sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Opus Dei é o Caminho da Santidade como disse o Santo João Paulo II

Não sei se você, caro leitor, já ouviu falar do Opus Dei (Traduzido do Latim, Obra de Deus). Talvez tenha escutado dizer mal dele. No livro sensacionalista e mentiroso “O Código da Vinci”, os membros do Opus Dei são acusados de chegar mesmo à prática de assassinato para defender seus interesses. Segundo alguns, trata-se de uma organização rica, de extrema-direita, que pretende dominar a Igreja; só porque o porta-voz do Papa, o competentíssimo e honesto Dr. Navarro-Valls, é do Opus Dei, dizem que a organização controla as comunicações no Vaticano. A TV Record, do Edir Macedo, fez uma série de reportagens sobre o Opus Dei no Brasil, denegrindo miseravelmente sua imagem... Agora, o “Código da Vinci” virou até filme. Mais uma vez o Opus Dei e a Igreja serão difamados e caluniados. Infelizmente, até mesmo padres, gente de Igreja (e que deveria comportar-se como gente de Igreja) tira uma casquinha, procurando jogar veneno e denegrir o tal Opus Dei... De quebra, para atingir o Papa, alguns dizem até – e é mentira lavada – que Bento XVI é ligado ao Movimento... Mas, o que é, finalmente, essa organização? Trata-se de um movimento católico, como tantos outros, nascido na Espanha em 1928, fundado por são Josemaria Escrivá. Seu objetivo era ajudar os leigos, onde estivessem, onde vivessem, no ambiente em que trabalhassem, a terem um caminho de santidade. Leigos bem formados, cristãos piedosos e católicos fies; leigos competentes como cidadãos e como cristãos – eis o objetivo do Opus Dei! Neste sentido, sua proposta e intuição eram muito parecidas com as de São Francisco de Sales. A organização foi crescendo e teve o apoio da Igreja: primeiro da Arquidiocese de Madri e, depois, da Santa Sé, desde Pio XII até João Paulo II Magno. As intuições e objetivos da “Obra” (assim seus membros chamam o movimento) são realmente católicos. Suas intenções são as melhores possíveis. No entanto, há algo que marcou para sempre a história do Opus Dei, atraindo a ira dos esquerdistas de todos os quadrantes, sobretudo do pessoal da esquerda dentro da Igreja: São Josemaria Escrivá, segundo muitos, era simpático ao ditador da Espanha, o Generalíssimo Francisco Franco. Pronto! Bastou isso para despertar o ódio mortal dos ‘progressistas” de esquerda contra Josemaria Escrivá e sua Obra. Assim, aquele mesmo pessoal que aplaude o comunismo que perseguiu a Igreja e assassinou milhões, odeia o Opus Dei; aquela mesma gente que bate palmas e idolatra Fidel Castro, o assassino ditador ateu, que mantém Cuba escravizada e troca receitas de cozinha com Frei Betto e Zé Dirceu, execra de despreza o Opus Dei. O General Franco foi ditador, sim; o General Franco mandou torturar e matar, sim; mas, o General Franco nunca perseguiu a Igreja ou negou Deus. O General Franco era cristão! Errou em muitos de seus atos, errou em algumas de suas idéias, mas suas intenções nunca foram direta e conscientemente contra Cristo e a Igreja! Como eu não sou politicamente correto, pior por pior, prefiro o General Franco a Fidel Castro! Nessa história toda, estejamos atentos a um detalhe: um cristão não deve avaliar um movimento de Igreja ou uma pessoa primeiramente por sua linha política, mas sim por sua adesão a Cristo, seu amor à Igreja, sua vontade de servir os outros. O Evangelho não é uma ideologia e o ser cristão é mais importante que qualquer opção ideológica. Há católicos de direita e católicos de esquerda, de centro e de nada... Não se avalia a catolicidade de alguém por sua opção ideológica, mas por seu desejo de seguir o Senhor. Por isso mesmo, independente da simpatia ou não de São Josemaria Escrivá pelo General Franco, e Igreja reconheceu o Opus Dei como um movimento válido ao caminho cristão e leal à Igreja e reconheceu o Padre Escrivá como santo. O Papa João Paulo II canonizou Escrivá e tornou o Opus Dei uma Prelazia Pessoal, ou seja, uma espécie de diocese sem território, de modo que seus membros no mundo inteiro estão sob a autoridade de um Bispo especial pertencente ao movimento. O Opus Dei tem inimigos ferrenhos e, infelizmente, uma parte deles combate a Obra difamando, mentindo e denegrindo. Isso não é honesto, não é humano, não é cristão. Fazem com o Opus Dei o que fizeram com o Cardeal Ratzinger, hoje nosso amado Bento XVI: difamam, mentem, denigrem, caluniam, tornando a pessoa ou a instituição odiosa ante a opinião pública... Eu não sou do Opus Dei e não tenho nenhuma simpatia pelo movimento. Mas, escrevo essas coisas porque conheço gente boa, séria e verdadeiramente católica que pertence à Obra e nela é feliz e nela realmente encontrou seu lugar na Igreja. Ser católico é também saber reconhecer o espaço e o direito de quem pensa diferente. Renovação Carismática, Cursilhos de Cristandade, Focolares, Comunidades de Base, Apostolado da Oração, Movimento Familiar Cristão, Legião de Maria, Caminho Neocatecumenal, Ação Católica, Arautos do Evangelho, Oficinas de Oração, Movimento Eucarístico Jovem, Equipes de Nossa Senhora, Mãe Rainha, Opus Dei, Comunhão e Libertação... todo esse rico conjunto de movimentos é expressão da riqueza que o Espírito Santo suscita na Igreja. Todos têm a aprovação de Roma, do Santo Padre, Sucessor de Pedro, todos têm cidadania na Igreja de Cristo. É muito triste e equivocado pensar que somente o meu movimento ou somente aqueles movimentos que cabem na minha estreiteza ideológica é que estão “na mão” na Igreja. Quem não couber na minha gaiolazinha ideológica estaria “na contramão”. Pensar assim é julgar-se o critério do certo e do errado nessa imensa e diversificada família chamada Igreja! Ser católico de verdade é ter de verdade o coração aberto para o diferente, para o diverso, para a insuprimível riqueza do Espírito de Cristo, que sopra à direita e à esquerda! Triste de quem se julga dono do Espírito Santo, a de quem se acha o último responsável pelo discernimento dos carismas. Na Igreja são os Bispos e, em última análise, o Papa de Roma, os responsáveis por discernir o que é e o que não é católico, o que está “na mão” ou “na contramão” na Igreja do Cristo. Não sou do Opus Dei, não simpatizo com o Opus Dei. Mas, há uma coisa no Opus Dei que admiro muito e gosto muitíssimo: seus membros são católicos até debaixo d’água, eles não falam mal da Igreja, eles são fidelíssimos ao Papa, eles aderem de corpo e alma à fé da Igreja católica. Também por isso é que muita gente odeia esse Movimento. Caro leitor, cuidado! Nesses tempos difíceis e confusos, a marca do que é católico é aquela de sempre: quem está com o Papa, de coração sincero e peito aberto, é católico; quem é fiel ao ensinamento da Igreja, cujo guardião supremo é o Papa, está “na mão”. Quem não, está “na contramão”. O Opus Dei está “na mão”. Que Deus o conserve assim e o faça crescer sempre mais. by Dom Henrique Soares da Costa,Arquidiocese de Aracaju

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