Fazer o que Deus quer e querer o que Deus faz = Felicidade eterna O grande segredo da vida é saber administrar as perdas (Pe Léo) "O homem deve ler a bíblia para ser sábio; crer na bíblia para ser salvo e praticar a bíblia para ser santo."
sexta-feira, 15 de novembro de 2013
A arte de perder.
Esclareço: nada tenho contra o consumo e os consumistas. Todo mundo deseja conforto, facilidade, objetos úteis, objetos simbólicos. Levante o dedo quem não gostaria de fazer um cruzeiro luxuoso ou se esparramar numa cama elétrica que levanta, desce, massageia?
Mas é claro que há exageros. O consumismo pode até virar patologia grave. Acontece quando o consumidor transforma um shopping center em templo de adoração. Acontece quando a gente batalha para comprar três geladeiras, cinco televisões, sete pares de tênis.
Pois aí vira vício de substituição. Levou um fora da namorada? compra um iPhone. Descobriu que o namorado transa com outra? troca o carro novinho por um zerinho. Não foi premiada no concurso de contos? compra um pinguim de louça.
Ou então, o consumismo conduz a uma loucura associada. A fissura pela acumulação. Quem tem um apartamento quer dois. Tem três bois quer o gado inteiro. Tem seis garrafas de bom vinho, mas sonha com uma adega. E junta, junta, junta!
Acumular não é arte. É artesanato tecido com notas de dinheiro, conta bancária, investimentos. Às vezes, com muito suor. Pode até ser bonito ver tantos objetos, terras, dividendos passando por gerações. Mas a grande arte é a de perder.
Essa não faz parte dos nossos desejos. Não damos água, nem comida. Se pudéssemos a expulsaríamos para outro planeta. Para a periferia de Netuno. Mas a perda não arreda pé de nos fazer companhia.
Por conta disso, perder é arte que temos que aprender. Faça a lista do que você já perdeu. Uma chaleira, um chapéu, um grampeador, um gravador, um celular, uma moeda, um caderno, um emprego, uma promoção, um bilhete, uma fotografia, um arquivo de texto, um isqueiro, um livro emprestado, uma caneta, um aniversário, um saltinho de sapato, um pente de estimação, um dente, uma sandália velha, uma sandália nova, uma saia rodada, uma tampinha da cerveja, um patuá, um terço, uma rosa de plástico, um cálice, um pano de prato, uma tesoura, um cortador de unha, uma pulseira de latão, uma aliança de noivado, um bilhete de metrô, uma caixinha de fósforo. O pai. Por Fernanda Pompeu
quinta-feira, 14 de novembro de 2013
Meu Filho Chrystian, Feliz Aniversário!
Chrystian foi com você que eu aprendi o sentido da palavra mãe....meu coração se enche de orgulho por te ver saudável e tão cheio de vida, o tempo tem dado o crescimento que você precisa para encarar o mundo de frente, crescer com ele É duro admitir que esta crescendo e não é mais aquele bebêzinho que eu carregava nos braços, e ao mesmo tempo me alegro por te ver feliz, por te ver realizando seus sonhos com as próprias mãos. Lembro-me dos seus primeiros passos e falando as suas primeiras palavras, você cresceu e continua lindo, pois a beleza mora dentro de você. Que hoje e em todos os dias possa haver alegria nesse seu coração que bate forte na alegria da vida por tudo que ela tem te dado. Agora no seu aniversário quero agradecer a Deus por Ter colocado em meu caminho me dando motivos para acreditar na vida, nos sonhos, nas tristezas e nas alegrias. Obrigado por você existir. Feliz Aniversário Filho! Amo vc daqui até a eternidade.
quarta-feira, 13 de novembro de 2013
Desde os primeiros dias das aparições, Nossa senhora adverte os jovens
A Rainha da Paz desde o primeiro ano das aparições (1981), a própria Virgem instrui jovens espectadores sobre determinadas questões. Ela sabe, e há multidões vêm para avisar o que acontece no mundo. Se você não receber tais informações diretamente de sua boca, os videntes nunca acreditei em você, porque, francamente ficaram chocados.
