quinta-feira, 29 de agosto de 2013

10 Alimentos Para Viver Mais

AVEIA Ajuda a diminuir o colesterol ruim, o LDL. Ganhou o selo de redutor do risco de doenças cardíacas da FDA, agência americana de controle de alimentos e remédios. Quantidade recomendada: 40 gramas por dia de farelo ou 60 gramas da farinha. ALHO Reduz a pressão arterial e protege o coração ao diminuir a taxa de colesterol ruim e aumentar os níveis do colesterol bom, o HDL. Pesquisas indicam que pode ajudar na prevenção de tumores malignos. Quantidade recomendada: um dente por dia (para diminuir o colesterol e a pressão arterial). AZEITE DE OLIVA Auxilia na redução do LDL. Sua ingestão no lugar de margarina ou manteiga pode reduzir em até 40% o risco de doenças do coração. Quantidade recomendada: 15 mililitros por dia ou uma colher (de sopa rasa). CASTANHA-DO-PARÁ Assim como noz, pistache e amêndoa, auxilia na prevenção de problemas cardíacos. Também ganhou o selo de redutora de doenças cardiovasculares da FDA. Quantidade recomendada: 30 gramas por dia ou de cinco a seis unidades. CHÁ VERDE Auxilia na prevenção de tumores malignos. Estudos indicam ainda que pode diminuir as doenças do coração, prevenir pedras nos rins e auxiliar no tratamento da obesidade. Quantidade recomendada: de quatro a seis xícaras por dia (para reduzir os riscos de gastrite e câncer no esôfago). MAÇÃ Ajuda a prevenir tumores malignos, diz o médico Michael Roizen. O consumo regular de frutas variadas auxilia na redução de doenças cardíacas e da pressão sangüínea, além de evitar doenças oculares como catarata. Quantidade recomendada: cinco porções de frutas por dia. PEIXES Os peixes ricos em ômega 3, como a sardinha, o bacalhau e o salmão, são poderosos aliados na prevenção de infartos e derrames. Estudos indicam também que reduzem dores de artrite, melhoram a depressão e protegem o cérebro contra doenças como o mal de Alzheimer. Quantidade recomendada: pelo menos 180 gramas por semana (para reduzir o risco de doenças cardiovasculares). SOJA Ajuda a reduzir o risco de doenças cardiovasculares, segundo a FDA. Seu consumo regular pode diminuir os níveis de colesterol ruim em mais de 10%. Há indicações de que também ajuda a amenizar os incômodos da menopausa e a prevenir o câncer de mama e de cólon. Quantidade recomendada: 150 gramas de grão de soja por dia, o equivalente a uma xícara de chá (para reduzir o colesterol). TOMATE Auxilia na prevenção do câncer de próstata. Quantidade recomendada: uma colher e meia (sopa) de molho de tomate por dia. VINHO TINTO A uva vermelha, presente no vinho ou no suco, ajuda a aumentar o colesterol bom e evita o acúmulo de gordura nas artérias, prevenindo doenças do coração. Quantidade recomendada: dois copos de suco de uva ou uma taça de vinho tinto por dia. * As quantidades de alimentos indicadas se referem apenas à prevenção das doenças especificadas. A dosagem ideal para o combate das demais ainda não foi identificada pelos pesquisadores. BY admin

Missão Católica Cresce na africa

Contrariando a tendência das últimas décadas, a Igreja Católica regista promissores sinais de crescimento no mundo, particularmente na Ásia e em África, mas na Europa a tendência é descendente. Os dados estão vertidos no “Anuário Pontifício 2013” que, no passado dia 13 de Maio, foi entregue pessoalmente ao Papa. Segundo o anuário, em 2011 o número de católicos cresceu de 1196 para 1214 milhões em todo o mundo, registando-se um aumento de 1,5 pontos percentuais. E 17,5 por cento da população do planeta é seguidora da Igreja de Roma. A informação foi divulgada pelo site da Diocese de Santiago, podendo-se ler ainda que “o aumento dos católicos em África se situou nos 4,3 por cento e nos 2 por cento na Ásia, crescimento que na América e na Europa ficou pelos 0,3 por cento”. Número de padres também aumenta Se na Europa o número de padres assinalou uma quebra de 9 por cento, já na Ásia a opção dos que escolheram uma vida de sacerdócio fez disparar a estatística (32,0 por cento), subindo ainda mais a percentagem no continente africano, 39,5 pontos percentuais. Globalmente, a Igreja Católica passou de 405 067 padres em 2001 para 413 418, dez anos depois. E o número em África e na Ásia tende a aumentar tendo em conta o nível de seminaristas existente nestes continentes. O mesmo, aliás, acontece com as freiras. by MC

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Cirurgia de lipoaspiração?

Pelo amor de Deus, eu não quero usar nada nem ninguém, nem falar do que não sei, nem procurar culpados, nem acusar ou apontar pessoas, mas ninguém está percebendo que toda essa busca insana pela estética ideal é muito menos lipo-as e muito mais piração? Uma coisa é a saúde e outra é obsessão. O mundo pirou, enlouqueceu. Hoje, Deus é a auto-imagem. Religião é a dieta. Fé, só na estética. Ritual é a malhação. Amor é cafona, sinceridade é careta, pudor é ridículo e sentimento é bobagem. Gordura é pecado mortal. Ruga é contravenção. Roubar pode, envelhecer não. Estria é caso de policia. Celulite é falta de educação e Filho da Puta bem sucedido é exemplo de sucesso. A máxima moderna é uma só: pagando bem, que mal tem? A sociedade consumidora, a que tem dinheiro, a que produz, não pensa em mais nada além da imagem, imagem, imagem, imagem, estática, medidas, beleza. Nada mais importa. Não importam os sentimentos, não importa a cultura, a sabedoria, o relacionamento, a amizade, a ajuda, nada mais importa. Não importa o outro, o coletivo. Jovens não têm mais fé, nem idealismo, nem posição política. Adultos perdem o senso em busca da juventude fabricada. Ok, eu também quero me sentir bem, quero caber na roupas, quero ficar legal, quero caminhar, correr, viver muito, ter uma aparência legal mas... Uma sociedade de adolescentes anoréxicas e bulimicas, de jovens lipoaspirados, turbinados, aos vinte anos não é natural. Não é, não pode ser. Que as pessoas discutam o assunto. Que alguém acorde. Que o mundo mude. Que eu me acalme. Que o amor sobreviva. “CUIDE BEM DO SEU AMOR, SEJA ELE QUEM FOR.” Herbert Vianna Cantor e compositor

terça-feira, 27 de agosto de 2013

A Jornada Mundial da Juventude que a mídia não mostrou

Os dias em que Deus confirmou sua existência para 3,5 milhões de jovens do mundo inteiro. Quem não pôde participar da Jornada Mundial da Juventude e teve de se contentar com as análises da mídia perdeu aspectos fundamentais desse evento que movimentou o país. É bem verdade que as lentes das câmeras conseguiram alcançar pontos importantes e, muitas vezes, belos da Jornada, mas nenhuma delas foi capaz de atingir o coração da JMJ-Rio 2013. Não obstante o clima de festa ocasionado pelo encontro, o que, de fato, marcou a alma dos jovens foi muito mais que a sensação simplista de uma viagem, mas o toque concreto com todos os artigos da fé que compõem o corpo da Igreja que é o próprio Corpo de Cristo. A começar pela chegada dos peregrinos ao Rio de Janeiro, o Brasil e as demais partes do planeta puderam experimentar a universalidade da Igreja, desde os alegres cantos africanos à acolhida fraternal do povo carioca. Cada bandeira hasteada na praia de Copacabana revelava a dimensão da Noiva de Cristo que a acolhia e a vigiava de braços abertos de cima do Corcovado. Uma cena que deixou a Cidade Maravilhosa ainda mais... maravilhosa. Dos confins do mundo, aonde chegaram os profetas missionários de outrora, vieram as novas gerações de adoradores do Senhor, cuja única missão, concedida pelo Santo Padre, é ir novamente pelo mundo e anunciar o Evangelho a toda criatura. O Rio de Janeiro que amargava tristes depredações e padecia sob um clima de guerra civil sem precedentes semanas atrás se convergiu num mar de pessoas que cantava louvores a Deus e pedia a intercessão da Mãe Aparecida. Imagem suficiente para arrancar lágrimas de policiais e sorrisos de bebês que, mesmo sem compreender concretamente o que lá acontecia, sabiam que era algo santo. O ódio dos protestos dos indignados foi afogado pela amor de Cristo. As profanações de meia-dúzia de coitados foram ofuscadas pela sacralidade de 3,5 milhões de batizados. De filhos do Altíssimo. De pessoas que, como pediu o Santo Padre na cerimônia de sua acolhida, botaram fé na verdade, no caminho e na vida que só se encontram em Jesus. A Jornada Mundial da Juventude apresentou novamente às nações a pujança da Igreja e a sua capacidade de se renovar. Não, a Igreja não está morta. Pelo contrário, vive e se multiplica para além daqueles que profetizaram seu enterro e que, aliás, já estão enterrados. A história se repete e mais uma vez é a Igreja quem sai vitoriosa. Se em Madrid foram dias em que Deus parecia existir, como confessou o jornalista agnóstico Vargas Llosa, no Rio foram dias em que Ele confirmou sua existência. Diferente do que se viu dias atrás, dessa vez os jovens não saíram às ruas para depredar, mas para construir. E construir em cima da Rocha. E por isso gritavam: Esta é a juventude do Papa! Melhor, dos Papas. De Bento e de Francisco, pois a única ruptura proposta por eles é a ruptura com o pecado, não com a fé de dois mil anos como sugerem alguns teólogos mal intencionados por aí. Os cantos que tomaram as ruas do Rio de Janeiro ainda encontrarão eco em muitos corações. Naquela praia, onde se celebrou a Missa de envio dos peregrinos, novamente exortou Jesus pela boca do Santo Padre: "Ide pelo mundo e fazei discípulos de todas as nações". E neste momento, em que muitos jovens ainda se encontram em ônibus ou aviões voltando para suas casas, também a cruz de Cristo vai com eles para indicar o caminho da Luz da Fé, a única capaz de conduzir o homem para a salvação eterna, onde as portas do inferno não prevalecerão. Por: Equipe Christo Nihil Praeponere

A fé que torna Deus amigo do homem

Um dos testemunhos particularmente belos da história recente da Igreja foi a relação de amizade entre Bento XVI e João Paulo II. "Desde o início senti uma grande simpatia, e graças a Deus, sem eu merecer, o então Cardeal me doou desde o início a sua amizade", contou, Bento XVI, numa entrevista acerca de seu primeiro encontro com o então Cardeal Karol Wojtyla, durante o Conclave de 1978. Para o Papa Emérito, o cultivo da amizade é uma característica dos santos, "porque é uma das manifestações mais nobres do coração humano e tem em si algo de divino". C.S. Lewis, autor das Crônicas de Nárnia, escreveu, certa vez, que a amizade nasce no exato momento em que uma pessoa diz para outra: "O quê! Você também? Pensei que fosse só eu". De fato, é uma relação de comunhão e identificação, na qual, para parafrasear Santo Tomás de Aquino, ambos aceitam e rejeitam as mesmas coisas. Com efeito, ensina a Sagrada Escritura, "um amigo fiel é uma poderosa proteção: quem o achou, descobriu um tesouro", (Cf. Eclo 6, 14). Trata-se, portanto, de um dom. Por isso, é mais que um sentimento de afeição, pois impele a alma a se doar inteiramente e a se comprometer pelo amigo, mesmo que custe algo. Neste sentido, o cultivo da amizade é nada mais que uma das modalidades do "remar contra a maré" pregado pelo Papa Francisco, aos jovens da Jornada Mundial da Juventude. Ou seja, a caminhada contra a cultura do provisório, do descarte, que visa somente os interesses próprios e não o bem comum. Em última análise, o cultivo da amizade é uma forma de amar. Por conseguinte, se cultivar a amizade significa amar, ela não pode ter outro fim que não a amizade com Deus. Assim como explicou Santo Tomás em algumas questões da Suma Teológica, "a caridade é a amizade do homem com Deus em primeiro lugar, e com os seres que a Ele pertencem" (Cf. II, q. 23, a.1). Diferente da heresia deísta, que prega um Deus alheio ao ser humano, que após a criação, o teria abandonado, privando-o de sua graça e assistência, o cristianismo vive de um Deus não somente Criador, mas providente, que vem ao encontro da humanidade, vive no meio dela, a redime e a convida para essa comunhão. O Deus que já não chama a sua criatura de servo, porque o servo não sabe o que faz o seu senhor, mas de amigo, "pois vos dei a conhecer tudo quanto ouvi de meu Pai" (Cf. João 15, 15). Essa é a beleza do cristianismo e a novidade da Boa Nova. Com Cristo, a amizade se torna ainda mais nobre e divina, pois encaminha o ser humano para a comunhão com Deus, único lugar onde ele pode encontrar repouso e felicidade plena. Por isso, a fé cristã não está somente baseada no serviço e no benefício, mas na sincera amizade com o Deus Criador. Por: Equipe Christo Nihil Praeponere Referências

Salve-se quem puder?

