude.gov.br;
gabinete.se@gov.br;”.
Fonte: http://www.acidigital.com/noticia.php?id=25690
quinta-feira, 11 de julho de 2013
Redefinir o matrimônio
A pressão por legalizar os casamentos do mesmo sexo continua, enquanto as organizações interessadas tentam convencer os legisladores de que o casamento é algo que se pode redefinir para se adaptar às últimas tendências sociais.
Na Irlanda, a coalizão de governo do ‘Fine Gael’ e dos Partidos Trabalhistas, recentemente eleita, acaba de publicar sua lista de propostas políticas.
Segundo o pró-família ‘Iona Institute’ irlandês, o partido de mais maior orientação liberal tenta deixar suas marcas nos temas da família.
O programa afirma que o governo vai analisar o tema do casamento homossexual, indica o instituto em sua página na internet. Também diz que a lei de pares civil será mudada para enfrentar as anomalias ou omissões. Segundo o ‘Iona Institute’, isso poderia dar aos pares do mesmo sexo os mesmos direitos dos casais casados.
Além disso, o programa afirma que será dado reconhecimento legal aos transexuais e que eles terão a proteção de leis de igualdade.
Pouco antes de que se divulgasse o programa, os bispos irlandeses animaram o parlamento a defender a família. As políticas públicas devem apoiar o bem comum, afirmaram em uma declaração de 3 de março, após um encontro de todos os bispos irlandeses.
Alcançar isso exige reforças a família, baseada no casamento entre um homem e uma mulher, acrescentam.
Sem defesa
Nos EUA, o casamento homossexual tem chegado com muita frequência às manchetes de jornais. No mês passado, o promotor geral Eric H. Holder Jr anunciou que a administração Obama não continuaria defendendo nos tribunais os processos contra a Lei de Defesa do Matrimônio (DOMA), que limita o casamento aos casais heterossexuais.
O ‘New York Times’ observou no dia 24 de fevereiro que o presidente Obama e Holder consideram agora que a lei é inconstitucional.
“Nossa nação e nosso governo têm o dever de reconhecer e proteger o casamento, não o de interferir nele nem redefini-lo, nem o de caricaturizar as profundas crenças de tantos cidadãos como ‘discriminação’”, protestava em uma declaração de 3 de março o arcebispo de Nova York, Dom Timothy Dolan, presidente da Conferência Episcopal dos EUA.
Dom Dolan reafirmou que o casamento baseado em um homem e uma mulher é o cimento da sociedade e que, historicamente, os governos o protegeram, por sua contribuição para o bem comum.
Ele está de acordo em que a discriminação é injusta e má. No entanto, não é injusto defender uma lei que busca proteger o significado do matrimônio. Nem é discriminação afirmar que uma criança será melhor criada tendo um pai e uma mãe e que o Estado tem interesse em assegurar isso, acrescentou.
“Ter leis que afirmem a importância vital das mães e dos pais – leis que respaldem, em vez de minar, o ideal de que as crianças devem ser criadas por sua própria mãe e por seu próprio pai – é essencial para qualquer sociedade justa”, afirmou Dom Dolan.
Ainda que continuem os processos contra a DOMA nos tribunais federais, continua o debate no âmbito estatal.
Em Rhode Island, no dia 10 de março, centenas de pessoas foram a uma sessão do senado sobre o tema do casamento homossexual. Os que estão a favor e os que estão contra apresentaram seus argumentos aos membros do Comitê Judicial do Senado, informou no dia 11 de março o ‘Providence Journal’.
Dom Thomas J. Tobin, bispo de Providence, é um dos opositores da medida de reconhecer o casamento homossexual. Em uma declaração de 7 de janeiro, ele adverte que legalizar o casamento para os homossexuais vai em detrimento do bem-estar do Estado.
Maryland também tem estado no centro do debate. No início do ano, o senado local aprovou uma lei que legaliza o casamento homossexual. O governador Martin O’Malley declarou que assinaria a lei se ela fosse aprovada na câmara baixa. Mas nesta instância a lei não teve apoio suficiente para sua aprovação e ficou sem ser votada.
Mudança drástica
Os três bispos católicos de Maryland se mostraram muito ativos em sua campanha contra a medida de legalizar o casamento homossexual.
“A introdução de uma legislação que redefina o casamento em nosso estado deveria ser reconhecida como aquilo que é – uma proposta de mudança drástica de uma instituição social que deriva de nossa natureza humana como homens e como mulheres”, declararam o cardeal Donald Wuerl, de Washington, o arcebispo Edwin O’Brien, de Baltimore, e o bispo Francis Malooly, de Wilmington, em uma nota de 8 de fevereiro.
“Nosso objetivo como sociedade deveria ser que o matrimônio se consolide, não desmontá-lo em seu conjunto, especialmente quando os efeitos da deterioração do matrimônio são tão evidentes”, afirmaram.
O cardeal Wuerl assinalou o perigo de redefinir o significado do casamento em um artigo de 13 de março no ‘National Catholic Register’.
Ao longo da história humana, o casamento foi entendido como o compromisso de um homem e uma mulher em uma comunidade de vida, tanto para seu apoio mútuo como para gerar e educar os filhos, explica.
Ele advertiu que esvaziar o casamento de seu significado com fins políticos ou em resposta a alguns grupos de pressão é um grande erro.
Poligamia e poliamor
O medo de que introduzir o casamento homossexual conduza a legalizar outras formas de união não é exagerado.
No Canadá, onde o casamento homossexual foi legalizado em 2005, está-se desenvolvendo um processo legal na Columbia Britânica para decidir se se legaliza a poligamia.
Não é a única variação de casamento que se propõe. No ano passado, o ‘Boston Globe’ publicou dois artigos suspeitando das vantagens do poliamor, que é a prática de ter uma relação íntima com mais de uma pessoa por vez, com o consentimento de todos os implicados.
Hoje, quanto ao casamento, não há nada firme, após as mudanças no divórcio, na adoção e na tecnologia reprodutiva.
É verdade que o casamento e a família se desestabilizaram de modo grave nas últimas décadas, mas não parece ser uma boa razão para debilitar ainda mais uma instituição já tão debilitada.
O casamento é bom para você, proclama um estudo recente. Melhora a saúde física dos homens e o bem-estar mental das mulheres e dá como resultado uma vida mais longa e satisfatória, informou no dia 28 de janeiro o jornal ‘Independent’.
São as conclusões de um estudo realizado pelos doutores John Gallacher e David Gallacher, da Faculdade de Medicina da Universidade de Cardiff, que pesquisaram a questão do bem das relações para a saúde.