Eles, que sofreram opressão comunista e lutaram arduamente para preservar a liberdade interior, como se poderia imaginar que o jovem rendição vida rica e livre voluntariamente Satanás e da escravidão? A Gospa tem tirado sua inocência, que se tornou uma fervorosa oração. Porque ele disse: "Aqueles que têm convênio com Satanás ainda pode se arrepender e voltar para Deus enquanto viver. Eles devem orar para que eles tenham a força para decidir por Deus. "
Ele mal tinha avisar videntes começou o trabalho prático para eles. Vários "pactizados" faz aparição em Medjugorje videntes participar. O resultado para cada um deles pertence ao segredo do Rei, mas o enredo de eventos é simples: a Rainha da Paz mostra que mais uma vez como o título de refúgio dos pecadores apropriado!
Nota: Tanto para proteger-se da opressão do mal, e para se livrar deles, vamos citar as promessas do batismo, uma das orações mais eficazes disponíveis para os leigos. Nós podemos renová-los muitas vezes, quando o Mal se esconde e com ele as suas ofertas pelo pecado. Acima de tudo, não deve ser indiferente. Nossa Senhora nos convida a "decidir por Deus contra Satanás."
Texto das promessas batismais
- Você renunciar ao pecado para viver na liberdade dos filhos de Deus?
-Sim, eu parei.
- Você renunciar ao mal, pois leva a escapar do domínio do pecado?
-Sim, eu parei.
- Você renunciar a Satanás, o autor do pecado, para seguir a Jesus?
-Sim, eu parei.
- Você acredita em Deus Pai todo-poderoso, criador do céu e da terra?
-Sim, eu acho.
- Você acredita em Jesus Cristo, seu único Filho, nosso Senhor, que nasceu de uma virgem Santa Maria, padeceu sob Pôncio Pilatos, foi crucificado, morreu e foi sepultado, ressuscitou dos mortos e está assentado à destra de Deus?
-Sim, eu acho.
"Deus Todo-Poderoso, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, que deu renascimento pela água e pelo Espírito Santo, e isso tem-nos o perdão de todos os pecados, salva-nos com a sua graça em Cristo Jesus, nosso Senhor, para a vida eterna .
-Amém.
Traduzido por bing
Autor: Sr. Emmanuel
segunda-feira, 11 de novembro de 2013
O alerta de Maria para o Brasil
A Mãe do Senhor, sob o título de Nossa Senhora das Graças, visitou o Brasil no ano de 1930, aparecendo para duas jovenzinhas num sítio no interior do Recife. Uma das videntes, a Irmã Adélia, faleceu no dia 13 de outubro p.p., contudo, a mensagem a ela transmitida pela Virgem Santíssima continua atual e oportuna.
Em perfeita consonância com as suas demais aparições, a Senhora das Graças preveniu as jovens de que três castigos se abateriam sobre o Brasil e que o país seria tomado pelo comunismo. Ora, a situação da sociedade brasileira não deixa margem para dúvida de que a Senhora estava certa. O país está cada mais mergulhado no ideal socialista e no marxismo cultural.
Felizmente, além de alertar para o perigo, a Virgem Santíssima ofereceu também o remédio: oração e penitência. Portanto, que todos A obedeçam intensificando as súplicas e os atos de reparação para evitar que a chaga do comunismo se abata definitivamente nesta Terra de Santa Cruz.
Por Padre Paulo
Nobel francês respalda milagres de Lourdes
A cura de um grave problema de hipertensão é a matéria do 69º milagre oficial ocorrido em Lourdes.
Danila Castelli, italiana, esposa e mãe de família, viajou à França em 1989 e foi curada naquele mesmo ano, muito embora o milagre só tenha sido reconhecido por parte da Igreja em 2010. O Escritório de Constatações Médicas do Santuário de Lourdes concluiu, após várias análises, que "a senhora Castelli está curada, de maneira total e duradoura, desde a sua peregrinação a Lourdes em 1989, há 21 anos, da enfermidade que sofria, e isto sem ter relação alguma com as cirurgias ou os tratamentos"01.