Está inscrito na natureza humana o anseio pela felicidade, a busca da plena realização de todas as suas potencialidades. Ainda bem! É altamente consolador ter a clareza de que não fomos feitos para nivelar pelo rodapé da existência nossos sonhos, mas buscar o que é melhor, mirar as coisas do alto, acolher o chamado de Deus a ser perfeitos. Entra aqui um dado importante, pois não se trata apenas de construção pessoal, mas resposta, a modo de um diálogo iniciado desde toda a eternidade. Fomos pensados e amados por alguém. Não somos obra do acaso, nem estamos perdidos, sem rumo. Entretanto, a luta renhida do cotidiano pode levar as pessoas a se engajarem numa competição, tantas vezes desigual, pelos melhores lugares na sociedade, oportunidades de trabalho e reconhecimento, num "salve-se quem puder" semelhante à correria que se segue a tragédias, como incêndios ou revoltas populares. Cada um quer receber o seu naco de proveito e, infelizmente, tantas vezes à custa do pescoço do outro a ser pisado. Todas as diversas manifestações que pululam hoje pelo mundo e pelo nosso país têm como pano de fundo o desejo profundo de realização e a busca do espaço de liberdade, para o qual fomos feitos. Só que muitos entram de roldão nas ondas de protestos, criando-se um estado de insatisfação em que se perde o sentido do respeito às pessoas e os justos limites da liberdade de cada homem e cada mulher. Também as situações pessoais e os dramas familiares nos deixam estarrecidos, de modo a suscitar um "até quando?" que inquieta a todos, pela multiplicação de fatos inusitados. E que dizer da absurda eliminação da vida das pessoas e a violência que se espalha? Podemos até destruir justamente o que mais nos atrai, o sonho de felicidade e dignidade! E Deus vem ao encontro dos anseios humanos, antes, criou a todos com uma sede de eternidade e de felicidade. Ele quer que todos se realizem. Mas há uma interrogação cuja atualidade se revela perene, diante das perspectivas que se abrem para a humanidade de cada tempo: "Jesus atravessava cidades e povoados, ensinando e prosseguindo o caminho para Jerusalém. Alguém lhe perguntou: 'Senhor, é verdade que são poucos os que se salvam?' Ele respondeu: 'Esforçai-vos por entrar pela porta estreita. Pois eu vos digo que muitos tentarão entrar e não conseguirão' (Lc 13,22-14)". Ao invés de oferecer respostas prontas e aparentemente fáceis de serem absorvidas, Jesus envolve as pessoas numa verdadeira aventura de engajamento na estrada da salvação e da liberdade. De fato, Deus quer o bem de todos e a vida em abundância (Cf. Jo 10,10). Ninguém se sinta alijado de seu projeto! No entanto, faz-se necessário, justamente pela liberdade com que as pessoas foram criadas, arriscar-se pela porta estreita do amor ao próprio Deus e o próximo. Não fomos feitos para ficar assentados, esperando a grande sorte na loteria da vida, ou reduzindo a sonhos de consumo o sentido da existência. As soluções aparentemente mágicas não são plenamente humanas. Humano é sair de si para amar e servir! Humano é tecer relações novas entre pessoas e grupos, superar a desconfiança, exercitar a criatividade, inventar soluções novas, acreditar nos pequenos passos. Daí nasce o convite e o compromisso cristão na construção de um mundo melhor. Começa no alto, no plano de Deus a nosso respeito. "É do amor de Deus por todos os homens que, desde sempre, a Igreja vai buscar a obrigação e o vigor do seu ardor missionário: 'Porque o amor de Cristo nos impele' (2 Cor 5, 14). Com efeito, 'Deus quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade' (1 Tm 2, 4). Deus quer a salvação de todos, mediante o conhecimento da verdade. A salvação está na verdade. Os que obedecem à moção do Espírito da verdade estão já no caminho da salvação. Mas a Igreja, à qual a mesma verdade foi confiada, deve ir ao encontro dos que a procuram para lha levar. É por acreditar no desígnio universal da salvação que a Igreja deve ser missionária" (Catecismo da Igreja Católica, 851). O anúncio da "salvação" proclama que a vida tem sentido e que é para a felicidade que Deus nos fez. "Chamado à felicidade, mas ferido pelo pecado, o homem tem necessidade da salvação de Deus. O auxílio divino lhe é dado em Cristo, pela lei que o dirige e na graça que o ampara: 'Trabalhai com temor e tremor na vossa salvação: porque é Deus que opera em vós o querer e o agir, segundo os seus desígnios' (Fl 2, 12-13; Catecismo da Igreja Católica 1949). Consequência é nosso olhar positivo ao mesmo tempo realista a respeito da realidade. Fomos feitos para o bem e temos a semente plantada por Deus em nossos corações, com todas as possibilidades de nos realizarmos. No entanto, existe em nós o mistério da iniquidade, pelo que, olhando no espelho da vida reconhecemos as rugas deixadas pelo pecado. Olhamos também para os outros e os acolhemos, sabendo que neles existe esta desafiadora mistura de boa intenção e pecado. Acreditamos que o amor de Deus é maior do que toda a maldade existente, engajando-nos na luta pelo bem e pela verdade. Consequência é o primeiro passo a ser dado. Cabe a cada um de nós começar, sem aguardar que os outros venham ao nosso encontro. Consequência é a construção de novos relacionamentos, certos da palavra de Jesus: "Nisto conhecerão todos que sois os meus discípulos: se vos amardes uns aos outros” (Jo 13,35). Para tanto, só a graça de Deus nos sustenta e, por, isso, pedimos: "Ó Deus, que unis os corações dos vossos fiéis num só desejo, dai ao vosso povo amar o que ordenais e esperar o que prometeis, para que, na instabilidade deste mundo, fixemos os nossos corações onde se encontram as verdadeiras alegrias. Amém." Dom Alberto Taveira Corrêa Arcebispo de Belém

Desafios na educação católica dos filhos

O principal desafio que a família de hoje deve estar atenta na educação cristã dos seus filhos não é religiosa, mas antropológico, a maneira, a visão, a concepção em entender quem é o ser humano: a ditadura do relativismo segundo o qual não existe uma verdade única, objetiva, geral para todos sobre quem é o ser humano e, por conseguinte, tampouco sobre o matrimônio e sobre a família. Evidencia-se, assim, o individualismo, em que cada um faz o quer e como quer. O relativismo e o individualismo afirmam também que não existe um Deus comum a todos, cada um cria e se relaciona com seu próprio Deus e tampouco existem verdade única, normas éticas e valores permanentes. Cada um deve acreditar e fazer no que é melhor para sim mesmo na construção da sua própria felicidade. Eu sou a minha própria verdade e caminho. Assim, os juízos sobre os valores morais, quer dizer, sobre o que é bom ou mau e, por isso, sobre o que deve fazer ou omitir, não pode proceder segundo o arbítrio individual. O ser humano, no mais profundo da sua consciência, descobre a presença de uma lei que ele não dita a si mesmo e à qual deve obedecer. Esta lei foi escrita por Deus no seu coração, de modo que, além de aperfeiçoar-se com ela como pessoa, será de acordo com esta lei que Deus o julgará pessoalmente. Diante da realidade relativista e condicionante, a família tem hoje a inevitável tarefa de transmitir aos seus filhos a verdade sobre quem é a pessoa humana e como essa pode atingir a satisfação de todas as suas necessidades. Como já ocorreu nos primeiros séculos, hoje é de capital importância conhecer e compreender a primeira página do Gênesis: existe um Deus pessoal e bom, que criou a sua imagem e semelhança o homem e a mulher com igual dignidade, mas diferentes e complementares entre si, e deu-lhes a missão de gerar filhos, mediante a união indissolúvel de ambos em uma só carne (matrimônio). Um ser humano que é essencialmente relação e comunhão. O ser humano recebeu de Deus uma incomparável e inalienável dignidade, criado à sua imagem e semelhança e destinado a ser filho adotivo. Cristo, com sua encarnação nos concedeu essa graça, somos filhos de Deus. Por ter sido criado à imagem de Deus, o ser humano tem a dignidade de pessoa: não é só alguma coisa, um ser individual de produção e lucro, mas alguém. É capaz de conhecer-se, de dar-se livremente e de entrar em comunhão com outras pessoas. Esta relação com Deus e com outras pessoas pode ser ignorada, relativizada, esquecida ou removida, mas jamais pode ser eliminada, porque faz parte constitutiva do ser humano, seria o mesmo que eliminasse das pessoas o respirar, alimentar-se, dormir. Isolar-se é adoecer. As consequências de não correspondência ao desígnio de Deus são desastrosas para a pessoa, a família e a sociedade. Assim se explica a justificação do aborto como um direito da mulher, as tentativas de legalizar a eutanásia, o controle artificial dos nascimentos, as leis cada vez mais permissivas do divórcio, as relações extraconjugais, as uniões homoafetivas e outras. A família é a melhor escola para criar relações comunitárias e fraternas, frente às atuais tendências relativistas e, por consequência, individualistas. De fato, o amor – que é a alma da família em todas as suas dimensões – só é possível se houver entrega sincera de si mesmo. Amar significa dar e receber o que não se pode comprar nem vender, mas só presentear livre e reciprocamente. Graças ao amor, cada membro da família é reconhecido, aceito e respeitado em sua dignidade. Do amor nascem relações vividas como entrega gratuita, e surgem relações desinteressadas e de solidariedade profunda. Como a experiência o demonstra, mesmo das famílias em constante conflito e tensão, a família constrói cada dia uma rede de relações interpessoais e prepara para viver em sociedade na possibilidade e ideário de um clima de respeito, justiça e verdadeiro diálogo. Os pais ter a autoridade de educar hoje a seus filhos com confiança e valentia nos valores humanos e cristãos, começando pelo mais radical de todos: a existência da verdade e a necessidade de procurá-la e segui-la para realizar-se como pessoas humanas. Outros valores chave hoje são o amor à justiça e a educação sexual clara e delicada que leve a uma valorização pessoal do corpo e a superar a mentalidade e a praxe que o reduz a objeto de prazer egoísta. A família, em sintonia com a Igreja e, mais em particular, com o Papa, os bispos e os padres colabora com que as pessoas desenvolvam alguns valores fundamentais que são imprescindíveis para formar cidadãos livres, honestos e responsáveis, por exemplo, a verdade, a justiça, a solidariedade, a partilha, o amor aos outros por si mesmos, a tolerância. Uma mesa que prepara a mesa da Eucaristia, em que todos compartilham os mesmos alimentos. A criança vai incorporando assim critérios e atitudes que o ajudarão mais adiante nesta outra família mais ampla que é a sociedade. Pe. Wladimir Porreca Diocese de São João da Boa Vista-SP

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Novela Amor a Vida , da Rede Globo, criminaliza a religião cristã!!

Caros, no capítulo de ontem da Novela Amor a Vida ,da Rede Globo de TV , aconteceu uma cena que provavalmente passou desapercebida da maior parte dos telespectadores: Nesta cena aparece uma mulher que chega a emergência do Hospital San Magno com uma forte hemorragia vaginal.Em meio a ocorrência, um dos médicos de plantão se recusa a atender a mulher. A mulher falece , não resistindo a hemorragia.Só então a cena se esclarece : a médica responsável explica para o chefe do setor - Dr Lutero - que a mulher tinha sido "VITIMA DE UM ABORTO EM CLÍNICA DE SEGUNDA CATEGORIA " e que havia falecido por ter se sujeitado a este procedimento sem a devida segurança, coisa que um hospital qualificado poderia dar. O Dr Lutero então retruca que "HÁ UM GRANDE NÚMERO DE MULHERES QUE MORREM POR ABORTOS FEITOS DESSA FORMA E QUE ISSO SE DEVE AO FATO DE SEREM POBRES." A médica então responde que "UMA MULHER RICA TEM ACESSO A BOAS CLINICAS , JÁ A POBRE TEM QUE RECORRER A CLÍNICAS DE FUNDO DE QUINTAL PARA FAZER UM ABORTO E ACABAM MORRENDO POR ISSO" A cena pode ser vista no site da novela : ela se encontra na cena 15 http://tvg.globo.com/novelas/amor-a-vida/capitulo/2013/8/22/alejandra-ameaca-fazer-algo-contra-bruno-se-paulinha-nao-cooperar.html Espantoso ? Sem dúvida !! A Novela aquela altura tinha virado um palanque de defesa da descriminalização do aborto e pior : estava fazendo a veiculação do programa político do PT para a questão do aborto. Para quem não sabe : o PT usa exatamente esse argumento ! "ABORTO É QUESTÃO DE SAÚDE PÚBLICA" Foi essa frase lapidar que o Dr Lutero soltou ao fim da conversa com a médica!! Para piorar a situação vejamos : O médico que se recusa a fazer a cirurgia para salvar a vida da mulher hemorrágica - de nome Pérsio - fala ao Dr Lutero que se recusou a fazê-la por que a mulher era uma "pecadora e tinha ferido as leis divinas" e que aquele procedimento de salvá-la ia contra sua consciência religiosa!!!!! Ora que religião ensina seus fiéis a ,caso forem médicos, não atender ou socorrer uma "mulher pecadora que fez aborto" ? A Igreja Católica condena o aborto sim mas jamais mandou seus fiéis médicos a se recusarem prestar socorro a uma mulher que o tenha feito e por isso fique em risco de morte.Tampouco conheço alguma denominação protestante que oriente assim ! Qual então a intenção da Globo ao por uma cena dessas na TV ? Seria para criminalizar a religião ? Parece-nos que isso é evidente ; a tentativa envolve o seguinte : 1- Identificar cristianismo com fanatismo e intolerância. 2- Manipular a opinião pública lançando a acusação de que cristãos em geral não pensam no bem estar da mulher. 3- Acusar o cristianismo de cumplicidade com a injustiça social e com as mortes de mulheres pobres. 4- Desmoralizar o argumento cristão pró-vida do embrião e do feto , sensibilizando a população para a prática do aborto generalizado sob a justificativa da saúde pública. A aliança Globo - Governo do PT é cada vez mais evidente. Os cristãos do Brasil precisam acordar e fazer campanha aberta contra a TV Globo e seu ataque sistemático a lei natural e divina. Postado por Rafael Goncalves de Queiroz