Trata-se de mais um dos incontáveis estudos de que demonstram que as famílias baseadas no casamento entre um homem e uma mulher dão uma contribuição vital para os indivíduos e a sociedade. Uma boa razão para que o Estado as apoie.
Por John Flynn, L.C.
terça-feira, 9 de julho de 2013
LULA: A HECATOMBE DA ECONOMIA BRASILEIRA – ENTENDENDO O TRISTE FINAL DO BRASIL E A MISÉRIA QUE ESTÁ POR VIR.
1. A GRANDE MENTIRA DO PAGAMENTO DA DÍVIDA EXTERNA
Um dos argumentos mais usados pelos petistas na defesa de Lula, é que o ex-presidente pagou a dívida externa brasileira, recuperando crédito junto ao FMI. Esse foi o discurso do PT para a classe menos informada do país, e que por absoluta tristeza nossa, compõe a maioria dos brasileiros.
No dia 22 de fevereiro de 2008, o Governo Lula anunciou, por meio do Ministério da Fazenda e do Banco Central, que a dívida externa brasileira havia sido quitada. E ainda mais: já éramos até credores.
Tal notícia foi estampada, na época, na manchete dos principais jornais do país, como, por exemplo, no jornal Estado de S. Paulo: “O relatório divulgado ontem pelo Banco Central, segundo o qual o Brasil, pela primeira vez em 508 anos de história, deixa o papel de devedor e ingressa no seleto time dos credores do mercado internacional, é a consolidação de uma virada histórica”.
Quando Lula assumiu o seu primeiro mandato em 2002, a dívida externa era de R$ 212 bilhões, enquanto a dívida interna era de R$ 640 bilhões. Ou seja, o total, dívida externa mais interna, chegou aos inacreditáveis R$ 852 bilhões.
Em 2008, quando o Lula assumiu ter pago a dívida, a dívida externa caiu para 0, já a interna chegou a - pasme - R$ 1,4 trilhão. Total da dívida: R$ 1,4 trilhão - 65% do PIB do Brasil.
Mas por que nossa endividamento aumentou tanto? Então aí vai a resposta que os petistas que tanto abrem a boca pra falar em “elite e burguesia' não queriam ouvir: Para pagar ao FMI, Lula captou dinheiro junto aos banqueiros, que compraram os títitulos da dívida (pagaram ao FMI). O Brasil, que pagava 4% de juros ao ano para o FMI, passou a pagar 19,5% ao ano para os banqueiros, beneficiando-os.
Ou seja, os banqueiros, ou a “elite” satanizada pelos petistas passaram a ser donos do Brasil, e que foi entregue por Lula para sustentar uma mentira política. E esses dados são da CPI da Dívida, que ocorreu entre 2009 e 2010 da Cãmara dos Deputados, com farta documentação do Ministério da Fazenda e do Banco Central, sendo assim INCONTESTÁVEIS!
2. OS EFEITOS COLATERAIS SOBRE A POPULAÇÃO
Mais uma vez os petistas desinformados haverão de chorar na cama, que é lugar quente. Ainda com um endividamento crescente, Lula não deixou de pegar novamente dinheiro no FMI. Não para pagar qualquer parcela da dívida interna que se avolumava, mas para sustentar os falsos programas sociais como PAC e obras faraônicas superfaturadas que nunca foram concluídas.
Além de pagarmos juros extorsivos aos banqueiros, passamos a dever também, novamente ao FMI. Isso causou um impacto na economia sem precedentes, e posso dizer que vivemos numa bolha de endividamento prestes a estourar, pois já chegamos a quase US$ 3 TRILHÕES no nosso endividamento total. Isso porque Lula assumiu com um endividamento de US$ 852 bilhões e fez o “favor” de quase triplicá-lo.
Assim, tornou-se impraticável qualquer pretensão de reforma tributária, e o que aconteceu foi o contrário: A carga de impostos aumentou e foi regressiva. Lula deu vários incentivos para que a indústria barateasse seus produtos (mais uma vez a elite), estimulando o o consumo. As indústrias tiveram a chance de vender seus produtos com prazos longos, lastreados pelos bancos e financeiras que já estavam com os cofres abarrotados.
Por outro lado, Lula deu uma falsa vantagem ao povo de baixa renda, pois carregou nos impostos sobre os produtos, diminuindo o poder de compra da população de baixa renda. O pobre podia comprar a TV dos sonhos, mas em prestações com juros extorsivos, e achando que Lula era “o cara”. Só enriqueceu mais ainda os bancos,
Já não bastasse a população estar com pele de vira-lata mas latindo como pastor alemão, iludida por Lula, esta também foi a mais prejudicada e achatada pela política populista do PT, pois o Brasil chegou a ter 43,8% de sua receita total comprometida com a amortização da dívida e pagamento de spreads (juros) tanto ao FMI quanto aos banqueiros, e com isso sacrificou todos os investimentos em serviços públicos.
Vejamos em 2011 como a nossa receita foi distribuída:
Amortização da dívida e pagamento de juros: 43,8% da receita
Saúde: 4,17% da receita
Educação: 3,34% da receita
Trabalho: 2,42%
Ciência e Tecnologia: 0,34% da receita.
Cultura: 0,05% da receita
Saneamento: 0,04%
Ou seja, tudo aquilo que é essencial ao povo brasileiro representou APENAS 10,36% do do dinheiro aplicado pelo governo, sendo que foi aplicado QUATRO VEZES mais só para beneficiar banqueiros e pagar dívidas.
Enquanto isso...
“No ano passado o famigerado e corrupto Congresso Nacional torrou R$ 7,6 bilhões do dinheiro nosso. Em 2013, a Câmara dos Deputados e o Senado Federal devem gastar juntos R$ 8,5 bilhões, o equivalente a R$ 23 milhões por dia. Sarney, Collor, Renan e toda a cambada que vota nessas PECs da vida torram por dia o valor que o governo federal pago mensalmente a 15.000 professores da rede pública. Isso sem contar os desvios de verbas das emendas parlamentares e as propinas que recebem das empreiteiras e prestadores de serviços terceirizados.
Só na PETROBRÁS há mais de 350 mil terceirizados. DILMA-LULA e os bandos aliados estão afundando o Brasil. A dívida brasileira oficial chegou a 2,8683 bilhões e real ultrapassa R$ 3 trilhões. A gastança do desgoverno DILMA-LULA e vice-versa continua.