No mesmo lugar, em 1858, a Virgem Santíssima apareceu várias vezes à jovem – hoje santa – Bernadette Soubirous. Uma fonte de água na gruta das aparições tem sido instrumento da ação miraculosa de Deus até os dias de hoje. Embora mais de 7 mil curas "inexplicáveis" já tenham sido registradas, pouco menos de 70 delas foram devidamente reconhecidas pela Igreja – uma prova da prudência e da criteriosa investigação com que as autoridades eclesiásticas examinam os fatos que lhes são passados.
Particularmente extraordinário foi o milagre oficial n. 68 ocorrido em Lourdes. Em 2002, o peregrino Serge François foi misteriosamente curado de uma paralisia na perna02. Para agradecer, ele decidiu fazer o caminho de Santiago de Compostela a pé: mais de 1.500 quilômetros em agradecimento à Virgem de Lourdes. Nada mal para quem sofria com uma hérnia de disco.
Múltiplos são os relatos miraculosos acontecidos em Lourdes. No entanto, desde os primeiros fatos extraordinários que se passaram nesta pequena cidade francesa até os dias de hoje, o que não faltam são pessoas dogmaticamente céticas, acoimando os peregrinos e devotos de Nossa Senhora de "supersticiosos" e a Igreja, que deu seu aval às aparições da Virgem, de "inimiga da ciência".
As palavras de uma grande personalidade científica destes tempos, no entanto, testemunham a favor de Nossa Senhora de Lourdes. "Quando um fenômeno é inexplicável, se realmente existe, não há necessidade de negar nada" – é o parecer de Luc Montagnier, prêmio Nobel em Medicina e descobridor do vírus HIV. "Nos milagres de Lourdes, assegura, há algo inexplicável."
As declarações de Montagnier foram recolhidas no livro Le Nobel et le Moine03 ["O Nobel e o Monge"], no qual o cientista conduz um diálogo com Michel Niassaut, um monge cisterciense. Em determinado momento da conversa, Montagnier reconhecer ter estudado vários milagres acontecidos em Lourdes e, mesmo sendo agnóstico, crê "de verdade que é algo inexplicável". "Reconheço que há curas que não estão incluídas no estado atual da ciência", diz.
Luc Montagnier não é o primeiro Nobel a dar crédito a Lourdes. O famoso biologista francês Alexis Carrel (1873-1944), enviado em 1903 à cidade das aparições, a fim de desmascarar a "farsa" dos milagres, acabou convertendo-se à Igreja, após presenciar a cura de uma tuberculosa. A moribunda – que, segundo os diagnósticos da época, sem dúvida morreria – saiu curada das piscinas. A conversão de Carrel, até então naturalista e ateu, provocou um enorme rebuliço nos ambientes céticos do século XX.
As posições claramente imparciais de dois vencedores do prêmio Nobel derrubam o mito ateísta de que os milagres não são possíveis. E lembram a grande eficácia que tem, junto a Deus, a intercessão de Sua Mãe Santíssima.
Por Equipe Christo Nihil Praepoenre
A mentira do aborto "seguro"
A recente decisão do Conselho Federal de Medicina de defender a legalização do aborto até a 12a semana de gestação é, neste sentido, no mínimo embaraçosa. Primeiro, porque a ideia de aborto "legal e seguro" é falaciosa, pois ele sempre resulta em uma morte. Segundo, porque os números de abortos apresentados pelo SUS estão muito aquém daqueles propagados pelos grupos pró-escolha, na intenção de criar um alarme sobre a saúde pública. Além disso, como questiona a Dra. Lenise Garcia neste debate na TV Câmara, "o que se muda da 12a semana para 13a terceira pra que na 12a ele (o feto) não seja pessoa e na 13a terceira ele seja?"
Na verdade, o que se pode observar é que propostas deste naipe funcionam mais como um navio quebra-gelo para que, aos poucos, sejam introduzidas novas possibilidades de abortamentos "seguros". Foi assim que aconteceu em outros países como Espanha e Portugal que hoje sofrem com uma quantidade imensa de garotas que já se submeteram ao aborto. Isso cria uma falsa sensação de segurança e o aborto passa a ser usado como método contraceptivo e motor de indústrias do ramo.