Americano cria copo que detecta presença de "Boa noite, Cinderela"

ma ideia financiada por meio do crowdfunding (financiamento coletivo) pode ajudar a evitar casos do conhecido golpe "Boa noite, Cinderela": copos e canudos que mudam de cor quando detectam a presença de drogas na bebida. Esse tipo de crime consiste em drogar a vítima sem que ela perceba, adicionando alguma substância entorpecente em sua bebida, deixando-a vulnerável a roubos ou violência sexual. Em 2010, Mike Abramson, que hoje é o fundador da DrinkSavvy ("beba com consciência" em tradução livre), empresa que está desenvolvendo os produtos, ficou desacordado após tomar seu primeiro drinque em uma festa de aniversário. Ele despertou sem se lembrar do ocorrido e, felizmente, sem nenhum ferimento. Sua suspeita é ter sofrido uma tentativa de roubo ou ter consumindo uma bebida destinada a outra pessoa. As "rapes drugs" (drogas de estupro, em tradução livre), nome dado a drogas anestésicas ou sedativas utilizadas para dopar pessoas para depois estuprá-las ou roubá-las, não apresentam cor, sabor ou cheiro, sendo muito difíceis de detectar pelas vítimas. Por essa razão, Abramson teve a ideia de unir as substâncias capazes de acusar a presença dessas drogas com os próprios recipientes em que elas são colocadas. O projeto está sendo desenvolvido por ele, em parceria com John MacDonald, que tinha sido seu professor de química no Instituto Politécnico Worcester, nos Estados Unidos. Em menos de dois meses de campanha no site IndieGogo, especializado neste tipo de financiamento, o DrinkSavvy ultrapassou os 50.000 dólares da meta de arrecadação, totalizando 52.089 dólares. Os primeiros produtos serão enviados para as pessoas que contribuíram com a arrecadação no final de novembro. Serão produzidos no momento canudos, mexedores de bebida e copos de plástico, mas a empresa pretende avançar para copos de vidro, garrafas e latas no futuro. Os produtos detectam os três tipos de rape drugs mais comuns: GHB (ácido gama-hidroxibutírico), cetamina e flunitrazepam. http://veja.abril.com.br/noticia/ciencia/americano-cria-copo-que-detecta-presenca-de-boa-noite-cinderela por Brasilia Videos

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Uma Igreja crucificada

A dolorosa via-sacra da Igreja de Cristo parece atravessar uma de suas piores tormentas destes dois milênios de história. A velha barca de Pedro segue seu percurso e assim refaz os passos do Mestre, cheio de cruzes, quedas e mortificações. De um ambiente afável, no qual a fé cristã encontrava mãos estendidas para acolhê-la, passou-se a uma esfera hostil, na qual punhos cerrados estão a todo instante desferindo seus golpes, seja com pedras e tochas de fogo em Catedrais, seja com calúnias e zombarias nas manchetes da imprensa. É uma situação dramática que suscita, acima de tudo, almas virtuosas, de vidas limpas e inteligências simples, que tenham a ousadia de pôr termo ao suicídio da sociedade que se avizinha e ameaça arrastar consigo a própria Igreja e o seu futuro. No deserto que forjou a santidade de Santo Antão, a fumaça que cobre os céus do Egito, decorrente dos incêndios premeditados contra igrejas cristãs, lembra a caçada de Nero aos primeiros filhos do cristianismo e obriga o Santo Padre, não sem peso no coração, a reconhecer que "o tempo dos mártires não acabou". É a tragédia anunciada da primavera árabe, que se ergue em sangue e fogo contra aqueles que consideram seus inimigos. Milhares de cristãos mortos e templos profanados são o saldo até o presente momento da aventada libertação. E enquanto o morticínio caminha sem freios nas areias do Oriente Médio, no novo mundo o silêncio cínico da classe falante mantém-se inquebrantável e logo confirma a frase do tantas vezes caluniado - por essas mesmas pessoas, importante frisar - Pio XII: "Nada se perde com a paz, tudo se perde com a guerra". A intelligentsia modernista, ávida a cumprir o projeto gramsciano de dominação, cujos princípios se aglutinam à estratégia de infiltração da Igreja e esvaziamento de seu conteúdo espiritual tradicional, a fim de transformá-la num palanque político, não poupa esforços no trabalho de corrupção de valores e distorção de palavras. Cospem todo tipo de bobagens, mesquinharias e intrigas, ora se fazendo de amigos, ora ladrando como verdadeiros cães de briga, sobretudo quando a eles se contrapõe à objetividade e à clareza do Magistério dos Papas. Da boca de um deles, a confissão reveladora: "Zombaremos de Jesus, mas não de Maomé". E se fora dos muros da Igreja prossegue o colapso, dentro dela não é diferente. De repente, os mais ferrenhos inimigos do papado e da Sã Doutrina se convertem nos mais profícuos papistas, pontificando novos dogmas e teorias que nem de longe se assemelham ao pensamento do Sumo Pontífice. Ao mesmo tempo, pululam os oráculos da verdade que, cheios de certeza, imputam a dúvida a qualquer gesto e palavra de Roma, menos às suas próprias ideias e concepções que, para eles, são a genuína expressão do catolicismo e, portanto, questioná-las seria flertar com a heresia. Assim, tencionam objeções entre um e outro Papa, como se estes fossem antagonistas e não sucessores do mesmo Apóstolo e Chefe da Igreja. Louvam a pobreza, mas continuam ricos, exaltam a humildade, mas vivem na soberba, sempre teorizando suas análises de conjuntura e deleitando-se com a crítica impiedosa, cuja base verifica-se mais nas cartilhas ideológicas marxistas e liberais do que no Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo. Essas sombras perturbadoras às quais Paulo VI se referiu como "fumaça de Satanás" fragilizam a fé de inúmeros católicos e provocam a incerteza. Sobra alguma chance para a Boa Nova de Cristo? É preciso dizer que sim. Se a Barca de Pedro "parece uma barca que está para afundar, uma barca que mete água por todos os lados"01 e ameaça ruir sob os golpes simultâneos tanto dos de fora, quanto dos de dentro, no extremo oposto, há quem permaneça fiel à promessa irrevogável de Cristo de que "as portas do inferno não prevalecerão", como permaneceram todos os santos ao longo desses dois mil anos. E se há aqueles que propagam o desânimo e a moleza, há também aqueles que ainda ousam fazer guerra ao inferno com a Palavra de Deus. Foi o enfrentamento bárbaro contra as heresias que obrigou a Igreja, no decurso de sua peregrinação nesta terra, a sair do comodismo e do estado de letargia no qual ameaçava cair de tempos em tempos. Desse processo de renovação, sempre emergiu uma espiritualidade nova, radicada na fidelidade e na disciplina, cuja sensibilidade pastoral se revelava ainda mais penetrante que no passado. Pode-se dizer, assim, que as palavras de São Paulo se confirmam em todas essas circunstâncias: "É necessário que entre vós haja partidos para que possam manifestar-se os que são realmente virtuosos" (Cf. I Cor 11, 19). Este é, para desgraça dos hereges e, por conseguinte, do diabo, o paradoxo de uma instituição guiada pelo Espírito Santo: não importa o número de cruzes, pois ao terceiro dia, sempre haverá a ressurreição! Por: Equipe Christo Nihil Praeponere

Famílias numerosas, famílias felizes

A consequência da mentalidade contraceptiva não poderia ser outra: famílias cada vez menores e dilaceradas pelo divórcio. Quando João XXIII recebeu no Palácio Apostólico a visita de dez irmãos, sendo nove religiosos e um bispo, logo disparou: "Uma mamãe? Sim, Santidade, uma mamãe". A cena é belíssima e, de certo modo, nostálgica, uma vez que famílias com muitos filhos têm se tornado um espécime raro ano após ano, mesmo entre os católicos. As últimas pesquisas relativas à taxa de fecundidade no Brasil, por exemplo, indicam um declínio contínuo a partir da década de 1960, período em que o governo passou a disseminar os métodos anticoncepcionias, como política de saúde pública. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a quantidade de crianças por família no país é de 1,9. Número relativamente aquém do necessário para reposição da população que, conforme especialistas, seria de 2,1 no mínimo. "Não, eu não quero mais um filho, porque não poderemos viajar de férias, não poderemos ir a tal lugar, não poderemos comprar uma casa". É o que costumam dizer aqueles que veem com pavor a ideia de ter uma família numerosa, critica o Papa Francisco num desafio à cultura do "bem-estar à qualquer custo". Com isso, o Santo Padre assevera o ensinamento de seu predecessor, Paulo VI, há muito olvidado: "O gravíssimo dever de transmitir a vida humana, pelo qual os esposos são os colaboradores livres e responsáveis de Deus Criador, foi sempre para eles fonte de grandes alegrias, se bem que, algumas vezes, acompanhadas de não poucas dificuldades e angústias" (Cf. Humanae Vitae, n. 1). A geração e o cuidado da prole não são somente um direito natural da família, mas algo que se enquadra no próprio projeto de Deus e, por isso, um dever. Com efeito, mesmo que em algumas circunstâncias surjam dificuldades, a graça de poder transmitir a vida não pode ser sobrepujada por questões banais e de ordem materialista. A defesa dos anticoncepcionais, feita muitas vezes por católicos, até mesmo de maneira intransigente e soberba, demonstra a incapacidade de enxergar a beleza do dom da paternidade e o vazio espiritual que assolam a sociedade moderna. "Quer-se seguir Jesus, mas até certo ponto", pontifica o Papa. Ora, não espanta a quantidade de divórcios realizados desde a sua trágica aprovação, já que são consequência lógica da forma como os casais passaram a relacionar-se após o advento da contracepção artificial: como objetos de prazer. As famílias numerosas, por outro lado, agem conforme a regra única do amor e, obviamente, da paternidade responsável - aquela que opera dentro dos limites do bom senso e da reta conduta cristã - abrindo-se gerenerosamente ao dom da criação. Testemunha a favor disso a própria história recente, cheia de exemplos boníssimos de casais, desde os mais ricos aos mais pobres, que abandonaram-se à providência divina e contribuíram, assim, para o desenvolvimento saudável de seus filhos, dentro de um lar agraciado pela presença do pai, da mãe e dos primeiros amigos: os irmãos. Quando existe a confiança no auxílio da graça, existe também a confiança mútua do marido e da mulher, a busca pela unidade e a consumação dessa união numa só carne. União indissolúvel que nenhuma lei pode cancelar. A geração de um novo filho é, pois, a mais genuína expressão do amor de um casal, fato que, num momento de profunda angústia, levou Raquel a implorar a seu marido: "Dá-me filhos, se não morro" (Cf. Gen 30, 1). É o cumprimento do mandato divino "sede fecundos e multiplicai-vos (Cf. Gen. 1,28), pois "não é bom que o homem esteja só" (Cf. Gen. 2,88). "Por isso - lembra o Concílio Vaticano II - o autêntico cultivo do amor conjugal, e toda a vida familiar que dele nasce, sem pôr de lado os outros fins do matrimônio, tendem a que os esposos, com fortaleza de ânimo, estejam dispostos a colaborar com o amor do criador e salvador, que por meio deles aumenta cada dia mais e enriquece a sua família" (Cf. Gaudium et Spes, n. 50). Por: Equipe Christo Nihil Praeponere

terça-feira, 20 de agosto de 2013

O que está acontecendo no Egito?