Cada eleitor brasileiro deve hoje R$ 19.645,00, que é exatamente o limite da isenção de imposto de renda 2013. Quem tiver alguma dúvida, basta dividir o valor total da dívida nacional (R$ 2.868.170.000,00) por 146.000.000 de leitores.” (Rui Camara)
Lula pagou alguma coisa, ou nos colocou no caminho da falência financeira e social? by Marcelo Rates Quaranta
segunda-feira, 8 de julho de 2013
INVENTOR DO TDAH CONFESSA A FARSA DA DOENÇA
Felizmente, o presidente da Comissão Nacional Consultiva de Ética Biomédica (NEK) Otfried Höffe criticou o uso do medicamento Ritalina no seu parecer de 22 de novembro de 2011 intitulado Valorização Humana, por meio de agentes farmacológicos: O consumo de agentes farmacológicos que alteram o comportamento da criança, sem qualquer contribuição sobre a sua parte.
Que interferiu na liberdade da criança e dos seus direitos pessoais, uma vez que os agentes farmacológicos induziam alterações comportamentais, mas não conseguiam educar a criança sobre a forma de alcançar essas mudanças comportamentais de forma independente. A criança foi assim privada de uma experiência essencial: aprender a agir autonomamente e enfaticamente, o que "reduz consideravelmente a liberdade das crianças e prejudica o seu desenvolvimento da personalidade", a NEK criticado.
Os críticos alarmados do desastre Ritalina estão recebendo o apoio de um lado totalmente diferente. O semanário alemão Der Spiegel citou em sua reportagem de capa em 02 de fevereiro de 2012, o psiquiatra norte americano Leon Eisenberg, nascido em 1922 como filho de imigrantes judeus russos, que era o "pai científico de ADHD", teria dito com a idade de 87, sete meses antes de sua morte em sua última entrevista: "O TDAH é um excelente exemplo de uma doença fictícia"
Desde 1968, no entanto, cerca de 40 anos, a "doença" de Leon Eisenberg assombrado os manuais de diagnóstico e estatística, primeiro como "reação hipercinética da infância", agora chamado de "ADHD". O uso de medicamentos TDAH na Alemanha aumentou em apenas 18 anos de 34 kg (em 1993) para um registro de nada menos do que 1760 kg (em 2011) - o que representa um aumento de 51 vezes nas vendas!
Nos Estados Unidos uma em cada a cada dez crianças já toma algum medicamento ADHD em uma base diária. Com uma tendência crescente.
Quando se trata do repertório comprovado de Edward Bernays, o pai da propaganda, para vender a Primeira Guerra Mundial, para o seu povo, com a ajuda da psicanálise de seu tio e de distorcer a ciência ea fé na ciência para aumentar os lucros da indústria - o que acontece com investigando em cujo nome o "pai científico de ADHD", realizado a ciência? Sua carreira era extremamente íngreme, e sua "doença fictícia" levou os melhores aumentos de vendas. E depois de tudo, ele atuou no "Comitê para o DSM V e CID XII, American Psychiatric Association" 2006-2009.
Afinal, Leon Eisenberg recebeu o "Prêmio Ruane da Criança e do Teen Psychiatry Research.
Ele tem sido um líder em psiquiatria infantil há mais de 40 anos através de seu trabalho em ensaios farmacológicos, pesquisa, ensino, política e social e por suas teorias do autismo e da medicina social ".
Além do mais, Eisenberg era um membro do "Comitê Organizador da Mulher e da Conferência Medicina em Bahamas que ocorreu entre os dias 29 novembro - 3 dezembro de 2006, da Fundação Josiah Macy (2006)".
A Fundação Josiah Macy organizou conferências com agentes da inteligência da OSS, mais tarde CIA, como Gregory Bateson e Heinz von Foerster e durante muito tempo após a Segunda Guerra Mundial.
Ter esses grupos comercializado o diagnóstico de TDAH no serviço do mercado farmacêutico e feito sob medida para ele com um monte de propaganda e relações públicas? É esta questão que o psicólogo americano Lisa Cosgrove e outros investigados em seus estudos laços financeiros entre DSM-IV Membros do Painel ea Industry7 Farmacêutica. Eles descobriram que "Dos 170 membros do painel DSM 95 (56%) tiveram uma ou mais associações financeiras com empresas da indústria farmacêutica. Cem por cento dos membros dos painéis sobre "Transtornos do Humor" e "esquizofrenia e outros transtornos psicóticos 'tinha vínculos financeiros com empresas farmacêuticas. As conexões são especialmente fortes nas áreas de diagnóstico, onde as drogas são a primeira linha de tratamento para transtornos mentais. "Na edição seguinte do manual, a situação manteve-se inalterada. "Dos 137 membros do painel que postaram declarações de divulgação, 56% relataram laços da indústria - sem melhoria em relação ao por cento dos membros do DSM-IV." "O próprio vocabulário da psiquiatria é agora definida em todos os níveis da indústria farmacêutica , "disse o Dr. Irwin Savodnik, professor clínico assistente de psiquiatria na Universidade da Califórnia, em Los Angeles.
Apenas um exemplo: O Diretor-Assistente da Unidade de Psicofarmacologia Pediátrica do Hospital Geral de Massachusetts e professor associado de psiquiatria na Harvard Medical School recebido "$ 1 milhão em ganhos de empresas farmacêuticas, entre 2000 e 2007."
Em qualquer caso, não se pode chegar facilmente ao redor do testemunho do pai de TDAH: "O TDAH é um excelente exemplo de uma doença fictícia".
A tarefa de psicólogos, educadores e médicos não é colocar as crianças no "lead química", porque toda a sociedade não consegue lidar com os produtos de suas teorias equivocadas do homem e da criação dos filhos, e, em vez de erntregarmos nossos filhos nas mãos do mercado farmacêutico livre.
Voltemos à questão básica da psicologia pessoal e educação: A criança é a aquisição de responsabilidade pessoal e comportamento enfático sob orientação especializada - e isso leva a família ea escola: Nestes campos, a criança deve ser capaz de conduzir fora mentalmente. Este constitui o núcleo da pessoa humana.
Tradução livre da página: Worldpublicunion.org
Quem é Eike Batista?
FATOS: durante o governo militar,o pai do Elke, Eliezer Batista, foi o todo poderoso Ministro de Minas e Energia. Exportava minério de ferro para o Japão a um preço inferior ao custo de produção, e a desculpa era “fazer dólares”.
Os japoneses entupiram seus pátios de armazenagem com estratégicas reservas de ferro brasileiro, montanhas de minério sub-faturados. Passaram a levar o minério e estocar na Austrália... E o paizão foi o único brasileiro a receber das mãos sagradas do Imperador japonês a Ordem do Crisântemo.