Assim, quando se cria uma cultura da morte, não importa se o aborto será "seguro" ou "inseguro", desde que ele seja feito. É o que ocorre, por exemplo, no caso da pirataria. As moças que não recebem apoio em caso de gravidez indesejada irão procurar o primeiro picareta que estiver disposto a arrancar o filho de seu útero. E se o Estado é negligente mesmo agora em que a lei proíbe o aborto, que dirá se ele for legalizado? Quem impedirá essas mulheres de caírem nas mãos de maus médicos e oportunistas?
O alarme deve ser tocado, sobretudo quando ocorre nos Estados Unidos um dos julgamentos mais dramáticos dos últimos anos. O caso do Dr. Kermit Gosnell, acusado de matar bebês nascidos vivos, após tentativas de abortos mal sucedidos, em sua clínica na Filadélfia, Estado da Pensilvânia. Gosnell atendia mulheres que queriam abortar mesmo depois da 24a semana de gestação, algo proibido pela lei estadual. Não bastasse isso, além de não ser obstreta, nem ginecologista, o médico realizava os procedimentos em péssimas condições higiênicas e sanitárias.
Os métodos usados por Kermit Gosnell eram, no mínimo, chocantes. Segundo relatos de um ex-funcionário do aborteiro, quando a criança nascia viva, o médico a decapitava, perfurando a parte de trás do pescoço, a fim de cortar a medula espinhal da criança. A polícia encontrou no local restos de 45 bebês, alguns em latas de leite ou garrafas de água. Apesar da importância do processo para o debate público sobre a questão, a mídia, de forma geral, quase não tem dado atenção ao assunto.
A Planned Parenthood (IPPF) - a multinacional do aborto - também está na mira das autoridades, desde que uma série de acusações sobre más condições de suas clínicas surgiram no Estado de Delaware, Estados Unidos. De acordo com relatos de ex-enfermeiras da IPPF, publicados no portal Frontpage Mag, "Planned Parenthood precisa fechar suas portas, precisa ser limpa".
"Aquilo simplesmente não é seguro, não tenho como descrever o quão ridiculamente inseguro é", declarou a enfermeira Jayne Mitchell-Werbrich, que trabalhou no local. De acordo com ela, até as mesas de cirurgias onde as pacientes se deitavam não eram higienizadas, sequer limpas. O mesmo alegou outra ex-enfermeira da clínica, Joyce Vasikonis: "Eles (os pacientes) podem pegar hepatite, até AIDS".
Esses exemplos são suficientemente claros para perceber o malicioso engodo da campanha pelo aborto "legal e seguro". Além da crueldade contra as crianças que serão vítimas desse crime, as mulheres estarão submetidas a tratamentos duvidosos que podem produzir sequelas para o resto da vida. Há que se questionar, portanto, as reais intenções desses grupos pró-escolha que, como se sabe, são fartamente financiados por fundações internacionais interessadas no controle da natalidade. O que parece é que se quer obter lucros à custa da miséria e do sofrimento dos menos favorecidos. Isso não é preocupação com a saúde pública, isso se chama oportunismo!
Por: Equipe Christo Nihil Praeponere
domingo, 10 de novembro de 2013
A nova aposta Aleksandar Mandic, o senhor internet. Empresário criou um aplicativo e avisa que, com ele, conquistará o mundo.
Deve haver algo nos genes do clã Mandic que predispõe seus membros a empreitadas temerárias. Foi esse o caso de São Leopoldo Mandić – religioso da Ordem dos Capuchinhos, nascido em 1866 em território hoje pertencente a Montenegro, que se julgava predestinado a conseguir nada menos que a reunificação do cristianismo ortodoxo com o catolicismo romano.
Outro exemplo é Nikola Tesla, inventor sérvio (filho da também inventora Djouka Mandić) que no início do século 20 concebeu – e tentou colocar em prática – um plano para eletrificar todo o solo do planeta, de modo a que as pessoas pudessem ligar aparelhos diretamente no chão e não mais precisassem pagar por energia.