O mundo árabe acordou! A globalização, especialmente pela internet, é uma das causas desse fenômeno, do qual é difícil de prever os desdobramentos. Em alguns países, os ditadores foram depostos, como no Egito; e na Síria a pressão popular é forte para derrubar o governo. O Egito é o maior e mais importante país árabe, com 85 milhões de habitantes. O povo nas ruas derrubou Osni Mubarak (11/2/2011), que era apoiado pelos generais fardados. Foi eleito um representante do movimento radical islâmico, a “Irmandade Muçulmana”, Mohamed Mursi (18/6/2012), engenheiro que implantou, no Egito, um governo islâmico conduzido por leis do Corão ou Alcorão. Em 26/12/2012, Mursi aprovou uma nova Constituição redigida apenas por muçulmanos mais radicais e aprovada em um referendo. Isso provocou a ira dos generais de linha dura que não aceitam um governo islâmico, porque o consideram um fator de atraso; querem uma sociedade mais moderna, como na Turquia, por exemplo. Já são centenas de mortos (mais de 900) por causa da deposição do Presidente eleito Mursi, da Irmandade Muçulmana. Na verdade, o confronto dos militares e a facção muçulmana vêm desde a década de 50. Está cada vez mais difícil os dois lados sentarem-se a uma mesa de negociação. A Irmandade Muçulmana é forte, tem o apoio de, pelo menos, 20% do povo e 5 milhões de militantes radicais. Acreditam seus adeptos que morrer nesta luta é ser mártir. Como não gostam do Cristianismo, esses radicais estão também perseguindo e matando cristãos, incendiando as igrejas cristãs coptas [cerca de 50], a qual conta com 10% de adeptos na população. Os cristãos são vistos como aliados dos militares, e por isso são perseguidos. Rezemos por eles.by Professor Felipe Aquino

Mensagem do grupo anonymous sobre a farsa do criança esperança:

CARTA ABERTA AO DIDI, DA REDE GLOBO ASSINO EMBAIXO E ESPERO QUE CHEGUE LÁ ONDE DEVE CHEGAR !!! OBS: e ela não falou nos 100 bilhões que vão ser gastos na Copa do Mundo. SE 30% DOS BRASILEIROS (AS) FIZESSEM O QUE A SRA. ELIANE ESTÁ FAZENDO, O BRASIL SERIA OUTRO. PARABÉNS. CARTA ABERTA DE ELIANE SINHASIQUE (jornalista e publicitária) PARA RENATO ARAGÃO (o Didi da REDE GLOBO DE TELEVISÃO) . . . . . !!! Nota DEZ para essa mulher ! Parabéns ! Querido Didi, Há alguns meses você vem me escrevendo pedindo uma doação mensal para enfrentar alguns problemas que comprometem o presente e o futuro de muitas crianças brasileiras. Eu não respondi aos seus apelos (apesar de ter gostado do lápis e das etiquetas com meu nome para colar nas correspondências) .......... Achei que as cartas não deveriam ser endereçadas a mim. Agora, novamente, você me escreve preocupado por eu não ter atendido às suas solicitações. Diante de sua insistência, me senti na obrigação de parar tudo e escrever uma resposta. Não foi por " algum motivo " que não fiz a doação em dinheiro solicitada por você. São vários os motivos que me levam a não participar de sua campanha altruísta (se eu quisesse poderia escrever umas dez páginas sobre esses motivos). Você diz, em sua última carta, que enquanto eu a estivesse lendo, uma criança estaria perdendo a chance de se desenvolver e aprender pela falta de investimentos em sua formação ! Didi, não tente me fazer sentir culpada. Essa jogada publicitária eu conheço muito bem. Êsse tipo de texto apelativo pode funcionar com muitas pessoas mas, comigo não. Eu não sou ministra da educação. Não ordeno e nem priorizo as despesas das escolas e nem posso obrigar o filho do vizinho a freqüentar as salas de aula. A minha parte eu já venho fazendo desde os 11 anos de idade, quando comecei a trabalhar na roça para ajudar meus pais no sustento da família. Trabalhei muito e, te garanto, TRABALHO NÃO MATA NINGUEM ! Muito pelo contrário, faz bem ! Estudei na escola da zona rural, fiz Supletivo, estudei à distância e muito antes de ser jornalista e publicitária eu já era uma micro- empresária. Didi, talvez você não tenha noção do quanto o GOVERNO FEDERAL tira do nosso suor para manter a saúde, a educação, a segurança e tudo o mais que o povo brasileiro precisa. Os impostos são muito altos ! Sem falar dos Impostos embutidos em cada alimento e em cada produto ou serviço que preciso comprar para o sustento e sobrevivência da minha família. Eu pago pela educação duas vezes : pago pela educação na escola pública, através dos impostos, e na escola particular, mensalmente, PORQUE SOMENTE A ESCOLA PÚBLICA NÃO ATENDE COM ENSINO DE QUALIDADE QUE, ACREDITO, MEUS DOIS FILHOS MERECEM !!! Não acho louvável recorrer à sociedade para resolver um problema que nem deveria existir, pelo volume de dinheiro arrecadado em nome da educação e de tantos outros problemas sociais ! O que está acontecendo, meu caro Didi, é que os administradores dessa dinheirama toda não veêm a educação como prioridade ! PARA ELES, A EDUCAÇÃO LHES RETIRA A SUBSERVIÊNCIA E ÊSSE FATO, POR SI SÓ, NÃO INTERESSA AOS POLÍTICOS QUE ESTÃO NO PODER. POR ISSO, O DINHEIRO ESTÁ SAINDO PELO RALO; ESTÃO JOGANDO FORA , OU APLICANDO MUITO MAL !!! Para você ter uma idéia, na minha cidade cada alimentação de um presidiário custa para os cofres públicos R$ 8,82 (oito reais e oitenta e dois centavos), enquanto que a merenda de uma criança na escola pública custa R$ 0,20 (vinte centavos) !!! O governo precisa rever suas prioridades, você não concorda ? Você pode ajudar a mudar isso ! Não acha ? Você diz em sua carta que não dá para aceitar que um brasileiro se torne adulto sem compreender um texto simples ou conseguir fazer uma conta de matemática. Concordo com você ! É por isso que sua carta não deveria ser endereçada à minha pessoa.. Deveria ser endereçada à Presidente da República !!! Ela é "a cara" !!! Ela é quem tem a chave do cofre e a vontade política para aplicar os recursos ! Eu e mais milhares de pessoas só colocamos o dinheiro lá para que ela faça o que for correto e necessário para melhorar a qualidade de vida das pessoas do país, sem nenhum tipo de distinção ou discriminação. MAS, NÃO É O QUE ACONTECE !!! No último parágrafo da sua carta, você joga, mais uma vez, a responsabilidade para cima de mim, dizendo que as crianças precisam da "minha doação" e que a "minha doação" faz toda a diferença... Lamento discordar de você, Didi !!! Com o valor da doação mínima de R$ 15,00 (quinze reais) eu posso comprar 12 quilos de arroz para alimentar minha família por um mês, ou posso comprar pão para o café da manhã para 10 dias..... !!! Didi, você pode até me chamar de muquirana, não me importo, mas, R$ 15,00 (quinze reais) eu não vou doar! Minha doação mensal já é muito grande. Se você não sabe, eu faço doações mensais de 27,5% de tudo o que ganho !!! Isso significa que o governo leva mais de um terço de tudo que eu recebo e posso te garantir que essa grana, se ficasse comigo, seria muito melhor aplicada na qualidade de vida da minha família ! Você sabia que para pagar os impostos eu tenho que dizer NÃO para quase tudo que meus filhos querem ou precisam ? Meu filho de 12 anos quer praticar tênis e eu não posso pagar as aulas que são caras demais para nosso padrão de vida. Você acha isso justo ? Acredito que não. Você é um homem de bom-senso e saberá entender os meus motivos para não colaborar com sua campanha pela educação brasileira. Outra coisa Didi, MANDE UMA CARTA PARA A PRESIDENTE "DILMA" pedindo para ela selecionar melhor os ministros e também os professores das escolas públicas ! Só escolher quem, de fato, tem vocação para ser ministro e para o ensino. Melhorar os salários daqueles profissionais também funciona para que êles tomem gosto pela profissão e vistam, de fato, a camisa da educação ! Peça para ela, também, fazer escolas de horário integral, escolas em que as crianças possam, além de ler, escrever e fazer contas, possam desenvolver dons artísticos, esportivos e habilidades profissionais. Dinheiro para isso está sobrando sim ! Diga para ela priorizar a educação e utilizar melhor os recursos. Bem, você assina suas cartas com o pomposo título de Embaixador Especial do Unicef para Crianças Brasileiras e eu vou me despedindo assinando... Eliane Sinhasique - Mantenedora Principal dos Dois Filhos que Pari !!! P.S.: Não me mande outra carta pedindo dinheiro. Se você mandar, serei obrigada a ser mal-educada: vou rasgá-la antes de abrir. PS2* Aos otários que doaram para o criança esperança, fiquem sabendo : AS ORGANIZAÇÕES GLOBO ENTREGAM TODO O DINHEIRO ARRECADADO À UNICEF E RECEBEM UM RECIBO DO VALOR PARA DEDUÇÃO DO SEU IMPOSTO DE RENDA !!! Para vocês a Rede Globo anuncia: essa doação não poderá ser deduzida do seu imposto de renda ! PORQUÊ É ELA QUEM O FAZ !!! PS3* E O DINHEIRO DA CPMF QUE PAGAMOS DURANTE 11(ONZE) ANOS? MELHOROU ALGUMA COISA NA EDUCAÇÃO E NA SAÚDE DURANTE ESSES ANOS? BRASILEIROS PATRIOTAS (e feitos de idiotas) !!!DIVULGUEM ESSA REVOLTA.... isto deveria chegar a Brasilia, não acha ??? Carta aberta, de Eliane Sinhasique, para Renato Aragão, o Didi http://blogdovalmutran.blogspot.com/2009...-para.html