Aí veio a grande jogada: cada nova reserva de minérios que surgia, o paizão usava seu poder discricionário e dava a concessão ao filhotinho, quase um menino, ainda. Depois, imprensou os japoneses para se associarem, como financiadores, ao “gênio” das finanças (outro Lulinha...) e daí nasceu o bilionário. Que se lixe os que não tiveram papai Ministro, ou Presidente ...
O BRASIL PRECISA SABER QUEM É EIKE BATISTA
Foi anunciado, em 22/01/2010, nos principais jornais do Brasil, que a empresa OGX acaba de encontrar, na Bacia de Campos, mais uma reserva de petróleo em águas rasas ( 150 metros de lâmina d'água).
A empresa OGX já detém 100% dos direitos de exploração de outros 4 poços já encontrados nas mesmas condições.
Agora, PRESTEM ATENÇÃO :
1- A empresa OGX - assim como todas as empresas cuja sigla termina em X, que só atuam em negócios ligados ao governo-, PERTENCE A EIKE BATISTA.
2- EIKE BATISTA é um empresário que ficou rico, do dia para a noite, já é o homem mais RICO do Brasil, e, em entrevista rescente, prometeu com muita convicção que em breve será o mais RICO do MUNDO !!!
3- POR QUE as jazidas em águas rasas (menor custo de exploração), estão sendo "repassadas" à OGX, com 100% de direitos de exploração, sendo que a PETROBRAS é, hoje, a terceira do mundo e possue tecnologia de sobra para não ter que dividir nossas riquezas com quem quer que seja? Estranho !!!
4- Recentemente, uma empresa pertencente ao mesmo EIKE BATISTA, teve problemas na Bolívia, algo parecido com o golpe que o governo de Evo Morales aplicou na própria PETROBRAS. Sabem QUEM foi o negociador contratado por EIKE para tratar do assunto na BOLÍVIA? PASMEM: Sr.JOSÉ DIRCEU!!!
5- Sabem QUEM decide tudo a respeito de negócios da PETROBRAS?
Nada mais nada menos que a CONSELHEIRA Sra. DILMA RUSSEF e mais uma equipe de petistas especialistas em golpes de todas as especialidades, inclusive no controle da IMPRENSA , através de outro CONSELHEIRO, o Sr. FRANKLIM MARTINS !!!TODOS se tornando também MILIONÁRIOS !!!
6- Será que o presidente LULA também "desconhece" este esquema da PETROBRAS com a OGX ?
Entenda agora porque a CPI da PETROBRAS está sendo abafada pelo governo.
7- Será que o Sr. EIKE BATISTA É TESTA DE FERRO do PT e seus agentes, na organização do maior golpe financeiro JAMAIS VISTO NESTE PAÍS, para manter o PT no governo indefinidamente e tornar bilionários todos os seus colaboradores ??? Aos ingênuos, recomendo ler a revista VEJA desta semana, em especial os gráficos mostrando a evolução da fortuna do Eikinho , que se acelerou justamente nestes últimos 6 anos ...
A Verdade que a mídia não mostra - Quem é Eike Batista?
Nos últimos dias haverão homens fazendo-se passar por Jesus para nos enganar,“Se, alguém vos disser: Eis aqui o Cristo! ou Ei-lo aí"! Não acrediteis, porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas e farão grandes sinais e prodígios; de modo que se possível fora enganariam até os escolhidos.” Porque, assim como o relâmpago sai do oriente e se mostra até ao ocidente, assim será também a vinda do Filho do Homem by Fórum Anti Nova Ordem Mundial
domingo, 7 de julho de 2013
Papa Francisco lavará a alma do Brasil
Faltam duas semanas para a chegada do pontífice ao Rio
Faltam duas semanas para a chegada do Papa Francisco ao Rio. Ele mostrará ao mundo um Brasil de fé, solidariedade, alegria e paz. Será a primeira viagem de um Pontífice que, em quatro meses de reinado, deu as seguintes lições:
1) Pagou a conta da casa de hóspedes que o abrigou em Roma durante o conclave. (Alô, doutores Henrique Alves, Garibaldi Alves e Renan Calheiros com seus jatinhos da Viúva.)
2) Dispensou o apartamento pontifício de dez aposentos e continuou na Casa Santa Marta, onde ficam os bispos que passam por Roma. (Alô, Eduardo Paes, que em 2010 queria comprar para a prefeitura o palacete dos Guinle na Rua São Clemente. Os donos pediam R$ 10 milhões.)
3) Livrou-se dos paramentos do regalismo medieval de Bento XVI e dos medonhos sapatos vermelhos de seus antecessores.
4) Nomeou uma comissão de cardeais para limpar a estrutura da Cúria e faxinou o Banco do Vaticano.
5) Confessou-se um pecador. (Alô, Lula.)
O Papa Francisco chega ao Brasil com uma Igreja livre de grandes divisões. Não vem hostilizar prelados esquerdistas e, se há na hierarquia brasileira discretos muxoxos (sobretudo por causa da faxina no Banco do Vaticano), eles serão dissimulados. Se governantes estão com medo do que significará sua visita, ainda têm tempo para ler a inutilidade do mal-estar dos comissários poloneses quando João Paulo II anunciou sua visita a Varsóvia.
Centenas de milhares de peregrinos hospedados em casas alheias celebrando a fé serão uma santa lição num país onde o andar de baixo sabe dividir o que tem, enquanto no de cima não querem nem pagar passagem de avião.
Durante alguns dias, acreditou-se que as multidões que foram às ruas nas últimas semanas prenunciavam apenas badernas. Viu-se, contudo, que o povo como perigo é apenas uma velha fantasia. Francisco mostrará o tamanho da fraternidade nacional, sem caviar no camarote das autoridades.
Nos últimos dias, autoridades federais, estaduais e municipais que torraram bilhões de reais na construção de estádios informaram que não têm dinheiro para cobrir um buraco de R$ 90 milhões para custear despesas da Jornada Mundial da Juventude. Gastaram R$ 1,2 bilhão no Coliseu do Rio. A viagem da doutora Dilma a Roma para a coroação de Francisco custou perto de meio milhão. Pode-se estimar que o governo federal torre perto de R$ 1 milhão por mês só na JetFAB. De Brasília, saiu o temor de que Francisco seja hostilizado por manifestações de evangélicos. É difícil, pois não há entre os evangélicos o sectarismo dos comissários.