E por fim existe um homem nascido em São Paulo há 59 anos que foi, sucessivamente: o criador do pioneiro provedor de acesso à internet do país; o primeiro milionário verde-amarelo gerado pela web; um dos fundadores de uma das maiores empresas nacionais do setor; e, hoje, o idealizador de um dos aplicativos móveis brasileiros de maior sucesso mundial. Estamos nos referindo a Aleksandar Mandic – ou apenas Mandic, como se tornou conhecido ao longo de sua (impressionante) trajetória empresarial e pessoal.
Impressionante, antes de mais nada, pelo grau de autodidatismo. Mandic jamais fez faculdade. Formou-se em 1972 em um curso colegial técnico e, logo na sequência, se pôs a trabalhar. Isso talvez se explique em parte pela situação de relativa penúria gerada com a morte precoce de seu pai, Dragan Mandic, um imigrante sérvio, aos 48 anos.
“Meu pai era arquiteto, mas nunca conseguiu sucesso em sua profissão. Morreu pobre”, contou o empresário à FORBES Brasil na sede da companhia que leva seu nome, no bairro paulistano de Pinheiros. Sua mãe, Halina, que veio da Bielo-Rússia (hoje Belarus) para cá e faleceu há poucos anos, era dona de casa.
Mandic começou a trabalhar na filial local da Siemens também em 1972 “apertando parafusos”, como frisa. Ao deixar a empresa, em 1990, era chefe de uma equipe de mais de 50 engenheiros.
Por que saiu? Bem, um ano antes ele criara, em um quarto de seu apartamento, a Mandic BBS, e resolveu se dedicar só a ela. Não era, ainda, um serviço de internet tal como o conhecemos – dispunha, por exemplo, de míseros 60 megabytes de capacidade – mas, em uma época e em um país (o Brasil de então) onde o mundo virtual era quase que totalmente inexistente, tratou-se de uma pequena e silenciosa revolução, bem como a primeira das muitas apostas arriscadas que o empresário faria dali para a frente.
“Deixei a Siemens ganhando US$ 1.800 por mês”, recorda-se Mandic. “No primeiro ano, ganhei com a BBS US$ 3 mil – no ano todo. Foi um sufoco”. As coisas, porém, começaram a melhorar conforme mais pessoas iam aderindo à proto-internet criada por ele. “No segundo ano, a empresa já me rendeu US$ 30 mil. No terceiro, US$ 800 mil. Aí o negócio deslanchou – faturei US$ 2 milhões no quarto ano de atividade.”
E então surgiu alguém que teria grande importância para ele no futuro: Beto Sicupira, do GP Investimentos, propôs a Mandic a entrada do fundo no negócio – e ele aceitou. O GP Investimentos comprou 50% do capital da empresa, mas deixou seu criador no comando.
"Foram os melhores sócios que já tive”, diz ele. “Eram profissionais ao extremo. Cobravam retorno, mas não interferiam na gestão. Ajudavam, jamais atrapalhavam.” Resultado: por volta de 1997 o faturamento da companhia batia em US$ 14 milhões, e Mandic assumia o posto de nome mais reluzente da web brasileira.
“Chegamos a ser sondados pela AOL, que queria comprar a empresa para entrar no mercado nacional”, revela o empresário. “Mas não aceitei na ocasião, não me senti confortável em deixar a companhia.”
Ele relata essa trajetória andando de uma ponta a outra da sala onde concede a entrevista. Mandic, ainda hoje, é um homem agitado. Conta que namora, e tem três filhos – cada um de uma ex- mulher diferente. O primeiro mora na Noruega, onde trabalha na indústria petrolífera. Outro vive no Canadá, lida com tecnologia e não fala português (sua mãe é espanhola, e o rapaz nunca residiu no Brasil).
O terceiro filho, diz rindo, trabalha na África – e logo emenda: “Na África do Nizan Guanaes!”, referindo-se à famosa agência de publicidade de seu amigo. Amigo, e ex-colega dentro da mais polêmica iniciativa já surgida na internet brasileira.
No final dos anos 90, tanto ele como o GP Investimentos venderam a Mandic para uma empresa argentina, chamada O Site. Pouco tempo após a operação, Sicupira ligou e disse: “Estamos montando algo que, se eu te contar, você larga agora o que estiver fazendo e vem trabalhar aqui”. Resposta dele, no ato: “Beto, o convite já está aceito; só preciso saber do que se trata”. Tratava-se do iG. “O nome iG foi sugestão minha”, revela.