Conheça homens e mulheres que optaram por uma vida mais simples

Você pode ter passado a vida inteira, ou parte dela, ouvindo a expressão: tempo é dinheiro. Conhecido de perto um universo em que ter do “bom e do melhor” é sinônimo de uma vida sossegada. Também deve ter escutado, e acreditado, que comprar roupas, sapatos e supérfluos alivia o estresse, principalmente, das mulheres durante a tensão pré-menstrual (TPM). Que shopping é e será um dos melhores lazeres desta vida moderna. Agora, suponha que tudo isso virasse de cabeça para baixo. Em nome da simplicidade do ser, homens e mulheres, de idades diferentes, chacoalharam esses velhos conceitos cada vez mais impostos à sociedade e optaram, sem culpa e com leveza, por uma vida simples. Acreditam que precisam de pouco para se satisfazer e asseguram que o lucro com tudo isso não se vende nem se troca, e tem nome: felicidade. Não se trata de um movimento, mas um fenômeno sem causa única e nenhuma regra. Essas pessoas estão, aos poucos, caminhando por conta própria em busca da simplicidade, sem fazer publicidade disso. Alguns mudaram de cidade, outros conseguiram isso morando em uma capital como Belo Horizonte. E não estão sós. A tal simplicidade já chama a atenção do mundo, já que grandes homens, que poderiam esbanjar mordomias, disseram “não” a elas e a tudo que elas remetem. O ex-guerrilheiro José Mujica, atual presidente do Uruguai, por exemplo, mora em uma casa deteriorada na periferia de Montevidéu, sem empregado nenhum. Seu aparato de segurança: dois policiais à paisana estacionados em uma rua de terra. Não se trata de um movimento, mas um fenômeno sem causa única e nenhuma regra. Essas pessoas estão, aos poucos, caminhando por conta própria em busca da simplicidade, sem fazer publicidade disso. Alguns mudaram de cidade, outros conseguiram isso morando em uma capital como Belo Horizonte. E não estão sós. A tal simplicidade já chama a atenção do mundo, já que grandes homens, que poderiam esbanjar mordomias, disseram “não” a elas e a tudo que elas remetem. O ex-guerrilheiro José Mujica, atual presidente do Uruguai, por exemplo, mora em uma casa deteriorada na periferia de Montevidéu, sem empregado nenhum. Seu aparato de segurança: dois policiais à paisana estacionados em uma rua de terra. BONS EXEMPLOS Mas não é preciso ir a Roma ou ao Uruguai para conhecer pessoas que apostam nesse modo de vida. O Bem Viver conheceu bons exemplos dessa vida simples. São guerreiros que nadam contra a maré em uma sociedade que, cada vez mais, valoriza o supérfluo como a garantia para ser feliz. “Hoje, o que predomina é o consumismo mais exacerbado, mas se há grupos buscando essa simplicidade é um sintoma de que essa exaustão das buscas frenéticas acaba não levando a lugar nenhum”, comenta o psicólogo, psicanalista e doutor em filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Carlos Roberto Drawin. Certos de que há muito mais quando se tem menos, os entrevistados para esta reportagem servem como verdadeiras lições de vida. Maria Madalena Aguiar, de 66 anos, diz ser “feliz demais” em levar uma vida baseada na simplicidade e acredita, por exemplo, que está mais perto de Deus. Já Guilherme Moreira da Silva, de 56, mora em um sítio em Macacos, na Grande BH, e garante que “ser simples” traz a ele conforto, alegria, prazer e felicidade. A mesma sensação tem Priscila Maria Caliziorne Cruz, de 23, que ao optar por esse estilo de vida diz ter ampliado sua consciência, ficando mais inteira e presente na vida. “A simplicidade nos obriga a olhar para nós mesmos”, comenta o frei Jonas Nogueira da Costa, que desde menino se encantou pela vida de São Francisco de Assis e adotou a espiritualidade franciscana. Para a advogada Débora Paglioni, de 23 anos, ser simples vai muito além de ter dinheiro. “Tem a ver com bem-estar e consciência”, afirma. SOMENTE O NECESSÁRIO Carro, só ser for para locomoção. Telefone é para se comunicar, não precisa de touch screen nem aplicativos mirabolantes. Roupas ou sapatos novos somente quando forem de extrema necessidade, afinal, para quê mais? Comer bem não é ir a restaurante refinado, mas aquilo que é feito em casa. Ter uma vida simples passa por muitas dessas posturas, que não são regras. Mas quem decide viver com o que é necessário nega o que hoje é tão valorizado, como a corrida disparada pelos melhores celulares, casa, carros e as mais belas joias. E acaba consciente de que o tempo e a energia investidos para a aquisição de coisas podem minguar as oportunidades de conviver com o outro, de buscar a espiritualidade, autoconhecimento e senso de comunidade. É como se essas pessoas se abrissem mais para o mundo ao seu redor e dissessem: “Desapeguei”. Talvez por isso, elas são serenas, sorridentes e leves, vivendo somente com o necessário, aquilo que para elas é essencial. Esse desapego e vontade de viver somente com o que precisa não é algo que a humanidade conheceu hoje. O psicólogo, psicanalista e doutor em filosofia pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) Carlos Roberto Drawin destaca que esse comportamento é antigo e vem desde antes do cristianismo. “Vem de uma sabedoria grega. Não é só no sentido de não ter bens materiais, mas não transformá-los em uma tirania.” Ele conta que existia uma corrente da filosofia grega, o chamado estoicismo, que mostrava que o homem só atinge a felicidade se ele for livre, ao se livrar das dependências dos bens materiais. “Isso foi seguido tanto por um escravo quanto pelo imperador.” De tanto desapegar desses bens, Guilherme Moreira da Silva, de 56 anos, é chamado de Mazzaropi pelos amigos, em alusão ao cineasta, ator de rádio, TV, de circo, cantor e diretor Amácio Mazzaropi, que, mesmo rico, foi conhecido como o gênio da simplicidade. Ele marcou a história do cinema nacional ao mostrar personagens simples e uma linguagem bem próxima do povo. Guilherme não optou pela arte. Desde menino, sofria de bronquite e a medicina não lhe dava esperança de cura. Por meio de uma vida que ele mesmo chama de alternativa, conseguiu se livrar da doença, desafiando até o diagnóstico médico. Nascido e criado em Belo Horizonte, há 30 anos Guilherme se mudou para São Sebastião das Águas Claras, mais conhecido como Macacos, na Grande BH. Formado em arquitetura e especializado em paisagismo, ele morou na Espanha por um ano. Mas foi em Macacos, em um sítio em meio à natureza, que se encontrou. Por 15 anos, morou ali sem energia elétrica. Ele diz até hoje não comprar roupas e só usar aquelas que seus irmãos lhe dão. “Não atribuo grandes valores ao materialismo. Tenho uma caminhonete porque preciso dela para trabalhar.” Guilherme hoje mexe com produtos naturais, vende pães integrais e come tudo o que planta. Onde mora não há internet. “A minha bronquite que me incomodava muito. Queria uma vida saudável. Esse modelo que adotei tem raízes profundas em querer sobreviver e gostar da vida. Chegou o momento em que o mais importante era a qualidade do ar que respirava , o contato com a terra e a comida que comia.” Em uma casa de alvenaria sem luxos nem precariedade, Guilherme tem uma televisão, que de vez em quando é ligada. “A vida pode ser muito mais simples. A busca por ter tudo, trocar o velho pelo novo, traz desconforto. A sociedade nunca está satisfeita.” Para ele, a vida no campo traz essa simplicidade, alegria, conforto e prazer. ESFORÇO Professor do curso de ciências sociais da Pontifícia Universidade Católica (PUC Minas), Ricardo Ferreira Ribeiro diz que hoje as pessoas fazem um esforço danado para ter renda e, por outro lado, geram um estresse, acúmulo de trabalho e problemas de saúde. “A opção pela vida simples tem sido mais singela, há menos requinte, mas exige menos esforços.” Ele lembra que os hippies chegaram a optar por esse modo de vida, como crítica ao consumismo. “Esse modo de viver aproxima mais as pessoas, cria-se uma empatia.” Para o frei Jonas Nogueira da Costa, de 37, viver com pouco se aprende ao estar perto daqueles que têm poucas condições financeiras. De família simples e católica, ele sempre participou das atividades da igreja de Três Rios, sua cidade natal, no interior do Rio de Janeiro, o que despertou sua vontade de ser padre. Em 1995, entrou para a Ordem dos Frades Menores, motivado pelo exemplo de São Francisco de Assis, que dedicou a vida à simplicidade e aos pobres. “A proposta de simplicidade, de viver como irmão e ter uma vida de oração são pilares que me encantaram”, diz. A simplicidade para Jonas é entendida como partilha. “Você não pode chegar a Deus com títulos acadêmicos, roupas e outros. Deus é simples.” O frei conta que a principal mudança que sentiu na sua opção devida foi no conceito de posse. “As coisas que eram da minha família pertenciam a eles e a mim. Hoje, tenho o conceito do nosso.” Suas posses, segundo ele, são os livros. Não se importa com roupas e compra só o necessário. “A simplicidade tem o campo prático e político. No primeiro, é o contato com as pessoas mais simples e afetos com as plantas e animais. No segundo, é a denúncia do consumismo que gera frustrações.” Ele ensina que a vida simples permite o contato consigo mesmo. “Nos obriga a olhar para nós mesmos e ao nos depararmos com o ser humano que somos nos libertamos das grandes tentações do consumismo.” O grande ganho para o frei é a felicidade como comunhão, prazer nas pequenas coisas , estar bem consigo mesmo. “Temos que fazer o que gostamos. A minha opção me faz bem, humano e feliz.” Para o frei, quem segue a vida baseada na simplicidade, independentemente da religião, tem que aprender a escutar os pobres materialmente e socialmente. “Eles são os nossos mestres. Há muita coisa que dissemos que são fundamentais para nós, e vemos que outras pessoas conseguem viver sem aquilo. Às vezes temos tudo e não abrimos mão de nada, e esse pobre consegue sorrir e falar de Deus. Por trás disso, há uma sabedoria. Não há uma receita pronta para essa vida simples. Cada um tem que fazer a própria síntese”, aconselha. Estilo de vidas Existe um movimento chamado simplicidade voluntária, que é um estilo de vida no qual os indivíduos conscientemente escolhem minimizar a preocupação com o “quanto mais melhor”, em termos de riqueza e consumo. Seus adeptos escolhem uma vida simples por diferentes razões, que podem estar ligadas a espiritualidade, saúde, qualidade de vida e do tempo passado com família e amigos, redução do estresse, preservação do meio ambiente, justiça social ou anticonsumismo. Algumas pessoas agem conscientemente para reduzir as suas necessidades de comprar serviços e bens, e, por extensão, reduzir também a necessidade de vender o seu tempo. Alguns usarão as horas a mais para ajudar os seus familiares ou a sociedade, ou sendo voluntário em alguma atividade. Compra consciente Mudar os hábitos de consumo e só adquirir produtos de que realmente precisa é uma opção de vida de quem busca ser mais saudável Não é preciso sair da capital ou se dedicar integralmente ao sacerdócio para ter uma vida simples. Essa opção de vida, apesar de a luta ser ainda maior, é bem possível na cidade grande, mesmo com as tentações do consumo e seus exageros bem próximos. A simplicidade, muitas vezes, está na essência da alma e em atitudes conscientes, e não é preciso radicalismo para chegar até ela. O professor do curso de ciências sociais da Pontifícia Universidade Católica (PUC Minas) Ricardo Ferreira Ribeiro diz que essa opção de vida pode ser uma certa crítica aos valores ligados à ostentação e ao padrão de vida de pessoas que não conseguem abrir mão dos bens materiais. “A gente acaba consumindo muitas coisas, para quê? Qual a finalidade desse bem que se adquire?”, provoca. Foram essas as perguntas que motivaram a psicóloga Marina Paula Silva Viana, de 28 anos, a enfrentar um desafio: um ano sem compras. De junho de 2011 até junho de 2012, ela não comprou nada de supérfluo e criou um blog na internet relatando sua experiência durante esse período. A página levou o nome do desafio, Um Ano sem Compras. Mineira de Belo Horizonte, a jovem mora desde 2008 em Curitiba e achava que a proposta seria difícil. “O mais complicado é conter o primeiro impulso. Mas vi que isso é bem possível.” O dinheiro que usava para comprar roupas, bolsas, calçados e cosméticos foi gasto em lazer. “Sempre gostei dessa opção de vida, e queria fazer essa experiência. Você percebe que tem outras prioridades na vida. Passei a fazer mais programas ao ar livre, a aproveitar atividades intelectualizadas. Quando estamos imersos no consumo, deixamos o que nos dá prazer em segundo plano. Passada essa experiência, hoje compro bem menos e me foquei no que é essencial para mim.” Como psicóloga, Marina conta que muitos pacientes trazem para o consultório frustrações vindas do consumo. “As pessoas estão consumindo mais. E isso acaba tendo uma função psicológica. Ela acabam acreditando que a personalidade está ligada ao que consomem.” Formada em teatro, produtora do curso de educação gaia em BH e estudante de letras na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Priscila Maria Caliziorne Cruz, de 23, diz que a vida simples vem dos pilares que recebeu em casa e das suas buscas e anseios. “São escolhas diárias. Encontrei em BH, no meio urbano, uma alternativa mais simples para viver.” Ela conta que o segredo dessa opção está na consciência do que se busca. “Sabemos que ter um telefone é importante para atender a necessidade. Mas nem sempre essa necessidade por um produto acompanha moda e o que está no mercado.” Há 10 anos, a jovem não entra em shopping, pois, segundo ela, é um ambiente que a incomoda, principalmente pelo objetivo daqueles que estão ali e os tipos de relações estabelecidas. “Participo de um encontro anual de trocas de roupas. Para a minha alimentação, participo de redes de agricultura urbana, que são alimentos produzidos na cidade. Compramos diretamente dos produtores, sai mais barato e não acumula tanto valores.” A maior preocupação de Priscila é com o meio ambiente. Ela procura ter atitudes sustentáveis, como reciclagem de lixo, usar carona ou transporte público. “Essa opção de vida me faz sentir em harmonia comigo mesma. Quando fiz essa escolha, é como se tivesse responsabilidade com as pessoas ao meu redor.” Ela diz que o encontro com esse modo de vida foi motivado por uma busca de vida saudável, da saúde do corpo e da mente . “Nunca fiz escolhas motivada pelo financeiro.” BENS MATERIAIS Por mais que as quatro filhas insistam, Maria Madalena Aguiar, de 66 anos, fica bons anos sem comprar roupas. Prefere consertar as que tem e não se importa com a idade delas. Um vestido e um tamanco já estão de bom tamanho. Mesmo morando na capital, a essência, adquirida na infância, na roça e durante os três anos que morou em um convento em São Paulo, ela mantém intacta e com orgulho. Diz já ter conhecido muitas pessoas que ostentam bens materiais. “É de dar dó”, comenta. Certo dia, uma de suas filhas a chamou para sair. Ela logo pegou a bolsa de pano e disse estar pronta para acompanhá-la. A filha sugeriu que mudasse de roupa. “Você quer o que visto ou a minha companhia?”, respondeu Madalena. Apaixonada pelas poesias que cria, ela conta que prefere andar de ônibus ou a pé a ir de carro. “Temos pernas é para andar.” Compras com ela, só o essencial. O seu lazer é mexer na terra, com as plantas e aprender com elas. “A vida simples é uma sabedoria”, avisa. Para ela, ajudar o outro a ter um coração bom são as grandes riquezas do ser humano. Madalena conta a lenda que lhe serve de inspiração. “Uma vez, um turista viajou para conhecer um grande sábio. Quando chegou, disse a ele que queria conhecer seus móveis. O sábio, muito tranquilo, mostrou que só tinha uma cama e uma cadeira e o convidou a entrar. O homem não aceitou, disse estar só de passagem. O sábio respondeu: ‘Eu também’.” Para essa senhora, a história aponta o que devemos pensar antes dos bens materiais serem nossos donos. “Caixão não tem gaveta. Estamos aqui só de passagem.” (LE) Viver com o essencial Este mês, o New York Times publicou um artigo sobre a vida de Graham Hill, que vive em um estúdio de 420 pés. Ele tem seis camisas, 10 tigelas rasas que usa para saladas e pratos principais. Não tem um único CD ou DVD. Era rico, tinha uma casa gigantesca e cheia de coisas – eletrônicos , carros e eletrodomésticos. “De uma certa forma, essas coisas acabaram me consumindo”, disse na entrevista. Em 1998, em Seattle, vendeu sua empresa de consultoria de internet, Sitewerks, por muito dinheiro e passou a comprar muito. Entre as compras, um Volvo preto turbinado. Mas tudo isso passou a incomodá-lo e a ficar sem graça. E ele decidiu viver somente com o essencial. by Luciane Evans

sábado, 17 de agosto de 2013

SEMANA NACIONAL DA FAMÍLIA QUE AS FAMÍLIAS GANHEM UMA NOVA FORÇA E UM NOVO VIGOR

“A Transmissão e a Educação da Fé cristã na Família” é o tema, deste ano, para a Semana Nacional da Família, comemorada de 12 a 18 de agosto de 2013. O tema leva em conta a responsabilidade dos pais e também o Ano da Fé, instituído pelo Papa emérito Bento XVI. Está em consonância também com a Campanha da Fraternidade e a Jornada Mundial da Juventude. Devemos refletir sobre o papel dos pais, os desafios que se apresentam, os valores que permanecem, a educação pela presença dos pais com fortaleza e docilidade, a iniciação cristã como educação para a felicidade e, por fim, procuremos elaborar um projeto de vida pessoal e familiar. Os subtemas, elaborados pela CNBB, desejam provocar e desafiar os pais a assumirem, cada vez mais, a missão de primeiros e autênticos transmissores e educadores da fé cristã. Atraídos por Jesus Cristo, os pais são convocados por Ele ao anúncio do Evangelho, com um mandato que é sempre novo, uma nova evangelização para descobrir novamente a alegria de crer e reencontrar o entusiasmo de comunicar a fé. Na descoberta diária do amor, a família ganha força e vigor no compromisso missionário que jamais pode faltar. A fé na família cresce quando é vivida como experiência de um amor recebido e comunicada como experiência de graça e de alegria. Programaram-se sete encontros que poderão ser estendidos para ocasiões comemorativas e sugeridas em organizações de celebrações em outros ambientes que vão além da comunidade eclesial, tais como escolas, universidades, fábricas, escritórios etc. Seria bom que toda família cristã participasse desse momento de evangelização, o qual começa no ambiente paroquial e deve se espalhar por todos os ambientes em que vivemos. Deus é família: Pai, Filho e Espírito Santo, pessoas que vivem em comunhão. Unidos pela fé, também formamos uma família, a Igreja. O Senhor nos fez à Sua semelhança e espera que preservemos esses valores. É hora de renovarmos nossa fé, vivendo-a com maior decisão e empenho. Vamos todos, homens e mulheres cristãs! Que todos e cada um dê a sua colaboração para fazermos com que as famílias cristãs cresçam, como Jesus, em idade, sabedoria e graça diante de Deus! Dom Eurico dos Santos Veloso Arcebispo Emérito de Juiz de Fora (MG)