Dom Orani Tempesta, arcebispo do Rio de Janeiro, é um homem de boa paz. Se tivesse na alma a lâmina sertaneja de D. Eugenio Salles, mandaria um recado a Brasília, ao governador Sérgio Cabral e ao prefeito Eduardo Paes: “Coletarei a ajuda do povo na esquina da Avenida Rio Branco com Rua do Ouvidor.” (Bastou uma palavra de D. Eugenio a Fernando Henrique Cardoso para que fossem retirados soldados armados das calçadas por onde passava João Paulo II.)
Os dias do Papa no Brasil serão jornadas de distensão, beleza e fraternidade, sem comércio ou patrocínios. Acima de tudo, serão grátis. Cobrarão apenas fé para aqueles que a têm.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/pais/papa-francisco-lavara-alma-do-brasil-8944867#ixzz2YNbaQkhB
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sexta-feira, 5 de julho de 2013
MURICY novo treinador do São Paulo: a resposta errada para a crise
Acredito que os principais argumentos que justificam a volta do Muricy não se sustentam. Quem tiver paciência acompanhe o raciocínio abaixo:
MURICY TEM MUITOS TÍTULOS NA CARREIRA
Por si só, tal argumento nada significa. Vejamos: será que os palmeirenses gostariam de Luxemburgo de volta? E os vascaínos, de Antônio Lopes? Títulos passados não garantem títulos futuros; se garantissem, bastaria sempre contratar os mesmos campeões e os títulos se repetiriam ano a ano.
Vou dar um exemplo ainda mais próximo de nossa realidade. Rogério é o maior ídolo da história do clube e, em minha opinião, o maior (não o melhor, é diferente) goleiro da história do futebol. Aí vem a pergunta: vocês querem que ele renove até os 45 anos? Lógico que não. Porque, no dia a dia do trabalho, o que importa não é o que já foi feito, e sim o que ainda pode ser alcançado, e todos sabemos que a carreira dele chegou ao fim (não é o caso do Muricy, mas a analogia é pertinente). Logo, sem essa idiotice de que quem não quer o Muricy de volta não está respeitando o que ele fez no passado (o tri). Quem não entendeu essa parte, leia de novo o caso do Rogério Ceni aí em cima.
MURICY É MELHOR QUE NEY FRANCO
É difícil comparar dois treinadores de gerações diferentes. Antes de ser tricampeão brasileiro, Muricy bateu cabeça em muito time e chegou a perder um título praticamente ganho pelo Internacional. Ney é mais jovem, começou bem ano passado, enquanto teve Lucas soube armar o time, mas este ano simplesmente se mostrou incapaz de resolver os problemas táticos da equipe. Eu acho que a maior vantagem do Muricy sobre o Ney é que ele tem carisma, enquanto o Ney é uma figura apática na beira do campo. Mas taticamente, não sei nem se o Muricy enxerga mais o jogo do que o Ney. Ainda assim, existem outros treinadores, não são eles as duas únicas opções.
MURICY TEM “IDENTIFICAÇÃO” COM A TORCIDA
Essa história é muito relativa. Alguém enxerga o Lugano ou o Raí trabalhando no Santos ou no Palmeiras? Pois é: eles jamais fariam isso. Mas o Muricy foi, em momento nenhum ele se sentiu constrangido disso. Aí os defensores dele irão argumentar: “mas ele é profissional”. Pois bem: então é profissional ou torcedor? Vocês precisam se decidir. Para mim, ele tem sim uma certa identificação, isso conta ponto, mas repito ele não é o Lugano nem o Raí, portanto só isso não basta para chamá-lo de volta.
MURICY “JOGA FEIO” MAS VENCE
Depende. No Santos, depois que ganhou a Libertadores mais fácil da história (apoiado no Rafael e no Neymar, parabéns, mas não fez milagre algum, sabiam que o Antonio Lopes também ganhou uma?), o time jogava feio e perdia. Essa história de feio ou bonito é relativa. Não quero que o time jogue “bonito” (nem sei o que é isso, parece papo de boteco), quero que o time tenha padrão de jogo, que os atletas reajam às situações com inteligência e que o treinador enxergue o jogo quando as coisas apertam. Isso não é jogar bonito: é jogar bem. Jogando bem, a chance de ganhar é maior. E nos últimos anos, o time do Muricy jogou mal demais.
MURICY É A MELHOR OPÇÃO PORQUE NÃO DÁ PARA MUDAR TUDO DENTRO DO SPFC
Todo mundo sabe que os grandes culpados pela péssima fase do clube são seus diretores. Ponto. Mas não se pode demitir o presidente, por exemplo. Para começar uma mudança agora, é preciso modificar o treinador. Com Muricy, haverá uma mudança pontual e localizada. Ele vai melhorar a defesa, sabe fazer isso muito bem. Talvez o time vá para a ponta do Brasileiro. Talvez o time até ganhe o título. Mas daqui um ano, estaremos aqui novamente, reclamando que o time não tem padrão, que só dá chuveirinho, que não aproveita a base, etc.
Hoje, um dos maiores problemas do São Paulo é tático, e vejo pouca gente comentar isso. Me refiro ao buraco existente entre o meio e o ataque. A bola chega ao LF9, ele tenta dominar de costas, ninguém se aproxima, ele perde a bola e lá está o buraco onde o time adversário coloca os volantes para trabalhar e chegar na cara do gol do Rogério (o Tite fez isso na 4ª o tempo todo). Se os nossos volantes não se aproximarem, nunca vamos ganhar a segunda bola, e aí vamos tomar contra-ataque o tempo todo. Será que o Muricy, um treinador que mesmo seus fãs reconhecem que não é brilhante taticamente, vai conseguir resolver isso?
Cada um tem uma opinião. Eu prefiro que venha um treinador capaz de modificar a filosofia do futebol no São Paulo (quem disser que o problema é a diretoria, leia de novo o parágrafo acima). Eu acho que um treinador estrangeiro poderia fazer isso, até pela barreira da língua, obrigar o pessoal que trabalha no clube a se reciclar, a estudar, a colocar a cabeça para funcionar, eu sinto que tem muito sujeito encostado no São paulo, vendo o tempo passar. Seria um desafio a todos: jogadores, comissão técnica, diretores ultrapassados, ao pessoal da base. Nomes não faltam: Bielsa, Martino, La Volpe, Gareca, Pumpido... (não coloco Bianchi porque ele já disse que não sai da Argentina, está muito velho para isso)
Sem poder trazer um treinador de fora, eu ainda acho que há opções melhores que Muricy por tudo que já expus. O Dorival Jr., que tem uma trajetória parecida ao próprio Muricy e deve estar louco para voltar a ser um técnico vencedor, ainda não fez seu grande trabalho, sinto que ainda pode render mais; o Autuori, caso saia do Vasco, por ter um perfil mais tático; ou mesmo um técnico jovem, como o Lisca, do Juventude, que parece ter uma visão bem diferenciada de futebol, ou mesmo um ex-atleta inteligente (cito o Cafu, por exemplo).