“O presidente da companhia era o Nizan, e trabalhar com ele foi algo extraordinário.” Mandic observa que, no começo, estava desconfiado. “Eu perguntei: mas Nizan, o que você entende de internet? Resposta que recebi: ‘Baiano adora uma rede’.”
Durante dois anos ele atuou como vice-presidente de novos negócios da empresa. Então, em setembro de 2001, despediu-se do iG e resolveu voltar ao mercado em voo solo. No ano seguinte reabriu a Mandic, dessa vez focando a companhia no fornecimento de e-mails corporativos para clientes de alto poder aquisitivo.
Hoje a empresa não mais lhe pertence, embora ainda tenha seu nome e ele tenha livre trânsito em suas instalações. O empresário a vendeu, em março de 2012, a um fundo de investimentos especializado em companhias de alta tecnologia, o Riverwood Capital — por R$ 100 milhões. Com o dinheiro, comprou uma pequena participação no próprio Riverwood, e hoje atua como conselheiro na firma que (re)criou.
Atualmente, a empresa vem se dedicando cada vez mais ao ramo da computação em nuvem, onde compete com rivais como Locaweb, UOL Host e a norte-americana Amazon Web Services, dentre outros.
Mandic é poliglota. Além do português, domina o alemão, o espanhol e o sérvio – mas, curiosamente, não fala inglês. Ainda assim sua trajetória empresarial tornou-se case em uma universidade norte-americana, Harvard. Não parece se importar em ter estudado pouco: “A Siemens representou para mim a faculdade que não fiz, o GP foi o mestrado que não cursei e trabalhar com o Nizan foi o doutorado que não tive”, arremata.
É cético, inclusive, a respeito da mitologia surgida em torno do próprio nome. “Falam que tudo o que faço dá certo, mas não é bem assim. Na verdade, eu fiz dinheiro rapidamente... ao longo de mais de 20 anos.”
E, de fato, este homem repleto de vitórias carrega ao menos um insucesso claro: a candidatura a deputado federal pelo DEM/SP em 2010. Sua plataforma era conectar toda a população à internet. Obteve 10.981 votos. Não conseguiu se eleger. “Eu sempre digo que, na vida, você precisa ter sorte. Tive a sorte de não virar deputado, mesmo tendo tentado. A política não é minha vocação”, afirma. Percebe-se, porém, que fala com algum amargor sobre o episódio.
Em contrapartida, ele é todo entusiasmo ao discorrer sobre sua mais nova investida no mundo dos negócios on-line: o “Mandic Magic”, aplicativo (app) concebido por ele, uma espécie de radar que detecta pontos de acesso wi-fi.
O software fornece as senhas de conexões à internet próximas ao local onde seu usuário se encontra. Uma ideia simples, que ninguém tivera até então – e que vem fazendo enorme sucesso. Até o momento, mais de 1,1 milhão de pessoas em todo o mundo já baixaram e usaram o aplicativo em seus smartphones. Quanto dinheiro Mandic ganhou com isso? Por enquanto, nenhum.
“Mas também não gastei um tostão sequer desenvolvendo o sistema, só tempo e neurônios. Quando chegar a hora, isso será monetizado”, explica ele, usando um termo típico da web.
Mas de que forma? “A grande onda do momento são as redes sociais”, explica Mandic. “Ora, o “Mandic Magic” é isto, uma grande rede social. Quando tivermos, digamos, 40 milhões de usuários, posso me associar a algum gigante da internet, como o Facebook ou o Google. Ou posso passar a cobrar US$ 1 por cada novo download do app. Ou, talvez, colocar algum tipo de propaganda no sistema. São muitas as possibilidades. Com esse aplicativo, não vou me contentar com pouco: quero dominar o mundo”, diz ele, com uma expressão que oscila entre o sério e o jocoso.
Em se tratando de Aleksandar, talvez o mais indicado seja acreditar. São Leopoldo e Tesla (que são seus parentes distantes) estão aí para lembrar que jamais é prudente desconfiar de um Mandic. Por Alex Ricciardi
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