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Não dá para ser casado e querer viver como solteiro

Não dá para ser casado e querer viver como solteiro. Não dá para ser casado e pensar em fazer as coisas do seu modo, da sua maneira. Se o casal tem uma atitude e decide se casar, precisa assumir o matrimônio. “Por isso, o homem deixará pai e mãe e se unirá à sua mulher, e os dois serão uma só carne. De modo que eles já não são dois, mas uma só carne. Portanto, o que Deus uniu, o homem não separe” (Mt 19,5-6). Que mistério maravilhoso o amor de Deus estar presente no coração do homem e da mulher! Quando os dois se unem para o sacramento e a união matrimonial, acontece a graça sublime do amor de Deus, o qual une duas naturezas representadas no feminino e no masculino. As tendências, os gostos, as aptidões, o modo de encarar o mundo, as histórias de vida são tão diferentes entre homens e mulheres. Mas, de repente, em uma graça sublime, um começa a gostar do outro; e desse gostar cresce um sentimento que se torna amor, de modo que decidem viver para sempre um para o outro. Dar-se em matrimônio é uma graça que exige renúncia, sacrifício. O matrimônio é um desafio, um mistério; ao mesmo tempo, uma graça sublime de Deus. O mistério do amor divino está ali escondido, presente, é um mistério insondável, impenetrável, mas possível de ser vivido pela união do homem e da mulher. É um desafio, pois a vida a dois não é fácil, ela exige muita doação, sacrifício e renúncia. Não dá para ser casado e querer viver como solteiro. Não dá para ser casado e querer pensar só em si. Não dá para ser casado e pensar em fazer as coisas do seu modo, da sua maneira. Se o casal tem uma atitude e decide se casar, precisa assumir o matrimônio. Essa é a atitude da humildade, a decisão de renunciar toda a forma de egoísmo que existe no coração do homem. O homem e a mulher se unem e vivem um novo desafio: ser uma só carne, formar uma única família. Hoje, quero pedir a Deus a graça de abençoar os casamentos, abençoar os casais que vivem essa linda aventura, esse grande desafio de se casarem conforme a vontade do Senhor. Casar não é fácil, mas é um mistério sublime. Vale a pena o sacrifício, a doação, no entanto é preciso consciência e responsabilidade. Que o Senhor conceda a cada homem e a cada mulher a graça de viverem na intensidade do amor d’Ele. Deus abençoe você! Padre Roger Araújo

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Pesquisa identifica sinal de Alzheimer dez anos antes dos sintomas

BARCELONA - Um estudo publicado nesta quarta-feira anuncia a identificação do que pode ser o sinal bioquímico da doença de Alzheimer mais precoce já descoberto. Os resultados sugerem que este potencial biomarcador fica presente no líquido cefalorraquidiano (LCR) pelo menos uma década antes de se manifestar sinais de demência. Quanto antes ocorre o diagnóstico da doença, melhor se consegue impedir o avanço da degeneração. "Se nossos resultados iniciais puderem ser repetidos por outros laboratórios, os resultados vão mudar a forma como se pensa atualmente sobre as causas da doença de Alzheimer", disse Ramon Trullas, professor de pesquisa do Instituto de Pesquisa Biomédica de Barcelona e autor de o estudo que foi publicado na revista "Annals of Neurology"." Esta descoberta pode permitir a busca de tratamentos mais eficazes que podem ser administradas durante a fase pré-clínica da doença", completa. Os pesquisadores do instituto demonstraram que uma diminuição do conteúdo de DNA mitocondrial (mtDNA) pode ser um indicador pré-clínico da doença de Alzheimer. A hipótese é de que a redução nos níveis de mtDNA em CSF refletem a diminuição da capacidade de funcionamento da mitocôndria dos neurônios do cérebro, provocando a sua morte. A diminuição da concentração de mtDNA precede o aparecimento de biomarcadores de Alzheimer mais conhecidos, sugerindo que o processo fisiopatológico da doença de Alzheimer é iniciado mais cedo do que se pensava, e que a redução mtDNA pode ser uma das primeiras preditoras da doença. O DNA mitocondrial em pode ser facilmente quantificado por uma máquina de sequenciamento genético. A doença de Alzheimer afeta mais de cinco milhões de americanos e é a sexta maior causa de morte nos Estados Unidos. Atualmente, a única maneira para diagnosticar a doença com precisão é por meio de análise neuropatológica. Hoje, a relação de biomarcadores associada com a causa da doença é obscura, o que torna quase impossível diagnosticá-la com segurança em sua fase pré-clínica. Por O Globo

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Padre oferece resgate à vítima de acidente e desaparece misteriosamente

Um fato particularmente notável tomou as manchetes do mundo na última semana. Após um forte acidente envolvendo uma garota de 19 anos, em Missouri, nos Estados Unidos, a aparição de um sacerdote misterioso impressionou os serviços de emergência e as autoridades locais. O padre prestou ajuda à jovem Katie Lentz, que estava presa nas ferragens do carro acidentado, ministrou-lhe a unção dos enfermos e desapareceu sem deixar vestígios. Das mais de 80 fotos tiradas do acidente, nenhuma captou sequer uma imagem do padre – ainda que inúmeras testemunhas tenham confirmado a sua presença no local. O acidente aconteceu no domingo, dia 4 de agosto, pela manhã, quando Katie Lentz saiu da casa de seus pais para ir à igreja com alguns amigos. A Mercedes que ela dirigia bateu com outro veículo e a jovem ficou presa às ferragens do carro. Depois de quase 45 minutos tentando tirá-la do carro, sem sucesso, o chefe do corpo de bombeiros, Raymond Reed, "estava preocupado porque se via sem opções", conta o policial Richard Adair, um dos primeiros a chegar ao local. "Suas ferramentas não estavam funcionando e, até aquele momento, já havia passado quase uma hora, e ele disse: eu não sei como vamos tirá-la". Neste momento, Katie Lentz perguntou se alguém podia rezar com ela. E, então, uma voz disse: "Eu rezo". Era um homem de uns cinquenta anos, de cabelos brancos e vestido como sacerdote. O chefe do corpo de bombeiros afirma que ficou surpreso com a aparição, porque a estrada estava interditada em torno de 3 a 5 quilômetros e ninguém o havia visto chegar. "Ele veio e pediu para dar a unção à garota no carro", conta Richard Adair. "Meu primeiro pensamento foi que isso possivelmente passaria uma mensagem errada a Katie, a de que talvez nós tivéssemos chamado um padre e pensado que ela não conseguiria sair dessa. Então, eu voltei, conversei com o padre e disse que estávamos preocupados que ela pensasse que tínhamos perdido as esperanças. Ele disse: 'Eu só quero dar-lhe a unção', e, então, nós deixamos que ele entrasse em cena." Testemunhas contam que ele ungiu Katie e a equipe de resgate com óleo, rezou com elas e pediu que ficassem calmas. Imediatamente, como relatou um dos membros da equipe, uma sensação de paz tomou o local. Naquele momento, o corpo de bombeiros usou um novo equipamento e conseguiu libertar a jovem estudante. Depois disso, ninguém mais viu o sacerdote. "Nós todos voltamos para agradecer este sacerdote e ele se foi", contou o chefe do corpo de resgate, Raymond Reed. "Eu tenho 69 fotografias que foram tiradas minutos depois que o acidente aconteceu – transeuntes, a retirada do carro, a limpeza do local – e ele não está em nenhuma delas". O chefe de polícia da localidade afirma que o acidente foi "o mais aterrorizante" dos que já viu com sobreviventes, em seus 27 anos de serviço. "Eu não saberia dizer se era um anjo enviado a nós na forma de um sacerdote ou um sacerdote que se tornou nosso anjo", disse o comandante do corpo de bombeiros. "Foi um milagre", garantiu. A princípio, após os testemunhos e descrições das pessoas que estavam no local, alguns chegaram a conjecturar que aquela teria sido uma intervenção do padroeiro dos párocos, o sacerdote francês São João Maria Vianney, que viveu na França, no século XIX. Além dos traços semelhantes com o santo de Ars, o acidente aconteceu em 4 de agosto, dia em que é celebrada a sua memória. Hoje, porém, a Diocese de Jefferson City emitiu uma nota, reconhecendo o sacerdote misterioso: tratava-se do padre Patrick Dowling. Ele disse que "ficou feliz por poder ajudar exercendo seu ministério" e que "era apenas um dos muitos que acudiram para assistir a vítima no acidente". Assistência providencial e emblemática: um auxílio do alto no dia dedicado aos sacerdotes, mostrando a importância dos sacramentos e do ministério sacerdotal na vida das pessoas. A jovem Katie Lentz continua se recuperando, ainda que com lesões no fígado, no baço, no pulmão e várias fraturas por todo o corpo. Por: Equipe Christo Nihil Praepoenre | Informações: Fox News, Religión en Libertad, USA Today, LifeSiteNews.com

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Padres com cheiro do povo

Em agosto de 1978, pouco depois de ter sido indicado como futuro presidente do Brasil, João Batista Figueiredo concedeu uma entrevista, na qual, entre outras coisas, revelou sua paixão pelos equinos. Foi então que um repórter lhe perguntou se também apreciava o «cheiro do povo»... Impulsivo e temperamental, Figueiredo não gostou da impertinência e respondeu mal-humorado: «O cheirinho do cavalo é bem melhor!». Como não podia deixar de acontecer, a resposta lhe granjeou antipatia e piadas. Mas, se não formos hipócritas, precisaremos admitir que ele nada mais fez do que retratar a realidade: não é fácil conviver com as pessoas. Não é por nada que filósofos seguidos por amplos segmentos da sociedade atual afirmam sem pestanejar que «o homem é lobo para o homem» (Thomas Hobbes) e que «o inferno existe, sim: são os outros» (Jean-Paul Sartre). Foi certamente por experiências decepcionantes que a sabedoria popular cunhou um provérbio desalentador: «Quanto mais conheço os homens, mais admiro o meu cachorro». Não será também por isso que um número cada vez maior de lares tem mais bichos do que filhos? Normalmente, os equinos, felinos e caninos dão menos preocupações e dissabores do que os humanos! Evidentemente, não posso generalizar nem ser pessimista: há famílias que sabem conciliar as coisas, de modo que os cães – mas não somente eles – acabam por se tornar “amigos” do homem, defendendo-o dos perigos e até curando as suas enfermidades. Um exemplo de convivência harmoniosa foi dado por São Francisco de Assis, para quem os próprios lobos se transformam em cordeiros quando aproximados com amor. O que importa é não inverter a ordem estabelecida e seguida por Deus: «Se ele cuida das aves do céu e da erva do campo, o que não fará por vocês?» (Mt 6,26.30). Lembrei-me de tudo isso ao conferir a homilia que o Papa Francisco proferiu no dia 28 de março de 2013, quinta-feira santa, pouco antes de abençoar os óleos do crisma, dos catecúmenos e dos enfermos. Aludindo ao perfume próprio desses óleos, pediu aos sacerdotes que a unção que receberam no dia da ordenação não os afaste do “cheiro do povo”. Cito seus tópicos mais significativos. Primeiramente, ele lhes recordou que tudo o que não se doa, deteriora e nos faz mal: «A unção não nos foi dada para nos perfumar a nós próprios. Menos ainda para que a guardemos num frasco: quando isso acontece, o óleo se torna rançoso e o coração fica amargo». De outro lado, quanto mais for ungido, mais e melhor o padre realizará o seu serviço: «O bom sacerdote se reconhece pela unção que irradia. O povo gosta do Evangelho pregado com unção, que chega ao seu dia-a-dia, que ilumina suas situações-limite, “as periferias” onde o povo fiel está mais exposto à ação dos que tentam erradicar a sua fé. Os fiéis nos agradecem quando percebem que rezamos a partir das realidades de sua vida, de suas dores e alegrias, de suas angústias e esperanças». É assim que o sacerdote se torna um “pastor com cheiro das ovelhas”: «O padre que pouco sai de si mesmo, que pouco unge, perde o melhor do que tem. Quem não sai de si mesmo, ao invés de mediador, torna-se mercenário, administrador. A diferença é conhecida por todos: o mercenário e o administrador “já receberam a sua recompensa”. Por não colocarem em jogo a pele e o coração, não recebem o agradecimento carinhoso que nasce do coração. Dessa falta, brota a insatisfação que faz com que se sintam tristes – padres tristes! –, transformados numa espécie de colecionadores de antiguidades (ou de novidades) –, o que não aconteceria se fossem pastores com cheiro das ovelhas, padres com cheiro do povo!». Poucos meses antes, na mensagem pascal que dirigiu aos sacerdotes de Buenos Aires, o Cardeal Jorge Bergoglio prenunciara o que entendia por pastores com “cheiro das ovelhas”: «A Semana Santa se apresenta como uma nova oportunidade para acabar com um modelo fechado de evangelização, que se reduz a repetir sempre as mesmas coisas, e fazer surgir uma Igreja de portas abertas, não apenas para receber os que a procuram, mas, sobretudo, para sair e acolher a quem dela não se aproxima». Dom Redovino Rizzardo