Para quem acha que só técnico com muitos títulos pode treinar uma grande equipe, lembro que o Guardiola jamais havia ganho nada como treinador quando assumiu o Barcelona e o Manchester United escolheu o Moyes que nunca ganhou nada na vida para substituir o mais vencedor dos técnicos vivos.
Espero que agora as críticas ao que escrevi levem em conta meu texto.
Postado por: tricológico
quinta-feira, 4 de julho de 2013
DCA: A Cura do Câncer Ignorada Pela Indústria Farmacêutica
Evangelos Michelakis, um pesquisador de câncer na Universidade de Alberta, descobriu há três anos que uma substância química comum e não-tóxica conhecida como DCA, abreviação de ácido dicloroacetato, que inibe o crescimento de tumores cancerígenos em ratos. As constatações iniciais de Michelakis ganharam muito alarde na época e recircularam na Web novamente esta semana, em grande parte por causa de um post em um blog intitulado "Cientistas curam o câncer , mas ninguém toma conhecimento", o que desencadeou um novo debate com as pessoas perguntando se isto era realmente verdade.
O mecanismo pelo qual DCA funciona em ratos é extremamente simples: ele elimina a maioria dos tipos de células cancerosas através da alteração da forma como estas metabolizam o açúcar, causando-lhes a auto-destruição sem afectar os tecidos normais.
Após os testes em animais, Michelakis e seus colegas fizeram testes de DCA em células cancerosas humanas em uma placa de Petri, e em seguida conduziram testes clínicos em humanos, usando 1 milhão e meio dólares recebidos através de doações. Seus resultados foram encorajadores, o tratamento com DCA pareceu estender a vida de quatro dos cinco participantes, e seu estudo foi publicado no ano passado na Science Translational Medicine.
O trabalho preliminar em ratos, culturas de células, e pequenos ensaios em humanos, aponta para o DCA como sendo um poderoso tratamento do câncer. Mas isso não quer dizer que
seja a tão esperada cura do câncer. Muitos outros compostos que pareciam igualmente promissores nos primeiros estágios de investigação acabaram por não cumprir a promessa. Mas mesmo assim Michelakis acredita que o DCA é merecedor de uma quantidade maior de testes em humanos.
Michelakis não patenteou sua descoberta. E não porque ele não quer, mas porque ele não pode. Quando se trata de patentes, o DCA realmente é como o sol: é um produto químico barato, amplamente utilizado e que ninguém pode patentear.
E no mundo de hoje, essas drogas não atraem financiamentos facilmente.
As empresas farmacêuticas não estão exatamente ignorando o DCA, e elas definitivamente não estão suprimindo a investigação com o DCA. É só que eles não estão ajudando. Por quê? O desenvolvimento de drogas é basicamente um negócio e investir no DCA simplesmente não é um bom negócio. "Os grandes laboratórios farmacêuticos não tem qualquer interesse em investir [na pesquisa com o DCA] porque não haverá lucro", disse Michelakis.
O Longo Caminho para a Cura
O farmacologista Omudhome Ogbru, um diretor de Pesquisa e Desenvolvimento em uma empresa farmacêutica sediada em New Jersey, The Medicines Company, ressaltou: "As empresas farmacêuticas são como outras empresas que fabricam produtos que devem ser vendidas com lucro, a fim de sobreviver e crescer".
Apenas um em cada 10.000 compostos estudados por pesquisadores acaba como uma droga aprovada, Ogbru explica em um artigo de opinião no MedicineNet. Para chegar à fase de aprovação, os medicamentos devem ser submetidos de 7 a 10 anos de testes a um custo total médio de 500 milhões dólares - o que pode ser em vão se a droga não receber a aprovação do FDA. E mesmo se isso ocorrer, "apenas três de cada 20 drogas aprovadas geram receitas suficientes para cobrir seus custos de desenvolvimento."
"O lucro é o incentivo para o risco de que a empresa tem", escreveu Ogbru. "Sem a promessa de um lucro razoável, há muito pouco incentivo para qualquer empresa desenvolver novos medicamentos."
Seria quase impossível ter lucro com uma droga como o ácido dicloroacetato. "Se o DCA realmente provar ser eficaz, então será uma droga ridiculamente barata", disse Michelakis.
Daniel Chang, oncologista do Centro de Cancro de Stanford, e que recentemente começou a estudar o DCA, concordou: "Tenho certeza que a falta de patenteabilidade está desempenhando um papel na falta de investigação", disse Chang.
Embora as organizações de saúde do governo como o Instituto Nacional de Câncer dão bolsas de investigação para ajudar a financiar os ensaios clínicos "elas nunca seriam suficiente para obter aprovação para o DCA como um tratamento contra o câncer", disse Akban Kahn, um médico em Toronto. "Você precisa de centenas de milhões de dólares, e um subsídio do governo não é tão grande."
A pesquisa com o DCA andou muito mais lentamente do que se uma empresa farmacêutica estivesse pagando a conta. Dito isto, o financiamento de base permitiu um surpreendente progresso constante. "Através do website, de rádio, telefonemas, e outras coisas assim, foram levantados cerca de 1,5 milhões de dólares em nove meses", na Universidade de Alberta DCA Research Center, disse Michelakis. Isto foi suficiente para financiar um estudo detalhado do tratamento DCA em cinco pacientes com câncer de cérebro.
Modo de Ação do DCA
Os resultados foram promissores. O estudo entretanto foi pequeno e não tinha um controle com placebo, o que torna impossível dizer com certeza se as condições dos pacientes melhorou por causa do tratamento DCA ou por outro motivo. Daniel Chang, o pesquisador de Stanford, descreveu os resultados do estudo são interessante, mas não conclusivos. Em seu estudo, Michelakis e seus co-autores escreveram: "Com o pequeno número de pacientes tratados em nosso estudo, não se pode fazer conclusões definitivas sobre DCA como uma terapia"
Apesar da escassez de testes clínicos, um médico de família, Akbar Khan, do Medicor Cancer Centre, em Toronto, prescreve DCA para seus pacientes com câncer. Ele diz que isso pode ser feito no Canadá, porque o DCA já está aprovado para o tratamento de certos tipos de distúrbios do metabolismo. Michelakis, no entanto, disse que acha que Khan não devia prescrever a droga antes que ela seja oficialmente aprovada para uso contra o câncer.
