quarta-feira, 7 de agosto de 2013

Rogério Ceni x Ney Franco. Pra virar a página. Por @carlosport

Rogério Ceni é um semideus no SPFC. Deus, só existe um. O Próprio. Craque com as mãos, mágico com os pés. Inigualável goleiro na história do Tricolor. Em breve, será insuperável na história do futebol brasileiro. Superará Pelé, com seus 1116 jogos pelo Santos. Faltam apenas trinta e poucos jogos. O M1to, como a torcida o chama (e é), alcançará mais este recorde. Recorde que se somará aos feitos fantásticos de campeão mundial, da Libertadores, do Tri-Hexa brasileiro, dos títulos estaduais e regionais. Aos seus incríveis 112 gols. Ney Franco não tem currículo ainda, pra ser comparado à Rogério Ceni no futebol. Certamente, não terá. Tem como maior feito até 2013, um sul-americano de garotos da seleção brasileira, que aliás, o levou ao São Paulo. Técnico que ainda precisa aprender muito sobre boleiros e relacionamentos. Sua saída do Tricolor, a gota d´água, foi prova disso, quando atirou contra o time, em declaração culpando os jogadores. Ney Franco, meu querido, time ganha todo mundo e perde todo mundo. O tempo te mostrará isso. Mas antes disso, Ney Franco teve razão, lá em 2012, quando Ceni o confrontou em campo. Na oportunidade pedindo por um jogador na frente de forma que extrapolou os limites em campo, Rogério errou. A partir dali, Ney Franco perdeu o respeito, o respaldo e o alicerce com os líderes do time. A maioria dos atos subsequentes, porém, foram culpa direta, também de Ney. O ex-técnico não pode tirar o dele da reta. Ceni e Ney Franco. Ambos erraram em momentos diversos, sobre a forma de conduzir um grupo, em 2012 e 2013. Futebol é hierarquia! Diretor tem que mandar mais que técnico que tem que mandar mais que jogador. Seja craque ou grosso. Não importa. Recentemente, a equipe São Paulo Digital TV recebeu Pintado em seu estúdio, onde o ex-campeão do mundo tricolor, hoje técnico e capaz executivo do país, cravava: "não se pode quebrar hierarquia". E olha que Pintado conviveu com craques absurdos, mas que sempre respeitaram as ordens superiores. Até nos momentos de crise. Sim, o SPFC de Telê também teve princípio de crise, na fama de pé-frio antes de 91, nas 5 derrotas consecutivas de 92, na perda do título da Libertadores em 94. Porém, a hierarquia sempre prevaleceu. Fundamental pra isso, foi a diretoria de futebol que sempre existiu naquela época. Dirigentes que conheciam de bola e seguravam o rojão. Tem problema? Olha na cara e resolve, internamente. Voltando aos dias de hoje, Adalberto Baptista foi uma lástima para o SPFC, também por nunca ter sido boleiro e por não impor conhecimento de ambiente de futebol. Nenhum líder do elenco do Tricolor, dava moral pro ex-dirigente. Porque simplesmente, Adalberto não conhecia o que estava fazendo ali. A "briga" de bastidores que durou meses entre Ceni e Franco, ocorreu porque faltou diretor pra identificar e acabar. Deu no que deu. Ceni, ao levantar o troféu da Eusébio, cutucou Ney. Desnecessário Mito, olha a fase do SPFC. Ney saiu e o time seguiu mal. E Ney Franco, do alto do seu orgulho ferido, deu no meio, expondo situações internas do grupo. Verdadeiras? Somente eles sabem. O mais lamentável... Ninguém venceu nessa troca de farpas. Apenas o São Paulo, é quem perdeu. Paz, Tricolor, paz! Até porque, o M1to está representando em campo, como sempre. Já Ney Franco, já era... by Carlos Port

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