domingo, 11 de agosto de 2013

Encontro e solidariedade

As palavras do Papa Francisco no Brasil, pronunciadas durante a Jornada Mundial da Juventude, com simplicidade e de forma direta, entrelaçaram conceitos. Apresentam a importância de um comprometimento de todos na busca de uma cultura do encontro e da solidariedade. O discurso do Papa convida cada um a seguir na contramão de uma globalização da indiferença, risco terrível do contexto contemporâneo. Os pobres são os mais sacrificados. Suas urgências são desprezadas e continua aberta a ferida do desrespeito à dignidade humana. O convite à cultura da solidariedade e do encontro é um grito profético na suavidade da voz de quem não se deixa levar por pretensões e poderes, mas pauta sua vida na simplicidade do Evangelho e no respeito pelo outro. Tornam-se ainda mais interpeladoras as palavras do Papa Francisco graças aos seus gestos, a serenidade do seu sorriso, a atenção para com todos. Uma autenticidade própria de quem não faz de si o centro, mesmo com a importância e singularidade de sua pessoa e de sua missão de sucessor do apóstolo Pedro. Já no voo de vinda ao Rio de Janeiro, conversando com os jornalistas, o Papa sublinha um horizonte imprescindível para a cultura do encontro e da solidariedade, quando se refere ao jovem, que não pode ser isolado da sociedade, compreendendo-o como o verdadeiro futuro de um povo. A essa compreensão, sem demora, também faz referência aos idosos. Ensina que um povo tem futuro se caminha com a força dos jovens, impulsionando adiante as dinâmicas e projetos, e com a sabedoria insubstituível carregada no coração e na experiência de vida dos mais velhos. Esses aspectos da mensagem do Papa Francisco iluminam muitas sombras da sociedade brasileira, agora mais despertada para a preciosidade do jovem, mas ainda muito indolente nas suas estruturas e funcionamentos quanto à valorização e respeito aos idosos. Ao afirmar que a juventude é a janela pela qual o futuro entra no mundo, o Papa Francisco desafia os brasileiros, particularmente governantes e dirigentes, a não relativizar, com análises inadequadas e, sobretudo, com um esfriamento proposital, o sentido positivo das manifestações populares alavancadas pelos jovens nas ruas do Brasil. A juventude merece mais contundência nas respostas. Obviamente, elas não podem reduzir-se à diminuição de tarifas de ônibus ou às propostas apressadas que caem rapidamente no descaso e na inviabilidade. A cultura da solidariedade é o único caminho que não permitirá apagar essa chama que já sinalizou a necessidade de mudanças mais profundas e de respostas mais urgentes. Por isso o Papa Francisco deixou uma bela advertência, exatamente durante a cerimônia de boas-vindas, ante uma plateia de dirigentes governamentais, ao dizer que “a nossa geração se demonstrará à altura da promessa contida em cada jovem, quando souber abrir-lhe espaço; tutelar as condições materiais e imateriais para o seu pleno desenvolvimento; oferecer a ele fundamentos sólidos sobre os quais construir a vida; garantir-lhe segurança e educação para que se torne aquilo que ele pode ser; transmitir-lhe valores duradouros pelos quais a vida mereça ser vivida; assegurar-lhe um horizonte transcendente que responda à sede de felicidade autêntica, suscitando nele a criatividade do bem”. Essas palavras do Papa Francisco mostram que é urgente revisar as dinâmicas institucionais da nossa sociedade. É preciso uma transformação profunda que inclui governos, escolas e universidades, criando círculos de solidariedade pela singularidade educativa do encontro entre amigos e irmãos. A riqueza e densidade das palavras do Papa Francisco, em vista da superação da globalização da indiferença e cultivo da cultura do encontro e da solidariedade, encontra um momento significativo nas indicações dadas na homilia da Missa no Santuário da Mãe Aparecida: conservar a esperança; deixar-se surpreender por Deus; viver na alegria. Importa a ousadia de ter uma visão positiva da realidade, tornando-se cada um, indica o Papa, luzeiro de esperança, deixando-se conduzir por Deus. Assim brota a condição de viver na alegria. A confiança em Deus, a esperança e a alegria por tantos dons impulsionam a sociedade na conquista e vivência da cultura do encontro e da solidariedade. Dom Walmor Oliveira de Azevedo

Dia dos pais

No mês de agosto, chamado mês vocacional para a Igreja no Brasil, celebramos também o Dia dos Pais no segundo domingo. Quero me associar a todos os pais no seu dia e apresentar-lhes meus cumprimentos e as minhas especiais preces pela sua vida e pela sua missão de gerar os seus filhos para a Igreja e de educá-los na fé católica. Meu olhar se volta para todos os pais, particularmente aqueles que estão doentes, que passam dificuldades, que sofrem atribulações, que estão desempregados, que vivem perseguições, aos encarcerados, aos pais adictos, aos pais que estão afastados de seus filhos pelo sofrimento do divórcio e aos pais que sofrem porque seus filhos vivem na dependência do álcool e da droga. Eu gostaria de pedir licença aos meus leitores para compartilhar as palavras do Papa Francisco em sua histórica e emocionante visita pastoral à Comunidade da Varginha. Aquele contexto deve ser o contexto em que devemos celebrar o Dia dos Pais. Disse o Papa Francisco: "Que bom poder estar com vocês aqui! Desde o início, quando planejava a minha visita ao Brasil, o meu desejo era poder visitar todos os bairros desse País. Queria bater em cada porta, dizer “bom dia”, pedir um copo de água fresca, beber um "cafezinho", falar como a amigos de casa, ouvir o coração de cada um, dos pais, dos filhos, dos avós... Mas o Brasil é tão grande! Não é possível bater em todas as portas! Então escolhi vir aqui visitar a Comunidade de vocês, que hoje representa todos os bairros do Brasil. Como é bom ser bem-acolhido, com amor, generosidade, alegria! Basta ver como vocês decoraram as ruas da Comunidade; isso é também um sinal do carinho que nasce do coração de vocês, do coração dos brasileiros, que está em festa!". Realmente, esta é a grande festa familiar que a Igreja nos convida a celebrar neste domingo: a festa da paternidade. A festa em torno do grande dom que Deus dá ao homem e à mulher, que é nascer de um pai e de uma mãe, formando uma família conforme a vontade de Deus. E quando nós falamos dos sentimentos que temos pelos nossos pais é o de acolhida, manifestado tão magnificamente pelo Papa Francisco: "Desde o primeiro instante em que toquei as terras brasileiras, e também aqui junto de vocês, me sinto acolhido. E é importante saber acolher; é algo mais bonito que qualquer enfeite ou decoração. Isso é assim por que quando somos generosos acolhendo uma pessoa e partilhamos algo com ela – um pouco de comida, um lugar na nossa casa, o nosso tempo – não ficamos mais pobres, mas enriquecemos. Sei bem que quando alguém que precisa comer bate à sua porta, vocês sempre dão um jeito de compartilhar a comida: como diz o ditado, sempre se pode “colocar mais água no feijão”! E vocês fazem isto com amor, mostrando que a verdadeira riqueza não está nas coisas, mas no coração! E o povo brasileiro, sobretudo as pessoas mais simples, pode dar para o mundo uma grande lição de solidariedade, que é uma palavra frequentemente esquecida ou silenciada, porque é incômoda. Queria lançar um apelo a todos os que possuem mais recursos, às autoridades públicas e a todas as pessoas de boa vontade comprometidas com a justiça social: Não se cansem de trabalhar por um mundo mais justo e mais solidário! Ninguém pode permanecer insensível às desigualdades que ainda existem no mundo! Cada um, na medida das próprias possibilidades e responsabilidades, saiba dar a sua contribuição para acabar com tantas injustiças sociais! Não é a cultura do egoísmo, do individualismo, que frequentemente regula a nossa sociedade, aquela que constrói e conduz a um mundo mais habitável, mas sim a cultura da solidariedade; ver no outro não um concorrente ou um número, mas um irmão". As palavras do Papa são um convite para que os pais não desanimem de ser os promotores da cultura da acolhida: acolher em primeiro lugar a Jesus Cristo, nosso Salvador, que tendo nascido de uma família humana foi obediente ao seu pai adotivo, São José, e à sua Mãe, Maria Santíssima. Os pais devem ensinar aos seus filhos a solidariedade, a partilha, a cidadania, a co-responsabilidade pela vida da Igreja, missão de todos os batizados, e o profetismo de sermos discipúlos-missionários na edificação de uma sociedade mais justa, com emprego, com renda, com inclusão social verdadeira. O Papa Francisco sublinhou na Catedral Metropolitana de São Sebastião que os bispos, sacerdotes e diáconos são "Chamados a promover a cultura do encontro. Em muitos ambientes, infelizmente, ganhou espaço a cultura da exclusão, a “cultura do descartável”. Não há lugar para o idoso, nem para o filho indesejado; não há tempo para se deter com o pobre caído à margem da estrada. Às vezes parece que, para alguns, as relações humanas sejam regidas por dois “dogmas” modernos: eficiência e pragmatismo". Os pais, da mesma maneira, são protagonistas desta cultura do encontro e da superação da exclusão que impera em muitos ambientes familiares. Que nossas famílias sejam locais de encontro para rezar, para as refeições, para a partilha da vida cotidiana. Que muitos confortos modernos que nos isolam, como a televisão em cada quarto, o computador que muitas vezes exclui a conversa pessoal, sejam redimensionados para que possamos viver realmente uma vida familiar em que o pai conduz a sua família a viver a cultura da vida, da esperança, da fé e da transmissão do Evangelho. Gostaria de entrar em cada um dos lares do Rio de Janeiro para cumprimentar os pais de nossa Arquidiocese. Com o Dia dos Pais começa a Semana Nacional da Família em todo o Brasil. Também será importante celebrá-la, e desejo de coração afirmar a importância da família na sociedade. Por isso, elevo ao Divino Pai Eterno uma especial prece por todos os pais, para que não renunciem à sua importante missão familiar e eclesial. E que, na bela experiência do “terço dos homens”, nossos pais possam dar o testemunho público de vida cristã aos filhos e netos, que deve ser a sua primeira e mais importante missão e o seu mais precioso bem a deixar de legado a todos os seus familiares. Deus abençoe nossos pais! Dom Orani João Tempesta

Papa envia benção aos brasileiros pela Semana Nacional da Família

O Papa Francisco enviou uma benção apostólica para os fiéis, comunidades e paróquias que participam, no Brasil, da Semana Nacional da Família. A programação, que começa neste domingo, 11, vai até 17 de agosto, faz a reflexão do tema "A transmissão e educação da fé cristã na família". O evento é animado pela Comissão Episcopal Pastoral para a Vida e a Família da CNBB. A seguir, a íntegra da mensagem do Papa Francisco: Vaticano, 6 de agosto de 2013. Queridas famílias brasileiras, Guardando vivas no coração as alegrias que me foram proporcionadas durante a recente visita ao Brasil, me sinto feliz em saudá-las por ocasião da Semana Nacional da Família, cujo tema é "A transmissão e a educação da fé cristã na família", encorajando os pais nessa nobre e exigente missão que possuem de ser os primeiros colaboradores de Deus na orientação fundamental da existência e a segurança de um bom futuro. Para isso, "é importante que os pais cultivem as práticas comuns de fé na família, que acompanhem o amadurecimento de fé dos filhos" (Carta Encíclica Lumem Fidei, 53). Neste sentido, os pais são chamados a transmitir, tanto por palavras como, sobretudo pelas obras, as verdades fundamentais sobre a vida e o amor humano, que recebem uma nova luz da revelação de Deus. De modo particular, diante da cultura do descartável, que relativiza o valor da vida humana, os pais são chamados a transmitir aos seus filhos a consciência de que esta deva sempre ser defendida, já desde o ventre materno, reconhecendo ali um dom de Deus e garantia do futuro da humanidade, mas também na atenção aos mais velhos, especialmente aos avós, que são a memória viva de um povo e transmissores da sabedoria da vida. Fazendo votos de que vocês, queridas famílias brasileiras, sejam o mais convincentes arautos da beleza do amor sustentado e alimentado pela fé e como penhor de graças do Alto, pela intercessão de Nossa Senhora Aparecida, a todos concedo a benção apostólica.by portal Ecclesia

CASO PESSEGHINI! O QUE HÁ POR TRAZ DO CRIME?