"Estamos vendo cerca de 60 a 70 por cento dos pacientes que não tiveram sucesso com tratamentos convencionais responderem favoravelmente ao DCA", disse Khan. O grupo de Khan acaba de publicar seu primeiro estudo peer-reviewed no Jornal de Medicina Paliativa. "É um relatório do caso de um paciente com uma forma rara de câncer que tinha tentado outros tratamentos sem sucesso, e então ele veio até nós para tentar o DCA. Foi eficaz, e realmente é um resultado bem dramático. Ele tinha tumores múltiplos, incluindo um particularmente preocupante na perna. O DCA estabilizou significativamente o tumor e reduziu a sua dor".
"Atualmente, temos três pacientes com cânceres incuráveis e que estão com remissão completa, e estão provavelmente curados após usar o DCA em combinação com métodos paliativos convencionais. Estamos no processo de publicação destes casos", disse ele.
Um Novo Modelo de Medicamento
No entanto, pequenos ensaios e estudos de caso não serão suficientes para provar que o DCA realmente funciona. São necessárias futuras investigações sobre a eficácia do medicamento , e sem a ajuda dos grandes laboratórios farmacêuticos, isto terá que acontecer de uma forma não usual.
"Esta poderia ser uma experiência social, onde o próprio público financiaria estes testes", disse Michelakis. "Depois de descobrir o efeito do DCA em células de câncer, eu considero isto a segunda maior realização do nosso trabalho: quando mostramos que você pode trazer uma droga para testes em humanos sem um monte de dinheiro. Se outros forem inspirados (o seu grupo está começando a estabelecer colaborações com alguns hospitais de câncer de destaque) esta poderia ser uma grande conquista. Eventualmente os órgãos federais como o Instituto Nacional de Câncer veriam que há provas suficientes, e então eles vão ajudar com o financiamento.".
"Isto representa uma nova atitude e uma nova maneira de pensar", acrescentou Michelakis.
O site "The DCA Site" mostra várias histórias de sucesso no combate ao câncer utilizando o DCA.
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Eu me pergunto então: mesmo que as indústrias farmacêuticas não estejam interessadas, não seria do interesse dos governos investir em uma possível cura para esta que é uma das maiores mazelas das últimas décadas? Apenas para comparar, os quase 2 milhões de reais gastos no kit-gay dariam quase o que foi necessário para fazer os testes iniciais do DCA. Imaginem então do que poderia ser feito com os 2 bilhões de reais utilizados na desnecessária campanha contra a inexistente pandemia da gripe suína? Isto poderia financiar quatro vezes todo custo para viabilização do DCA como uma droga no combate ao câncer.
Fontes:
Site Oficial do Departamento de Pesquisa de DCA da Universidade de Alberta
Life Little Misteries: Is a Potential Cancer Cure Being Ignored?
Medicine.net: Why Drugs Cost So Much
Fox News: Is Big Pharma Ignoring a Potential Cancer Cure?
[Estudo] PubMed: Dichloroacetate (DCA) as a potential metabolic-targeting therapy for cancer.
[Estudo] Science Direct: A Mitochondria-K+ Channel Axis Is Suppressed in Cancer and Its Normalization Promotes Apoptosis and Inhibits Cancer Growth
[Estudo] Science Magazine: Metabolic Modulation of Glioblastoma with Dichloroacetate
[Estudo] PubMed: Use of Oral Dichloroacetate for Palliation of Leg Pain Arising from Metastatic Poorly Differentiated Carcinoma: A Case Report (PDF)
quarta-feira, 3 de julho de 2013
Quem Agita o Brasil e Por Quê?
Os protestos de rua no Brasil continuam. A maioria dos que se manifestam não pertencem a qualquer partido político e não são liderados por ninguém com quem as autoridades possam negociar para encaminhar solução para as demandas. Tudo começou com um grupo de descontentes da classe média e residentes das periferias mais pobres, ante um aumento anunciado nas tarifas do transporte público. As tarifas já eram altas e o novo aumento disparou a indignação de usuários de transportes públicos nas grandes cidades.
No Brasil, os transportes públicos são objeto frequente de
muitas críticas. Muitos brasileiros consomem um total de 5-6 horas diárias para ir trabalhar e voltar para casa. O descontentamento popular foi estimulado pela divulgação pelas redes sociais, como movimento que pareceu organizado, de muito material de propaganda sobre “gastos milionários de dinheiro público” para a construção dos locais e eventos da Copa do Mundo de Futebol, em 2014; e dos Jogos Olímpicos (de verão) em 2016. Cartazes escritos à mão apareceram nas manifestações, dizendo que nem todos os brasileiros vivem para o futebol e recordes olímpicos: “Queremos transporte público moderno, educação de qualidade, serviços de saúde e garantia de emprego”. Ouviram-se também gritos de luta contra a corrupção. O boom “esportivo” aparece quase sempre associado, na opinião pública, com corrupção no governo e “conexões mutuamente vantajosas” para membros do governo e empresas construtoras e círculos financeiros e empresariais em geral. Segundo as primeiras estimativas, as manifestações começaram com algo entre 300 e 500 pessoas que se manifestaram em torno de um “Movimento Passe Livre” (MPL). E os protestos prosseguem. (...)
A convocação para os protestos surgiram em páginas anônimas de Facebook, que “mobilizavam” usuários de transporte público. A origem dessas páginas está sendo investigada, mas ainda não há informação segura, embora haja várias conjecturas. Por exemplo, no dia 19/6, a página brasileira de uma comunidade de “Direitos Humanos” publicou uma foto em que se via o proprietário da empresa, Mark Zuckerberg, exibindo um cartaz em que se lia “Não são os 20 centavos!” #ChangeBrasil!”
São bem conhecidos os laços que unem o início da carreira empresarial de Zuckerberg, e a CIA. Os contatos foram muitos e sabe-se que a CIA financiou o início de seu negócio. Zuckerberg tem também contatos estreitos com a Agência de Segurança Nacional dos EUA [orig. U.S. National Security Agency (NSA)], os quais não são segredo para ninguém. Difícil acreditar que Zuckerberg tenha-se envolvido por iniciativa sua nos protestos no Brasil (e ainda mais difícil, que tenha passado, repentinamente, a preocupar-se com o preço dos transportes públicos por lá).
Slogans de “luta para mudar” sempre são bem-sucedidos em campanhas em universidades e instituições de ensino superior. Estudantes sempre se apresentam como vanguarda na luta por direitos sociais e políticos. De novidade, agora, no caso do Brasil, que os manipuladores que operam nesses setores não conseguiram, até agora, criar lideranças centralizadas, em nenhum dos protestos de rua.
Mas o modo como a inteligência dos EUA opera, esse sim, acaba de ser revelado por Edward Snowden: tudo faz crer que a atividade no Brasil e em vários outros países já esteja em andamento, tratada como os EUA tratam o que definem como “ameaça de nível elevado”.
A contrainteligência brasileira e os serviços de investigadores policiais já trabalham para identificar quem se teria infiltrado nos movimentos do Brasil. Também se investiga o “uso hostil” das redes sociais. Mais de 80 milhões de pessoas são usuários de internet no Brasil; e 140 milhões usam telefones celulares. É claro que slogans construídos para desestabilizar o quadro sociopolítico no Brasil circulam nessas redes. E há também ONGs e agentes que operam através da embaixada dos EUA, como, igualmente, dos escritórios da USAID no Brasil – exatamente como em todo o mundo. Blogueiros brasileiros interessados em estudar as tendências das manifestações já observaram que só houve grandes concentrações populares em cidades nas quais operam escritórios de representação diplomática ou comercial dos EUA – na capital, Brasília; no Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte e Porto Alegre, dentre as principais.
Hoje, como se sabe, está operando no Brasil uma das maiores bases organizadas da CIA e da inteligência militar dos EUA, do mundo. O coordenador político dessas operações no Brasil é o Embaixador Thomas Shannon.[1] Pode-se tomar como fato absolutamente verdadeiro que o embaixador Shannon está ocupado em tempo integral com o “despertar o gigante sul-americano”.
Os protestos de junho continuarão pelo mês de julho e, em grande medida, já começam a afetar a imagem que o Brasil oferecia ao mundo, de país bem-sucedido em seu projeto de desenvolvimento com orientação social.
Em outubro de 2014 haverá eleições presidenciais no Brasil; a atual presidenta Dilma Rousseff é candidata a um segundo mandato. Nesse contexto, qualquer ação para desestabilizar seu governo é apresentada como tentativa dos adversários políticos, com olhos nas eleições: “Estão nos testando.”
De início, as autoridades de alguns estados responderam com extrema dureza aos manifestantes. A presidenta Rousseff condenou o “uso de força excessiva” pelas Polícias Militares dos estados.
Há muitos no Brasil que se opõem a “governos de esquerda” e sentem que, nos dez anos dos governos Lula da Silva e Dilma Rousseff “o regime corrompeu-se” e que, por isso, tem de ser mudado. Não admitem continuar afastados do poder federal por mais quatro anos. Ao analisar os eventos em curso no Brasil, mais de um cientista político brasileiro já comentou que a presidenta e seu governo foram colhidos de surpresa pelos eventos; que a presidenta teve de cancelar uma visita programada ao Japão. Depois de várias reuniões, com ministros e especialistas, a presidenta Rousseff adotou a única via de ação possível: uma rota de conciliação, não confrontacional que aqueceria ainda mais as paixões. Disse, essencialmente, que apóia os manifestantes. Em pronunciamento ao país, por televisão, disse que se orgulha de tantos brasileiros desejarem lutar por um futuro melhor para o país. Enfatizou que em nenhum caso admitiria que se realizassem eventos esportivos internacionais a custa de dinheiro público retirado de programas sociais.
Na tentativa para conter a onda de protestos, Dilma Rousseff sugeriu que se realize um “plebiscito” cujas decisões orientarão uma reforma política de fundo a ser feita no país. O plebiscito deve levar, em momento posterior, à convocação de uma Assembleia Constituinte, com poderes para alterar amplamente a Constituição vigente. Todos esses planos enchem de preocupações as elites financeiras brasileiras. A oposição à presidenta Rousseff entende que “o projeto Lula-Dilma de modernização sociopolítica” nos levará na direção de um “regime populista” semelhante ao de Hugo Chavez.
O governo Obama já está fazendo tudo que esteja ao seu alcance para impedir tal desenrolar.
Hoje, está criando a Aliança Pacífica,[2] unindo quatro países da região – México, Colômbia, Peru e Chile – sob comando dos EUA. Do ponto de vista de Washington, a Aliança Pacífica, dentre outros efeitos, ajudará a limitar a influência do Brasil no hemisfério ocidental e criará “um poderoso contrapeso geoestratégico à expansão do Brasil”. Sob vários pretextos, o Pentágono está organizando exercícios armados conjuntos com países vizinhos do Brasil – Trinidad e Tobago, Suriname, Guyana e Peru. Na essência os EUA estudam um futuro teatro de operações militares. A 4ª Frota dos EUA patrulha as regiões do Oceano Atlântico próximas dos depósitos de petróleo da plataforma continental brasileira. Os EUA farão todos os esforços para enfraquecer os aliados e parceiros do Brasil na região, a começar por Venezuela, Equador, Nicarágua e Cuba. A reaproximação entre OTAN e Colômbia também se explica em parte como projeto para criar mais um “fator de pressão” sobre o Brasil.
Os protestos continuam. Começam a aparecer também detalhes sobre as condições desumanas em que vivem as populações em torno dos estádios (dos antigos e dos que estão sendo construídos) e sobre a violência das “desocupações” e operações para “limpar” as áreas dos elementos considerados “perigosos”, com imagens sobre como as casas dos mais pobres estão sendo demolidas para construção de novas edificações, sem a necessária indenização aos proprietários anteriores. O governo central está tendo de responder por ações de governadores e prefeitos, autoridades locais.
Os eventos no Brasil estão sendo acompanhados pela mídia ocidental em todos os detalhes. Cientistas políticos avaliam a ação das empresas locais de imprensa como operação deliberada para comprometer a imagem do Brasil e a capacidade do país para organizar grandes eventos esportivos internacionais. Não faltou sequer quem dissesse que a Copa do Mundo de futebol devesse ser cancelada, por o país não poder dar garantias de vida aos jogadores e torcedores.
O que se viu agora, na “Copa das Confederações” pode ser considerado como ensaio geral do que se verá acontecer em futuros eventos esportivos no Brasil. Tudo para pressionar o país, em questões e interesses que nada têm a ver com esportes...
Fontes:
- Strategic Culture: Who is Shaking Up Brazil and Why
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