Muito se tem falado desde segunda-feira, quando uma terrível tragédia ceifou a vida de cinco pessoas de uma mesma família e, uma delas um adolescente de 13 anos, filho do casal de policiais militares assassinado. Os meios de comunicação não falam de outra coisa. Os comentários “bombam” nas redes sociais, bem como todas as teorias que a mente humana é capaz de imaginar. Perguntam-me se aceito a hipótese de que o menino Marcelinho seja o autor da tragédia. O caso ainda esta sob inquérito policial e a toda hora surgem novas testemunhas, novos indícios, depoimentos ainda pendentes, laudos periciais ainda por concluir. Minha resposta é não. Não acredito que tenha sido o Marcelinho, o autor da tragédia. Como advogada, nunca atuei na esfera criminal, aliás, uma área que nunca me atraiu, mas com 56 anos de vida e prestando atenção como a policia age em crimes de grande repercussão, acredito que alguma coisa aprendi. Em todos os crimes a primeira providência é isolar o local para preservar a cena do crime para que a policia cientifica possa coletar todas as provas possíveis para chegar ao autor. Mas o que vimos no caso em tela foi totalmente o contrário: a cena do crime mais parecia uma “rave” com centenas de pessoas ali concentradas. Outro fato que muito me causou estranheza foi à conclusão imediata da Autoridade Policial Dr. Itagiba Franco, delegado titular da divisão de homicídios do DHPP, um profissional experiente, competente e respeitado em seu meio, de que o adolescente teria cometido os assassinatos e depois se suicidado, sem que testemunhas tivessem sido ouvidas, a perícia concluído seu trabalho, ou qualquer outro trabalho de investigação fosse feito, baseando-se apenas no testemunho de um outro adolescente, que convenientemente corroborou a conclusão primeira do Dr. Itagiba e uma gravação do menino chegando à escola. Tentaram passar uma mensagem subliminar de algum problema de ordem psicológica ou mesmo psiquiátrica ao afirmarem que o Marcelinho era um menino retraído, que não saia para brincar com os vizinhos, que passava o tempo todo em casa e no computador. Ora, com as patologias de que era portador, principalmente a fibrose cística, era temerário deixa-lo na rua brincando, pois poderia surgir uma intercorrência que poderia leva-lo a óbito, se não fosse percebida a tempo e socorrido. Após essa conclusão outros fatos se somaram como declarações de autoridades policiais que depois se contradisseram, declarações de familiares aos quais não foi dada a devida importância, entre outros. Como disse, sou leiga, mas alguns fatos me alertaram e me induzem a acreditar que ha muito mais por traz dessa conclusão preliminar. Acredito, mesmo, que os assassinatos foram cometidos por profissionais, que sabiam exatamente o que faziam e de forma a não deixar evidências. A cena do crime se apresentava limpa e perfeita, disparos precisos, morte instantânea. Um trabalho tão limpo e uma cena tão perfeita pressupõem trabalho de pessoas altamente qualificadas e preparadas. Parece-me que tudo estão fazendo para acobertar os verdadeiros autores e muitos fatos me levam a essa conclusão: - os corpos foram descobertos às 12:00 horas aproximadamente por um policial a paisana e um parente da família, porque somente após 6 horas as autoridades foram chamadas, porque o lapso de tempo, principalmente por tratar-se de dois policiais e sua família? - o tio do Marcelinho, ao lado de um policial, atendeu duas chamadas telefônicas perguntando por que o sobrinho não havia ido à escola, porque tal fato não foi reportado à autoridade policial e imediatamente o sigilo telefônico quebrado? - a cabo Andrea estava investigando colegas de farda por assalto a caixas eletrônicos, informação essa confirmada e depois desmentida porque oficialmente não há nada a respeito, mas tudo leva a crer que pelo menos, de forma não oficiosa, essa investigação estava ocorrendo, pela própria postura das autoridades se contradizendo o tempo todo; - a única que foi subjugada (subjugação implica em humilhação) foi a cabo Andrea como se quisessem que ela suplicasse por sua vida e morresse sabendo quem foi seu algoz, o que não ocorreu com os outros; - a área de atuação da cabo Andrea é considerada como região crítica de criminalidade, com tráfico de drogas, máquinas caça-níqueis, homicídios entre outros; - pelos meios de comunicação foi veiculado que 18 policiais da área foram afastados para investigação e que a cabo Andrea era policial linha dura e envolvida na investigação; - foi escrito no muro da residência abuso 137 que no jargão policial quer dizer rixa com abuso de autoridade e - porque correr tanto e pular etapas para imputar a culpa no Marcelinho, com se quisessem esconder algo. Apenas para fazermos um parâmetro vamos pegar um crime que revoltou a população brasileira: o caso Nardoni. Antes de ser decretada a prisão do pai e madrasta da menina Isabela, foram ouvidos depoimentos, provas foram coletadas, o local do crime foi preservado, a policia se fez presente imediatamente, concluindo todas as etapas de uma investigação foram cumpridas e que culminou na condenação do casal Nardoni. Porque no CASO PESSEGHINI todas as etapas foram puladas e a conclusão, de chofre, tirada e imputada à culpa justamente naquele que não tem mais voz para se defender. A QUEM QUEREM PRESERVAR?????????????? Quando penso no caso a minha imaginação voa e chego a imaginar que querem preservar “peixe grande”, quando se fala de policiais nos vem à cabeça apenas praças, cabos e sargentos, nos esquecemos de que oficiais também são policiais e que em todos os seguimentos da sociedade tem sua “banda podre”. A Policia Militar tem como chefe o Governador do Estado e este tem políticos e amigos a ele diretamente ligados. Vamos imaginar, que a ordem partiu do Governo de modo que tudo se fizesse para que a culpa recaísse no Marcelinho. Vamos, também, imaginar que o crime organizado ou mesmo não organizado atue fortemente nessa região e que alguém da cúpula do governador ou da policia tenha alguma ligação com aqueles e que a cabo Andrea em sua investigação muito descobriu e com isso colocaria em risco carreiras e políticos. Vamos, outrossim, imaginar, que a cabo Andrea era um arquivo vivo de todas as mazelas e peraltices de gente graúda e que tem muito a preservar: carreira, aposentadoria, imagem, futuras eleições e por ai vai. Vamos, igualmente, imaginar, de que forma gente graúda e com poder tira os obstáculos e pessoas que lhe incomodam e lhes põem em risco do caminho (exemplo: caso Celso Daniel), no jargão policial, “deitar” a pessoa e não deixar pistas dos autores. Agora, um outro exercício de imaginação: um menino de 13 anos, uma criança ainda, mesmo que filho de policiais altamente qualificados, teria a competência, profissionalismo, o cuidado, a destreza, de montar uma cena de crime que se apresentava tão limpa e perfeita, com disparos sem hesitação, assistir aula sem alteração de comportamento, após assassinar seus pais e a avó que tanto amava. QUE CADA UM TIRE SUAS PRÓPRIAS CONCLUSÕES, MAS DIGO QUE: “HÁ ALGO DE MUITO PODRE NO REINO.......” by advogada Valéria Abdo

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Opus Dei é o Caminho da Santidade como disse o Santo João Paulo II

Não sei se você, caro leitor, já ouviu falar do Opus Dei (Traduzido do Latim, Obra de Deus). Talvez tenha escutado dizer mal dele. No livro sensacionalista e mentiroso “O Código da Vinci”, os membros do Opus Dei são acusados de chegar mesmo à prática de assassinato para defender seus interesses. Segundo alguns, trata-se de uma organização rica, de extrema-direita, que pretende dominar a Igreja; só porque o porta-voz do Papa, o competentíssimo e honesto Dr. Navarro-Valls, é do Opus Dei, dizem que a organização controla as comunicações no Vaticano. A TV Record, do Edir Macedo, fez uma série de reportagens sobre o Opus Dei no Brasil, denegrindo miseravelmente sua imagem... Agora, o “Código da Vinci” virou até filme. Mais uma vez o Opus Dei e a Igreja serão difamados e caluniados. Infelizmente, até mesmo padres, gente de Igreja (e que deveria comportar-se como gente de Igreja) tira uma casquinha, procurando jogar veneno e denegrir o tal Opus Dei... De quebra, para atingir o Papa, alguns dizem até – e é mentira lavada – que Bento XVI é ligado ao Movimento... Mas, o que é, finalmente, essa organização? Trata-se de um movimento católico, como tantos outros, nascido na Espanha em 1928, fundado por são Josemaria Escrivá. Seu objetivo era ajudar os leigos, onde estivessem, onde vivessem, no ambiente em que trabalhassem, a terem um caminho de santidade. Leigos bem formados, cristãos piedosos e católicos fies; leigos competentes como cidadãos e como cristãos – eis o objetivo do Opus Dei! Neste sentido, sua proposta e intuição eram muito parecidas com as de São Francisco de Sales. A organização foi crescendo e teve o apoio da Igreja: primeiro da Arquidiocese de Madri e, depois, da Santa Sé, desde Pio XII até João Paulo II Magno. As intuições e objetivos da “Obra” (assim seus membros chamam o movimento) são realmente católicos. Suas intenções são as melhores possíveis. No entanto, há algo que marcou para sempre a história do Opus Dei, atraindo a ira dos esquerdistas de todos os quadrantes, sobretudo do pessoal da esquerda dentro da Igreja: São Josemaria Escrivá, segundo muitos, era simpático ao ditador da Espanha, o Generalíssimo Francisco Franco. Pronto! Bastou isso para despertar o ódio mortal dos ‘progressistas” de esquerda contra Josemaria Escrivá e sua Obra. Assim, aquele mesmo pessoal que aplaude o comunismo que perseguiu a Igreja e assassinou milhões, odeia o Opus Dei; aquela mesma gente que bate palmas e idolatra Fidel Castro, o assassino ditador ateu, que mantém Cuba escravizada e troca receitas de cozinha com Frei Betto e Zé Dirceu, execra de despreza o Opus Dei. O General Franco foi ditador, sim; o General Franco mandou torturar e matar, sim; mas, o General Franco nunca perseguiu a Igreja ou negou Deus. O General Franco era cristão! Errou em muitos de seus atos, errou em algumas de suas idéias, mas suas intenções nunca foram direta e conscientemente contra Cristo e a Igreja! Como eu não sou politicamente correto, pior por pior, prefiro o General Franco a Fidel Castro! Nessa história toda, estejamos atentos a um detalhe: um cristão não deve avaliar um movimento de Igreja ou uma pessoa primeiramente por sua linha política, mas sim por sua adesão a Cristo, seu amor à Igreja, sua vontade de servir os outros. O Evangelho não é uma ideologia e o ser cristão é mais importante que qualquer opção ideológica. Há católicos de direita e católicos de esquerda, de centro e de nada... Não se avalia a catolicidade de alguém por sua opção ideológica, mas por seu desejo de seguir o Senhor. Por isso mesmo, independente da simpatia ou não de São Josemaria Escrivá pelo General Franco, e Igreja reconheceu o Opus Dei como um movimento válido ao caminho cristão e leal à Igreja e reconheceu o Padre Escrivá como santo. O Papa João Paulo II canonizou Escrivá e tornou o Opus Dei uma Prelazia Pessoal, ou seja, uma espécie de diocese sem território, de modo que seus membros no mundo inteiro estão sob a autoridade de um Bispo especial pertencente ao movimento. O Opus Dei tem inimigos ferrenhos e, infelizmente, uma parte deles combate a Obra difamando, mentindo e denegrindo. Isso não é honesto, não é humano, não é cristão. Fazem com o Opus Dei o que fizeram com o Cardeal Ratzinger, hoje nosso amado Bento XVI: difamam, mentem, denigrem, caluniam, tornando a pessoa ou a instituição odiosa ante a opinião pública... Eu não sou do Opus Dei e não tenho nenhuma simpatia pelo movimento. Mas, escrevo essas coisas porque conheço gente boa, séria e verdadeiramente católica que pertence à Obra e nela é feliz e nela realmente encontrou seu lugar na Igreja. Ser católico é também saber reconhecer o espaço e o direito de quem pensa diferente. Renovação Carismática, Cursilhos de Cristandade, Focolares, Comunidades de Base, Apostolado da Oração, Movimento Familiar Cristão, Legião de Maria, Caminho Neocatecumenal, Ação Católica, Arautos do Evangelho, Oficinas de Oração, Movimento Eucarístico Jovem, Equipes de Nossa Senhora, Mãe Rainha, Opus Dei, Comunhão e Libertação... todo esse rico conjunto de movimentos é expressão da riqueza que o Espírito Santo suscita na Igreja. Todos têm a aprovação de Roma, do Santo Padre, Sucessor de Pedro, todos têm cidadania na Igreja de Cristo. É muito triste e equivocado pensar que somente o meu movimento ou somente aqueles movimentos que cabem na minha estreiteza ideológica é que estão “na mão” na Igreja. Quem não couber na minha gaiolazinha ideológica estaria “na contramão”. Pensar assim é julgar-se o critério do certo e do errado nessa imensa e diversificada família chamada Igreja! Ser católico de verdade é ter de verdade o coração aberto para o diferente, para o diverso, para a insuprimível riqueza do Espírito de Cristo, que sopra à direita e à esquerda! Triste de quem se julga dono do Espírito Santo, a de quem se acha o último responsável pelo discernimento dos carismas. Na Igreja são os Bispos e, em última análise, o Papa de Roma, os responsáveis por discernir o que é e o que não é católico, o que está “na mão” ou “na contramão” na Igreja do Cristo. Não sou do Opus Dei, não simpatizo com o Opus Dei. Mas, há uma coisa no Opus Dei que admiro muito e gosto muitíssimo: seus membros são católicos até debaixo d’água, eles não falam mal da Igreja, eles são fidelíssimos ao Papa, eles aderem de corpo e alma à fé da Igreja católica. Também por isso é que muita gente odeia esse Movimento. Caro leitor, cuidado! Nesses tempos difíceis e confusos, a marca do que é católico é aquela de sempre: quem está com o Papa, de coração sincero e peito aberto, é católico; quem é fiel ao ensinamento da Igreja, cujo guardião supremo é o Papa, está “na mão”. Quem não, está “na contramão”. O Opus Dei está “na mão”. Que Deus o conserve assim e o faça crescer sempre mais. by Dom Henrique Soares da Costa,Arquidiocese de Aracaju